O que nos faz pensar (E-Journal - Cadernos do Departamento de Filosofia da PUC-Rio)
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    Apresentação

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    Introduction to issue 38Introdução ao número 38

    Prolegómenos a uma filosofia da natureza

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    Civilization’s collapse, with which we are confronted since the last century with  the generalization of conflicts and crisis, has confirmed the nowadays consensual  diagnosis that the development’s model of our societies, meanwhile generalized,  has failed – promotes dehumanization and barbarism, instead of the promised  progress. And that because modernity, promoting liberties in prejudice of common  well, has defended a truncate model of rationality, conflictual and destructive of  social and natural equilibriums, which favors the command of the more powerful  and reduces everything to a merchandise. This obviously was followed closely by an  ideological program of tradition’s emancipation, considered a cause of oppression  and heteronomy. To that we argue, the importance of meaning’s symbolic mediation  and tradition’s productive recovery, which reverts, respecting our subject, in an  appreciation of the new scientific structuralism‘s thoughtful virtualities to an  speculative approach to the divine character of nature.O colapso de civilização, a que assistimos desde o passado século com a generalização de conflitos e crises, vem confirmar o diagnóstico, hoje consensual, de que o modelo de desenvolvimento das nossas sociedades, entretanto mundializado, falhou – promove desumanização e barbárie em vez do prometido progresso. E isso porque a modernidade, privilegiando as liberdades em detrimento do bem comum, promoveu um modelo de racionalidade truncada, conflitual e destruidora dos equilíbrios sociais e naturais, que favorece o domínio dos mais poderosos e tudo reduz à mercadoria. Tudo isto acompanhado de um programa ideológico de emancipação das tradições, consideradas fautoras de opressão e heteronomia. Ao que contrapomos, a importância da mediação simbólica do sentido e a reabilitação produtiva da tradição, o que se traduz, no que concerne a nossa temática, na apreciação das virtualidades do novo estruturalismo científico para a exploração especulativa do carácter divino da natureza

    Nietzsche em Sartre: o “homem só”

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    O propósito deste artigo é fazer algumas considerações sobre a “teoria do homem só”. Tal ideia, surgida na juventude de Sartre, tem sua origem relacionada menos com os conceitos filosóficos nietzscheanos do que com o próprio projeto “poiéticoexistencial” de Nietzsche

    Sobre esta edição

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    Literatura, filosofia e utopia: o espaço da antropofagia

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    This article proposes a reading of the antropophagic manifesto as a poem in prose. The proposal is to pay attention to its many voices and languages, to its different pronunciations rather than to its pronouncements. In this sense, the reading beckons to an understanding of the antropophagic language as an heterolinguism of the same-other.O presente artigo propõe uma leitura do manifesto antropofágico como um poema em prosa. A proposta é prestar atenção às suas várias vozes e línguas, às suas pronúncias e não tanto aos seus pronunciamentos. Desse modo, a leitura acena para uma compreensão da linguagem antropofágica como um heterolinguismo do mesmoutro

    Uma introdução à recepção moderna da geometria euclidiana

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    The Kantian reflection on the methodology of mathematics is clearly inserted in the Aristotelian methodological tradition according to which, in Modernity, one should proceed to expose more syllogistic the Elements of Euclid. The aim of this paper is to make an introductory exposition of some relevant aspects of the modern reception of Euclidean geometry for the understanding of Kant’s philosophy of mathematics.A reflexão kantiana acerca da metodologia da matemática está claramente inserida na tradição metodológica aristotélica de acordo com a qual na modernidade se procedia a expor more silogístico os Elementos de Euclides. Este artigo consiste em uma exposição introdutória de alguns aspectos relevantes da recepção moderna da geometria euclidiana para a compreensão da filosofia kantiana da matemática

    Ensino de filosofia e compreensão de textos filosóficos

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    Reviewed book:Gonzales Porta, M.A.: A filosofia a partir dos seus problemas, São Paulo, Loyola, 4a edição, novembro de 2014.Livro resenhado:Gonzales Porta, M.A.: A filosofia a partir dos seus problemas, São Paulo, Loyola, 4a edição, novembro de 2014

    Two basic results on translations between logics

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    The aim of the present paper is to show two basic results concerning translation between logics:[1] The first result establishes that given two logics S1 and S2 with languages L1 and L2, and a translation F of L1 into L2 that interprets S1 into S2, then, given any intermediate logic S3 between S1 and S2, the same translation F interprets S1 into S3.[2] The second result establishes that the translation F cannot interpret S3 into S2.Dois resultados básicos sobre traduções entre lógicasO objetivo do presente trabalho é mostrar dois resultados básicos relativos à tradução entre lógicas:[1] O primeiro resultado estabelece que, dadas duas lógicas S1 e S2, com linguagens L1 e L2, e uma tradução F de L1 em L2 que interpreta S1 em S2, então, dada qualquer lógica intermediária S3 entre S1 e S2, a mesma tradução F Interpreta S1 em S3.[2] O segundo resultado estabelece que a tradução F não pode interpretar S3 em S2.---Artigo em inglês

    Revisiting the proof theory of Classical S4

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    In 1965 Dag Prawitz presented an extension of Gentzen-type systems of Natural Deduction to modal concepts of S4. Maria da Paz Medeiros showed in 2006 that the proof of normalisation for classical S4 does not hold and proposed a new proof of normalisation for a logically equivalent system, the system NS4. However two problems in the proof of the critical lemma used by Medeiros in her proof were pointed out by Yuuki Andou in 2009. This paper presents a proof of the critical lemma, resulting in a proof of normalisation for NS4.Revisitando a teoria da prova de S4 1965, Dag Prawitz apresentou uma extensão dos sistemas tipo-Gentzen de Dedução Natural para os conceitos modais de S4. Maria da Paz Medeiros mostrou em 2006 que a prova de normalização para o S4 clássico não estava correta e propôs uma nova prova de normalização para um sistema logicamente equivalente, o sistema NS4. No entanto, dois problemas na prova do lema crítico usado por Medeiros em sua prova foram apontados por Yuuki Andou em 2009. Este artigo apresenta uma nova prova do lema crítico e, consequentemente, uma prova de normalização para NS4.---Artigo em inglês

    Modernidade, técnica e o fim da grande obra

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    With the aim of clarifying Heidegger’s main argument in “The Origin of the Work  of Art”, this paper analyzes and interprets the main functions carried out by the  work of art, namely its “setting up a world”, its “setting forth the earth” and its  “accomplishing the strive between world and earth”. Since the occurence of these  features amounts to a sort of unconcealedness, it investigates this latter notion  as it is perspicuous in the great art. It shows how the very strutcture of Being as  such is discloused herein. The structure of Being is what enables us to be aware of  anything whatsoever. By setting up a world, the work brings about our belonging  and allegiance to a set of values and meanings; by setting forth the earth, it makes  us aware that this set of values and meanings are not necessary, but fortuitous; and  by accomplishing the strive between world and earth, it shows that our world risks  disappearing.Com o objetivo de clarificar o argumento principal de Heidegger em “A Origem da Obra de Arte”, o presente artigo analisa e interpreta as principais funções desempenhadas pela obra de arte, a saber: “erigir um mundo”, “trazer a terra à proximidade” e “consumar o conflito entre mundo e terra”. Dado que a ocorrência dessas características consiste em um certo tipo de desvelamento, é investigada essa última noção tal como ela se faz ver na grande obra. É mostrado como a estrutura do ser enquanto tal é aí desvelada. A estrutura do ser é o que possibilita estarmos cientes do que quer que seja. Ao erigir um mundo, a obra realiza nosso copertencimento e adesão a um conjunto de valores e sentidos; ao trazer a terra à proximidade, ela nos torna cientes de que esse conjunto de valores e sentidos não é necessário, mas fortuito; e ao consumar o conflito entre mundo e terra, ela mostra que nosso mundo corre o risco de desaparecer

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