Entropia (E-Journal)
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    ENTRE PIERRE RIVIÈRE E FRANCELINA JUGULETO: FOUCAULT PARA FEMINISTAS

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    Neste texto, faço um paralelo entre duas vidas infames que acabaram caindo nas teias do poder ao serem acusadas de assassinato: Pierre Rivière, um camponês francês que matou três familiares em 1835, e Francelina Juguleto, uma mulher gaúcha e do campo que matou o marido em 1940. Dialogando com o feminismo da diferença e a filosofia foucaultiana, pretendo partir da relação entre essas duas figuras para pensar a construção da mulher, uma categoria histórica que não existe como essência fixa, mas sim como produto de confrontos discursivos. Além disso, também parto desse paralelo para discutir como a obra de Michel Foucault pode ser útil para a epistemologia feminista. Afinal, o filósofo francês pode não ter se concentrado nas mulheres, mas seus estudos nos deixaram inúmeras ferramentas para problematizarmos os jogos de poder que nos constituem e para percebermos que, se há uma tentativa de conduzir nossas condutas, também há vidas que, ou criam outros modos de existência, ou subvertem o que delas se esperam, indicando que, para além do poder, há a resistência, e, para além do governo, há a liberdade

    A LUTA PELA TERRA NO MARANHÃO CONTEMPORÂNEO: A “LEI SARNEY DE TERRAS” E A RESISTÊNCIA CAMPONESA

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    Em 17 de junho de 1969, o então governador do Maranhão José Sarney aprovou na Assembleia Legislativa do Maranhão a Lei Nº 2.979, conhecida como “Lei Sarney de Terras”. A justificativa para a sua aprovação era a modernização do estado, que vivia o mito político do Maranhão Novo. Assim, as terras devolutas do estado, ocupadas há séculos por posseiros e povos tradicionais, foram mapeadas e postas à venda pelo governo, visando tanto permitir o avanço dos capitalistas quanto desmobilizar os movimentos sociais. Isso provocou a invasão de terras camponesas, assassinatos de posseiros e pistoleiros, a insurgência de organizações sociais e sindicais, prisão de lideranças populares e forte repressão do governo. Os camponeses resistiram de várias maneiras...! Nessa arena, dois maranhenses lideram projetos opostos: José Sarney e Manuel da Conceição

    DAS OCUPAÇÕES DE ESCOLAS AO GOVERNO BOLSONARO: DESAFIOS À EDUCAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL CONTEMPORÂNEO

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    O presente artigo tem o objetivo de fazer um balanço das ocupações estudantis ocorridas na rede estadual do Rio de Janeiro em 2016, a partir da perspectiva da luta de classes. Nesse sentido, compreendemos que o movimento de ocupação das escolas foi uma luta empreendida pelos estudantes secundaristas contra a precarização da educação púbica resultante das políticas neoliberais. Ao final, apontamos os desafios enfrentados pelo movimento estudantil com a ascensão do conservadorismo e as possíveis saídas para a transformação social. &nbsp

    RELAÇÃO ENTRE ESTADO E SOCIEDADE: UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE O ESTADO E OS MOVIMENTOS SOCIAIS ATRAVÉS DA CAMPANHA “NÃO AO PROSAVANA”

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    No sentido de modernizar capitalizar a agricultura moçambicana, o Estado lançou o programa ProSavana, como um modelo de desenvolvimento rural e agrícola. A campanha “Não ao ProSavana” se manifestou como uma forma, não somente, de intermediação política, mas também de diálogo, conflito, plataforma de fala e de contestação perante ao Estado moçambicano e dos parceiros internacionais no programa. Procuramos olhar para a campanha “Não ao ProSavana” como uma aparição dos movimentos sociais, como grupos de pressão que excluídos dos processos de tomada de decisão e de formulação de políticas ou programas sociais, procuraram estabelecer contatos com o Estado para reverter essa situação. O trabalho, ajuda-nos a perceber como se encontram às dinâmicas participatórias e democráticas no desenho de políticas públicas para o desenvolvimento rural, bem como está visão sobre a interface socioestatal em Moçambique. Essa interface demostra a existência de diferentes visões de mundo sobre o desenvolvimento rural e consequente melhoria das condições de vida das comunidades. O fato do ProSavana ter sido concebido ao estilo topdown, se constituiu uma força para pressionar o seu fim

    ENTREVISTA: SYLVIA MORETZSOHN

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    Sylvia Moretzsohn é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981), com mestrado em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (2000) e doutorado em Serviço Social pela UFRJ (2006). É professora de jornalismo no Departamento de Comunicação Social da UFF e no Programa de Pós-Graduação em Justiça Administrativa na mesma universidade. Foi colabora- dora regular do Observatório da Imprensa, site de crítica de mídia (2012-2015). É pesquisadora do Objethos, Observatório da Ética Jornalística, projeto do Departa- mento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC. Dedica-se permanentemente ao estudo da ética jornalística e, atualmente, con- centra-se nas relações entre a ética e as transformações e dilemas do jornalismo no contexto inaugurado pela internet. Desenvolve também pesquisas sobre os vínculos entre jornalismo e cotidianidade, senso comum e a “questão social”

    ESFERA PÚBLICA DEMOCRÁTICA: A MÍDIA E A OPINIÃO PÚBLICA ATIVA

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    Neste trabalho, estudamos o nascimento e a decadência da opinião pública e da esfera pública burguesa e dialogamos com diversas abordagens sobre esta temática. Criticamos a situação vigente mas advogamos a possibilidade de construir, dentro de certas condições políticas, com base nas novas tecnologias e nos mídia, e a partir de novos sujeitos sociais e de espaços no Estado, uma opinião pública ativa e uma esfera pública democrática

    ANALISANDO A CONSTITUIÇÃO HISTÓRICA DO MOVIMENTO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL: DE ONDE PARTIMOS?

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    O presente trabalho intenciona evidenciar o percurso histórico traçado pela Educação do Campo, entendendo-a como um movimento que vem se constituindo historicamente, a partir das práticas dos movimentos sociais e das lutas e organizações dos trabalhadores rurais. A Educação do Campo funda seus pilares nas concepções da Educação Popular, construindo relações entre teoria e prática pedagógica a partir de um forte vínculo entre educação e trabalho, compreendendo o valor dos educadores e dos movimentos sociais nos processos pedagógicos e no pensar a educação. O termo Educação do Campo não marca um surgimento, aparição ou mesmo uma simples troca de nomenclatura, mas sim uma construção histórica que a diferencia do entendimento de Educação rural por décadas ofertada pelo Estado. O movimento da Educação do Campo nasce no seio dos movimentos sociais do campo que lutam por reforma agrária, mas que também percebem a necessidade de agregar outras demandas a essa luta. E que apesar de ainda jovem, esse movimento sofre com avanços e retrocessos na legitimação e atendimento de suas principais demandas. Nossas análises estão fundamentas com base na Teoria do Discurso na perspectiva de Laclau e Mouffe, e a partir de um pensamento pós-estruturalista, entendemos a Educação do Campo como um possível significante vazio, uma vez que carrega em si alta concentração de significados, fazendo-se necessário esvaziar-se de tal forma, a agregar e atender as principais demandas dos diversos coletivos instituídos legalmente como povos que compõem a Educação do Campo, ocupando assim o lugar vazio do espaço social e dando origem a nova hegemonia

    SINDICATOS Y SOCIEDAD: LA COMUNICACIÓN COMO ESTRATEGIA

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    El presente trabajo propone compartir un análisis de las actuales estrategias de comunicación en los sindicatos uruguayos, como parte de los resultados de la investigación “Comunicación en los sindicatos. Entre la acción urgente y la planificación estratégica”1, y en particular el análisis de la comunicación externa, la producción, el uso y los discursos de los medios de comunicación propios de los sindicatos. Los sindicatos uruguayos desarrollan un número de medios variados, dependiendo de los recursos que manejan, desde mensajes de texto hasta programas de televisión. Por otro lado también las movilizaciones son herramientas de vínculo y comunicación con la sociedad, aportando a la identificación de los propios afiliados con su sindicato y al mismo tiempo a la visibilización y reconocimiento de la sociedad en general. A su vez en la actualidad toman valor las redes sociales, en particular Facebook, la cual cumple un doble rol: de medio, por el cual transmiten diversos contenidos, y también de espacio, como lugar de intercambio de opiniones y diálogos. Revisaremos distintas acciones comunicacionales que aportan a la construcción del vínculo del movimiento sindical con la sociedad en Uruguay. 1- Investigación financiada por el Programa PIT-CNT – UdelaR, de la Comisión Sectorial de Investigación Científica de la Universidad de la República (Uruguay)

    APRESENTAÇÃO

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    Num ano marcado pela pandemia do COVID-19, paralisando o cotidiano das pessoas, provocando sofrimento, perdas e uma percepção da fragilidade humana, onde no Brasil fomos vítimas de um governo negacionista e anticiência que tudo fez e foi vitorioso em sua estratégia de necropolítica, com o país se tornando o segundo em casos da doença e no número de mortes em todo o mundo, mantivemos a certeza que diante das trevas do irracionalismo, pesquisar, produzir e publicar se tornam uma tarefa para lutar contra o obscurantismo. A tarefa foi concretizada. Mais uma edição da Entropia está sendo publicada. Com abordagens múltiplas de pesquisadores oriundos de todos os centros de pesquisa do Brasil e do continente americano

    ANÁLISE PROSOPOGRÁFICA DA DIRETORIA DA ALIANÇA LIBERAL DO PARANÁ

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    A Aliança Liberal representou a união das oligarquias dissidentes dos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba em oposição à hegemonia do Partido Republicano Paulista para a escolha do candidato oficial à presidência da república, na ocasião das eleições de 1930. No Paraná, algumas lideranças políticas locais apoiaram a Aliança Liberal. O trabalho pretende investigar quais são as características sociais e políticas da Aliança Liberal no Paraná e quais eram as novidades que esse agrupamento dissidente trazia para a cena política paranaense, fortemente marcada pela reprodução política dos grupos dominantes através de vínculos familiares. Através da teoria de Pierre Bourdieu, investigaremos quais eram os capitais sociais, econômicos e políticos que estes agentes portavam a partir do levantamento de dados biográficos, através do método prosopográfico, abrangendo informações como o local e ano de nascimento, a formação, a atuação, os capitais econômicos, os principais cargos políticos ocupados e as conexões familiares e sociais desses agentes no campo político paranaense

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