Revista de Arqueologia (SAB - Sociedade de Arqueologia Brasileira)
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Aproximação auto-etnográfica à pandemia e a busca de ancestrais
In this paper I present an auto-ethnography of the pandemic, focused on its repercussions on my research and daily work as a woman, mother, daughter and archaeologist. If we conceive auto-ethnography as an attempt to learn about social, cultural and/or political processes through personal exploration, this introspection can contribute to the understanding of the health crisis and the daily production of archeology. To build this story I relied on the autobiographical method, using personal diaries and work notes, as well as some publication.En este artículo presento una autoetnografía de la pandemia, enfocada en sus repercusiones en mis investigaciones y quehacer cotidiano como mujer, madre, hija y arqueóloga. Si concebimos la autoetnografía como un intento de aprender sobre los procesos sociales, culturales y/o políticos a través de la exploración personal, esta introspección puede aportar a comprender la crisis sanitaria y la producción cotidiana de la arqueología. Para construir este relato me basé en el método autobiográfico, utilizando diarios personales y notas de trabajo, además de algunas publicaciones.Neste artigo apresento uma autoetnografia da pandemia, focada em suas repercussões em minhas pesquisas e no cotidiano de trabalho como mulher, mãe, filha e arqueóloga. Se concebermos a autoetnografia como uma tentativa de aprender sobre os processos sociais, culturais e / ou políticos por meio da exploração pessoal, essa introspecção pode contribuir para a compreensão da crise da saúde e da produção cotidiana da arqueologia. Para construir esta história, me baseei no método autobiográfico, utilizando diários pessoais e notas de trabalho, bem como algumas publicações
Para além da monumentalidade: o papel social da Arqueologia da Arquitetura no reconhecimento e valorização de narrativas e patrimônios invisibilizados
This text aims to debate the selection processes and the preservation policies for Cultural Assets in Pelotas-RS. An analysis of the recognition of the historical ensemble, which sought to understand the municipal and federal articulations in the preservation proposal, evidenced a predilection for valuing the eclectic architecture of the 19th and 20th centuries as representative Cultural Assets of the local history. From an approach between the critical perspective of studies on heritage and the Archaeology of Architecture, we seek to identify contradiscursive approaches about the local edified heritage, highlighting the social role of the archaeological work in the recognition of rendered invisible heritage. As examples, we will discuss the Passo do Negros and the Porto industrial area of Pelotas.Este texto propone debatir sobre los procesos de selección y sobre las políticas para la preservación de los Bienes Culturales en Pelotas-RS. Un análisis del reconocimiento del conjunto histórico, que propuso comprender las articulaciones municipal y federal en la propuesta de preservación, evidenció una predilección por la valorización de la arquitectura ecléctica de los siglos XIX y XX como Bien Cultural representativo de la historia local. Desde una aproximación entre la perspectiva crítica de los estudios sobre el patrimonio y la Arqueología de la Arquitectura, buscamos identificar enfoques contradiscursivos del patrimonio construido local, destacando el papel social del trabajo arqueológico en el reconocimiento del patrimonio invisibilizado. Como ejemplos se abordará Passo dos Negros y el polígono industrial de Porto de Pelotas.Este texto propõe debater sobre os processos de seleção e sobre as políticas de preservação de Bens Culturais em Pelotas-RS. Uma análise sobre o reconhecimento do conjunto histórico, que buscou entender as articulações municipais e federais na proposta de preservação, evidenciou uma predileção à valorização da arquitetura eclética dos séculos XIX e XX como Bens Culturais representativos da história local. A partir de uma aproximação entre a perspectiva crítica dos estudos sobre patrimônio e a Arqueologia da Arquitetura, procuramos identificar tratativas contradiscursivas sobre o patrimônio edificado local, evidenciando o papel social do fazer arqueológico no reconhecimento de patrimônios invisibilizados. Como exemplos serão abordados o Passo do Negros e a zona industrial do Porto de Pelotas
Por uma educação patrimonial das relações étnico-raciais
This article presents theoretical and methodological discussions on Heritage Education of Ethnic-Racial Relations that can be applied in virtual environments. These discussions compose the corpus that underlies the post-doctoral internship report proposed and developed in the predatory context of the Sars-Cov-2 pandemic (Covid-19). To this end, I will begin by reflecting on my writing place, followed by a brief theorization of teaching-learning in virtual networks, then I will present the legal frameworks that underpin a proposal for heritage education on ethnic-racial relations, and finally the efforts already made in the dialogue between archaeology and dance, with an indication of the methods developed from the relationship between rhetoric and empiricism articulated throughout an auto-ethnographic becoming in religions of African matrix.Este artículo presenta discusiones teóricas y metodológicas para la Educación Patrimonial de las Relaciones Étnico-Raciales que pueden aplicarse en entornos virtuales. Estas discusiones componen el corpus en el que se basa el informe de prácticas postdoctorales propuesto y desarrollado en el contexto depredador de la pandemia Sars-Cov-2 (Covid_19). Para ello, comenzaré reflexionando sobre el lugar en el que escribo, seguido de una breve teorización de la enseñanza-aprendizaje en redes virtuales, luego presentaré los marcos legales que sustentan una propuesta de educación patrimonial sobre las relaciones étnico-raciales y, finalmente, los esfuerzos que ya se han realizado en el diálogo entre la arqueología y la danza, con una indicación de los métodos desarrollados a partir de la relación entre retórica y empirismo articulada en el curso de una evolución auto-etnográfica en las religiones de origen africano.Esse artigo apresenta discussões teórico-metodológico para a Educação Patrimonial das Relações Étnico-Raciais passível de ser aplicada em ambientes virtuais. Essas discussões compõe o corpus que embasa o relatório de estágio pós-doutoral proposto e desenvolvido no contexto predatório da pandemia de Sars-Cov-2 (Covid_19). Para tanto, inicio refletindo sobre meu lugar de escrita, sigo com uma breve teorização do ensino-aprendizagem nas redes virtuais, de modo posterior apresento os marcos legais que fundamentam uma proposta de educação patrimonial das relações étnico-raciais, e por fim, os esforços já realizados pelo diálogo entre arqueologia e dança, com a indicação dos métodos elaborados a partir da relação entre retórica e empirismo articulada ao longo de um devir auto-etnográfico nas religiões de matriz africana
“Nessun Dorma” - A Arqueologia Digital e a atuação do grupo de investigação ARISE em tempos de pandemia: um ensaio
This essay aims to present my reflections on Digital Archaeology inserted in the Coronavirus pandemic context. It is undeniable that social distancing has brought changes to the Academia in the world and in Brazil: we had to adapt (often without adequate knowledge for this). Thus, this text contains opinions about the way that we archaeologists use internet cyberspace to reach our dialogue with the general public, as well as the impact on teaching practice today. For that, I use as an example the actions developed by the CNPq Research Group – Interactive Archaeology and Electronic Simulations (ARISE), which, during the pandemic, have been focusing on these (not so) new means of communication.Este ensayo tiene como objetivo presentar mis reflexiones sobre la Arqueología Digital inserta en el contexto de la pandemia del Coronavirus. Es innegable que el distanciamiento social trajo cambios a la Academia del mundo y de Brasil: tuvimos que adaptarnos (muchas veces sin los conocimientos adecuados). De esta forma, este texto contiene opiniones sobre la forma en que los arqueólogos utilizamos el ciberespacio de internet para lograr nuestro diálogo con el público en general, así como el impacto en la práctica docente en la actualidad. Para ello, pongo como ejemplo las acciones desarrolladas por el Grupo de Investigación CNPq – Arqueología Interactiva y Simulaciones Electrónicas (ARISE) que, durante la pandemia, se ha centrado en estos (no tan) nuevos medios.
Este ensaio tem como objetivo apresentar minhas reflexões sobre a Arqueologia Digital inserida no contexto da pandemia do Coronavírus. É inegável que o distanciamento social trouxe mudanças para a Academia do mundo e do Brasil: tivemos que nos adaptar (muitas vezes sem o conhecimento adequado). Dessa forma, este texto contém opiniões sobre a forma como os arqueólogos utilizam o ciberespaço da internet para alcançar nosso diálogo com o público em geral, bem como o impacto na prática docente hoje. Para isso, dou como exemplo as ações desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa CNPq - Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas (ARISE) que, durante a pandemia, tem focado nessas (nem tão) novas mídias
Covid, afetos e a sala de aula digital
We bring here reflections based on experiences, expectations and projections of our practices as archeology professors during the Covid-19 pandemic, at two federal universities (UFMG and UFPA) with undergraduate and graduate programs. By reporting our experiences, entangled and traversed by multiple situations and contexts, we seek to share the paths we are building within Emergency Remote Education (ERE). We stand from a perspective in which affections, emotions and sensitivities are part of our practices, understanding that teaching and learning are acts of resistance; and the classroom can pave the way for an activist, affective and transformative archeology.Este texto trae reflexiones basadas en experiencias, expectativas y proyecciones de nuestras prácticas como profesoras de arqueología durante la pandemia de Covid-19, en dos universidades federales (UFMG y UFPA) que ofrecen cursos de grado y posgrado con los que estamos involucradas. Al relatar nuestras experiencias, entremezcladas y atravesadas por múltiples situaciones y contextos, buscamos compartir los caminos que estamos construyendo en la Enseñanza Remota de Emergencia (ERE). Partimos de una perspectiva en la que los afectos, las emociones y las sensibilidades forman parte de nuestras prácticas, entendiendo que enseñar y aprender son actos de resistencia; y la clase puede allanar el camino para una arqueología activista, afectiva y transformadora.Este texto traz reflexões a partir de experiências, expectativas e projeções das nossas práticas como docentes de arqueologia durante a pandemia da Covid-19, em duas universidades federais (UFMG e UFPA) que oferecem cursos de graduação e pós-graduação com os quais estamos envolvidas. Ao relatar nossas vivências, entremeadas e atravessadas por múltiplas situações e contextos, buscamos compartilhar os caminhos que estamos construindo no Ensino Remoto Emergencial (ERE). Partimos de uma perspectiva em que os afetos, as emoções e as sensibilidades são parte constituinte das nossas práticas, entendendo que ensinar e aprender são atos de resistência; e a sala de aula pode abrir caminho para uma arqueologia ativista, afetiva e transformadora
Reflexões de uma arqueologia pandêmica: o papel dos afetos e das relações na prática arqueológica
This text is the materialization of anxieties, affections and reflections caused by the long days of lockdown generated by the Covid-19 pandemic. Thoughts produced during my pandemic archaeological studies, with the development of my doctoral research in quarantine. The social isolation contributed to a reflection on the role and importance of relationships in our daily lives, and in the very constitution of ourselves, and of the different beings and the world. Something that can also be thought for archeology. An archaeological practice in quarantine, in complete isolation, loses its basic meaning and goes against the main idea of what archeology is. Something constituted by the constant intra-actions of beings, objects, people, landscapes, constructions, driven by affections and sensations in the establishment of complex assemblages. My brief reflection proposes to discuss the bases of archeology as something relational and affective, composed by the presence of forces and flows in a constant becoming. A collective and plural work resulting from the performance of different entities, beings and people.Este texto es la materialización de ansiedades, afectos y reflexiones provocadas por los largos días de encierro generados por la pandemia del Covid-19. Pensamientos producidos durante mis estudios arqueológicos pandémicos, con el desarrollo de mi investigación doctoral en cuarentena. El aislamiento social contribuyó a una reflexión sobre el papel y la importancia de las relaciones en nuestra vida diaria y en la propia constitución de nosotros mismos, y de los diferentes seres y del mundo. Algo que también se puede pensar en arqueología. Una práctica arqueológica en cuarentena, en completo aislamiento, pierde su significado básico y va en contra de la idea misma de lo que es la arqueología. Algo constituido por la intra-acción constante de seres, objetos, personas, paisajes, construcciones, impulsados por afectos y sensaciones en el establecimiento de conjuntos complejos. Mi breve reflexión propone discutir las bases de la arqueología como algo relacional y afectivo, compuesta por la presencia de fuerzas y flujos en un devenir constante. Un trabajo colectivo y plural fruto de la actuación de diferentes entidades, seres y personas.Este texto é a materialização de angústias, afetos e reflexões causadas pelos longos dias do confinamento gerado pela pandemia da Covid-19. Pensamentos produzidos durante meus estudos arqueológicos pandêmicos, com o desenvolvimento da minha pesquisa de doutorado na quarentena. O isolamento social contribuiu para uma reflexão do protagonismo e importância das relações em nosso cotidiano, e para a própria constituição de nós mesmos, dos diferentes seres e do mundo. Algo que também pode ser pensado para a arqueologia. Uma prática arqueológica em quarentena, em completo isolamento, perde o seu sentido básico e vai contra a própria ideia do que é a arqueologia. Algo constituído pela constante intra-ação de seres, objetos, pessoas, paisagens, impulsionada pelos afetos e sensações no estabelecimento de complexas assembleias. Minha breve reflexão propõe discutir as bases da arqueologia como algo relacional e afetivo, composto pela presença de fluxos em um constante devir. Trata-se de um trabalho coletivo e plural resultante da atuação de diferentes entes, seres e pessoas.
Geoglifos do Acre: passado profundo
Alceu Ranzi is a geographer and palaeontologist, he taught for over thirty years at the Federal University of Acre - UFAC. For more than two decades, he has worked tirelessly in the dissemination and defense of archaeological sites known as geoglyphs. He has just published “Geoglyphs of Acre: deep past”, which narrates the saga of the researcher who proposes to draw the attention of the public authorities and express his concern in the press regarding this heritage. This pilgrimage culminated in important projects and partnerships that adopted multidisciplinary tools to understand the wide distribution of these land structures in the Western Amazon.Alceu Ranzi es geógrafo y paleontólogo, enseñó durante más de treinta años en la Universidad Federal de Acre - UFAC. Durante más de dos décadas ha trabajado incansablemente en la difusión y defensa de los sitios arqueológicos conocidos como geoglifos. Acaba de publicar “Geoglifos de Acre: pasado profundo”, que narra la saga del investigador que se propone llamar la atención de las autoridades públicas y expresar su preocupación en la prensa respecto a este patrimonio. Esta peregrinación culminó en importantes proyectos y alianzas que adoptaron herramientas multidisciplinarias para comprender la amplia distribución de estas estructuras territoriales en la Amazonía occidental.Alceu Ranzi é geógrafo e paleontólogo, lecionou por mais de trinta anos na Universidade Federal do Acre - UFAC. Há mais de duas décadas trabalha incansavelmente na divulgação e defesa dos sítios arqueológicos conhecidos como geoglifos. Ele acaba de publicar “Geoglifos do Acre: passado profundo”, que narra a saga do pesquisador que propõe chamar a atenção do poder público e expressar na imprensa sua preocupação com relação a esse patrimônio. Esta peregrinação culminou em importantes projetos e parcerias que adotaram ferramentas multidisciplinares para entender a ampla distribuição dessas estruturas de terra na Amazônia Ocidental
A Origem do significado: uma abordagem paleoantropológica
Understand what makes us humans has been a topic of intense discussion in the last decades. Currently, the characteristic that better sets us apart from the other animals is the symbolic thinking capacity. Nonetheless, understand when and how the development of this element happened is still an open question. The book allows us to look to the archaeological record and see the construction of our current knowledge about this topic, adding a few perspectives for new debates. In "The origin of meaning – a paleoanthropological approach." Walter Neves, Eliane Rapchan, and Lukas Blumrich propose to review the knowledge built until here, searching to unravel the emergence of symbolism.Entender qué nos hace humanos ha sido objeto de un intenso debate en las últimas décadas. Actualmente, la característica que mejor nos diferencia de otros animales es la capacidad de pensamiento simbólico, sin embargo, entender cuándo y cómo se desarrolló este elemento sigue siendo una cuestión abierta. El libro nos permite enfrentar el registro arqueológico y ver la construcción de nuestra comprensión actual del tema, agregando algunas perspectivas para nuevos debates. En “El origen del significado: un enfoque paleoantropológico”, Walter Neves, Eliane Rapchan y Lukas Blumrich se propusieron revisar el conocimiento producido hasta el momento, en la búsqueda de desentrañar la emergencia del simbolismo.Entender o que nos torna humanos tem sido tema de intensa discussão nas últimas décadas. Atualmente a característica que melhor nos difere dos demais animais é a capacidade de pensamento simbólico, no entanto compreender quando e como se deu o desenvolvimento deste elemento ainda é uma questão em aberto. O livro nos permite encarar o registro arqueológico e enxergar a construção do nosso entendimento atual acerca do tema, somando um pouco das perspectivas para novos debates. Em “A origem do significado – uma abordagem paleoantropológica” Walter Neves, Eliane Rapchan e Lukas Blumrich se propõem a revisitar o conhecimento produzido até aqui, na busca por desvendar o surgimento do simbolismo