Revista Direitos Fundamentais & Democracia (UniBrasil)
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PRISÃO DE PARLAMENTAR: O CONTEÚDO JURÍDICO DA IMUNIDADE PROCESSUAL DO ART. 53, § 2º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 53, § 2, of the Federal Constitution provides for formal immunity to Deputies and Senators, prohibiting, from the issuance of the diploma, that parliamentarians are arrested, except in the act of unbailable crime. A guarantee is given to the exercise of the mandate, essential to the Democratic Rule of Law. However, there has been, recently, the arrest of members of the National Congress, demanding from the Supreme Court interpretations that have not remained stable regarding the legal content of this provision. This research intends to verify the current legal content of the formal immunity prohibiting the imprisonment of federal congressmen, except in the act of unbailable crime. The general objective is to provide a constitutionally adequate answer to this question and to identify the content of this procedural immunity. Specifically, it seeks the meaning that this article had when it was drafted and revised by the constituent legislator and that given to it by the Supreme Court, assessing whether the decisions issued by the Constitutional Court provide an adequate meaning to the text in force. It appears that the content of "unbailable crime", for the purposes of art. 53, § 2, Federal Constitution, covers the unbailable offenses provided for in the Charter of the Republic and also the situations of arts. 322, caput, and 324, I and IV, Criminal Procedure Code, the Legislative House being responsible for the possibility of decreeing preventive detention or precautionary measures other than imprisonment. It was identified that legislative changes inadvertently expanded the content of immunity, requiring its reinterpretation. The research is bibliographical, with literature review and use of decision analysis methodology, with an institutional focus on the Supreme Court.O art. 53, § 2º, da CF prevê imunidade formal a Deputados e Senadores, vedando, desde a expedição do diploma, que os parlamentares sejam presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Confere-se uma garantia ao exercício do mandato, imprescindível ao Estado Democrático de Direito. No entanto, assistiu-se, recentemente, à prisão de membros do Congresso Nacional, exigindo do STF interpretações que não se mantiveram estáveis a respeito do conteúdo jurídico desse dispositivo. Essa pesquisa pretende verificar qual o conteúdo jurídico atual da imunidade formal proibitiva da prisão de parlamentares federais, salvo em flagrante de crime inafiançável. O objetivo geral consiste no fornecimento de uma resposta constitucionalmente adequada a essa questão e que identifique o conteúdo dessa imunidade processual. Especificamente, busca-se o sentido que esse artigo possuía quando de sua elaboração e revisão pelo legislador constituinte e aquele que lhe é conferido pelo STF, aferindo se as decisões emanadas da Corte Constitucional fornecem sentido adequado ao texto em vigor. Constata-se que o conteúdo de “crime inafiançável”, para os fins do art. 53, § 2º, CF, alcança os delitos inafiançáveis previstos na Carta da República e também as situações dos arts. 322, caput, e 324, I e IV, CPP, ficando a cargo da Casa Legislativa a possibilidade de decretação de prisão preventiva ou medidas cautelares diversas da prisão. Identificou-se que alterações legislativas ampliaram inadvertidamente o conteúdo da imunidade, exigindo sua reinterpretação. A pesquisa é bibliográfica, com revisão de literatura e emprego de metodologia de análise de decisões, com recorte institucional no STF
INFOEXCLUÍDOS E DIREITO À EDUCAÇÃO: A FACE CRUEL DA DESIGUALDADE EXPOSTA DURANTE A COVID-19
A series of studies show inequality in access to information and communication technologies between social classes and between developed and underdeveloped countries. Given the relevance of internet access in the scenario of social isolation imposed by Covid-19 with the paralysis of face-to-face classes, this study aims to discuss internet access as a fundamental human right for the realization of the right to access to education, so that students from Brazilian public and private schools can have equal opportunities and equal access to education and to the benefits of the world wide web. It is a descriptive research, supported by the deductive and dialectic method, supported by the literature and information from international and national organizations. We conclude that Covid-19 exposed the cruel face of social inequality and internet access, which will reflect dramatically on the future of children and young people excluded from the educational system, as they do not have quality internet and computers to exercise their right the education. Such questions maintain that, a significant portion of the Brazilian student population is hostage to the neglect of the federal, state and municipal education area. That is why, the present study positions itself in the sense that the right to access the internet is included in the list of social rights so that everyone can have equal opportunities.Uma série de estudos mostram a desigualdade no acesso às tecnologias de informação e comunicação entre classes sociais e entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Dada a relevância do acesso à internet no cenário de isolamento social imposto pela Covid-19 com a paralisação das aulas presenciais, objetiva-se discutir o acesso à internet como direito humano fundamental para a concretização do direito de acesso à educação, para que alunos de escolas públicas e privadas brasileiras possam ter igualdade de oportunidades e igualdade de acesso à educação e aos benefícios da rede mundial de computadores. Trata-se de uma pesquisa descritiva, apoiada no método dedutivo e dialético, com amparo na literatura e nas informações de organismos internacionais e nacionais. Neste contexto, conclui-se que a Covid-19 expôs a face cruel da desigualdade social e de acesso à internet, o que refletirá dramaticamente no futuro das crianças e jovens excluídos do sistema educacional, por não disporem de internet de qualidade e computadores para exercerem o direito à educação. Tais questões sustentam que, uma parcela significativa da população estudantil brasileira está refém do descaso da área de educação federal, estadual e municipal. Razão pela qual o presente estudo se posiciona no sentido de o direito de acesso à internet constar do rol de direitos sociais para que todos possam ter igualdade de oportunidades
DIPLOMACIA LATINOAMERICANA, MUJERES Y LIDERAZGO. EL CASO DE LA DIPLOMACIA COLOMBIANA
Basándonos en las estadísticas de ONU Mujeres, queda en evidencia que actualmente sólo hay 21 países que tienen a una mujer como Jefa de Estado o de Gobierno y que 119 Estados nunca han tenido una mujer en un puesto de liderazgo. Al igual que en otros ámbitos del espacio público, la política y las relaciones internacionales estánmarcadas por la percepción de que lo masculino corresponde a lo público y por lo tanto al Estado, mientras el ámbito en que se desarrollan las mujeres es lo privado, invisibilizando su papel social y económico, como lo prueba la desigual presencia femenina existente en la diplomacia internacional, indicador de la persistencia de estepatrón hegemónico masculino. Si se trata de repensar a las mujeres como sujetos históricos debemos velar por la incorporación de lasmujeres a los espacios de formación de las futuras diplomáticas; una presencia activa en los altos escalafones de la alta diplomacia; la imposición en la agenda de sus derechos en las asociaciones quenuclean a los integrantes del servicio exterior y en la representación de las asociaciones de mujeres diplomáticas que proliferan en distintas partes del mundo, instaurando un modelo de diplomacia feminista.Basándonos en las estadísticas de ONU Mujeres, queda en evidencia que actualmente sólo hay 21 países que tienen a una mujer como Jefa de Estado o de Gobierno y que 119 Estados nunca han tenido una mujer en un puesto de liderazgo. A nivel mundial, las mujeres ocupan el 21 % de los puestos ministeriales, el 25 % de los escaños de los parlamentos nacionales y el 36% de los escaños de los órganos decisorios locales.
Colombia ha ratificado todos los tratados internacionales vigentes sobre derechos humanos y derechos de las mujeres, y ha hecho un progreso significativo en el desarrollo de leyes para promover la igualdad de género y garantizar los derechos humanos de las mujeres en los últimos años en relación a otros países latinoamericanos[1]. Algunos ejemplos son los Lineamientos de la Política Pública para la Equidad de Género para las Mujeres y el Plan Integral para garantizar a las mujeres una vida libre de violencias aprobados en 2012, la Ley de Víctimas y Restitución de Tierras, aprobada en 2011 y la Ley 1719 por la cual se adoptan medidas para garantizar el acceso a la justicia de las víctimas de violencia sexual, en especial con ocasión del conflicto armado, de 2014, entre otras[2].
[1] Desde que las mujeres colombianas obtuvieron el derecho al voto en 19542, el desarrollo legal en el país ha propendido a la inclusión de las mujeres en cargos de decisión política. En primer lugar, la Constitución de 1991 (y sus posteriores reformas), no solo reconoció la igualdad entre hombres y mujeres (artículos 13 y 43), sino la obligación de garantizar la adecuada y efectiva participación de la mujer en los niveles decisorios de la Administración Pública (artículo 40), así como la aplicación de la equidad de género como principio rector de los partidos políticos (artículo 107). La Ley Estatutaria 581 de 2000 o Ley de Cuotas: señala que el 30% de los cargos de máximo nivel decisorio y otros niveles en la estructura de la Administración Pública deben ser ocupados por mujeres. Esta Ley ha buscado garantizar a las mujeres la adecuada y efectiva participación en todos los niveles de las ramas y demás órganos del poder público. Ley Estatutaria 1475 de 2011, por la cual se adoptan reglas de organización y funcionamiento de los partidos y movimientos políticos, de los procesos electorales y se dictan otras disposiciones. Estableció un porcentaje mínimo (30%) de participación femenina en las listas de partidos políticos para cargos de elección popular. (Art. 28). La Ley 1434 de 2011, por la cual se crea la Comisión Legal para la Equidad de la Mujer en el Congreso. La Ley 1450 de 2011, que expide el Plan Nacional de Desarrollo. Establece (art. 177) que el Gobierno Nacional encabeza de la Alta Consejería para la Equidad de la Mujer adoptará una política nacional de Equidad de Género, para garantizar los derechos humanos de las mujeres y la igualdad de las mujeres. Documento de Política Pública CONPES 140 de 2011, sobre metas y estrategias de Colombia, para el logro de los Objetivos de Desarrollo del Milenio (ODM).
[2]ONU Mujeres 2021.Ver https://colombia.unwomen.org/es/como-trabajamos/liderazgo-y-participacion-politica
ELEMENTOS BÁSICOS PARA UM BOM ENSINO JURÍDICO
The main objective of this research work is to problematize about what we consider to be the basic elements for a systematized teaching exercise. At first we will analyze the importance and limits of considering ludic aspects in the classroom; we believe that one of the most important elements for good teaching is to encourage motivation and interest in students; another inescapable factor is to consider the inclusion of other disciplines and issues linked to political problems such as economic, social, philosophical, historical, cultural, among others, in order to fully understand the vicissitudes that contemporary law faces; assertive communication in which it is assumed that there will be a context of active listening by all those involved within the framework of correct, direct and respectful language; the responsibility that the teacher has to have a vision that is supported by different theoretical perspectives and not just a few accounts, that is, the ideological transparency of the academic person; the need to include flexibility in the evaluation, the ethical and political commitment of teaching to forge a path towards emancipation and, of course, the importance of consistency, that is, that the teacher has a parallelism between what he says and what it does.
keywords: legal teaching; assertive communication; ideological transparency; emancipation; ethical commitment; political problems; economic and social problems; philosophical problems; cultural and historical issuesEl objetivo principal de este trabajo de investigación es problematizar acerca de lo que consideramos son los elementos básicos para un ejercicio docente sistematizado. En un primer momento analizaremos la importancia y los límites de considerar aspectos lúdicos en el aula; consideramos que uno de los elementos más importantes para la buena docencia es la de fomentar la motivación y el interés en el alumnado; otro factor ineludible es considerar la inclusión de otras disciplinas y temas con vinculación a los problemas políticos como económicos sociales, filosóficos, culturales históricos entre otros para poder comprender íntegramente las vicisitudes que enfrenta el derecho contemporâneo; una comunicación asertiva en la que se presupone que va a haber un contexto de escucha activa por parte de todos los implicados en el marco de un lenguaje correcto, directo y respetuoso; la responsabilidad qué tiene el docente de tener una visión que esté sustentada en diferentes perspectivas teóricas y no sólo unas cuentas, es decir, la transparencia ideológica de la persona académica; la necesidad de incluir una flexibilidad en la evaluación, el compromiso ético y político de la docencia de labrar un camino hacia la emancipación y, por supuesto, la importancia de la congruencia, es decir, que el docente cuente con un paralelismo entre lo que dice y lo que hace
UM CONCEITO FORTE DE TERCEIRO SETOR À LUZ DA TRADIÇÃO ASSOCIATIVA
O terceiro setor – entendido como conjunto das organizações da sociedade civil, e não como conjunto de entidades sem fins lucrativos – expressa duas características humanas fundamentais: a cooperação e o altruísmo. Voltadas à solução de problemas públicos ou coletivos, as organizações sociais cumprem uma função sociopolítica de grande relevância. A compreensão dessa importância tem sido prejudicada pela prevalência, na literatura e no senso comum, de um conceito fraco de terceiro setor, erguido sobre a experiência histórica do nonprofit sector norte-americano, que põe em primeiro plano o caráter não lucrativo e filantrópico das organizações sociais. Esse conceito fraco é próprio da tradição filantrópica e filia-se à visão econômica liberal neoclássica, que atribui às organizações da sociedade civil a função residual de preencher falhas do mercado e do Estado. Afirma-se aqui a pertinência política de um conceito forte de terceiro setor, assentado na tradição associativa e que põe em primeiro plano a capacidade cooperativa e associativa presente em todas as sociedades, devendo esse segmento ser compreendido como um setor específico, próprio da comunidade (sociedade civil), distinto do setor público e do privado. O método é histórico-crítico e a técnica de pesquisa é bibliográfica. 
O AVISO PRÉVIO DO DIREITO FUNDAMENTAL DE REUNIR-SE PACIFICAMENTE: NATUREZA JURÍDICA E CONSEQUÊNCIAS DO SEU DESCUMPRIMENTO
O objetivo deste artigo é discutir a natureza jurídica da expressão “exigido prévio aviso à autoridade competente” relacionada ao direito fundamental de reunir-se pacificamente, contida no art. 5o, XVI, da Constituição brasileira. Há uma grande dificuldade de interpretação da exigência deste tipo de aviso prévio por duas razões principais: o mesmo dispositivo estabelece que o direito pode ser exercido “independentemente de autorização”, e Constituições de países que geralmente são objeto de análise comparada tratam do assunto de maneiras muito distintas. Esta pesquisa, utilizando o método qualitativo, analisou os entendimentos da doutrina brasileira (cujas autores consideram o aviso prévio um limite, uma restrição ou uma autorização), bem como os adotados no direito estrangeiro (Alemanha, EUA, Portugal, Itália e Espanha), identificando suas similaridades e diferenças. Isto para, ao final, identificar as características gerais da exigência de aviso prévio e as consequências por seu descumprimento no direito brasileiro. Chegou-se à conclusão de que a exigência de aviso prévio é uma restrição estabelecida diretamente pela Constituição brasileira sobre a liberdade de promoção de reuniões pacíficas, mas não sobre a liberdade de delas participar, e disto decorre que a realização de reunião sem prévio aviso, quando este é possível, é um ilícito cometido pelos promotores da reunião. Nada obstante, ainda que ilícita a reunião, a intervenção estatal somente é autorizada em casos excepcionais.
The aim of this article is to unveil the legal nature of the expression "required prior notice to the competent authority" related to the right to peaceful assembly, contained in Article 5, XVI, of Brazilian Constitution. Interpreting prior notice requirement is difficult for two main reasons: the same provision states that the right may be exercised "independently of authorization", and Constitutions of countries that are generally subject to comparative analysis deal with the matter in very different ways. This study, by a qualitative approach, analyzed Brazilian authors’ understandings (who consider the prior notice as limitation, restriction or authorization), as well as those adopted in foreign law (Germany, USA, Portugal, Italy and Spain), identifying their similarities and differences. This, in order to, as a result, outline the prior notice general features and the consequences for its non-compliance in Brazilian Law. The research has concluded that the requirement of prior notice is a restriction directly established by Brazilian Constitution on the freedom to promote peaceful assemblies, but not on the freedom to participate in them, and it follows that the holding of an assembly without prior notice, when it is possible, is an illicit caused by assembly\u27s promoters. Nevertheless, even if the assembly is unlawful, state intervention is only authorized in exceptional cases
O IMPACTO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA EM CORTES DE DIREITOS HUMANOS: : DIÁLOGO JUDICIAL OU MONÓLOGO COM A CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS?
This contribution particularly evaluates the use of the International Court of Justice’s (ICJ) jurisprudence in the case law of the Inter-American Court on Human Rights (IACtHR). It intends to identify whether, for what purpose, and to what extent the IACtHR takes into account the jurisprudence of the ICJ. This article is divided into two parts and applies quantitative and qualitative methods. The first section evaluates asymmetries and particular features that characterize the judicial dialogue between the ICJ and the IACtHR. Being aware that the ICJ and the IACtHR are placed in different levels and possess structural differences, the second part presents an empirical analysis of the most cited ICJ rulings in both IACtHR’s contentious and advisory proceedings. Ultimately, this analysis aims to identify the existence of a dialogue or a monologue between the IACtHR and the ICJ.Esta contribuição avalia particularmente o uso da jurisprudência da Corte Internacional de Justiça (CIJ) pela jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CtIDH). Busca identificar se, com que finalidade e em que medida a CtIDH leva em consideração a jurisprudência da CIJ e aplica métodos quantitativos e qualitativos. O artigo está dividido em duas partes. A primeira seção avalia assimetrias e particularidades que caracterizam o diálogo judicial entre a CIJ e a CtIDH. Ciente de que a CIJ e a CtIDH estão situadas em diferentes níveis e possuem diferenças estruturais, a segunda parte apresenta uma análise empírica das decisões mais citadas da CIJ nos procedimentos contenciosos e consultivos da CtIDH. Em última instância, esta análise visa identificar se existe um diálogo ou um monólogo entre a CIJ e a CtIDH
REGULATION OF JUDICIAL IMMUNITY IN CENTRAL EUROPEAN CONSTITUTIONS. A COMPARATIVE PERSPECTIVE OF POLISH EXPERIENCE.: REGULATION OF JUDICIAL IMMUNITY IN CENTRAL EUROPEAN CONSTITUTIONS. A COMPARATIVE PERSPECTIVE OF POLISH EXPERIENCE.
O principal objetivo deste artigo é a apresentação da regulamentação constitucional da imunidade judicial na Polónia. O autor descreve o art. 181 da constituição polaca e define o tipo de imunidade concedida aos juízes. O autor também analisa o alcance subjetivo e objetivo da imunidade e compara-o com regulamentos constitucionais semelhantes de outros países da Europa Central. Também inclui informações e comentários sobre as tensões políticas atuais entre o governo e os juízes, que são determinadas até certo ponto, pelas mesmas questões que são o assunto do artigo.O principal objetivo deste artigo é a apresentação da regulamentação constitucional da imunidade judicial na Polónia. O autor descreve o art. 181 da constituição polaca e define o tipo de imunidade concedida aos juízes. O autor também analisa o alcance subjetivo e objetivo da imunidade e compara-o com regulamentos constitucionais semelhantes de outros países da Europa Central. Também inclui informações e comentários sobre as tensões políticas atuais entre o governo e os juízes, que são determinadas até certo ponto, pelas mesmas questões que são o assunto do artigo
GUETOS E PRISÕES: A “IDENTIDADE” QUE INCLUI E EXCLUI POBRES E NEGROS À MARGEM
Resumo O artigo aborda a configuração das identidades das classes economicamente hipossuficientes e de cor negra na sociedade contemporânea. O estudo, que se justifica pela necessidade de compreensão da constituição identitária dos grupos considerados ameaçadores à ordem social, problematiza a influência dos guetos e das prisões, notadamente formados por pobres e negros, na categorização das identidades de tais indivíduos e da exclusão societal. A investigação científica, assim, com base no método hipotético-dedutivo, na abordagem qualitativa e no procedimento bibliográfico, busca: a) analisar a configuração identitária dos pobres e negros com base no estigma de estranhos, inimigos, perigosos, outros e criminosos; b) refletir a conformação da identidade dos presos mediante o fenômeno da prisionização; e c) identificar os guetos e as prisões como retratação do paradigma do campo à luz da biopolítica e dos direitos humanos. Por fim, ao corroborar a hipótese emergente da discussão, constata-se que os guetos e as prisões se estabelecem como espaços retratados no paradigma do campo e influenciam, dada a condição econômica e a cor da pele de seus membros, na conformação identitária e excludente dos sujeitos devido à imposição de estigma por terceiros e/ou ao fenômeno da prisionização
A JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL FRANCESA E SEUS MECANISMOS DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL: ALTERNATIVA AO SISTEMA BRASILEIRO?
This paper aims to verify if the French constitutional jurisdiction is compatible with the Brazilian reality and if the two models can contribute to each other. In order to rethink the Brazilian constitutional jurisdiction to make it more deliberative and consistent with the dictates of the Democratic Rule of Law, ensuring greater participation of the population especially with regard to the concentrated control of constitutionality of laws that integrate the legal system, and based on research classified as bibliographic, exploratory, explanatory, analytical and qualitative, we sought to carry out a comparative study with a model that, in theory, proposes to be more democratic than the Brazilian and adopts the institute of public hearings in all discussions on a posteriori control of constitutionality: the French system.O trabalho busca verificar em que medida a jurisdição constitucional francesa é compatível com a realidade brasileira e em que medida os dois modelos se contribuem. No intuito de se repensar a jurisdição constitucional pátria para torná-la mais deliberativa e condizente com os ditames do Estado Democrático de Direito, garantindo uma maior participação da população sobretudo no que tange ao controle concentrado de constitucionalidade das leis que integram o ordenamento jurídico, e a partir de pesquisa classificada como bibliográfica, exploratória, explicativa, analítica e qualitativa, buscou-se a realização de estudo comparado, in loco, com um modelo que, em tese, propõe-se mais democrático que o brasileiro e adota o instituto das audiências públicas em todas as discussões em sede de controle de constitucionalidade a posteriori: o sistema francês