Revista Hypnos
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    Harmonía e arythmós na alma: anotações sobre o Filebo de Platão

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    Pretende-se mostrar que, para Platão, os seres que aparecem (tà phaínomena) fundam-se em dois princípios contrários (limite e ilimitado), e que todo gerado é algo enquanto tal e está em movimento para deixar de ser. Deste ângulo, o Filebo investiga o que são prazer e dor como trânsitos “em”. Ora, a música (stricto sensu) depende da harmonia enquanto cálculo e número, como todas as coisas geradas, e sem adentrar nos fundamentos da harmonia não se recolhe a melhor via para a eudaimonía

    The Democratic Pólis: the “Greek solution” to the Fragility of Action

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    Apresentamos uma interpretação da teoria da ação política desenvolvida por Hannah Arendt na obra A Condição Humana. A capacidade de agir é analisada a partir de sua extrema fragilidade, inerente às condições humanas da natalidade e da pluralidade. Pretende-se demonstrar de que modo, a fim de superar essa fragilidade da ação, a Antiguidade grega pré-filosófica instaurou a experiência democrática da polis. Muito mais que uma mera mutação nas organizações sociais antigas, a fundação da polis é uma autêntica instauração do político ou do advento do plano político, cujo domínio de experiência é a liberdade.We present an interpretation of the theory of political action developed by Hannah Arendt in her work The Human Condition. The capacity to act is analyzed from the point of view of its extreme fragility, something that is inherent in the human conditions of birth and plurality. We intend to demonstrate how, in order to overcome this fragility of action, pre-philosophical Greek Antiquity established the democratic experience of the polis. The foundation of the polis, far from being a mere mutation in ancient social organizations, is an authentic establishment of the dimension of the political, whose domain of experience is freedom

    Nietzsche e os gregos

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    O artigo apresenta a explanação nietzschiana referente ao surgimento da tragédia Ática, desde a noção de contrariedade presente no pensamento de Heráclito. A oposição entre os impulsos artísticos apolíneo e dionisíaco é remetida aos fragmentos do filósofo de Éfeso, que busca a harmonia na conciliação dos opostos, bem como o prazer estético-metafísico do mito trágico encontra sua elucidação no criar e destruir assinalados pelo filósofo. Assim, considera que a base da tragédia grega, no pensamento de Nietzsche, é de ascendência propriamente grega e não alemã

    Paixão, erotismo e comunicação. Contribuições de um filósofo maldito, Georges Bataille

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    Êxtase, delírio, arrebatamento, encantamento são situações que remetem o homem ao extremo e são formas do sagrado. Fazem parte daquilo que Bataille chama de experiência interior, em que o sujeito assume uma condição de não-saber e o objeto, a de algo desconhecido. Esta vivência além das palavras é o que ele nomeia comunicação. O erotismo reúne várias formas dessa experiência: o contato dos corpos durante o ato sexual, a violência da paixão, as experiências sacrificiais. Na sexualidade, nós, seres descontínuos, buscamos, no ato, o contato com uma continuidade perdida

    A experiência mística intelectual na filosofia de Plotino

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    Uma leitura rápida das Enéadas parece indicar que Plotino descreve apenas um tipo de experiência mística, a da união da alma com o Um. No entanto, tudo indica que existem dois tipos: os textos indicam que a união da alma com o Intelecto também é responsável por uma forma de conhecimento intuitivo, superior à razão e inefável. Nesse artigo, tento mostrar em que consiste tal experiência, delimitando sua natureza, indicando suas características, determinando suas etapas e relacionando-a com a questão do conhecimento de si

    Editorial

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    Pensando com os matemáticos: o que Teeteto nos conta sobre as formas no Teeteto de Platão

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    O Teeteto falha ao discutir a Teoria das Formas, não porque é um diálogo tardio, escrito quando Platão mudou seu pensamento, mas porque ele diz respeito a como os matemáticos colocam impedimentos ao entendimento filosófico. Ilustra o que acontece quando alguém experimentado que pretenda compreender as Formas, como Teeteto e Teodoro, não estão aptos ou não as alcançam. As matemáticas podem ser um trampolim filosófico, mas somente se os matemáticos transcenderem seus limites

    Prioridad de la oracion apofantica: interpretación de un planteamiento en Investigaciones Lógicas de Husserl

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    Contemporáneamente ha surgido un cuestionamiento a la idea de que las oraciones apofánticas constituyan un tipo de oraciones de tipo diferente que las otras oraciones, como imperativos, expresiones de deseo, etc., así, por ejemplo en Austin o Wittgenstein. En el presente trabajo se proponen, a partir de un planteamiento de Husserl, las razones de por qué las oraciones apofánticas, aún admitiendo su tratamiento bajo un mismo marco teórico que las restantes, tienen una prioridad respecto de las restantes oraciones

    Gorgias y Platón sobre lógos, persuasión y engaño

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    In Sophist 234b-c Plato characterizes the sophist as a maker of “spoken images”. In order to clarify this art of the sophist, an analogy is proposed between painting and sophistry. This analogy has been criticized as involving an illegitimate assimilation between visual and spoken images, or between the objects of seeing and statements/beliefs. I argue in this paper for a different interpretation. Plato deals with mímesis as a kind of making something (poiésis) rather than as a kind of acquiring something (ktêsis) that is or has already come into being. He focuses on the making prior to the product.En Sofista 234b-c, Platón caracteriza al sofista como fabricante de “imágenes habladas” (eídola legómena). Para esclarecer la arte que pratica, una analogía es propuesta entre el pintor y el sofista, pero esa analogía ha sido criticada por envolver una asimilación ilegítima entre imágenes visuales e habladas, o entre lo que es visto y lo dicho o creído. Intentaré mostrar en este texto, una interpretación diferente. Platón se refiere a la mímesis como una forma de producción (poíesis), a diferencia de la adquisición (ktêsis) de algo que ya es o que ha llegado a ser dirigiendo la atención al producir antes que al producto

    Paixões e proporções: Aristóteles

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    In the Corpus aristotelicum there are passages in which the part of the human soul called alogon, which is also the seat of the passions, is presented as opposite to a kind of lógos called logistikón. This polarity of álogon-logistiké, or alogon-logismos, predates Aristotle, who took it over for his own needs. One sense of this polarity prior to Aristotle comes from pre-Eudoxian mathematics, which attempts to understand the alogon as a kind of proportional calculation centered on the “Euclidian algorithm”. Echoes of such a conception can be found in the Nicomachean Ethics, in the “practical calculation” of the wise man.Há passagens do Corpus aristotelicum em que álogon da alma humana, sede também das paixões, apresenta-se oposto a um certo tipo de lógos chamado logistikón. A polaridade álogon-logistiké, ou alogon-logismos, pertence ao pensameno anterior a Aristóteles, que o faz seu e o reformula. Uma acepção dessa polaridade antes de Aristóteles pertence às matemáticas pré-eudoxianas, que tentam dominar o alógico por meio de certo tipo de cálculo proporcional centrado no “algoritmo euclidiano”. Na Ét. Nic. VI e quanto ao “cálculo prático” do sábio, sente-se o eco dessa concepção

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