O que nos faz pensar (E-Journal - Cadernos do Departamento de Filosofia da PUC-Rio)
Not a member yet
    661 research outputs found

    O Paradoxo de Richard (conexões artístico-filosófico-matemáticas)

    Full text link
    To explore the articulations that cross the fields of philosophy, arts and mathematics, we assume that these fields follow the modes of thought inscribed in a place and in a time, and are therefore historically constructed. We focus on the concept of representation and its various perceptions over the first three decades of the twentieth century, in Europe or Brazil. We analyse from Richard's Paradox, a statement formulated by the field of mathematics, but involving other fields, generating clear implications. This paradox instigated modes of thought  (new understandings concerning representations) and practical achievements (central concept in the computer conception). Our ambition is to understand common processes (as the of representation) for knowledge territories pointed out above: this problem concerns contemporary ruptures that seem to resize the episteme/poiesis relationship.Para explorar as articulações que perpassam os campos da filosofia, artes e matemáticas, partimos do princípio de que todos eles acompanham os modos de pensamento inscritos em lugar e tempo, sendo, portanto, historicamente construídos. Temos por foco o conceito de representação e suas diversas percepções ao longo das três primeiras décadas do século XX, na Europa ou no Brasil. A análise parte do “Paradoxo de Richard”, um enunciado formulado no campo da matemática, mas que se embrenhou por outros campos, gerando claras implicações, instigou formas de pensamento (novas compreensões a respeito das representações) e realizações práticas (conceito central na concepção dos computadores). Nossa ambição é compreender processos comuns (caso da representação) aos territórios de saber acima indicados: o problema diz respeito a rupturas contemporâneas que parecem redimensionar a relação epistême/poiésis

    Pensar em tempos de pandemia

    Full text link
    The article discusses the difference between a thought of what is happening today, in pandemic times, and a thought of the today. It proposes a philosophy of the today, paying attention to its political-existential dimension.O artigo discute a diferença entre pensar o que acontece hoje, em tempos de pandemia, e pensar o hoje. Propõe esboçar uma filosofia do hoje, atentando para a sua dimensão político-existencial

    “E daí?” Governo da vida e produção da morte durante a pandemia no Brasil

    Full text link
    The text interrogates the relations between life and death in the Brazilian politics, departing from the idea that the main philosophical task is to think the present, i.e, the effects of the pandemics in the country. I propose the hypothesis that the arrival of the coronavirus pandemics to Brazil has not only rendered explicit a set of different power technologies already put in action in the country, but also made evident a certain shift in the way biopolitics, neoliberalism and necropolitics articulate themselves among us. With the advent of the pandemics, biopolitical and neoliberal technologies did not disappear but were encumbered by necropolitics, which assumed prevalence under the motto of making to die and letting to die, which seems to inspire the Brazilian government’s actions and omissions. The shift towards necropolitics in Brazil is best revealed by the infamous expression according to which the Brazilian president has indistinctively referred to all those who have died from the new virus: “So what?” Finally, I argue that the Arendtian notion about the totalitarian ideology is of importance to explain the phenomenon of political fanaticism in the country.O artigo interroga o modo como se estabelecem as relações entre vida e morte na política brasileira, a partir da ideia de que cabe à filosofia pensar o presente, isto é, os efeitos da pandemia no Brasil. Proponho a hipótese de que a chegada da pandemia do novo coronavírus ao país não apenas explicitou um conjunto de diferentes tecnologias de poder que já se encontravam em exercício no Brasil, bem como evidenciou deslocamentos no modo como biopolítica, neoliberalismo e necropolítica se encontravam articulados entre nós. Com o advento da pandemia, as tecnologias biopolíticas e neoliberais não desapareceram, mas foram recobertas pela necropolítica, que passou a assumir predominância a partir das ações e omissões do governo brasileiro, orientadas pelo lema do fazer morrer e deixar morrer. Essa guinada rumo à necropolítica se deixa manifestar na infame expressão desdenhosa com que o presidente brasileiro se referiu aos mortos pela pandemia: “E daí?” Finalmente, argumento que a noção arendtiana acerca da ideologia totalitária pode esclarecer aspectos importantes sobre o fenômeno do fanatismo político no país

    No balanço do tédio: Heidegger e o tédio como tonalidade afetiva fática

    Full text link
    The aim of the present paper is to follow the reasons for which Heidegger, in his lectures from 1929/30 The Fundamental Concepts of Metaphysics (world – finitude – solitude) repeats the project of Being and Time of an analysis of the human existence and of a description of his existential crises as central for the possibilities of a historical mobilization of the world now no longer from a simply ontological mood, but rather from a so called factical mood, i.e., a mood that possesses a structural connection with our historical world. From that, the paper analyses the figures of boredom going through the most superficial one to the deep boredom, while also exposing what once more hinders Heidegger’s attempt to think in a consistent way about the fundamental event of singularization as a key path into the temporality of Being as such, which implies a new failure of the project of fundamental ontology in its essential liaison with existential analytics.O intuito do presente texto é acompanhar as razões pelas quais Heidegger retoma em sua preleção de 1929/30 Os conceitos fundamentais da metafísica (mundo – finitude – solidão) o projeto de Ser e tempo de uma análise do existente humano e de uma descrição de suas crises existenciais como decisivas para as possibilidades de mobilização histórica do mundo, agora não mais a partir de uma tonalidade afetiva de matiz ontológica, a angústia, mas sim a partir de uma tonalidade afetiva fática, ou seja, uma tonalidade que possui um vínculo estrutural com o mundo histórico que é o nosso. Partindo daí, o texto analisa o aprofundamento das diversas figuras do tédio até o tédio dito profundo, assim como expõe o problema que impede uma vez mais que Heidegger consiga pensar de maneira consistente o acontecimento fundamental da singularização como via de acesso à temporialidade propriamente dita do ser, ou seja, a ontologia fundamental em sua ligação com a analítica existencial

    Exfermidade, enfermidade ou experiência de doença: zoonose e antropoceno

    No full text
    Definitely dated, ephemeral and circumstantial, the paper considers the concept of event (événement) during the pandemic of the new covid-19 SARS-2 in the world, listening from the cloister experience springing out of quarantine in a small apartment in Copacabana. The recent and sudden need to describe illness experience by philosophers, sociologists, anthropologists and intellectuals has been envisaged as a paradox: the search for solutions and the perception of their impossibility emerge simultaneously. The status of today's philosophical reflections concerning the end of all things is mentioned through an essayistic and non-exhaustive way. The issue of anthropocene and zoonosis is addressed in this context of change, where modes, an insurmountable etymology of the modern project, are confronted with eschatological impasses and altogether with the postponement of the end of the world.Absolutamente datado, efêmero e circunstancial o presente texto é uma reflexão que parte do conceito de acontecimento, durante a pandemia do new covid-19 SARS-2 no mundo, verificada a partir do claustro de um pequeno apartamento em Copacabana. O texto descreve a súbita necessidade de descrição da experiência de doença por filósofos, sociólogos, antropólogos e intelectuais a partir de um paradoxo: a busca de soluções e a percepção de sua impossibilidade emergem simultaneamente. O estatuto das reflexões filosóficas hodiernas sobre o fim de todas as coisas é mencionado de modo ensaístico e não exaustivo. A questão do antropoceno e das zoonoses é tematizada neste contexto de modificação, aonde os modos, etimologia insuperável do projeto moderno, se confrontam com impasses escatológicos e de adiamento do fim do mundo

    Heidegger e o iPad: presença e imagem na pandemia

    Full text link
    This article aims at exploring different dimensions of our digital moment. The Covid-19 crisis has allowed us to experiment with images on an unprecedented level. Taking that as a point of departure, and building upon a number of philosophical references, I ask whether virtual meetings are opposed to an “experience” that we so often conceive in Benjaminian terms. If two people sit in silence in front of connected computers, are they together? This simple question triggers a series of reflections on the very nature of images and what we call presence. Even though my final take on the current expanded digital experience is positive, the questions it allows us to raise are many. At the core of my argument is the presence of the body and the social implications of the digitization of the world, as well as the remote teaching experience.Este artigo pretende explorar diferentes dimensões do nosso momento digital. A crise do Covid-19 tem permitido que experimentemos com as imagens num nível inédito. Tomando tal realidade como ponto de partida, e discutindo uma série de referências filosóficas, pergunto se os encontros virtuais se opõem à “experiência” que tão frequentemente pensamos em termos benjaminianos. Se duas pessoas se sentam em silêncio diante de computadores conectados, elas estão juntas? Esta simples questão dispara um sem-número de reflexões sobre a própria natureza das imagens e daquilo que chamamos de presença. Embora minha avaliação final da experiência digital contemporânea seja positiva, as questões que ela permite levantar são muitas. No centro de meu argumento estão o corpo e as implicações sociais da digitalização do mundo, assim como a experiência do ensino a distância

    [Apresentação] Entre filosofia e não-filosofia: a obra de Paul Ricoeur sob o olhar de Domenico Jervolino

    No full text
    This paper is an introduction to Domenico Jervolino’s Discurso Filosófico e Existência em Ricoeur: Filosofar após Kierkegaard that we have translated to Portuguese. The paper is divided into three main sections: firstly, we reflect upon the reception of Paul Ricoeur's thought in Brazil, especially with the translation by/interpretation of Hilton Japiassu; secondly, we analyze some aspects of Domenico Jervolino's work and the interpretive horizon that it left for the reflection upon of Ricoeurian thought; finally, we seek to think about the place that Discurso Filosófico e Existência em Ricoeur: Filosofar após Kierkegaard occupies in Jervolino's work and in the context of Brazilian tradition on Ricoeur's thought.O presente artigo é uma apresentação ao texto Discurso Filosófico e Existência em Ricoeur: Filosofar após Kierkegaard de Domenico Jervolino que tivemos a honra de trazer ao português. Para isso, dividimos nossa escrita em três partes. A primeira reflete sobre a recepção do pensamento de Paul Ricoeur no Brasil, em especial, com a tradução/interpretação de Hilton Japiassu. Em seguida, analisamos alguns aspectos da obra de Domenico Jervolino e o horizonte interpretativo que ela deixou para a reflexão do pensamento ricoeuriano. Por fim, buscamos pensar qual é o lugar que o texto que traduzimos ocupa, tanto no contexto da obra de Jervolino, quanto no contexto da nossa tradição sobre o pensamento de Paul Ricoeur

    Por que a crítica perdeu a força? De questões de fato a questões de interesse

    Full text link
    This text is the translation of an article by Bruno Latour originally published in 2004, in which, in the face of the recent wave of mistrust of scientific facts, almost instant revisionism and conspiracy theories of all kinds, he defends the need for a redefinition of critical instruments in the field of science studies. Revisiting his previous analysis of the way in which much of the human sciences, inspired by social criticism, arbitrarily alternate between the fact and the fairy positions to explain their objects, sometimes considering human actions as determined by social or natural laws, sometimes giving all symbolic power to humans and declaring them fetishists, the author argues that it is necessary to replace matters of fact with matters of concern and return to what William James called a “stubbornly realistic attitude”: not to move away from facts, but to get even closer to them; not to deconstruct or to strip facts of their strength, but to add even more reality to them.Este texto é a tradução de um artigo de Bruno Latour publicado originalmente em 2004, no qual, diante da recente onda de desconfiança em relação aos fatos científicos, de revisionismo quase instantâneo e de teorias da conspiração de todo tipo, ele defende a necessidade de uma redefinição dos instrumentos críticos no campo dos estudos das ciências (sciences studies). Retomando sua análise sobre a maneira como boa parte das ciências humanas, inspirada na crítica social, oscilou arbitrariamente entre as posições de fato e de fantasia para explicar seus objetos, ora considerando as ações humanas como determinadas por leis sociais ou naturais, ora dando todo poder simbólico aos humanos e os declarando fetichistas, o autor argumenta que é necessário substituir as questões de fato por questões de interesse e retornar àquilo que William James chamou de “atitude teimosamente realista”: não se afastar dos fatos, mas se aproximar deles; não desconstruir nem tirar a força dos fatos, mas acrescentar a eles ainda mais realidade

    Dialéctica viral

    Full text link
    I start with two questions about the Covid-19 pandemic. What does it reveal about us and the reality that surrounds us? How does it transform our forms of life and the world we live in? The multiple interpretations of this crisis, oscillating between optimism and pessimism, emerge from how one intersects the answers to these two questions. In this article, my goal is to map these responses (in dialogue with authors such as Žižek, Butler, Latour, Klein, Badiou, Nancy, among others) while also searching for an untimely way of articulating the two questions. My hypothesis, drastically put, is that the pandemic is not the event. The event is the transformation of the forms of life (or the “twist of the senses”, as I call it elsewhere) that the pandemic already precipitates before one has the opportunity to draw any conclusions, practically or theoretically, about what the pandemic reveals about the world.Parto de duas perguntas sobre a pandemia de Covid-19. O que revela sobre nós e sobre realidade que nos rodeia? De que modo transforma as nossas formas de vida e a mundo em que vivemos? Do cruzamento das respostas a estas duas perguntas emergem, em tons ora mais optimistas ora mais pessimistas, os possíveis posicionamentos sobre esta crise. Neste artigo, proponho um mapeamento destas respostas (em diálogos com autores como Žižek, Butler, Latour, Klein, Badiou, Nancy, entre outros) ao mesmo tempo que procuro um modo intempestivo de articular as duas perguntas. A hipótese que proponho, apresentada drasticamente, é a de que a pandemia não é o acontecimento. O acontecimento é a transformação das formas de vida (ou a “torção dos sentidos”, como lhe chamo noutro local) que ela já precipita antes de termos a oportunidade de tirar quaisquer conclusões, práticas ou teóricas, sobre o que a pandemia revela sobre o mundo

    Apresentação

    Full text link
    Introduction to O que nos faz pensar 45.Apresentação à O que nos faz pensar 45

    181

    full texts

    661

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    O que nos faz pensar (E-Journal - Cadernos do Departamento de Filosofia da PUC-Rio)
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇