Entropia (E-Journal)
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    DOCENTES E BRECHA DIGITAL ANTES E DURANTE A PANDEMIA POR COVID19: UM ESTUDO NA AMÉRICA LATINA

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    Antes da emergência sanitária por COVID19, os docentes dispunham de diferentes tecnologias em seus processos de ensino: enquanto alguns incorporavam a dimensão digital em suas aulas através de plataformas, software e encontros digitais, outros simplesmente o viam distante. Com a chegada da pandemia, os docentes tiveram que antecipar seu aprendizado sob a exigência de cumprir o ciclo escolar. Por sua vez, as Instituições de Ensino Superior intensificaram os cursos de capacitação, assumindo que isso resultava em seu uso eficiente. Além do estresse que este processo educativo trouxe para o docente, os espaços emocional e familiar se viram transformados, entre outros pelos horários e pelas atividades de trabalho. Além disso, os custos do uso intensivo da tecnologia foram transferidos para os professores (internet, luz, equipamentos, recursos digitais, entre outros), o que aprofundou a precariedade em seu trabalho. Este estudo faz parte de uma investigação de educação comparada[1], com uma abordagem mista, que visa analisar as estratégias tecnológicas dos docentes para o desenvolvimento de propostas educativas que apoiem a redução da brecha digital no seu trabalho bem como os processos sociais, familiares e econômicos por eles percebidos durante a pandemia. A concepção metodológica compreende três etapas. Neste artigo apresentamos parte das descobertas da primeira etapa, que inclui a construção e validação do instrumento de análise. Especificamente, os resultados do teste-piloto do questionário são discutidos. Foram obtidas 24 respostas de docentes lasallistas de Educação Superior (IES) do México (15), Brasil (5), Colômbia (3) e Peru (1).   Entre as conclusões, houve diferenças semânticas em termos linguísticos em função das regiões geográficas das IES lasallistas. Com relação à apropriação e manejo da tecnologia, descobriu-se que os docentes aplicaram diferentes estratégias para reduzir estas diferenças digitais e que seu ambiente familiar foi profundamente modificado pela virtualidade. A pandemia exigiu que a sala de aula fosse transferida para os domicílios tanto de docentes como de estudantes, o que gerou alguns problemas ou mal-estar, como a falta da tecnologia necessária, o compartilhar de espaços com outras pessoas, o desconhecimento das diferentes ferramentas, e a necessidade de adquirir recursos como computadores, banda larga, entre outros.         &nbsp

    APRESENTAÇÃO

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    Em 2023, novos ventos sopram pelo Brasil. Já sopravam na Colômbia, Argentina, Chile e Bolívia, entre outros países. Para os que vivem e produzem pesquisas na academia brasileira, esses novos ventos sopram, esperanças. Valorização do trabalho docente, da ciência e da pesquisa. Incentivos e financiamentos públicos são esperados. O fim do medo de produzir pesquisas que fossem contrárias aos interesses dos grupos conservadores que apoiavam o ex-presidente derrotado em 30/10. Esperanças que a Entropia, vítimas de ataques cibernéticos que a deixaram fora do ar por mais de um mês, incorpora. Do descaso com a ciência e a pesquisa esperamos novos tempos. E contamos com nossos parceiros e parceiras nessa empreitada. Que venham os novos tempos. Coroando a seriedade da equipe editorial da revista  Entropia, fomos brindados com a nota A4 na 1ª avaliação efetuada pela CAPES. Fruto da qualidade dos artigos publicados

    CONFLITO E COOPERAÇÃO: AS RELAÇÕES E AS CONDIÇÕES DE TRABALHO NO PORTO DE FORTALEZA (1912-1933)

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    O presente artigo objetiva analisar os trabalhadores do porto de Fortaleza que fizeram parte da Associação mutual Deus e Mar, Deus e União e ao STPC, e que fortaleceram-se enquanto coletividade através do autoconhecer-se e de identificação das necessidades e lutas comuns no processo de fazer-se enquanto classe social, para tanto, estudarei as relaçoes de trabalho estabelecidas entre os portuários, portuários e contratadores  de Fortaleza utilizaram e práticas de organzação colocadas em prática nas mutuais (assistência médica, pecúlio, auxilio funeral, etc.), de resistência (greves, manifestações, paralisações) e negociações com os contratadores e as empresas de navegação) as quais objetivavam melhorar as condições de vida e de trabalho dos portuários. Utilizo como fontes os jornais O Legionário, Folha da Tarde, O Correio do Ceará, O Nordeste, A Tribuna, O Trabalhador Gráfico,O correio da Tarde. Buscando entender as relaçoes de trabalho entre os portuários, tomando como base as suas vivências e experiências, a partir dos conceitos de E. P. Thompson

    DISCURSIVIDADES SOBRE A MIGRAÇÃO NORDESTINA VEICULADA EM UM QUADRO DE PROGRAMA DE AUDITÓRIO DA TV ABERTA NO BRASIL

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    Este artigo apresenta um mapeamento das estratégias discursivas presentes no quadro De volta para o meu aconchego, da Rede Record de Televisão, enfatizando as narrativas construídas no/pelo quadro, sobre os processos migratórios de Nordestinos que, em sua maioria, apoiam-se em noções estigmatizantes e estereotipadas sobre a região, os sujeitos e seus modos de vida. O artigo se caracteriza como de natureza qualitativa do tipo descritiva-exploratória, por meio do qual buscou-se compreender como as narrativas presentes no quadro se utilizam de situações rotineiras e de pessoas “comuns”, sobretudo por meio da comoção, para criar "espetáculos" midiáticos pautados no sensacionalismo, na humilhação e exploração do humano como formas de entretenimento e fidelização dos telespectadores, Os resultados mostram que o quadro em análise constitui um mecanismo “assistencialista” organizado em uma lógica discursiva “sensacionalista” que  utiliza do exagero e do grotesco para fidelização de seu público. Desde de seu início de exibição ao final, utiliza da vida de pessoas comuns como entretenimento, colocando-os em situações constrangedoras e humilhantes, explorando a vida humana como mero espetáculo

    MOVIMENTO FEMININO, MEMÓRIA E LUTA DE CLASSES

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    A memória é um fenômeno social que está inserido na dinâmica do modo de produção capitalista e de suas formas de regularização das relações sociais. Ela é perpassada por disputas, uma vez que, nas sociedades classistas existem diversas versões da história, e as lembranças do passado são geralmente as lembranças dos dominantes. O processo de recordação ou evocação das lembranças ocorre a partir de um conjunto de determinações. A evocação e o esquecimento destas são produtos sociais e históricos. No interior dos movimentos sociais existe uma luta em torno da memória, onde tanto a rememoração quanto o esquecimento tem um significado político. O presente artigo discute o processo de recuperação memorial das lutas do movimento feminino pelo feminismo, que ao apresentar sua versão ideológica da história como a verdadeira história da luta das mulheres em geral, gerou impactos na memória social, bem como na memória coletiva do movimento feminino

    PC DO B, CHINA E MAOÍSMO CONTINUIDADE E RUPTURA

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    O PC do B, oriundo do PCB e aliado da URSS, foi a primeira organização brasileira a se aliar à China — depois da ruptura sino-soviética — e a ter como uma das suas principais referências políticas e teóricas o pensamento de Mao Tsé-tung. Contudo, essa relação nem sempre foi harmoniosa e coerente. Com as mudanças operadas na China depois do falecimento de Mao Tsé-tung em 1976, o PCdoB começou a dar uma guinada em relação às posições da China a partir da publicação da teoria dos três mundos em novembro de 1977, no jornal Renmin Ribao. O efeito disso não foi apenas o afastamento do PCdoB das posições adotadas pelo PCCh, mas também o rompimento com o pensamento de Mao Tsé-tung, por responsabilizá-lo por tal teoria adotada pelo PCCh. No entanto, com a crise do chamado “socialismo real” entre 1989 e 1990, o PCdoB mudou de posição e retomou o contato com o PCCh, e, além de ter a China atualmente como a sua principal referência externa, retomou a obra de Mao Tsé-tung sem a rejeição que a marcou na década de 1980. &nbsp

    APRESENTAÇÃO

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    SOBRE O CONSERVADORISMO E FASCISMO: ALGUMAS QUESTÕES PRELIMINARES

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    Este ensaio faz uma revisão teórica sobre o ideário conservador e apontamentos sobre o fascismo referenciado em Marx e Engels, Lukács, Escorsin Netto e Chasin, dentre outros. Coloca em perspectiva histórica a emergência e o entranhamento do conservadorismo examinando no terreno das relações sociais o alcance, a profundidade e as suas possibilidades na cultura do país. Constata que o conservadorismo praticamente nasce e se desenvolve com o próprio Brasil, e que embora não tenha faltado o desejo, o flerte e, talvez, até a oportunidade concreta de surgimento de um aparato fascista de fato, isso não ocorreu, ao menos não até agora

    RELAÇÕES DE PODER NO DOMÍNIO DA EDUCAÇÃO E DA ARTE: DIÁLOGO ENTRE GOFFMAN, FOUCAULT E BOURDIEU

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    Este artigo desenvolve uma reflexão que procura estabelecer a possibilidade de um diálogo de Goffman com Foucault e Bourdieu. O objetivo é propor um debate conceitual em torno da noção de poder nas perspectivas teóricas destes autores, fazendo aproximações com os campos da arte e da educação, abordados através de experiências empíricas distintas. O argumento central do artigo assenta sob campos de pesquisa interdependentes – Cultura, Educação e Arte – desenvolvidos em três pesquisas em andamento. No domínio da arte, a investigação se dá em torno do espaço da resistência e criatividade frente às formas de dominação do campo. Em seguida, ao tratar de educação, a investigação se alinha na abordagem do poder como instrumento de dominação, sujeição e disciplina. Busca-se como possibilidade, o diálogo entre uma perspectiva orientada para uma tradição microssociológica concentrada na análise na interação situacional e uma abordagem de poder entendido no seu sentido relacional. Parte-se do pressuposto de que para uma teorização do sujeito moderno, descentrado e relacional, só é possível a partir de um diálogo entre uma abordagem que considere ação e estrutura como partes indissociáveis da relação social

    FOUCAULT, LENDO KANT: MODERNIDADE E POLÍTICA

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    La influencia de Kant en la obra de Michel Foucault duró toda su vida intelectual del filósofo francés. Desde su tesis doctoral hasta su último curso en el Colegio de Francia, Kant fue un interlocutor activo en su lectura filosófica del pasado y el presente. En  su último curso, en el que el filósofo hace una interrupción inesperada, que es significativa e importante, afirmando que Kant  asume tanta  prominencia en la ética, que flamea desde el pasado y tiene pleno significado hoy en día.   ¿Cómo se puede tratar la parresia, el cuidado de sí mismo, un concepto de la Grecia clásica y también del período helenístico, a través de Kant? En la clase del 5 de enero de 1983, el último curso de Foucault, bajo el título Le gouvernement de soi et des autres, el filósofo francés advierte del proceso histórico llevado a cabo por  la Ausgang, que es una transición de un estado a otro personal y social, en el que no sólo el ser humano, pero el colectivo, entrará(n) en un proceso de invención de sí mismo en la autonomía. La ética y la política se entremezclan en el pasado y en la modernidad, según la interpretación francesa de Foucault

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