Revista Comunicação Midiática
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    Para onde fomos, para onde vamos: sentidos dos discursos ambientais do Brasil na Assembleia Geral da ONU – 1985-2022

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    Este artigo objetiva compreender os sentidos dos discursos ambientais do Brasil nas aberturas de trabalhos da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas – ONU entre 1985 e 2022. Utilizamos a fundamentação teórica da semiótica de Algirdas Julien Greimas, da sociossemiótica de Eric Landowski e autores da área de comunicação e ecologia. A partir do percurso gerativo de sentido, identificamos os atores e as estruturas enunciativas, as isotopias temáticas e figurativas de tais discursos e os sentidos que deles emanam. Os resultados apontam para avanços na agenda socioambiental do Brasil, todavia, os sentidos atribuídos ao meio ambiente indicam seu uso como objeto de valor em modalizações econômicas e políticas

    Práticas de desinformação do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de COVID-19

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    Fake news, fake sciences, negacionismo científico, teorias da conspiração e testemunhais falsos foram algumas estratégias de desinformação do Governo Federal que marcaram o cenário de desinfodemia da COVID-19 no Brasil. Este artigo objetiva compreender a desinformação propagada durante a desinfodemia de COVID-19 no Brasil como práticas desinformacionais. Baseia-se na análise das declarações públicas do Presidente Jair Bolsonaro durante os dois primeiros anos de pandemia a partir das categorias de desinformação verificadas pela agência de fact-checking Aos Fatos que integram o especial “Todas as declarações de Bolsonaro checadas”. Constata que as declarações do Presidente Jair Bolsonaro relacionadas ao descrédito de autoridades científicas, às distorções sobre a gravidade da doença, às medidas de combate, à eficácia de vacinas e à indicação de medicamentos e tratamentos sem efeito comprovado integram práticas desinformacionais

    O fazer jornalismo e a Inteligência Artificial: Usos do Chat GPT na produção de notícias

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    O presente artigo tem como proposta debater como uma inteligência artificial avançada, como o Chat GPT, pode interferir no modo de produção de textos jornalísticos. Baseando-se metodologicamente em um experimento que visa dialogar como a ferramenta pode limitar ou auxiliar o trabalho de repórteres textuais, principalmente na questão do seu ethos profissional, envolvendo o seu comprometimento com a veracidade dos fatos e a sua relação com as fontes. Para a discussão teórica o artigo utiliza as referências sobre o jornalismo na era da inteligência artificial, debate sobre a ética jornalística e também dialoga sobre o modo de produção profissional. Além disso, a partir dos resultados obtidos, propõe um questionamento sobre como a ferramenta pode interferir na realização dos processos cotidianos jornalísticos

    Comunicação pública da ciência em plataformas de streaming: análise de temáticas e modelos do canal “Nerdologia” no YouTube (2013-2020)

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    Este trabalho analisa temáticas, estratégias e modelos de comunicação científica dos cinquenta vídeos mais populares do canal brasileiro de divulgação científica Nerdologia, publicados no YouTube entre 2013 e 2020. É problematizado o papel dos canais de streaming como espaços de divulgação científica e seus limites e potencialidades no enfrentamento da desinformação científica. O referencial teórico advém da literatura sobre Comunicação Pública da Ciência e Divulgação Científica. A metodologia aplicada é a análise de conteúdo combinada à análise de elementos audiovisuais. Os resultados demonstram estratégias de comunicação associadas aos modelos de déficit cognitivo e contextual, aderente à estética da dita cultura nerd, com o predomínio das seguintes temáticas entre os vídeos mais acessados: cultura pop; desinformação científica; saúde; ciência, política e ética e; meio ambiente

    O que ELIZA tem a nos ensinar sobre LiteracIA?

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    Este artigo integra a pesquisa de doutorado em curso no PPGMC/UFF, intitulada “Um mundo (des)informado por prompts: o cotidiano entrelaçado em IAGens”. Investigamos os usos e sentidos (re)produzidos sobre IAs Generativas no cotidiano acadêmico do Ensino Superior, considerando a desinformação presente nos conteúdos gerados por e sobre elas. Analisamos o caso do programa ELIZA como objeto de estudo e discutimos como essa reflexão contribui para o conceito de LiteracIA: uma postura curiosa e crítica diante das IAs

    Apresentação

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    A ritmanálise como método de compreensão das intensidades em estudos de fãs

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    O objetivo deste artigo é contribuir para com os estudos de fãs em uma nova perspectiva para a análise de seu objeto principal, os fãs. As novas vertentes introduzidas incorporam os conceitos de ritmo e ritmanálise, propiciados inicialmente por Lúcio Alberto Pinheiro dos Santos via Bachelard (2006), e posteriormente por Lefebvre (2004) Com isso, será necessário contextualizar os estudos de fãs e seus parâmetros (Hills, 2002; Staci, Evans, 2014; Costa, 2020), discutir os métodos de ritmo para a criação da ritmanálise e, então, relacionar os trabalhos de ritmo para dinâmicas sociais e ocupação de espaços urbanos nos estudos de fãs, e por fim, analisar três objetos presentes na relação fã-ídolo. Assim, foi possível compreender os processos rítmicos como uma forma de expansão metodológica do subcampo da comunicação e, também, identificar novas interações executadas pelos devotos aos seus objetos de desejo

    Rio Grande do Sul e o ecossistema da desinformação: narrativas sobre a crise climática

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    Este estudo exploratório analisa o conteúdo desinformativo que circulou, no Brasil, acerca da tragédia climática do Rio Grande do Sul, em maio de 2024. Para isso, utiliza o modelo do ecossistema da desinformação de Wardle (2017). Seguindo essa proposta teórica, identifica as principais narrativas desinformativas, os agentes propagadores de desinformação e os canais de disseminação mais utilizados. O primeiro aspecto é detalhado também a partir da Análise de Conteúdo, conforme Bardin (2011). O corpus é composto por 39 conteúdos checados pelas agências de fact-checking Agência Lupa e Aos Fatos. A pesquisa discute a relação entre crise e desinformação. Revela que, no caso do Rio Grande do Sul, há predominância de narrativas que minimizam ou negam a ocorrência de mudanças climáticas, frequentemente associadas a interesses políticos e econômicos

    Integridade da informação: um novo conceito para o estudo da desinformação

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    Recentemente, documentos oficiais produzidos pela Organização das Nações Unidas (em seu Programa para o Desenvolvimento), ou pelo G20, o grupo das 20 maiores economias do mundo (por meio do seu Grupo de Trabalho da Economia Digital) apresentaram o conceito de integridade da informação. Mas o conceito não tem, ainda, desenvolvimento na literatura científica. O objetivo deste texto é analisar o conceito, por meio do estudo de três documentos oficiais. A seguir, busca-se confrontar os elementos que compõem o conceito com o quadro atual das pesquisas sobre desinformação. Tal quadro é marcada por uma dispersão, seja em relação aos vários conceitos utilizados (desinformação, pós-verdade, infodemia, fake news), seja por conta das diferentes vinculações teóricas de tais pesquisas (funcionalismo, marxismo, interpretativismo ou humanismo). Conclui-se que o conceito de integridade da informação tem potencial para colocar em diálogo pesquisas produzidas em âmbitos diferentes – mas, para isso, o conceito precisa ser ainda desenvolvido no âmbito científico

    Atores sem voz encenam no espaço midiático: a revolta dos operários da construção civil

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    Este artigo aborda a cobertura midiática à greve dos operários da construção civil, que ocorreu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em finais de julho e início do mês de agosto de 1979, no arcabouço de movimentos trabalhistas que emergiram naquela época por melhores condições  de trabalho e de vida, quando a Ditadura Militar (1964-1985) estava encurralada pela sociedade civil que se organizava em prol de direitos civis e sociais. A imprensa, como parte da esfera pública, abriu manchete para contar aqueles fatos tão emblemáticos na história contemporânea brasileira, que ficaram conhecidos como “a revolta dos peões”. Como construiu suas notícias? Com qual narrativa? Quais fontes jornalistas compuseram o discurso midiático? São perguntas que norteiam este artigo.

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