Periódicos UFT (Universidade Federal do Tocantins)
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    A zona de conforto e os limites do Planeta Terra : Outsiders do desempenho

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    Este ensaio apresenta, inicialmente, a racionalidade neoliberal e suas imposições de produtividade, desempenho, alta performance e de excessivos níveis de consumismo que ultrapassam os limites do Planeta Terra. O frenesi na busca constante pelo sucesso individual e suas implicações contrastam com as capacidades regenerativas do meio ambiente. Esse contraste permite que se associe aqui a busca pelo sucesso individual e as questões ambientais mais urgentes. A partir dessa relação entre uma racionalidade neoliberal, que incita indivíduos à busca incessante por sucesso, e a emergência do colapso ambiental, é possível aqui chamar de outsider do desempenho aquele indivíduo que renunciou às expectativas sociais de sucesso em meio a intensos níveis de degradação ambiental e de adoecimentos psíquicos

    A democracia e o espírito de igualdade segundo Montesquieu

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    In his analysis of the typology of governments in The spirit of the laws, Montesquieu delimits, precisely in Chapter I, of the Second Book that “there are three types of government: the Republic, the Monarchical and Despotic”; through such delimitation, the thinker from Bordeaux establishes an examination regarding “the nature and principle” of each of these forms of government. Following this delimitation, the republican form of government can be configured in two modalities: the “democratic republic” and the “aristocratic republic”. With regard to the first modality, Montesquieu carries out and investigation about Democracy and its close relationship with equality. At the same time, it sheds light on the danger of the “spirit of extreme equality” in Democracy. Considering the aforementioned ideas about Democracy, this article will have two main objectives: first, to analyze the “theory of forms of gouvernment”, and, second, to understand and discuss the issue of the “spirit of equality” and the “spirit of extrem equality” in Democracy. Thus, it is expected to value the analysis promoted by Montesquieu about “Democracy” and to provoke a consistente reflection.Em sua análise sobre a tipologia dos governos na obra O espírito das leis, Montesquieu delimita, precisamente no capítulo I, do Livro Segundo que “existem três espécies de governo: o Republicano, o Monárquico e o Despótico”; mediante tal delimitação, o pensador de Bordeaux estabelece um exame concernente “à natureza e ao princípio” de cada uma dessas formas de governo. Seguindo essa delimitação, a forma republicana de governo pode se configurar em duas modalidades: a “república democrática” e a “república aristocrática”. No que concerne à primeira modalidade, Montesquieu realiza uma investigação acerca da Democracia e sua íntima relação com a igualdade. Ao mesmo tempo, lança luzes sobre o perigo do “espírito da igualdade extrema” na Democracia. Considerando as ideias aludidas sobre a Democracia, o presente artigo terá dois objetivos primordiais: primeiro, analisar a “teoria das formas de governo”, e, segundo, entender e discutir a questão do “espírito de igualdade” e do “espírito de igualdade extrema” na Democracia. Assim, espera-se valorizar a análise fomentada por Montesquieu sobre a “Democracia” e suscitar uma consistente reflexão

    Antagonismes d’impératifs hyppocratiques ?

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    The aim of this paper, which examines the issue of what is at stake in health for existence, is to reveal how the medical profession\u27s medical obligation, constrained by the hegemony of the political state\u27s medical policy, generates reasonable national-universal state-hyppocratic medical progress. The aim is, from its start, to analyze the singular characteristics of the two universes, in order to highlight the implications of their innate contradictory logics. It then goes on to underline that the only way to legitimize and dignify the hyppocratic perception of health is through the constant instruction of state responsibility. It concludes by highlighting the paradoxical fruitfulness of the medical-political antagonism. It follows that failure to observe their respective biological essences always carries with it the possibility of generating tensions, threats and hostilities, involving calls to order and reprisals, whether prejudicial or assumed. Any sovereign state will always be the source of legitimacy for the Hippocratic oath, which in its historical form has no binding universal legal value. Any doctor can only be bound by particular state codes that are constantly being adapted. Thus, ordinary and Hippocratic medical boundaries cannot be un-sanctuarised for politics, in relation to the primacy of the hegemony of state responsibility.La finalité du présent écrit, méditant la problématique des enjeux de la santé pour l’existence, ambitionne révéler comment l’obligation médicale du corps médical, contraint par l’hégémonie de la politique médicale étatique du politique, génère le progrès médical étatico-hyppocratique national-universel raisonnable. L’objectif conduit à analyser en entame, les singularités caractéristiques des deux univers, pour mettre en évidence les implications de leurs logiques contradictoires innées. Il s’évertue ensuite à souligner comment seule la responsabilité étatique constamment instruite, légitime et confère une dignité à la perception hyppocratique de la santé. Il s’achève en mettant en lumière, la fécondité paradoxale de l’antagonisme médico-politique. Il en découle que la non observation de leurs essences biologiques respectives comporte toujours l’éventualité d’engendrer des tensions, des menaces et des hostilités, impliquant des rappels à l’ordre et des représailles, préjudiciables ou assumées. Tout État souverain incarnera toujours la source de la légitimation du serment hyppocratique, qui dans sa forme historique, n\u27a nulle valeur juridique universelle contraignante. Tout médecin, ne peut qu’être l’obligé de codes étatiques particuliers constamment adaptés. Ainsi, les frontières médicales ordinaires et hyppocratiques, ne sauraient être non-sanctuarisées pour le politique, en relation avec la primauté de l’hégémonie de la responsabilité étatique

    A Filosofia e o Exterior: Foucault e o pensamento decolonial

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    This article confronts two ideas of “outside”, that is, two concepts of the outside, as well as two different philosophies and two different concepts of philosophy. Both start from the same problem, namely the fact that “the outside” can only become a philosophical question if it points to a possible outside of philosophy itself. The first concept of "outside" examined comes from Western philosophy and points to a new space of thought that can no longer be called philosophy and which manifests itself, for example, in certain positions of Foucault or Derrida. The second, taken from Latin American thinkers and writers, such as Dussel\u27s figure of the philosophers of the periphery, appears as outside the Western philosophical attempt to produce its own exterior. If some move towards the anonymity of writing, others look to poetry for their own way of telling the world. Are there passages between these two ways of thinking that are knowingly conceived as “outside” philosophy?  Este artigo põe em confronto duas ideias de “exterior”, quer dizer, dois conceitos do fora, bem como duas filosofias diferentes e dois conceitos diferentes de filosofia. Ambos parte do mesmo problema, ou seja, do fato de que “o fora” só pode se tornar uma questão filosófica se apontar para um possível fora da própria filosofia. O primeiro conceito de “fora” examinado vem da filosofia ocidental e aponta para um novo espaço de pensamento que não pode continuar a ser chamado de filosofia e que se manifesta, por exemlo, em determinadas posições de Foucault ou Derrida. O segundo, tomado de pensadores e escritores latino-americanos, como a figura dos filósofos da periferia de Dussel, aparece como fora da tentativa filosófica ocidental de produzir seu próprio exterior. Se uns caminham na direção do anonimato da escrita, outros procuram na poesia seu modo próprio de dizer o mundo. Há passagens entre esses dois modos de pensar que se concebem, com conhecimento de causa, “fora” da filosofia?   &nbsp

    REORDENAMENTO TERRITORIAL NO ÂMBITO DO ZONEAMENTO AMBIENTAL DA APA SERRA DO LAJEADO, PALMAS/TO/BRASIL: GARANTIAS DOS SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS E PROTEÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS.

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    A Bacia Hidrográfica do Ribeirão Água Fria (BHRAF) e o Morro do Limpão são áreas de importantes para proteção do Cerrado, manutenção de sítios arqueológicos, recreação e turismo de natureza e para abastecimento hídrico, localizadas na Área de Proteção Ambiental Serra do Lajeado (APASL), em Palmas, capital do estado do Tocantins. Entretanto, o plano de manejo aprovado para esta Unidade de Conservação determina em seu zoneamento ambiental que estas áreas são destinadas ao avanço das atividades rurais e crescimento urbano. Assim, é objetivo deste estudo propor o reordenamento territorial de parte da BHRAF, incluindo todo o Morro do Limpão no contexto do Zoneamento Ambiental da APASL e no âmbito da Lei Complementar Nº 400 de 02 de abril de 2018, do Plano Diretor Participativo do Município de Palmas, Tocantins. Para tal foram utilizados dados primários e secundários relacionados a quatro tipos de atributos: biológicos, arqueológicos, turismo e recreação, e hídricos. Os resultados encontrados mostram que a BHRAF e Morro do Limpão devem ser recategorizadas como Macrozona de Proteção em detrimento da categoria de Macrozona de Uso Sustentável, Zona Rurbana. A proteção legal das áreas por meio de Unidades de Conservação estaduais e/ou municipais é fortemente recomendada

    POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO: TESSITURAS ACERCA DA GESTÃO EDUCACIONAL INDÍGENA E O PROGRAMA JOVEM EM AÇÃO.

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    As mudanças sociais e políticas que vêm ocorrendo no cenário educacional brasileiro nos últimos anos são o lócus que fundamentam as políticas públicas e norteiam a estrutura educacional, e portanto a escola e os sujeitos que dela fazem parte. A partir deste viés nos propomos a discutir sobre: gestão educacional indígena e as políticas públicas para o ensino médio, com foco no Programa Jovem em Ação, Portaria do MEC nº 1145/2016. Assim sendo, o objetivo geral proposto é compreender as implicações provocadas pela implantação do Programa Jovem em Ação - Portaria do MEC nº 1145/2016 no processo de gestão educacional. A pesquisa caracteriza-se do ponto de vista da natureza como pesquisa aplicada, em relação aos procedimentos metodológicos se define como pesquisa bibliográfica; do ponto de vista da abordagem define-se como qualitativa; configura-se como exploratória, pois parte da pesquisa e leitura de materiais já publicados e analisados a fim de obtenção de aporte teórico para fundamentar a investigação. Esta pesquisa apoia-se nos estudos e ideias de alguns autores que focam as mudanças que vêm ocorrendo no campo das políticas públicas relacionadas ao Ensino Médio e os tensionamentos gerados na gestão educacional democrática, além de teóricos e pensadores da educação e os documentos do MEC que tratam sobre o Ensino Médio em tempo integral (EMTI), os cadernos produzidos pelo ICE (2020) que norteiam os parâmetros a serem adotados e seguidos pelas Escolas Jovem em Ação, a LDB Lei nº 9394/96, o Plano Nacional de Educação Lei nº 13005/2014 e o Plano Estadual de Educação do Tocantins Lei nº 2977/2015, a Lei nº 13.415/2017 que institui a Reforma do Ensino Médio, além da Base Nacional Comum Curricular (2017), Documento Curricular Nacional do Novo Ensino Médio (2018) e o Documento Curricular do Território do Tocantins (2022)

    APRESENTAÇÃO

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    APRESENTAÇÃO DA REVISTA DE EDIÇÃO N°3

    O TEMPO COMO GARANTIA: FUNDAMENTOS, CRITÉRIOS E PRÁTICAS PARA UMA JUSTIÇA EM TEMPO RAZOÁVEL

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    Resenha de: LEÃO, José Bruno Martins. Tempo, direito & processo: perspectivas filosóficas e jurídicas da duração razoável do processo como princípio constitucional e garantia fundamental. São Paulo: Editora Dialética, 2025

    Gestos desviantes entre o documentário e a ficção em dois filmes de Allan Ribeiro

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    A partir da observação de aspectos estéticos presentes na cena contemporânea do cinema brasileiro, enfocando as contaminações entre estratégias documentais e ficcionais, aponta-se para uma busca de novos horizontes de compreensão dessas fronteiras. O artigo examina essas questões em duas obras do cineasta carioca Allan Ribeiro: Esse amor que nos consome (2013) e Eu fui assistente do Eduardo Coutinho (2022)

    “Ebó imagético”: um experimento conceitual para a compreensão do Cinema Negro Brasileiro como ferramenta de expurgo da colonialidade

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    The article investigates how Brazilian Black cinema portrays violence and death of Black people and the impact of these representations on the construction of a social imaginary. Based on the analysis of works such as “Rapsódia para um Homem Negro” (Gabriel Martins, 2015), “Rio das Almas e Negras Memórias” (Taize Inácia and Thaynara Rezende, 2019), “M8: when death helps life” (Jeferson De, 2020) and Egum (Yuri Costa, 2020), the author proposes the concept of “imagetic ebó”. This concept aims to understand visual narrative as a healing ritual, allowing a symbolic purge of racist crystallizations in cinema and a confrontation of the necropolitics that mark black trajectories. The study suggests that Brazilian Black Cinema not only denounces violence, but also acts as a tool of resistance and recreation of subjectivities, promoting a reflection on the survival of social death, continuous slavery and coloniality.O artigo investiga como o cinema negro brasileiro retrata a violência e a morte de pessoas negras e o impacto dessas representações na construção de um imaginário social. A partir da análise de obras como “Rapsódia para um homem negro” (Gabriel Martins, 2015), “Rio das Almas e Negras Memórias” (Taize Inácia e Thaynara Rezende, 2019), “M8: quando a morte socorre a vida” (Jeferson De, 2020) e Egum (Yuri Costa, 2020), o autor propõe o conceito de “ebó imagético”. Esse conceito visa entender a narrativa visual como um ritual de cura, permitindo um expurgo simbólico das cristalizações racistas no cinema e um enfrentamento da necropolítica que marca as trajetórias negras. O estudo sugere que o Cinema Negro Brasileiro não apenas denuncia a violência, mas também atua como ferramenta de resistência e recriação de subjetividades, promovendo uma reflexão sobra morte social, escravidão continua e colonialidade

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