Entropia (E-Journal)
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    APRESENTAÇÃO

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    2022 aponta uma virada na América do Sul e, por assim dizer, na América Latina.  Após uma onda conservadora capaz de eleger um representante de extrema-direita autoritário e antidemocrático, como o atual presidente do Brasil, assistiu-se a ascensão de lideranças progressistas na regiãO. A vitória de Alberto Fernández em 2019 foi acompanhada da vitória de Gabriel Boric no Chile, em 2021, após uma jornada de lutas populares e de movimentos sociais chilenos, como também a vitória de Gustavo Petro, nesse ano de 2022, na Colômbia, um marco para o país que jamais tivera um presidente de esquerda. Essa virada resultou de vários fatores. Mas  não podemos deixar de assinalar: a resistência dos movimentos sociais que fazem da luta sua essência e que contribuem  com a diversificação das pautas e demandas no interior da sociedade. Diante disso, Entropia mantém seu compromisso de abrir espaço para as análises dos movimentos sociais dos pesquisadores do Brasil e de nossa América Latina

    QUEM É A ESQUERDA BRASILEIRA? UMA PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO EMPÍRICA

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    O presente artigo busca classificar, a partir de um modelo tipológico, as candidaturas de esquerda na eleição de 2018. Para isso, utilizamos cinco candidaturas tratadas por este artigo como casos exemplares: Ciro Gomes (PDT-CE), Fernando Haddad (PT-SP); Guilherme Boulos (PSOL-SP); Tábata Amaral (PDT-SP) e Sâmia Bonfim (PSOL-SP). O objetivo, para além da construção tipológica proposta, é verificar o surgimento de uma “nova esquerda” nas eleições brasileiras. Criar uma tipologia como modelo analítico, nos permitiu identificar cinco tipos de candidaturas no campo de esquerda. Dessa forma, concluímos que houve o surgimento de dois tipos de uma nova esquerda nas eleições de 2018, uma ligada a questões identitárias (direitos das mulheres e da comunidade LGBT) identificada como “Nova Esquerda Identitária” e outra, a “Nova Esquerda Pragmática” mais preocupada em equilibrar forças de direita e de centro na elaboração discursiva dos candidatos

    APRESENTAÇÃO - PCB: UMA TRAJETÓRIA QUE MARCOU A HISTÓRIA: Dossiê 100Anos PCB -

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    Falar do Partido Comunista Brasileiro (PCB) é falar sobre a mais antiga experiência de um partido orientado e organizado pelos princípios do materialismo histórico no Brasil. Há 100 anos, em 25 de março de 1922, alguns revolucionários fundaram o PCB. No pequeno grupo havia operário, sapateiro, jornalista, professor, alfaiate, vassoureiro, eletricista e barbeiro que sonharam em construir um partido revolucionário. Um partido que se apresentaria, ao longo do século XX, como o principal operador político do proletariado na perspectiva da revolução socialista

    PCB: O ESGOTAMENTO DE UM CICLO HISTÓRICO

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    Ao longo dos anos 1980, o PCB vivenciou momento crítico em sua  história ao ressaltar o desvio reformista que esteve presente na sua  orientação política nessa década. Influenciada pela crise da URSS, a linha adotada pelo partido se distanciou da estratégia revolucionária que marcou toda a sua existência, passando a privilegiar e conciliar com o jogo institucional e eleitoral e se aproximando, por isso, da própria concepção de democracia burguesa e se confundindo com os demais partidos da ordem

    MEMÓRIA, HISTÓRIA E MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

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    A memória é fruto de um processo de construção social, e tem sido objeto de disputa ao longo do tempo, sendo utilizada como um instrumento de poder por parte de determinados grupos, que se apropriam de narrativas e discursos e recriam versões históricas, na constante tentativa de imposição das suas visões de mundo. Ela é sempre uma representação simbólica, carregada de aspectos temporais e percepções individuais e/ou coletivas, cujas nuances se explicitam através da oralidade ou da escrita, de modo que cada sociedade, em seu respectivo momento, se utiliza das tecnologias disponíveis em sua época para compartilhar essas memórias. No século XXI, com o advento da internet, as mídias sociais passaram a utilizar e a imagem cada vez com mais interesses. Na frenética disputa por mentes e corações, a mídia tem demonstrado o seu grande poder de influenciar nas memórias sobre os acontecimentos históricos, na elaboração/reelaboração, construção/desconstrução de processos sociais, políticos e culturais em cada país, impactando e determinando comportamentos, discursos e posturas em escala global e interferindo nas decisões do cotidiano, desde as mais simples, até as mais importantes, como nas eleições para a escolha dos chefes de Estado, por exemplo

    A INTERDIÇÃO DO FILME PRATA PALOMARES: CENSURA, VANGUARDA E CINEMA BRASILEIRO NA DÉCADA DE 1970

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    O filme Prata Palomares (André Faria, 1971), interditado em 1972 pela Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), foi realizado por artistas ligados ao grupo do Teatro Oficina e outros que circulavam entre o cinema novo e o cinema marginal, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em diálogo com a experiência da tropicália, o filme traz à cena a luta armada, a tortura, a religiosidade popular e a antropofagia como elementos estéticos da ficção narrada. Sua interdição se articulou em torno da proibição de exibí-lo na Semaine de la Critique do Festival de Cannes de 1972, e, tanto o longo processo de interdição (1971-1977), quanto o material de imprensa e censura relacionado à exibição do filme em festivais em 1977 e 1979, e ao seu lançamento comercial em 1983, comportam elementos para a reflexão sobre a arte produzida durante a ditadura civil-militar, o enfrentamento que se deu entre o Estado brasileiro e artistas neste período. Prata Palomares, abordado como objeto de pesquisa historiográfica do cinema brasileiro, acumula elementos que colaboram na revisão de obras e artistas que foram silenciados ou eclipsados pela censura no contexto político pós-1968

    DIMENSIONES DEL CONCEPTO Y DERECHO DE PARTICIPACIÓN EN EL ÁMBITO DE LA EDUCACIÓN

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    Este trabajo explora la forma en la que el concepto del derecho de participación estudiantil (PE) ha tomado fuerza en los últimos veinte años en el ámbito educativo a nivel mundial y de manera particular, en México. Además, se abordan los antecedentes de la participación, las definiciones jurídicas y teóricas, así como los diversos enfoques que lo conciben como herramienta fundamental para la vida democrática escolar. &nbsp

    OS OLHARES ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA DO TRABALHO DE CAMPO: A REALIDADE DA TRABALHADORA RURAL DO ASSENTAMENTO RURAL JOANA DARC III NO ESTADO DE RONDÔNIA

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    A finalidade deste artigo tende a ser trazer alguns dos resultados da pesquisa de campo realizada durante o mestrado, a qual se deu junto às famílias residentes nas agrovilas do Assentamento Rural Joana D’ Arc III no Estado de Rondônia durante os anos de 2011 a 2013. O objetivo principal é relatar as observações percebidas no que tange ao trabalho feminino no meio rural, e demonstrar o quanto a mulher mesmo já tendo conquistado espaços antes ditos masculinos ainda se enxerga com uma ajudante na produção da farinha do assentamento. Se faz necessário discutir a visibilidade das trabalhadoras rurais, pois é uma questão que ainda necessita de muitos debates tendo em vista que as conquistas e direitos destas mulheres ainda são muito recentes. Outro ponto relevante são as dificuldades que estes moradores enfrentam para permanecerem morando no assentamento

    REPRESENTAÇÕES DO CONSUMO MIDIÁTICO: O CASO “GOLPE” EM MÚSICAS DE PROTESTO DO SÉCULO XXI

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    Vemos neste trabalho o pedido de impedimento da presidente Dilma e a instauração do processo pela Câmara dos Deputados e dos Senadores como um acontecimento no qual diferentes tipos de enunciados se articulam e passam a formar um emaranhado de possibilidades discursivas sobre a temática do impedimento seja para mostrar argumentos favoráveis ou contrários ao caso. Segundo Guilhaumou e Maldidier (1986) o acontecimento discursivo não se confunde nem com a notícia, nem com o fato designado pelo poder, nem mesmo com o acontecimento construído pelo historiador. Segundo os autores o acontecimento é apreendido na consistência de enunciados que se entrecruzam em determinado momento. Aqui, vemos estes entrecruzamentos em canções que denunciam um golpe contra a democracia. Procuramos ver regularidades (Foucault, 2008) que possam nos levar a perceber como se dá o consumo das representações de mídia em duas canções, a saber: “O morro mandou avisar” e “Golpe não”. Consideramos estas canções como música de protesto do século XXI, pois apresentam uma série de semelhanças às canções de protesto dos anos 60 e 70 no Brasil

    ANOS DE CHUMBO EM PERNAMBUCO: MOVIMENTO ESTUDANTIL E ESQUERDA ARMADA

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    Centrando no panorama dos anos de chumbo (1968-1973), o artigo se debruça sobre alguns aspectos da atuação do movimento estudantil em Pernambuco e da esquerda armada neste estado, estabelecendo ligações entre estes dois movimentos, como também as ligações e similitudes da conjuntura nacional e a de Pernambuco, rastreando pontos de sua dinâmica e conformação a partir do caso do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR)

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