Revista Comunicação Midiática
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    Informação, desinformação e infodemia: análise de conteúdos divulgados sobre as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024

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    Este estudo investiga a disseminação de informações e desinformações relacionadas às enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024, no contexto de uma sociedade midiatizada e altamente digital. Utilizando a Análise de Conteúdo de Bardin (2006), foram examinadas 50 publicações na rede social "X" (antigo Twitter), selecionadas a partir de termos-chave relacionados ao evento. A pesquisa destaca a coexistência de informações confiáveis e desinformações, exacerbada pela infodemia, caracterizada pela circulação massiva e rápida de informações desinformativas em redes sociais digitais. A análise revela que a infodemia contribui para a perpetuação da desinformação, influenciada pela lógica algorítmica que privilegia conteúdos polarizadores e potencialmente desestabilizadores do conhecimento universal. Este fenômeno, amplificado por interesses políticos e econômicos, desafia a credibilidade e o papel dos jornalistas

    A perspectiva da desinformação em quatro anos (2020-2023): uma análise de conteúdo do Campo Grande News

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    Esta pesquisa tem como objetivo compreender de que forma o jornalismo local se posiciona frente ao fenômeno da desinformação utilizando a metodologia Análise de conteúdo de textos jornalísticos publicados no jornal on-line Campo Grande News, situado no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foi utilizada a palavra-chave “desinformação” para coletar os textos publicados no portal nos anos de 2020, 2021, 2022 e 2023, formando um corpus constituído por 183 publicações analisadas, sendo 90 informativos e 93 opinativos. Dentre os resultados encontrados, observou-se que o Campo Grande News atua apurando acontecimentos locais envolvendo desinformação, divulga iniciativas de enfrentamento locais e nacionais, aborda diversas temáticas (saúde, política, educação, cultura, tecnologia) e republica artigos de educação midiática

    Infodemia de colonialidades: Bolsonaro e seus discursos de ódio de cunho racial

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    Circunscrito em um contexto infodêmico, este estudo tem como objetivo compreender de que que forma a lógica da colonialidade se manifesta nos discursos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com base em Bragato e Silva (2021), Quijano (2005), Andrade (2001) e Severo e Guerra (2022), percebe-se que os discursos de ódio são fundamentados em processos históricos como o colonialismo, imbuído de seu método de depreciação e subordinação dos sujeitos colonizados. Partindo-se de uma abordagem qualitativa, adota-se como método a análise de conteúdo sistematizada por Bardin (2016) e atualizada por Sampaio e Lycarião (2021). Além de identificar discursos de ódio de cunho racial, os resultados indicam que, ao humilhar, manifestar preconceitos, fazer comparações pejorativas, Bolsonaro demarca um caráter ofensivo, desinformativo e intolerante em seus discursos, reafirmando a lógica colonial

    Negacionismo à brasileira: os impactos da desordem informacional para o fenômeno da (des)infodemia no Brasil durante a pandemia da Covid-19

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    A pandemia da Covid-19 jogou luz sobre uma série de problemáticas de ordem social, anteriores e posteriores à proliferação do novo coronavírus, o Sars-CoV-2, por todo o mundo. Para alguns autores, o avanço exponencial da doença teve como pano de fundo as fragilidades, principalmente, da economia neoliberal, atravessada pelas desigualdades sociais. Para outros, provocou medo iminente na população mundial, em torno do desconhecido e da ausência de medidas efetivas de combate ao vírus. Este trabalho, por sua vez, debruça-se sobre a ascensão do fenômeno da infodemia, categoria conhecida como a epidemia da informação, caracterizada pelo fluxo exacerbado de informações – verdadeiras, falsas, incompletas ou retiradas de contexto –, com impactos severos no tecido social. A partir deste panorama, este artigo traz uma reflexão teórica de natureza básica e do tipo exploratório, com delineamento bibliográfico e abordagem qualitativa acerca dos impactos da disseminação da desinformação, como elemento da desinfodemia, produzida pela gestão de Jair Bolsonaro, durante a pandemia no Brasil. Por meio dele, é possível identificar a adoção de estratégias de desordem informacional a serviço de projetos políticos antidemocráticos, o que também possibilita um alerta para a informação e a ideologia como possíveis Determinantes Sociais de Saúde

    Desordem informacional e inteligência artificial: implicações éticas e deontológicas para o jornalismo no contexto das plataformas digitais

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    A desinformação tem adquirido novos contornos com avanços de sistemas tecnológicos e plataformizados, constituindo desafios para a sociedade e a democracia. Objetiva-se discutir as implicações contemporâneas impulsionadas pela Inteligência Artificial (IA) e pela desordem informacional no contexto das plataformas digitais para o jornalismo. Em caráter ensaístico, avança-se com reflexões sobre desordem informacional, toxicidade, plataformização da violência, jornalismo automatizado e impactos algorítmicos nas notícias. Com essas alterações na construção da realidade, o jornalismo tem sido crivado por desconfianças e pela consolidação de plataformas sem mecanismos regulatórios e legais

    Desinformação em Rede: Processos, Impactos e Desafios no Ambiente Digital

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    Resenha da obra "A rede da desinformação: Sistemas, estruturas e dinâmicas nas plataformas de mídias sociais" de Raquel Recuero (2024

    Big Tech vs. Democracia: A Batalha pela Regulação no Capitalismo de Vigilância

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    Este artigo analisa os efeitos da governança algorítmica e da desinformação no capitalismo de dados, explorando seus impactos na liberdade de expressão e na regulação digital. A pesquisa demonstra que a desinformação é um resultado estrutural das plataformas digitais, cujos modelos econômicos privilegiam engajamento em detrimento da qualidade informativa. Discutem-se ainda os desafios da regulação, contrastando iniciativas como o Digital Services Act (UE) e o PL 2630/2020 (Brasil), e os riscos de censura algorítmica e assimetrias de poder. Conclui-se pela necessidade de transparência algorítmica e governança multissetorial para proteger direitos fundamentais

    Codesinfo: Desenvolvimento de Tecnologias Inovadoras no Jornalismo para Combater a Desinformação

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    O projeto Codesinfo visa fortalecer o jornalismo no combate à desinformação com o desenvolvimento de ferramentas digitais de código aberto. Lançado em 2023 e coordenado pelo Projor, o programa fomenta soluções inovadoras implementadas em organizações jornalísticas brasileiras. Em 2024, participaram Ambiental Media, Aos Fatos, Folha de S.Paulo, Folha do Mate e Núcleo Jornalismo. Entre os resultados, destacam-se ferramentas para uso de IA em pautas ambientais, monitoramento de publicidade enganosa, produção automatizada de vídeos informativos, transparência de autoria e fontes em reportagens, e atualização contextual de notícias. A experiência evidencia desafios relacionados à adoção tecnológica no jornalismo, ao mesmo tempo em que ressalta o potencial das soluções de código aberto no enfrentamento da desinformação

    Palavra da Coordenação

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    Um olhar para a teoria social sob a perspectiva da Identidade e Diferença

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    Para pensarmos a Identidade e a Diferença, a obra que acompanha seu nome, organizada por Tomaz Tadeu Silva, tem muito o que nos dizer. Publicada pela primeira vez no ano de 2005 pela editora Vozes, os ensaios ali desenvolvidos são uma grande referência nas áreas do conhecimento das humanidades e ciências sociais aplicadas. O livro é composto por três ensaios, sendo o primeiro escrito pela autora Kathryn Woodward, onde são apresentados os principais conceitos de identidade e diferença, exemplificando-os e correlacionando-os. O segundo capítulo, por sua vez é de autoria de Tomaz Tadeu da Silva. Nele, o autor aborda que a identidade e a diferença é mais do que um problema social, mas curricular, pedagógico e político. Por fim, o último capítulo é de autoria de Stuart Hall. O autor inicia o capítulo com uma provocação “Quem precisa de identidade?”. Para responder a essa questão, Hall se debruça sob conceitos que serão esmiuçados na terceira seção desta resenha

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