Periódicos UFAM (Universidade Federal do Amazonas)
Not a member yet
9220 research outputs found
Sort by
ETNOGRAFIA DE TELA: UMA METODOLOGIA POTENTE PARA PESQUISAS EM EDUCAÇÃO
This article presents part of the theoretical-methodological discussion carried out in two doctoral theses developed in a Postgraduate Program in Education in southern Brazil, linked to a project and a broader research agenda that has been concerned with thinking about teaching professionalism in contemporary times, from Studies in Teaching, Post-Structuralist Gender Studies and Foucauldian Studies. From these perspectives, the methodology known as screen ethnography is discussed. It is argued that it is powerful for problematizing contemporary cultural artifacts, such as streaming and TV series, making it relevant to education research. Through immersion in the field, diary entries, the grouping and regrouping of scenes, the development of analysis and the decoupage of scenes, the productivity of screen ethnography is supported for theoretical-methodological exercises interested in multiplying meanings about cultural artifacts. It is argued that the suggested step-by-step approach, in addition to the movement of watching and re-watching each scene several times and in different ways, makes it possible to multiply the ways of describing what is watched, a condition that allows the researcher to use the methodology to produce their analysis.Este artículo presenta parte del debate teórico-metodológico realizado en dos tesis de doctorado desarrolladas en un Programa de Postgrado en Educación, en el sur de Brasil, articulado a un proyecto y a una agenda de pesquisa más amplia que se ocupa en pensar la profesionalidad docente en la contemporaneidad, desde los Estudios en Docencia, Estudios de Género Postestructuralistas y Estudios Foucaultianos. Desde esas perspectivas, se discute la metodología denominada de “etnografía de pantalla”. Se defiende que ella es potente para la problematización de artefactos culturales contemporáneos, tales como series de streaming y de tele, convirtiéndose relevante para las pesquisas en Educación. A través de la inmersión en el campo, de los registros en diario, de las agrupaciones y reagrupaciones de las escenas, del desarrollo de los análisis y del decoupage de las escenas, se sostiene la productividad de la “etnografía de pantalla” para ejercicios teóricos-metodológicos interesados en multiplicar los sentidos sobre los artefactos de la cultura. Se argumenta que el paso a paso sugerido, además del propio movimiento de mirar y volver a mirar cada escena diversas veces y de distintos modos, lo hace posible la multiplicación de los modos de describir lo que es visto, condición que permite que la investigadora o el investigador utilicen la metodología para producir sus análisis.Este artigo apresenta parte da discussão teórico-metodológica realizada em duas teses de doutorado, desenvolvidas em um Programa de Pós-Graduação em Educação, no sul do Brasil, articuladas a um projeto e a uma agenda de pesquisa mais abrangente, que tem se ocupado em pensar a profissionalidade docente na contemporaneidade, desde os Estudos em Docência, os Estudos de Gênero Pós-Estruturalistas e os Estudos Foucaultianos. Desde essas perspectivas, discute-se a metodologia denominada de etnografia de tela. Defende-se que ela é potente para a problematização de artefatos culturais contemporâneos, tais como séries de streaming e de TV, tornando-se relevante para investigações sobre o tempo presente. Através da imersão no campo, dos registros em diário, do agrupamento e reagrupamento das cenas, do desenvolvimento das análises e da decupagem das cenas, sustenta-se que a etnografia de tela serve a exercícios teórico-metodológicos interessados em multiplicar os sentidos veiculados nessas produções. Argumenta-se que o passo a passo sugerido torna possível a multiplicação dos modos de descrever o que é assistido, condição que interessa à pesquisadora ou ao pesquisador no que se refere à produção das pesquisas em Educação
Apresentação
É com satisfação que apresentamos os anais do Seminário Internacional dePiano e do II Seminário Nacional de Memória das Artes na Amazônia, que marca olançamento da primeira edição da Revista da FAARTES. Realizados em duas etapas,entre os meses de setembro e outubro de 2024, nas cidades de Manaus e Tefé,oseventos convergiram para celebrar as múltiplas expressões e interações da arte e dacultura a partir deste território, promovendo o diálogo interdisciplinar entrepesquisadores, artistas, professores, estudantes e comunidade em geral por meio dainterseção entre teorias, práticas e identidades
Radiofonia e Sociedade: Registros historiográficos para o desenvolvimento da música em Manaus
O objetivo deste resumo é levantar dados sobre o rádio no estado do Amazonas, dados estes que serão levantados por meio de buscas em sites e repositórios científicos, sob a perspectiva de autores como De Melo Afonso, De Oliveira dentre outros nomes. Este artigo será dividido em duas partes onde, será mostrado um pouco das diferenças entre rádio AM e FM, e posteriormente, será abordado como se constituiu a programação musical do rádio em Manaus e os nomes dos principais artistas da época que compunham este panorama radiofônico musical. Deste modo, este trabalho pretende pontuar a contribuição e a expressão do rádio como ferramenta de comunicação na cidade de Manaus por meio de revisão bibliográfica
Tecitura poética de canções da Música Popular Amazonense (MPA) da década de 1980
A presente pesquisa buscará imergir nas canções dos discos da cena musical amazonense da década de 1980 que representam a produção artístico musical do período fazendo parte do gênero musical MPA (Música popular do Amazonas) se distinguindo por sua sonoridade amazônica, observando a partir de um diálogo entre música e história, as características particulares destas obras e não perdendo de vista suas influências musicais e culturais expressas em suas canções assim como a tecitura poética destas composições amazônicas . Teremos como objetivo principal destacar a singularidade deste gênero musical e destas composições artísticas para a história e para a cultura amazonense, a metodologia construída para a análise dessa tipologia textual consistiu em um diálogo interdisciplinar com as demais ciências humanas nos interessando mais o conteúdo e abrangência dos autores estudados tais como Bachelard (1988), Paes Loureiro (1997), Marcos Napolitano (2014), Canclini (2019), Mauro Augusto Dourado Menezes (2011) entre outras leituras que contribuíram em nossa metodologia de análise interdisciplinar. Destacamos em nossa análise o papel do imaginário amazônico encontrado na composição das letras e da sonoridade dos artistas desse período
Serviço Social, Políticas Sociais e os desafios da Interseccionalidade
Intersectionality is a widely discussed analytical tool that points toward a horizon of feminist and antiracist action. Initially introduced by social movements advocating for Black women in the United States, the concept can be incorporated into Social Work practices in Brazil through the actions of social workers within existing social policies. The challenges of incorporating intersectionality into the design, implementation, evaluation, and monitoring of public policies are profound and reflect the complexity of interactions among social markers and the inequalities shaped by power systems that create such conditions for certain groups in society. This article discusses, through excerpts from the book Quarto de Despejo: diário de uma favelada by Carolina Maria de Jesus, how it's possible to approach intersectional action in the field of Social Work through concrete situations and the life stories in which individuals are embedded.A interseccionalidade é uma ferramenta analítica amplamente discutida e que aponta para um horizonte de atuação feminista e antirracista. A noção, posta inicialmente pelos movimentos sociais em favor de mulheres negras nos Estados Unidos, pode ser incorporada a práticas do Serviço Social no Brasil, pela atuação de assistentes sociais no âmbito das políticas sociais existentes. Os desafios para incorporar a interseccionalidade na concepção, na implementação, na avaliação e no monitoramento de políticas públicas são radicais e condizem com a complexidade das interações entre os marcadores sociais e com as desigualdades forjadas pelos sistemas de poder que produzem tais condições para certos grupos na sociedade. O presente artigo discute, a partir de recortes do livro Quarto de Despejo: Diário de uma favelada, de Carolina de Jesus, como é possível se aproximar de uma atuação interseccional na área do Serviço Social, por meio de situações concretas e das histórias de vida em que os sujeitos estão inseridos.
Referências
ANZALDÚA, Gloria. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Revista Estudos Feministas, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 229, 2000. DOI: 10.1590/%x. Disponível em: htttps://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/9880. Acesso em: 20 jun. 2025
BEHRING, Elaine. BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: Fundamentos e história. 9º Ed. São Paulo, Cortez. 2011.
BOSCHETTI, Ivanete. Expropriação e direitos no capitalismo. São Paulo, Cortez. 2018.
BRASIL. Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 de regulamentação da profissão. 10ª ed. rev. e atual. Brasília, Conselho Federal de Serviço Social, 2012. Disponível em: https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf. Acesso em: 20 jun. 2025.
COLLINS, Patricia Hill. Toward a new vision: Race, class, and gender as categories of analysis and connection. In: Race, gender and class. Routledge, 2016. p. 65-75.
COLLINS, Patrícia Hill.; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo Editorial, 2021.
EURICO, Marcia Campos. A percepção do assistente social acerca do racismo institucional. Revista Serviço Social & Sociedade. São Paulo, nº 114, p. 239-310, Abr/Jun. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sssoc/a/8Vhsxg8xGgrBL6GnCjknqyL/?lang=pt. Acesso em: 20 jun. 2025.
________. Tecendo tramas acerca de uma infância sem racismo. Revista Em Pauta: teoria social e realidade contemporânea, [S. l.], v. 18, n. 45, 2020. DOI: 10.12957/rep.2020.47214. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaempauta/article/view/47214. Acesso em: 20 jul. 2024.
EVARISTO, Conceição et al. A escrevivência e seus subtextos. Escrevivência: a escrita de nós: reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. Rio de Janeiro: Mina Comunicação e Arte, v. 1, p. 26-46, 2020.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro‑latino‑americano: ensaios, intervenções e diálogos. Flávia Rios e Márcia Lima (orgs.). Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
HERNANDÉZ, Franklin Gil. Estado y procesos políticos: sexualidad e interseccionalidad. Sexualidade e política na América Latina: histórias, interseções e paradoxos, 80-99, 2011
IAMAMOTO Marilda Vilela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1999.
IANNI, Octavio. A questão social. Revista USP, São Paulo, Brasil, n. 3, p. 145–154, 1989. DOI: 10.11606/issn.2316-9036.v0i3p145-154. Disponível em: https://revistas.usp.br/revusp/article/view/25490. Acesso em: 22 jun. 2025.
JESUS, Carolina Maria de (2007). Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática. (Obra original publicada em 1960).
MAYORGA, Claudia. Algunas contribuciones del feminismo a la psicología social comunitaria. Athenea Digital. Revista de pensamiento e investigación social, [S. l.], v. 14, n. 1, p. 221–236, 2014. DOI: 10.5565/rev/athenead/v14n1.1089. Disponível em: https://atheneadigital.net/article/view/v14-n1-mayorga. Acesso em: 21 jun. 2025
Instituto Koké-Pataxí: ensino, pesquisa e extensão na formação antirracista no Serviço Social
This report presents a professional experience developed Koké-Pataxí Institute, an outreach program linked to teaching and research initiatives, which aims to promote Indigenous recovery in the present space and time. Coordinated by pataxó, indigenous, woman, social worker, and professor of Social Work at a public higher education institution, the program aims to foster interaction between universities and indigenous peoples and contribute to anti-racist training in Brazilian Social Work.Apresenta relato de experiência de atuação profissional desenvolvida através do Instituto Koké-Pataxí, programa de extensão vinculado a ações de ensino e pesquisa, que objetiva promover a retomada indígena no espaço-tempo presente. Coordenado por pataxó indígena mulher assistente social e docente em Serviço Social numa instituição de ensino superior pública, visa fomentar a interação entre universidade e povos indígenas e colaborar para formação antirracista no Serviço Social brasileiro.
Referências
ABEPSS. Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social. Brasília: CFESS, 1996.
ABEPSS. Proposta de Ementa do GTP Questão Agrária, Urbana, Ambiental e Serviço Social. Temporalis, Brasília, ano 12, n. 24, jul./dez. 2012.
APIB. Revista Acampamento Terra Livre 2022. Disponível ema: https://apiboficial.org/files/2022/06/ATL2022_REVISTA_v3.2.pdf. Acesso em: 22 out. 2022.
ABRASSPI. Manifesto Serviço Social e Povos Indígenas: aproximações e desafios do tempo presente. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/133RFi723MFI5MgM-18fZHcKhzc4Qr3l6/view. Acesso em: jul. 2022.
BRASIL. Presidência da República. Lei n. 8.662 de 7 de julho de 1993, que dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências. Brasília, 1993.
CASTANHA, M. Pindorama: terra das palmeiras. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
CFESS. Resolução CFESS n. 273/1993, que institui o Código de Ética Profissional do/a Assistente Social, com as alterações introduzidas pelas Resoluções CFESS n. 290/1994, 293/1994, 333/1996 e 594/2011. Brasília: CFESS, 1993.
CFESS. Caderno 3: racismo – Série: Assistentes social no Combate ao Preconceito. Brasília: CFESS, 2016.
CHAKARUNA. Abya Yala Sin Frontera. Disponível em: http://hernehunter.blogspot.com/2009/07/entre- america-e-abya-yala.html. Acesso em: 16 fev. 2023.
FUNAI. Site institucional. Disponível em: http://www.funai.gov.br/index.php/indios-no-brasil/quem-sao. Acesso em 05 nov. 2019.
FUNAI. Dados do Censo 2022 revelam que o Brasil tem 1,7 milhão de indígenas. cidade, 07 ago. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2023/dados-do-censo-2022-revelam-que-o-brasil-tem-1-7-milhao-de-indigenas. Acesso em: 18 ago. 2023.
DUSSEL, E. 1492 O encobrimento do outro: a origem do mito da modernidade. Tradução Jaime A. Clasen. São Paulo: Vozes,1993.
GONÇALVES, S. N. “Mulheres dos Escombros”: a condição das mulheres periféricas em tempos de catástrofes. Rio de Janeiro: Revan, 2019.
I MARCHA DAS MULHERES INDÍGENAS. Documento Final da Marcha das Mulheres Indígenas: "Território: nosso corpo, nosso espírito". Disponível em: https://cimi.org.br/2019/08/marcha-mulheres-indigenas- documento-final-lutar-pelos-nossos-territorios-lutar-pelo-nosso-direito-vida/. Acesso em: 12 dez. 2019.
KRENAK, A. Ideias para adiar o Fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
KRENAK, A. Caminhos para a cultura do Bem-Viver. Organizador do e-book Bruno Maia. Rio de Janeiro: 2020.
LACERDA, R. F. A “Pedagogia Retomada”: uma contribuição das lutas emancipatórias dos povos indígenas no Brasil. Interritórios, v.7, n.13, 2021.
MARX, K. Manuscritos Econômicos-Filosóficos de 1844. São Paulo: Boitempo, 2010.
MIÑOSO, Y. E.; CORREAL, D. G.; MUÑOZ, K. O. Introduccion. In: MIÑOSO, Y. E.; CORREAL, D. G.; MUÑOZ, K. O (orgs.). Tejiendo de otro modo: Feminismo, epistemología y apuestas descoloniales en Abya Yala. Popaván: Editorial Universidad del Cauca, 2014.
PATAXÓ, K. Trioká Hahão Pataxi – Caminhando pela história pataxó. São Paulo: Garçoni, 2004.
PATAXÓ, R. M. M. O Canto do Antropoceno: a questão ambiental como emergência do espaço-tempo presente. Tese, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2024.
POSTONE, M. Tempo, trabalho e dominação social. São Paulo: Boitempo, 2014.
POTIGUARA, E. Metade cara, metade máscara. Rio de Janeiro: Grumin Edições, 2004.
PRÉZIA, B. História da Resistência Indígena: 500 anos de luta. São Paulo: Expressão Popular, 2017.
TUPINAMBÁ, A. M. P. S. Memória e ancestralidade. In: KAYAPÓ, A. N. K. L.; PAYAYÁ, J. S. L.; TUPINAMBÁ, A. M. P. S. (org.), WAYRAKUNA. Polinizando a vida e semeando o Bem Viver. 2 ed. Teresina: Cancioneiro, 2025.
SILVÉRIO, P. H. B. Jardim Sensorial da UFJF, um Espaço de Terapia e Conscientização. Dissertação, Pós-Graduação em Ecologia Aplicada ao Manejo e Conservação dos Recursos Naturais, Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora, 2017.
SOLÓN, P. Bem Viver. In: SOLÓN, P (org.). Alternativas sistêmicas. São Paulo: Elefante, 2019.
STEFFEN, W.; PERSSON, Â.; DEUTSCH, L.; ZALASIEWICZ, J.; et al. The Anthropocene: From Global Change to Planetary Stewardship. Ambio, v. 40, n. 7, dez. 2011b
UFOP. Resolução CUNI n. 1.868 de 17 de fevereiro de 2017, que estabelece o Estatuto da Universidade Federal de Ouro Preto. Brasília: Diário Oficial da União, 2019. Disponível em: https://ufop.br/estatuto-e-regimento. Acesso em: 10 out. 2022.
UFOP. Resolução CUNI n. 1.959 de 28 de novembro de 2017, que aprova o Regimento Geral da Universidade Federal de Ouro Preto. Brasília: Diário Oficial da União, 2019. Disponível em: https://ufop.br/estatuto-e-regimento. Acesso em: 10 out. 2022.
KAYAPÓ, A. N. K. L.; PAYAYÁ, J. S. L.; TUPINAMBÁ, A. M. P. S. (org.), WAYRAKUNA. Polinizando a vida e semeando o Bem Viver. 2 ed. Teresina: Cancioneiro, 2025
“A vez e a voz do território”: considerações metodológicas para uma abordagem territorial dos movimentos sociais
This article discusses the analytical importance of the territorial dimension for social movement studies by systematizing an analytical model capable of mediating the understanding of movements based on their territorial dynamics. Drawing on references from political geography, anthropology, and the sociology of social movements, we will mobilize the analytical roles of the categories "territorial conflicts," "territorial identity," and "territorialities" that are objectified in political actions. We argue that territory is a primary source of identity resources and a fundamental analytical dimension for understanding environmental conflicts. It emerges as a field intersected by diverse political projects and social forces, a place that allows us to see the materiality of disputes over resources and the various forms of collective resistance. This centrality of territory deserves adequate theoretical treatment, not always available in the literature in this field, and we have made it explicit here in the development of a preliminary analytical model that articulates the dynamics of environmental conflicts and the territorialities that emerge from them. In the second moment, the intention was to apply this proposal in a brief analysis of the territorialities of traditional populations in the Amazon, suggesting that territories marked by contradictions and territorial conflicts, with the intense processes of expropriation and deterritorialization of their communities, have given rise, within these disputes, to a kind of “learning through conflict” with the formation of territorialities with strong sociopolitical expressions in the region.Este artículo analiza la importancia analítica de la dimensión territorial para los estudios de movimientos sociales mediante la sistematización de un modelo analítico capaz de mediar la comprensión de los movimientos a partir de sus dinámicas territoriales. Con referencias de la geografía política, la antropología y la sociología de los movimientos sociales, movilizaremos los roles analíticos de las categorías "conflictos territoriales", "identidad territorial" y "territorialidades" que se objetivan en las acciones políticas. Argumentamos que el territorio es una fuente primaria de recursos identitarios y una dimensión analítica fundamental para comprender los conflictos ambientales. Emerge como un campo intersectado por diversos proyectos políticos y fuerzas sociales, un espacio que nos permite observar la materialidad de las disputas por los recursos y las diversas formas de resistencia colectiva. Esta centralidad del territorio merece un tratamiento teórico adecuado, no siempre disponible en la literatura especializada, y la hemos explicitado aquí mediante el desarrollo de un modelo analítico preliminar que articula la dinámica de los conflictos ambientales y las territorialidades que surgen de ellos. En un segundo momento, se pretendió aplicar esta propuesta en un breve análisis de las territorialidades de las poblaciones tradicionales de la Amazonía, sugiriendo que territorios marcados por contradicciones y conflictos territoriales, con los intensos procesos de expropiación y desterritorialización de sus comunidades, han dado lugar, dentro de estas disputas, a una especie de “aprendizaje a través del conflicto” con la formación de territorialidades con fuertes expresiones sociopolíticas en la región.O artigo discute a importância analítica da dimensão do território para os estudos de movimentos sociais mediante sistematização de um modelo de análise capaz de mediar a compreensão dos movimentos a partir das suas dinâmicas territoriais. Por meio das referências da Geografia política, da Antropologia e da Sociologia dos movimentos sociais, mobilizaremos os papéis analíticos das categorias “conflitos territoriais”, “identidade territorial” e “territorialidades” que se objetivam em ações políticas. Defendemos aqui que o território é fonte primária de recursos identitários e dimensão de análise fundamental para compreensão dos conflitos ambientais, surge como um campo atravessado por diversos projetos políticos e forças sociais, um lugar que nos permite enxergar a materialidade das disputas por recursos e das diversas formas de resistências coletivas.
Referências
ALMEIDA, A. W. B. A. de. Os quilombolas e a base de lançamento de foguetes de Alcântara. Brasília: Edições IBAMA, v. 1, 2006.
ALMEIDA, A. W. B. de. “O GEBAM, as empresas agropecuárias e a expansão camponesa”. In: IBASE. Os donos da terra e a luta pela reforma agrária. [S.l.]: Editora CODECRI, 1984.
ALMEIDA, A. W. B. de. Uma campanha de destorritorialização. Direitos territorializações e étnicos: a bola da vez dos estrategistas dos agronegócios. Proposta, Rio de Janeiro, v. Ano 31, Nº 114, p. 33-36, Out/Dez 2007.
ALMEIDA, A. W. B. Universalização e localismo: movimentos sociais e crise dos padrões tradicionais de relação política na Amazônia. CESE/debate, n. 3, ano 4, maio de 1994
ALMEIDA, Alfredo W. B. de (org.). Conflitos sociais no "Complexo Madeira". Manaus: UEA Edições, 2009.
ALMEIDA, Alfredo W. B. de. “Os quilombos e as novas etnias”. In: Quilombos: identidade étnica e territorialidade. Rio de Janeiro: FGV, 2002.
ALMEIDA, Alfredo W. B. de. “Terras tradicionalmente ocupadas: processos de territorialização e movimentos sociais”. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais. V. 6 N. 1 (MAIO), 2004.
ALMEIDA, Alfredo W. B. de. Terras de quilombos, terras indígenas, “babaçuais livres”, “castanhais do povo”, faxinais e fundos de pastos: terras tradicionalmente ocupadas. 2. ed. Manaus: PGSCA”. UFAM, 2008.
ACSELRAD, Henri et al. (Org.). Cartografia social, terra e território. Rio de Janeiro: UFRJ/IPPUR, 2013.
CRUZ, Valter do Carmo. Itinerários teóricos sobre a relação entre território e identidade. In: BEZERRA, A. C. A.; GONÇALVES, C. U.; NASCIMENTO, F. R. do; ARRAIS, T. A. (orgs.). Itinerários geográficos. Niterói: Ed UFF, 2007
CRUZ, Valter do Carmo. Pela outra margem da fronteira: território, identidade e lutas sociais na Amazônia. 2006. Dissertação (Mestrado) - Curso de Geografia, Departamento de Geografia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2006.
DAGNINO, Evelina, OLIVEIRA, A, PANFICHI, A. Para uma nova leitura da disputa pela construção democrática na America Latina, São Paulo: Paz e terra, 2006;
DAGNINO, Evelina. "Sociedade civil, espaços públicos e a construção democrática no Brasil: limites e possibilidades ", em DAGNINO, E. Sociedade civil e espaços públicos no Brasil, São Paulo: Paz e Terra, 2002.
DAGNINO, Evelina. Cultura, cidadania e democracia: a transformação dos discursos e práticas na esquerda latino-americana. In: ALVAREZ, S, ESCOBAR, A e DAGNINO, E. Cultura e Política nos movimentos sociais latino americanos: novas leituras, Belo Horizonte: editora da UFMG, 2000.
FUINI, Lucas Labigalini. Território, territorialização e territorialidade: o uso da música para a compreensão de conceitos geográficos. Revista Terra@Plural. Ponta Grossa, v. 08, n. 01, p. 225-249, jan./jun. 2014
GERMANI, G. I. Condições históricas e sociais que regulam o acesso a terra no espaço agrário brasileiro. Geotextos, v. 2, p. 1-23, 2007.
GIMENÉZ, Gilberto. Materiales para una teoría de las identidades sociales. In:______. Identidades sociales. México: Consejo Nacional para la Cultura y las Artes; Instituto Mexiquense de Cultura, 2009.
GUEDES, A. D. “Lutas por terra e lutas por território nas Ciências Sociais brasileiras”: fronteiras, conflitos e movimentos In: ACSELRAD, H. (Org.) Cartografia social, terra e território. Rio de Janeiro: IPPUR/UFRJ, 2013.
GUEDES, André Dumans. Lutas por terra e território, desterritorialização e território como forma social. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, Recife, v. 18, n. 1, p. 23-39, jan./abr. 2016.
HAESBAERT, R. “Concepções de território para entender a desterritorialização”. In: SANTOS, M. et al. Território, territórios: ensaios sobre o ordenamento territorial. 3. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.
HAESBAERT, R. O Mito da Desterritorialização: “do fim dos territórios” à multiterritorialidade. 1. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.
HAESBAERT, Rogério; BRUCE, Glauco. A desterritorialização na obra de Deleuze e Guattari. Geographia, Niterói, UFF, 2009.
HALL, Stuart. Identidades culturais na pós modernidade. Tradução Tomaz T. da Silva e Guacira L. Louro. Rio de Janeiro: DP & A Editora, 2004.
LITTLE, Paul. Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade. Brasília: Série Antropologia, n.322, UnB, 2002.
MIRANDA, Roberto S. Ecologia política e processos de territorialização. Revista Sociedade e Estado - Volume 28 Número 1 - Janeiro/Abril 2013.
OFFEN, Karl. “The Territorial Turn: Making Black Communities in Pacific Colômbia”. Journal of Latin American Geography 2, no 1 (2003).
PICHETH, Sara Fernandes e CHAGAS, Priscilla Borgonhoni. Interfaces entre territorialidade e identidade: analisando as vivências das mães do Grupo Maternati. Cadernos EBAPE.BR [online]. v. 16, n. 4, 2018.
RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do Poder. Tradução de Maria Cecília França. São Paulo (SP): Ática, 1993
ROCHA, Sandra Damasceno da. Lutas pelo território e novos arranjos institucionais: o caso da primeira titulação de terra quilombola do Brasil. 2021. 1 recurso online (174 p.) Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP. Disponível em: 20.500.12733/3103.
SACK, R. Human Territoriality: its theory and history. Cambridge: Cambridge University PresS, 1986.
SANTOS, M. A natureza do espaço – Técnica e tempo. Razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1999
SANTOS, M. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 2000.
SAQUET, M. A. Abordagens e concepções de território. SP: Expressão Popular, 2007.
SAQUET, Marcos Aurelio.; SPOSITO, Eliseu Savério. (org.) Territórios e territorialidades: teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão Popular: UNESP. Programa de Pós-Graduação em Geografia, 2009
SAUER, Sérgio; ALMEIDA, Wellington. In: Sauer, Sérgio e Almeida, Wellington. Terras e Territórios naAmazônia: Demandas, Desafios e Perspectivas. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2011
SILVA, T. T. A produção social da identidade e da diferença In: SILVA, T. T. (Org.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
SPOSATI, A. Território e gestão de políticas sociais. SERV. SOC. REV. Londrina, v. 16,N.1,P. 05-18,JUL./DEZ. 2013.
WANDERLEY, Luiz Jardim de Moraes. “Atingidos por mineração”: Conflitos e Movimentos Sociais na Amazônia Brasileira. Caxambú: 35º Encontro Anual da ANPOCS, 2011.
WEDIG, Josiane Carine. Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná: luta pelo território e pela diferença. 2015. 172 f. Tese (Doutorado em Ciências) – Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA), Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015
NOVO ENTENDIMENTO SOBRE O TERRITÓRIO COM A TECNOLOGIA.
RESUMO
Um dos elementos que constituem o território no mundo atual é a questão da tecnologia que é parte componente do território no mundo atual aparece como elemento da espacialidade dos Estados-nação, que aparece como parte da configuração geográfica, que passa a ser parte das políticas territoriais, que resulta no meio técnico- cientifico- informacional, que vemos que essa tecnologia é parte constituinte, no mundo, que ocorre de maneira desigual, em diferentes partes do mundo, onde começa a surgir uma nova divisão informacional do trabalho, onde aparecem os países que tende a ter uma maior densidade informacional no mundo, aparecendo na idade moderna com um maior poder geopolítico no mundo, onde notamos que essa densidade é bastante desigual em grandes países de países de extensão territorial, como é o caso brasileiro, sendo essa pesquisa constituída por uma pesquisa bibliográfica relacionada sobre o assunto, portanto, para entender o território com o entendimento da tecnologia.
Palavras-chave: nova forma de entender o espaço; novas espacialidades; meio geográfico técnico informacional tecnológico.
ABSTRACT
One of the elements that constitute the territory in the current world is the issue of technology, which is a component part of the territory in the current world. It appears as an element of the spatiality of Nation States, which appears as part of the geographic configuration, which becomes part of the territorial policies, which results in the technical, scientific, informational environment, of which we see that this technology is a constituent part, in the world, which occurs unevenly, in different parts of the world, where a new informational division of labor begins to emerge, where countries that tend to have a greater informational density in the world appear, appearing in the modern age with greater geopolitical power in the world, where we note that this density is quite uneven in large countries of countries with territorial extension, as is the case of Brazil. This research consists of a related bibliographic research on the subject, therefore, to understand the territory with the understanding of technology.
Keywords: new way of understanding space; new spatialities, technical; informational; technological geographic environment.
RESUMEN
Uno de los elementos que constituyen el territorio en el mundo actual es la cuestión de la tecnología, la cual es parte componente del territorio. En el mundo actual, aparece como un elemento de la espacialidad de los Estados Nación, que aparece como parte de la configuración geográfica, que se convierte en parte de las políticas territoriales, que da como resultado el entorno técnico, científico e informativo. Vemos que esta tecnología es parte constituyente del mundo, lo cual se da de manera desigual en diferentes partes del mundo, donde comienza a surgir una nueva división informacional del trabajo, donde aparecen países que tienden a tener una mayor densidad informacional en el mundo, apareciendo en la era moderna con mayor poder geopolítico en el mundo, donde notamos que esa densidad es bastante desigual en países grandes con grandes extensiones territoriales, como es el caso de Brasil. Esta investigación consiste en una búsqueda bibliográfica relacionada con el tema, para así comprender el territorio con la comprensión de la tecnología.
Palabras clave: nueva forma de entender el espacio; nuevas espacialidades; entorno geográfico tecnológico informacional técnico
EDITORIAL DO BIUS DE JUNHO/2025 V.53 N.º: 47 ISSN: 2176-9141 DESPEDIDA DO EDITOR CHEFE: Dr. Thomaz Décio Abdalla Siqueira.
Poema de Despedida
De: Thomaz Décio Abdalla Siqueira.
Oito anos a guiar a CPA,Com alegria, empenho e fé,Cada passo, um aprendizado,Cada desafio, uma luz a acender.
Na UFAM, minha casa, meu chão,Foram anos de luta e amor,Construindo juntos avaliação,Forjando caminhos de valor.
Na FEFF, minha paixão maior,Quase quatro décadas a ensinar,Na graduação, pesquisa, extensão,Fui professor, mentor, a guiar.
Cada aluno, uma semente a florir,Cada projeto, um sonho a realizar,Na ciência e no cuidado a construir,Um legado que o tempo há de guardar.
Hoje me despeço com gratidão,Pela jornada e por cada irmão,Que ao meu lado, em união,Fizeram da luta, nossa canção.
Que venha o futuro, pleno e aberto,Mas levo comigo esse sentimento certo:De que plantar conhecimento e afetos,É o mais belo dos meus projetos.
Adeus, CPA, meu porto e missão,Adeus, FEFF, minha dedicação,Com alegria, deixo o bastão,Mas carrego em mim, eterna paixão
TIPOS DE AGRICULTURA NO BRASIL E SUAS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS.
TIPOS DE AGRICULTURA NO BRASIL E SUAS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS
RESUMO
Como elemento de constituição de formação do país, temos a presença das agriculturas de subsistência e familiar e agronegócio, que se diferenciam entra suas finalidades para atender as suas demandas de consumo, no entanto, notamos que as duas atividades são fundamentais para o conjunto da população com a sua imbricação, apesar de uma busca atender as necessidades e lucros com o mercado internacional como é o caso do agronegócio, já a agricultura de subsistência e familiar tenta atender no primeiro momento atender o mercado interno, sendo que esses tipos de agriculturas são menos mecanizadas e menos tecnológicas comparada ao agronegócio, que busca apresentar seu produto primário mais aprimorado para o mercado externo, sendo o artigo constituído com artigos de revistas indexadas e trabalhos acadêmicos sobre o assunto, portanto entender os tipos de agricultura que rege o país demonstra as finalidades e composições desses tipos de agricultura no país.
Palavras-Chave: Formas de Alimentação brasileira, escolha política pelo país, finalidades do espaço.
TYPES OF AGRICULTURE IN BRAZIL AND THEIR POLITICAL IMPLICATIONS
ABSTRACT
As a constituent element of the country's formation, we have the presence of subsistence and family agriculture and agribusiness, which differ in their purposes to meet their consumption demands. However, we note that the two activities are fundamental for the population as a whole with their intertwining, despite a search to meet the needs and profits with the international market as is the case of agribusiness, subsistence and family agriculture tries to meet the domestic market at first, and these types of agriculture are less mechanized and less technological compared to agribusiness, which seeks to present its primary product more improved for the foreign market. The article is constituted with articles from indexed journals and academic works on the subject, therefore understanding the types of agriculture that govern the country demonstrates the purposes and compositions of these types of agriculture in the country.
Keywords: Brazilian food forms, political choice for the country, purposes of space.
TIPOS DE AGRICULTURA EN BRASIL Y SUS IMPLICACIONES POLÍTICAS
RESUMEN
Como elemento constitutivo de la formación del país, tenemos la presencia de la agricultura de subsistencia y familiar, así como de la agroindustria, que difieren en sus propósitos para satisfacer las demandas de consumo. Sin embargo, observamos que ambas actividades son fundamentales para la población en su conjunto debido a su interrelación. A pesar de la búsqueda de satisfacer las necesidades y obtener ganancias en el mercado internacional, como es el caso de la agroindustria, la agricultura de subsistencia y familiar busca primero satisfacer el mercado interno, y estos tipos de agricultura son menos mecanizados y menos tecnológicos en comparación con la agroindustria, que busca presentar sus productos primarios de mejor calidad para el mercado externo. El artículo se compone de artículos de revistas indexadas y trabajos académicos sobre el tema; por lo tanto, comprender los tipos de agricultura que rigen el país demuestra los propósitos y la composición de estos tipos de agricultura en el país.
Palabras clave: Formas alimentarias brasileñas, opción política para el país, propósitos del espacio