O que nos faz pensar (E-Journal - Cadernos do Departamento de Filosofia da PUC-Rio)
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Deus: a experiência do ser humano [póstumo]
Note by Leandro ChevitareseThis text is a posthumous publication by Sergio Luiz de Castilho Fernandes. It was prepared in the format of a small book, which the author himself called “a booklet of his work”: an effort to present the main concepts of his philosophical theory to the public. He sent me the booklet for reading and comment a few months before his death. I limited myself to a brief review of the text, preparation of notes and bibliographical references, maintaining all its original structure.
Editor note: an attempt was made to minimally adapt the book format to an article, in order to make it possible to publish the text in the journal O que nos faz pensar. Only the summary was removed and the titles of the chapters were slightly adapted to achieve the conformity of the textual genre.Nota de Leandro ChevitareseO presente texto é uma publicação póstuma de Sergio Luiz de Castilho Fernandes. Foi elaborado no formato de um pequeno livro, que o próprio autor chamou de “opúsculo de sua obra”: um esforço em apresentar os principais conceitos de sua teoria filosófica para o público em geral. Este texto me foi enviado por ele, para leitura e comentário, alguns meses antes de seu falecimento. Limitei-me a uma breve revisão de texto, elaboração das notas e referências bibliográficas, mantendo toda sua estrutura original.
Nota do editor: procurou-se adaptar minimamente o formato de livro para artigo, a fim de possibilitar a publicação do texto na revista O que nos faz pensar. Apenas o sumário foi retirado e as titulações dos capítulos foram levemente adaptados para atingir a conformidade do gênero textual
Notas sobre Formação de Professores e Ensino de Filosofia no Brasil
This article analyzes some transformations in the public policies of education occurred in Brazil in the last years, with emphasis on its consequences for the teaching of philosophy and the training of its basic education teachers. The concerning with these consequences launches a broad discussion – that goes beyond the struggle for space for philosophy in the high school schedules. The main purpose is to call attention to the multiple variables at play, binding the defense of philosophy teaching with the general effort to overcome Brazilian current educational liabilities.Este artigo analisa transformações em políticas públicas de educação ocorridas no Brasil nos últimos anos, com ênfase em suas consequências para o ensino de filosofia e formação de seus professores para atuação no Ensino Básico. A preocupação com essas consequências deslancha uma discussão ampla – que vai além da luta por espaço para a filosofia na grade do Ensino Médio. Trata-se de fazer o registro das múltiplas variáveis em jogo, ligando a defesa do ensino de filosofia com o esforço geral pela superação dos atuais passivos educacionais brasileiros
Fazer universidade como quem faz escola: virtualidades da filosofia para crianças ao leme de um mestrado
After almost a decade of study, research, and dissemination in the field of philosophy for children (p4c)3, the University of the Azores has created a Master’s degree in Philosophy for Children. While it may appear to be just another university course of study in the academic field of philosophy, we believe that this Master’s is a case study in its own right, as it has allowed us to think about what p4c is capable of when it takes over the university. Not only has the Master’s degree helped shape p4c, but p4c has itself driven the development of the Master’s. Through this process, a different way of existing “within the university” emerges, revealing points worthy of attention that conventional academia does not always value. This article reflects on some of the ideas relating to this process and, without any pretension of establishing rules or claiming to be a finished product, offers some considerations that in our view constitute a turning point for the way people exist within the university. After experiencing a Master’s based upon p4c, neither the university nor philosophy itself can be understood in the same way as before. What is it about p4c, then, that makes it capable of transforming whatever it touches?Depois de quase uma década de atividades de formação, investigação e divulgação na área da filosofia para crianças2 (fpc), (s)urgiu na Universidade dos Açores um curso de Mestrado em Filosofia para Crianças. Podendo parecer apenas mais um ciclo de estudos universitários registado na área científica da filosofia, cremos que o Mestrado se tem tornado um caso de estudo por aquilo que tem permitido pensar sobre o que pode a fpc quando toma conta da universidade. Não só a fpc tem sido feita pelo Mestrado, como o próprio Mestrado tem sido conduzido pela fpc. E, com ele, um diferente modo de estar em universidade parece emergir e revelar aos envolvidos a atenção a aspetos que o convencionalismo académico nem sempre acalenta. A presente reflexão procura ventilar algumas ideias em torno deste processo e, sem qualquer pretensão de fixar cânones ou fazer a apologia de um produto acabado, apresentar considerações que nos parecem poder marcar um momento decisivo no modo de estar em universidade. Consideramos que, depois de se vivenciar um mestrado a partir da fpc, nem a filosofia pode mais ser entendida da mesma forma, nem tão pouco a universidade. O que tem, então, a fpc que pode transformar aquilo em que toca
Darcy Ribeiro, o brasileiro [Entrevista de Darcy Ribeiro à Folha de São Paulo em 1995]
Interview published on February 5, 1995 in the Folha de São Paulo's supplement Mais! We thank Folha de São Paulo and Marcos Augusto Gonçalves for the publication permition of the interview in this issue of the journal O que nos faz pensar. In deference to the original, the Brazilian Portuguese spelling was maintained.Entrevista publicada em 5 de fevereiro de 1995 no caderno Mais! da Folha de São Paulo. Agradecemos à Folha e ao Marcos Augusto Gonçalves a gentileza por autorizarem a inclusão da entrevista nesta edição da revista O que nos faz pensar. Em deferência ao original, mantivemos a ortografia vigente à época
A História da filosofia como prerrogativa para o ensino de filosofia no ciclo básico brasileiro
In this paper I intend to expose briefly and without the rigor of a scientific work, but based on the long experience as teacher, a teaching Methodology that thinks the philosophy classes – in the Brazilian basic education – divided into three subsequent and distinct “movements” or stages: conceptualization, contextualization and reflection. Such Methodology is based on the "history of philosophy" as the trigger that allows the development in the students of critical, reflexive and autonomous thinking.Neste artigo, pretendo expor de maneira breve e sem o rigor de um trabalho científico, porém, fundamentado na experiência adquirida ao longo de anos como professor, um procedimento metodológico que pensa as aulas de filosofia, no ciclo básico brasileiro, divididas em três “movimentos”, isto é, estágios subsequentes e distintos: conceituação, contextualização e reflexão. Tal metodologia toma por base a “história da filosofia” como o gatilho que permite o desenvolvimento de um pensamento crítico, reflexivo e autônomo nos estudantes
Sobre como é ainda possível filosofar
The article retakes the philosophical thought of Sergio Fernandes from the authoress experience, while her listener and reader. The text thus highlights the influence of Sergio in her formation and in her own research. Thereby, the notions of Conscience and the Philosophy of Religion of Sergio are reviewed, with emphasis on the so-called ‘problem of self-reference’, understood as a thread of the Ontology and the Ethics of Fernandes. In this way, the thought explained here proves extremely powerful for philosophical reflection today.O artigo retoma o pensamento filosófico de Sergio Fernandes a partir da experiência da autora, enquanto sua ouvinte e leitora. Ressalta as influências de Sergio na sua formação e em suas próprias pesquisas. São revisadas a noção de Consciência e a Filosofia da Religião de Sergio, com ênfase no chamado ‘problema da autorreferência’, entendido como um fio condutor da Ontologia e da Ética de Fernandes. O pensamento aqui delineado se revela, sobretudo, extremamente potente para a reflexão filosófica nos dias atuais
Fac-símile do texto A Educação Brasileira [póstumo]
Editor's Introduction
In this edition of O que nos faz pensar dedicated to the teaching of philosophy, we take the opportunity to publish, as a document that gives historical testimony about education, a 1988 text by Therezinha Gonzaga Ferreira Lessa. Therezinha graduated in Pedagogy and did a Masters in Education at UFRJ. However, its trajectory was marked mainly by its relationship with CEAT - Centro Educacional Anísio Teixeira. Founded in 1969, as a subsidiary of the Escola Pueri Domus School de São Paulo, the school has gained a very specific identity since 1984, the year in which High School was established and in which, with the guidance of Therezinha, it became a non-profit society managed by its employees.
In the text published here, Therezinha discusses education in Brazil, in view of the country's social, historical and political context. If, on the one hand, the text is dated, as it deals with the problems of its own time, on the other hand it can also help to perceive the permanences that certain discussions have when thinking about education in Brazil - and the obstacles that pose for its advance yesterday and yet today. We would like to thank Therezinha's family, especially her daughter Bia Lessa, who have handed us the original we now publish here.
Pedro DuarteEditorIntrodução do Editor
Nesta edição da O que nos faz pensar dedicada ao ensino de filosofia, aproveitamos para publicar, como um documento que dá testemunho histórico a respeito da educação, um texto de 1988 de Therezinha Gonzaga Ferreira Lessa. Therezinha formou-se em Pedagogia e fez Mestrado em Educação na UFRJ. No entanto, a sua trajetória foi marcada sobretudo pela relação com o CEAT – Centro Educacional Anísio Teixeira. Fundado em 1969, ainda como filial da Escola Pueri Domus de São Paulo, o colégio ganhou identidade muito específica a partir de 1984, ano de instauração do Ensino Médio e no qual, com a orientação de Therezinha, tornou-se uma sociedade sem fins lucrativos gerida por seus funcionários.
No texto aqui publicado, Therezinha discute a educação no Brasil, tendo em vista o contexto social, histórico e político do país. Se, por um lado, o texto é datado, na medida em que lida com os problemas de sua própria época, por outro lado também pode ajudar a perceber as permanências que certas discussões têm quando pensamos a educação no Brasil – e os entraves que se colocam para o seu avanço ontem e ainda hoje. Fica aqui o agradecimento à família de Therezinha, em especial à sua filha Bia Lessa, que nos cedeu o original aqui publicado.
Pedro DuarteEdito
O que é isto - o PROF-FILO?
The Professional Master in Philosophy – PROF-FILO, supported by the Brazilian National Association of Graduate Studies in Philosophy (ANPOF), was created in a collective and collaborative way, starting its academic activities in 2017. After the first two years of the program, the philosophical community is still unaware of what is done within the scope of PROF-FILO. And, not rare, questions whether the professional nature of the master’s degree is consistent with the (minimum!) criteria for Philosophy in the postgraduate. This article aims, from the presentation of program data, to discuss the professional nature of this master’s degree, considering the inseparability between theory and practice in the teaching exercise – and arguing that teaching and research activities within the scope of PROF-FILO contribute to the process of identity re-signification of all involved in the Professional Master in Philosophy.O Mestrado Profissional em Filosofia – PROF-FILO, apoiado pela Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia, foi gestado de forma coletiva e colaborativa, iniciando suas atividades acadêmicas em 2017. Transcorridos os dois primeiros anos do programa, a comunidade filosófica ainda desconhece o que é feito no âmbito do PROF-FILO e, não raro, questiona se a natureza profissional do mestrado é condizente com os critérios (mínimos!) para a Filosofia na pós-graduação. O presente artigo pretende, a partir da apresentação de dados do programa, discutir a natureza profissional deste último, atentando para a indissociabilidade entre teoria e prática no exercício docente – e defendendo que as atividades de ensino e pesquisa no âmbito do PROF-FILO contribuem para o processo de ressignificação da identidade dos/as professores/as discentes e docentes do Mestrado Profissional em Filosofia
O que nos fazem pensar os candomblés quando pensamos, hoje, no ensino de filosofia no Brasil?
The present text is a sowing of questions about the possibility of thinking about some aspects of Afro-Brazilian culture within the teaching of philosophy. The candomblés make us question, throw ideas about the “we” that inhabits Brazilian culture. Thus, “What do the candomblés make us think when we think of the teaching of philosophy in Brazil today? is one of the questions that moves and gives us the batuques for our writing. We present candomblés as forces of another thought, a cosmoperception which, like some Western philosophies, also allows us to put into question and think reality. We question the pluriversal character of black religion and its importance for the reality that we live in Brazil, a country that has as one of its bases the African people. Our pretention is, above all, to provide an opening for various ways of questioning what we are and how we are from the space called “teaching of philosophy”.O presente texto é um semear de perguntas a respeito da possibilidade de pensar alguns aspectos da cultura afro-brasileira dentro do ensino de filosofia. Os candomblés nos fazem questionar, lançar ideias a respeito do “nós” que habita a cultura brasileira. Assim, “O que nos fazem pensar os candomblés quando pensamos o ensino de filosofia no Brasil atual? é uma das perguntas que movimenta e dá batuques para nossa escrita. Apresentamos os candomblés como forças de um outro pensar, uma cosmopercepção que, assim como algumas filosofias das culturas Ocidentais, também permite perguntar e pensar a realidade. Questionamos sobre o caráter pluriversal da religião negra e sua importância para a realidade que aqui vivemos, um país que tem como uma de suas bases o povo africano. Nossa pretensão é, antes de tudo, proporcionar uma abertura para diversos caminhos de questionamento sobre o que somos e como somos a partir do espaço chamado “ensino de filosofia”