Universidade Federal do Pará: Periódicos UFPA
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Industrialização e racionalização parcial (Paper 012)
O presente trabalho discute sobre uma determinada ordem social que segue, historicamente, uma a outra. Isto levou muitos cientistas para uma discussão de ordem social somente em relação à outra. Assim foi discutido o capitalismo em relação ao feudalismo, o feudalismo por sua vez em relação à sociedade antiga e assim por diante. Desta maneira, perde-se a contingência das regras de comportamento social de vista. Perdendo-se a consciência do fato que regras sociais são, em última ratio, invenções humanas, então, artifícios que foram formados no processo histórico da massa amorfa das possibilidades ilimitadas do comportamento social.Palavras-chave: Industrialização. Racionalização parcial. Capitalismo
Análise crítica sobre a pesquisa agronômica aplicada na Amazônia (Paper 003)
O presente ensaio é a constatação do autor de que a pesquisa agronômica praticada na região amazônica muito pouco tem contribuído para o desenvolvimento. Tentaremos mostrar porque a pesquisa não está funcionando bem e que, este fato, juntamente com o das condições precárias de vida do agricultor, constitui um desafio às pessoas ligadas a área de ciência e de tecnologia. A condição de vida da maioria das pessoas que vivem na Amazônia está muito aquém daquela que pode ser considerada razoável leva-se em conta que a região possui inestimáveis riquezas naturais. Principalmente o homem do campo, o caboclo, vive em completo abandono (Pinto, 1990a), muitas vezes até sem terra para trabalhar. A conseqüência disto se traduz em problemas sociais onde a violência e a pobreza se misturam paralelamente à crescente degradação do ambiente, causada pela exploração inadequada dos recursos naturais, decorrentes de projetos mal concebidos. Como solução aponta a necessidade de se utilizar uma nova abordagem que é a da pesquisa ligada ao desenvolvimento.Palavras-chave: Amazônia. Desenvolvimento. Pesquisa agronômica
Varzeiros, geleiros e o manejo dos recursos naturais na várzea do Baixo Amazonas (Paper 004)
A ocupação da várzea tem sido baseada numa estratégia de uso múltiplo envolvendo a agricultura, a pesca, o extrativismo de produtos florestais e a pecuária de pequena escala. Ao longo dos séculos os habitantes da várzea, chamados de ribeirinhos, têm variado a ênfase de suas estratégias de sobrevivência em resposta a mudanças nas oportunidades apresentadas na economia regional. A exploração de uma série de recursos diferentes, um após outro, tem sido a principal atividade na economia da várzea, provendo aos ribeirinhos uma existência estável e às vezes relativamente próspera (Ross 1978, Parker 1985). Atualmente, entretanto, a base da ocupação ribeirinha está seriamente ameaçada. As duas principais causas são o declínio das atividades extrativistas tradicionais e o virtual colapso da agricultura de várzea. Tais fatores estão deixando os ribeirinhos, também chamados de varzeiros, cada vez mais dependentes da pesca para obtenção de sua renda e para suprir suas necessidades básicas de subsistência (Furtado 1988). Ao mesmo tempo, a crescente demanda de peixe fresco para consumo urbano e para exportação, juntamente com as melhorias na tecnologia de pesca, tem levado a uma intensificação da pesca comercial, resultando numa pressão sobre os recursos pesqueiros da Amazônia sem precedentes (Furtado 1981, 1990; Goulding 1979, 1983; Smith 1985). O objetivo deste trabalho é primeiro explorar as causas e conseqüências do declínio da economia varzeira tradicional e do aumento da indústria de pesca comercial, e avaliar o potencial das reservas de lago como um veículo para o manejo sustentável dos recursos da várzea.Palavras-chave: Varzeiros. Várzea. Recursos Naturais. Baixo Amazonas
A Economia política e a natureza (Paper 002)
Marx indica no contexto da sua teoria da alienação que o trabalhador não pode criar nada, e sim a natureza. A natureza é para Marx o mundo físico exterior que serve de „alimento? para o trabalhador. A consciência de uma base material da produção foi ainda cedo desenvolvida por Marx. O conceito de natureza significa a totalidade do mundo físico externo que rodeia o homem. É, portanto, entendido mais adiante como um conceito de natureza que nos relaciona à biosfera. Nos primeiros escritos de Marx (e Engels) até o Manifesto Comunista, observou-se um movimento de busca teórica que progressivamente dirigia-se em direção a uma teoria que tratasse a sociedade como uma sociedade de trabalho. Não é por acaso que Marx, ao final do manuscrito da “Ideologia Alemã”, em outubro de 1846, já com vinte e oito anos completos, assume uma postura econômica casualmente. Sua sólida formação filosófica – ele obteve a sua promoção através da dissertação “A Diferença da Filosofia da Natureza de Demócrito e de Epicuro” – teria possibilitado também uma outra e igualmente importante especialização. A economia deveria dominar a vida de Marx porque apenas ela leva a produção humana ao centro do interesse científico. Marx interpretou a produção à sua maneira específica, qual seja, como processo de produção do capital. Uma vez que, neste sentido, ao lado material do processo de produção e consequentemente também o metabolismo com a natureza, interessava menos a Marx e sim, conforme seu princípio teórico mais a forma de valor da produção foram desconsiderados, de maneira consciente ou inconsciente, aspectos essenciais.Palavras-chave: Marx. Economia Política. Natureza
A Inflação do espaço (Paper 001)
A noção de espaço sofreu grandes modificações com a „história das ideias?, pois, como sabemos, não tem uma história à parte da história real. Nesse processo, ela participou da transformação de muitas outras categorias: no princípio, conceitos „objetivos? mudam-se em formas de percepção puramente „subjetiva? da realidade externa. Isto aconteceu com a noção filosófica do „tempo? desde Santo Agostinho e a do „espaço? desde Descartes, Leibniz e Kant. „Espaço e tempo? são conceitos que estruturam as nossas imaginações. A noção qualitativa do „espaço? como a de Aristóteles e de todo o pensamento da antiguidade grega distingue-se de uma noção quantitativa dele.Palavras-chave: Espaço. Tempo. Teoria do Conhecimento