Periódicos UFAM (Universidade Federal do Amazonas)
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    9220 research outputs found

    Cerol sem grade

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    Cerol sem grade é mais do que uma coletânea de imagens: é um manifesto visual. Um convite para enxergar além das grades físicas e simbólicas impostas, reconhecendo no simples ato de soltar papagaio uma forma de resistência, de beleza e de liberdade. Porque, mesmo em meio às marcas da dor, há sempre cores que insistem em voar no céu.   &nbsp

    CLUBE DE LEITURA DO PROJETO TE CONTO EM CONTOS EM TURMAS DE ENGENHARIA NO AMAZONAS: READING CLUB FROM THE “TE CONTO EM CONTOS” PROJECT IN ENGINEERING CLASSES IN AMAZONAS

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    Este artigo apresenta reflexões sobre a criação de um Clube de Leitura, idealizado na disciplina de Comunicação e Expressão, ministrada na Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA). Diante do desafio de reinventar a docência durante a pandemia, o espaço virtual foi adotado como estratégia didática para promover práticas de leitura e escrita acadêmica. Os resultados são discutidos à luz dos conceitos de multiletramentos (Cazden et. al., 2021; Mendonça; Andreatta; Schlude, 2021), Letramentos Acadêmicos (Lea; Street, 2014) e Letramento Literário (Cosson, 2019a). Além dos conteúdos voltados para à produção de gêneros acadêmicos, como o resumo e a resenha (Motta-Roth, 2010), a criação do Clube de Leitura de textos literários (Cosson, 2019b) contribuiu significativamente para o aprendizado dos discentes. Essa estratégia, vinculada ao projeto de extensão Oficina de Escrita, foi implementada em formato experimental, incentivando a escrita autoral de resenhas de produtos culturais como o projeto Te conto em contos (Cardoso, 2021). A experiência evidenciou o protagonismo estudantil por meio dos letramentos literários, que também mobilizaram saberes tecnológicos e digitais, promovendo letramentos plurais e ampliando o repertório dos estudantes em formação

    MANDIOCA E FARINHA NA ÁREA DO LAGO JANAUACÁ: João Renôr Ferreira de Carvalho

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    Research carried out by the students of the Agrarian Geography subject of the UA Geography Course under the guidance of Prof. João Renor F. de Caravalho.Pesquisa realizada pelos alunos da disciplina Geografia Agrária do Curso de Geografia da UA sob a orientação do Prof. João Renor F. de Carvalho

    DIAGNÓSTICO DO FINANCIAMENTO CLIMÁTICO NAS CIDADES DA AMAZÔNIA

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    The Amazon is known for its rich biodiversity and the unique cultures of its native and traditional peoples, making it a subject of both national and international interest. Protecting this biodiversity is a recurring topic in the discussions about climate change and its impacts on society and the environment. Climate finance has become an essential part of these discussions, highlighting the need to allocate a portion of these financial resources to Amazon to implement measures for mitigating and adapting to climate change. However, the Amazonian reality includes traditional environmental and cultural riches and cities with concentrated urban development where most of society and essential services are found. Thus, the article poses the question: Do Amazonian cities play a role in the ongoing climate change and climate finance discussion? The methodology for addressing this question involved two main steps, primarily utilizing secondary data from the institutions' databases that finance and monitor the global and national flow of climate finance. The result revealed that 5% of the funding received by the Amazon from 1960 to 2019 was allocated to cities, and 1% targeted climate change in Amazonian cities. Considering the data and final results, it is worth mentioning that Amazon is receiving significant investments for mitigation and adaptation measures related to climate change. However, these financial investments do not significantly include cities.El Amazonas es conocido por su rica biodiversidad y las culturas únicas de sus pueblos nativos y tradicionales, lo que lo convierte en un tema de interés tanto nacional como internacional. La protección de esta biodiversidad es un tema recurrente en los debates sobre el cambio climático y sus impactos en la sociedad y el medio ambiente. El financiamiento climático se ha convertido en una parte esencial de estas discusiones, destacando la necesidad de asignar una parte de estos recursos financieros a Amazon para implementar medidas de mitigación y adaptación al cambio climático. Sin embargo, la realidad amazónica incluye riquezas ambientales y culturales tradicionales y ciudades con un desarrollo urbano concentrado donde se encuentra la mayor parte de la sociedad y los servicios esenciales. Por lo tanto, el artículo plantea la pregunta: ¿Las ciudades amazónicas desempeñan un papel en el debate actual sobre el cambio climático y el financiamiento climático? La metodología para abordar esta cuestión involucró dos pasos principales, principalmente utilizando datos secundarios de las bases de datos de las instituciones que financian y monitorean el flujo global y nacional de financiamiento climático. El resultado reveló que el 5% de los fondos recibidos por la Amazonía entre 1960 y 2019 se asignó a las ciudades, y el 1% se destinó al cambio climático en las ciudades amazónicas. Considerando los datos y resultados finales, cabe mencionar que la Amazonía está recibiendo importantes inversiones para medidas de mitigación y adaptación relacionadas al cambio climático. Sin embargo, estas inversiones financieras no incluyen significativamente a las ciudades.L'Amazonie est connue pour sa riche biodiversité et les cultures uniques de ses communautés autochtones et traditionnelles, ce qui en fait un sujet d'intérêt tant au niveau national qu'international. La protection de cette biodiversité est un thème récurrent dans les débats sur le changement climatique et ses impacts sur la société et l'environnement. Le financement climatique est devenu un élément essentiel de ces discussions, soulignant la nécessité d’allouer une partie de ces ressources financières à Amazon pour mettre en œuvre des mesures d’atténuation et d’adaptation au changement climatique. Cependant, la réalité amazonienne comprend des richesses environnementales et culturelles traditionnelles et des villes au développement urbain concentré où se trouvent la majorité de la société et des services essentiels. L’article pose donc la question suivante : les villes amazoniennes jouent-elles un rôle dans le débat actuel sur le changement climatique et le financement climatique ? La méthodologie pour répondre à cette question implique les principales étapes, utilisant principalement des données secondaires provenant des bases de données des institutions qui financent et surveillent les flux mondiaux et nationaux de financement climatique. Le résultat a révélé que 5 % des fonds reçus par l’Amazonie entre 1960 et 2019 ont été alloués aux villes, et 1 % ont été alloués au changement climatique dans les villes amazoniennes. Compte tenu des données et des résultats finaux, il convient de mentionner que l’Amazonie reçoit d’importants investissements pour des mesures d’atténuation et d’adaptation liées au changement climatique. Toutefois, ces investissements financiers n’incluent pas significativement les villes.A Amazônia possui uma rica biodiversidade e cultura singular dos povos originários e tradicionais e sempre despertou o interesse nacional e internacional. A proteção dessa biodiversidade é pauta recorrente nos debates sobre as mudanças do clima e seus impactos na sociedade e meio ambiente. O financiamento climático tornou-se importante nos debates sobre mudança do clima, assim como a necessidade de direcionar parte destes recursos financeiros para a Amazônia e viabilizar a implementação de medidas mitigatória e adaptativas na Amazônia. Contudo, a realidade amazônica não é composta apenas por riquezas ambientais e culturais tradicionais, mas também de cidades com desenvolvimento urbano que concentram a maioria da sociedade e serviços essenciais. Sendo assim, o artigo faz a seguinte indagação: As cidades amazônicas estão inseridas no debate envolvendo as mudanças do clima e o financiamento climático? A metodologia para responder esta indagação utilizou duas etapas que fizeram uso predominantemente de dados secundários oriundos das bases de dados de instituições que financiam e monitoram o fluxo monetário do financiamento climático global e nacional. O resultado obtido permitiu fazer a seguinte afirmação: 5% do financiamento recebido pela Amazônia entre os anos de 1960 e 2019 foram direcionadas às cidades e 1% foi voltado à abordagem das mudanças do clima nas cidades amazônicas. Diante dos dados obtidos e do resultado final, cabe afirmar que a Amazônia recebe expressivo investimento para medidas mitigatórias e adaptativas mediante as mudanças do clima, porém as cidades não estão significativamente inseridas nestes investimentos financeiros

    EFEITOS DO EXERCÍCIO AERÓBIO NA FUNÇÃO COGNITIVA EM IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER: REVISÃO DA LITERATURA.

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    RESUMO Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) é um distúrbio neurodegenerativo progressivo que compromete a função cognitiva e a qualidade de vida dos pacientes. Diante das limitações das terapias medicamentosas, o exercício físico, especialmente ao exercício aeróbio, tem sido estudado como uma intervenção não farmacológica potencialmente benéfica. Objetivo: Este estudo realizou uma revisão narrativa da literatura para analisar os efeitos do exercício aeróbio na função cognitiva de idosos com DA. Metodologia: Foram incluídos ensaios clínicos randomizados com idosos acima de 60 anos e diagnóstico de DA, submetidos a exercício aeróbio. A pesquisa foi conduzida entre janeiro e maio de 2025, com buscas em PubMed/MEDLINE, Lilacs/BIREME e SciELO, utilizando descritores específicos. Dois revisores independentes realizaram a extração e análise dos dados, resolvendo divergências por consenso ou com a participação de um terceiro revisor. Resultados: A busca identificou 86 artigos, dos quais 11 foram selecionados para leitura na íntegra. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, três estudos foram incluídos. Destes, dois demonstraram benefícios do exercício aeróbio na função cognitiva, enquanto um não evidenciou superioridade em relação ao grupo controle. Considerações finais: Os resultados ainda são inconclusivos, destacando a necessidade de mais pesquisas para confirmar a eficácia do exercício aeróbio, além de definir a intensidade, frequência e tipo mais adequados para essa população. Palavras-chave: Doença de Alzheimer, Idoso, Cognição, Exercício. EFFECTS OF AEROBIC EXERCISE ON COGNITIVE FUNCTION IN ELDERLY INDIVIDUALS WITH ALZHEIMER'S DISEASE: LITERATURE REVIEW ABSTRACT Introduction: Alzheimer's disease (AD) is a progressive neurodegenerative disorder that impairs cognitive function and quality of life. Given the limitations of pharmacological therapies, physical exercise, particularly aerobic training, has been studied as a potentially beneficial non-pharmacological intervention. Objective: This study conducted a narrative literature review to analyze the effects of aerobic exercise on the cognitive function of older adults with AD. Methodology: Randomized clinical trials including individuals over 60 years old diagnosed with AD who underwent aerobic exercise were considered. The research was conducted between January and May 2025, with searches in PubMed/MEDLINE, Lilacs/BIREME, and SciELO using specific descriptors. Two independent reviewers performed data extraction and analysis, resolving discrepancies by consensus or with the participation of a third reviewer. Results: The search identified 86 articles, of which 11 were selected for full-text reading. After applying eligibility criteria, three studies were included. Of these, two demonstrated benefits of aerobic exercise on cognitive function, while one did not show superiority over the control group. Final considerations: The results remain inconclusive, highlighting the need for further research to confirm the efficacy of aerobic exercise, as well as to define the optimal intensity, frequency, and type of exercise for this population. Keywords: Alzheimer Disease, Aged, Cognition, Exercise

    "TÃO NEGRO QUE É AZUL": ANÁLISE SEMIÓTICA DE POOR MISS FINCH (1872), DE WILKIE COLLINS: "SO BLACK IT'S BLUE": SEMIOTIC ANALYSIS OF POOR MISS FINCH (1872), BY WILKIE COLLINS

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    This Research aim to the piece Poor Miss Finch (1872), by Wilkie Collins, as main objective, to identified established ethnic and racial relations by the characters of this own work, in special the protagonist, Lucilla Finch, where can be acknowledged the positive and negative by it’s own proeminence, by the Generative Path of Semiotic Meaning of Greimas, in conformity with Barros (2005). On The theoretical fundamentation, for the contextualization of the historical and social period played for Collins (1872) in it’s work, following a path that could be enlightened and projected by studies by Brophy (2019), Durgan (2015), Gladden (2005), Kling (1966) e Nayder (2003), to evidence relationships of Imperialism between India and England, denouncing racist ways and religious intolerance that was common in the Indigo Uprising(1859-1862), when indian soldiers, the so called sepoys were constantly disrespected and persecuted, influencing the english collective consciousness to see the indian as a inferior race. As Result, can be obtained that Miss Finch, even blind, maintains the racist beliefs to the black-ish people Ironically, Lucilla gets in love with Oscar, a painter that moved to the house next to hers, that after a robbery, starts convulsionate once in a while as he got a traumatism, where he can’t help to evict they’re marriage from not happening. As final considerations, it can be acknowlegde that in fact, ending up with the blue brother shows that she gets over her discrimination, as the england could get over their problematical beliefs and racism over indian peopleA presente pesquisa tem como objetivo analisar a obra Poor Miss Finch (1872), de Wilkie Collins, a fim de identificar as relações étnico-raciais entre os personagens da obra, em especial da protagonista, Lucilla Finch, sendo estas positivas ou negativas, por meio do Percurso Gerativo de Sentido Semiótico de Greimas, em conformidade com Barros (2005). Na fundamentação teórica, para a contextualização do período histórico-social retratado por Collins (1872) na sua obra, nortear-se-á a pesquisa pelos estudos de Brophy (2019), Durgan (2015), Gladden (2005), Kling (1966) e Nayder (2003), para evidenciar as relações imperialistas entre Índia e Inglaterra e denunciar as práticas racistas e de intolerância religiosa, realizadas no período denominado Revolta do Índigo (1859-1862), em que soldados indianos, os chamados cipaios, eram continuamente desrespeitados e perseguidos, influenciando no inconsciente coletivo dos ingleses, que passaram a considera-los uma raça inferior. Como resultado, obteve-se que Miss Finch, mesmo cega, mantém crenças racistas sobre as chamadas pessoas escuras. Ironicamente, Lucilla se apaixona por Oscar, um pintor que se mudou para a casa ao lado a dela, que, após um assalto, desenvolve convulsões graças a um traumatismo craniano, impedindo-o de casar-se com ela. Como considerações finais, compreende-se que o fato de terminar com Oscar, o irmão gêmeo que é literalmente azul, mostra que ela superou o seu preconceito, assim como os ingleses poderiam superar as suas crenças problemáticas e racistas sobre os indianos

    MEDO, HOMOSSOCIABILIDADE E FRUSTRAÇÃO EM FILHO NATIVO: FEAR, HOMOSOCIALITY AND FRUSTRATION IN NATIVE SON

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    This article aims to present a critical reading of the first part of the novel Native Son, entitled Fear, from the perspective of studies on black men and masculinities. Through the perception of a black world and a white world depicted in the work, the article explores three fundamental aspects for the composition of the first part of Richard Wright's novel: the fear of the main character Bigger Thomas, which is reproduced in seemingly illogical violent acts, but fundamental to his composition as a man and an individual; the homosociality of black men in a segregated Chicago during the 1930s, as a space for reiterating their masculinities, in opposition and contradiction to a hypermasculine, violent and dysfunctional logic; in addition to the frustration of the protagonist, who shows himself disillusioned by the expectations of a white world that is not very receptive in an anti-black reality.O presente artigo tem por objetivo apresentar uma leitura crítica da primeira parte do romance Native Son, intitulada Fear, sob a perspectiva dos estudos sobre homens negros e masculinidades. Por meio da percepção de um mundo negro e um mundo branco figurados na obra, o artigo explora três aspectos fundamentais para composição da primeira parte do romance de Richard Wright: o medo do personagem principal Bigger Thomas, que se reproduz em atos violentos aparentemente ilógicos, mas fundamentais à sua composição enquanto homem e indivíduo; a homossociabilidade de homens negros em uma Chicago segregada durante a década de 1930, como espaço para reiteração de suas masculinidades, em oposição e contradição perante uma lógica hipermasculina, violenta e disfuncional; além da frustração do protagonista, que se demonstra desiludido frente as espectativas de um mundo branco pouco receptivo em uma realidade anti-negra

    Léxico filológico en la Antigüedad tardía. Selección de vocabulario filológico en escolios y comentarios latinos tardoantiguos

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    Reseña de Gemma Bernadó Ferrer (2021) Léxico filológico en la Antigüedad tardía. Selección de vocabulario filológico en escolios y comentarios latinos tardoantiguos. Berlin / Bern / Bruxelles / New York / Oxford / Warszawa / Wien: Peter Lang, 330p. ISBN: 978363184657

    Serviços ecossistêmicos das florestas de igapó e terra firme na Comunidade do Tumbira, Iranduba, Amazonas

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    Serviços ecossistêmicos são definidos como os fluxos reais que promovem benefícios diretos e indiretos aos seres humanos, podendo ser avaliados em termos econômicos. Esse estudo visou classificar os serviços ecossistêmicos dos ambientes de igapó e de terra firme observados na comunidade Tumbira, no município de Iranduba, Amazonas. A comunidade está localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro que tem como vegetação original Floresta Aluvial Ombrófila Densa. O estudo foi conduzido por meio de um formulário contendo os principais serviços ecossistêmicos da Amazônia em ambientes de igapó e de terra firme como provisão, regulação, culturais e de suporte. A coleta de observação direta e estruturada registrou os fenômenos in loco seguindo um roteiro de classificação do Millennium Ecosystem Assessment (Avaliação Ecossistêmica do Milênio). Provisão no Igapó: pesca de subsistência; vegetação da margem do rio provendo os produtos não madeireiros; a água para abastecimento humano e outros. Regulação no Igapó: Controle de sedimentos de várias nascentes e rio; fluxo da água conservada; vegetação adaptada na inundação; dispersão de sementes pela fauna aquática e pela correnteza da água. Cultural do igapó: Paisagens cênicas da vegetação alagada e; o rio com as representações de mitos e lendas e; atividades recreativas dos rios e da floresta marginal e alagada, artesanatos com produtos da floresta. Suporte do Igapó: Rio como meio de transporte, abrigo e habitat da fauna aquática; fonte de alimentação humana e da fauna silvestre; fonte de água potável humano, solo humoso. Provisão na terra firme: agricultura familiar; produtos madeireiros e não madeireiros; caça e; criação de animais domésticos. Regulação na terra firme: vegetação do Platô e Baixio protegendo o solo e água; manutenção do ciclo da água pela vegetação e solo; controle de inundação através da vegetação; polinização dos insetos; e dispersão de sementes pela fauna silvestre terrestre; Cultural na terra firme: Lazer e turismo nas trilhas, futebol e rodadas de conversas, as tradições religiosas das festas dos santos, procissões, arraial, e atividades de ensino e pesquisa na floresta e na comunidade, artesanato com produtos da floresta. Suporte na terra firme: solo argiloso conservado; vegetação densa com espécies de médio a grande porte utilizada para alimentação e uso medicinal, fonte de alimentação humana e da fauna terrestre. Este estudo constatou que os ambientes de igapó e terra firme oferecem uma ampla gama serviços ecossistêmicos, classificados como suporte, provisão, regulação e cultural que atendem às necessidades da comunidade local. Observou-se também que a comunidade mantém uma relação de equilíbrio com os recursos naturais disponíveis nesses ambientes, conservando-as e protegendo-as de forma sustentável.Serviços ecossistêmicos são definidos como os fluxos reais que promovem benefícios diretos e indiretos aos seres humanos, podendo ser avaliados em termos econômicos. Esse estudo visou classificar os serviços ecossistêmicos dos ambientes de igapó e de terra firme observados na comunidade Tumbira, no município de Iranduba, Amazonas. A comunidade está localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro que tem como vegetação original Floresta Aluvial Ombrófila Densa. O estudo foi conduzido por meio de um formulário contendo os principais serviços ecossistêmicos da Amazônia em ambientes de igapó e de terra firme como provisão, regulação, culturais e de suporte. A coleta de observação direta e estruturada registrou os fenômenos in loco seguindo um roteiro de classificação do Millennium Ecosystem Assessment (Avaliação Ecossistêmica do Milênio). Provisão no Igapó: pesca de subsistência; vegetação da margem do rio provendo os produtos não madeireiros; a água para abastecimento humano e outros. Regulação no Igapó: Controle de sedimentos de várias nascentes e rio; fluxo da água conservada; vegetação adaptada na inundação; dispersão de sementes pela fauna aquática e pela correnteza da água. Cultural do igapó: Paisagens cênicas da vegetação alagada e; o rio com as representações de mitos e lendas e; atividades recreativas dos rios e da floresta marginal e alagada, artesanatos com produtos da floresta. Suporte do Igapó: Rio como meio de transporte, abrigo e habitat da fauna aquática; fonte de alimentação humana e da fauna silvestre; fonte de água potável humano, solo humoso. Provisão na terra firme: agricultura familiar; produtos madeireiros e não madeireiros; caça e; criação de animais domésticos. Regulação na terra firme: vegetação do Platô e Baixio protegendo o solo e água; manutenção do ciclo da água pela vegetação e solo; controle de inundação através da vegetação; polinização dos insetos; e dispersão de sementes pela fauna silvestre terrestre; Cultural na terra firme: Lazer e turismo nas trilhas, futebol e rodadas de conversas, as tradições religiosas das festas dos santos, procissões, arraial, e atividades de ensino e pesquisa na floresta e na comunidade, artesanato com produtos da floresta. Suporte na terra firme: solo argiloso conservado; vegetação densa com espécies de médio a grande porte utilizada para alimentação e uso medicinal, fonte de alimentação humana e da fauna terrestre. Este estudo constatou que os ambientes de igapó e terra firme oferecem uma ampla gama serviços ecossistêmicos, classificados como suporte, provisão, regulação e cultural que atendem às necessidades da comunidade local. Observou-se também que a comunidade mantém uma relação de equilíbrio com os recursos naturais disponíveis nesses ambientes, conservando-as e protegendo-as de forma sustentável

    Emissões de Dióxido de Carbono pelo Corte Raso na Área de Proteção Ambiental Tarumã-Ponta Negra, Manaus, Amazonas

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    Florestas tropicais têm papel fundamental no sequestro de carbono, uma vez que cerca de 50% do seu carbono está contido na biomassa florestal. A Amazônia Brasileira, contém um grande estoque de carbono, o qual pode ser liberado na atmosfera como gases do efeito estufa mediante a mudanças no uso do solo. No município de Manaus, Amazonas, a ocupação de áreas de expansão urbana, ocorre muitas vezes de forma desordenada, rápida e agressiva. Tais áreas, muitas vezes estão situadas na Área de Proteção Ambiental (APA). Tarumã, Ponta Negra, têm se tornado o foco de empreendimentos habitacionais. Considerando a relevância da APA, o estudo teve como objetivo estimar o estoque de carbono proveniente do corte raso autorizado de indivíduos arbóreos para a implantação de empreendimentos habitacionais na APA Tarumã/Ponta Negra. A partir das informações públicas disponibilizadas no site do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), foi realizada a coleta de dados com as informações presentes nas Licenças Ambientais Únicas para Supressão Vegetal - LAU/SV referentes às atividades de “Complexos habitacionais e similares (2311)”, e “Loteamentos (2321)”, conforme a Lei Estadual nº 3.782/2012. Foram analisados dados de volume (m³) e de área (ha) autorizados referentes aos anos de 2020 a 2023. Para a conversão da volumetria de m³ para quilogramas (kg), adotou-se a densidade da madeira como 700 kg/m³, de modo que: Volume (m³) × 700 kg/m³ = peso (kg). Após a obtenção dos resultados em quilogramas (kg), os valores obtidos foram convertidos em toneladas (T), onde: Peso (t) = P (kg) / 1.000. Para realizar essa conversão de estimativa de carbono foi utilizada a equação de Soares et al. (2005), em que: Carbono (t) = Biomassa (t) * 0,5. Entre 2020 e 2023 foram autorizados 33.243,1329 m³ de madeira para corte raso, o que representa 1.744,23 ha da APA, para as atividades de 2311 e 2321. O ano de 2021 foi o ano em que a volumetria autorizada foi a maior, com 12.752,0677 m³, dos quais 4.392,2615 m³ são referentes à atividade 2311 e 8.359,8061 m³ à atividade 2321. Quanto à estimativa do estoque de carbono procedente da supressão da vegetação, estima-se que o estoque foi de 11.635,0965 t de carbono. A atividade que mais contribuiu foi a de Loteamentos, com 7.627,2126 t. O fato pode ser atrelado não somente à volumetria autorizada, mas também à extensão das áreas licenciadas. Sabendo que a vegetação da APA possui características de vegetação secundária em diversos estágios sucessionais devido a ações antrópicas ao longo dos anos, a retirada dessa cobertura vegetal reduz a captação de carbono e dificulta o funcionamento dos demais serviços ecossistêmicos fornecidos por estas fitofisionomias. Tendo em vista os resultados obtidos, recomenda-se que pesquisas futuras investiguem como as demais atividades licenciadas no estado do Amazonas estariam contribuindo nas emissões de carbono, além de discutir sobre como a gestão pública tem atuado frente às propostas de mitigação de impactos e aplicação destas.Florestas tropicais têm papel fundamental no sequestro de carbono, uma vez que cerca de 50% do seu carbono está contido na biomassa florestal. A Amazônia Brasileira, contém um grande estoque de carbono, o qual pode ser liberado na atmosfera como gases do efeito estufa mediante a mudanças no uso do solo. No município de Manaus, Amazonas, a ocupação de áreas de expansão urbana, ocorre muitas vezes de forma desordenada, rápida e agressiva. Tais áreas, muitas vezes estão situadas na Área de Proteção Ambiental (APA). Tarumã, Ponta Negra, têm se tornado o foco de empreendimentos habitacionais. Considerando a relevância da APA, o estudo teve como objetivo estimar o estoque de carbono proveniente do corte raso autorizado de indivíduos arbóreos para a implantação de empreendimentos habitacionais na APA Tarumã/Ponta Negra. A partir das informações públicas disponibilizadas no site do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), foi realizada a coleta de dados com as informações presentes nas Licenças Ambientais Únicas para Supressão Vegetal - LAU/SV referentes às atividades de “Complexos habitacionais e similares (2311)”, e “Loteamentos (2321)”, conforme a Lei Estadual nº 3.782/2012. Foram analisados dados de volume (m³) e de área (ha) autorizados referentes aos anos de 2020 a 2023. Para a conversão da volumetria de m³ para quilogramas (kg), adotou-se a densidade da madeira como 700 kg/m³, de modo que: Volume (m³) × 700 kg/m³ = peso (kg). Após a obtenção dos resultados em quilogramas (kg), os valores obtidos foram convertidos em toneladas (T), onde: Peso (t) = P (kg) / 1.000. Para realizar essa conversão de estimativa de carbono foi utilizada a equação de Soares et al. (2005), em que: Carbono (t) = Biomassa (t) * 0,5. Entre 2020 e 2023 foram autorizados 33.243,1329 m³ de madeira para corte raso, o que representa 1.744,23 ha da APA, para as atividades de 2311 e 2321. O ano de 2021 foi o ano em que a volumetria autorizada foi a maior, com 12.752,0677 m³, dos quais 4.392,2615 m³ são referentes à atividade 2311 e 8.359,8061 m³ à atividade 2321. Quanto à estimativa do estoque de carbono procedente da supressão da vegetação, estima-se que o estoque foi de 11.635,0965 t de carbono. A atividade que mais contribuiu foi a de Loteamentos, com 7.627,2126 t. O fato pode ser atrelado não somente à volumetria autorizada, mas também à extensão das áreas licenciadas. Sabendo que a vegetação da APA possui características de vegetação secundária em diversos estágios sucessionais devido a ações antrópicas ao longo dos anos, a retirada dessa cobertura vegetal reduz a captação de carbono e dificulta o funcionamento dos demais serviços ecossistêmicos fornecidos por estas fitofisionomias. Tendo em vista os resultados obtidos, recomenda-se que pesquisas futuras investiguem como as demais atividades licenciadas no estado do Amazonas estariam contribuindo nas emissões de carbono, além de discutir sobre como a gestão pública tem atuado frente às propostas de mitigação de impactos e aplicação destas

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