Portal de Periódicos da Univali (Universidade do Vale do Itajaí)
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    Políticas públicas e a prevenção de desastres naturais e ambientais: Loteamento Santa Regina 3, Itajaí/SC

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    O Brasil possui instrumentos legais a nível federal, estadual e municipal que restringem por meio de faixas de proteção a ocupação de áreas denominadas “de preservação permanente” (APP). Contudo, as próprias instituições governamentais muitas vezes acabam por ignorar ou alterar as leis que estabelecem esses limites, por decorrência de interesses econômicos ou sociais. Fato é que, ao fazer isso, não percebem o motivo por trás da distância estabelecida originalmente e que, ao desobedecê-la, podem não só estar causando desastres ecológicos, como pondo toda uma população em risco. Em Itajaí/SC o loteamento Santa Regina 3 foi autorizado em áreas próximas da várzea do rio Itajaí-Açu e, portanto, está sujeito a mudanças sazonais no nível do rio –ou seja, inundações– que podem representar uma ameaça à segurança dos futuros moradores. Este projeto tem como finalidade apontar a inobservância da legislação por parte dos órgãos governamentais, por meio de um levantamento bibliográfico e pesquisas de campo. Investigando se os limites do loteamento de fato invadem a várzea do rio e se há um interesse real do município em proteger futuros moradores das inundações. Assim como propor soluções para a mitigação dos danos decorrentes de futuros desastres hidrológicos. Os resultados mostraram que a distância do bairro em relação a várzea do rio está teoricamente no limite do permitido pela legislação, mesmo assim não é seguido na prática visto que a pesquisa de campo revelou que existem construções que desrespeitam os limites da APP. O propósito da lei também não está sendo levado em consideração, pois a região onde o loteamento se encontra já foi assolada por inundações recorrentes no passado e a lei federal institui como regra a não ocupação de áreas de risco de desastres. Da mesma forma, alguns autores descrevem que o município de Itajaí tem um histórico de preocupação mínima com desastres hidrológicos, sempre com a legislação ambiental no limite do aceitável e as políticas de prevenção pouco específicas. Concluiu-se, portanto, que há uma inobservância do órgão municipal para com o risco de inundações do Santa Regina 3 e que, das propostas de mitigação consideradas, talvez a realocação e o respeito a APP seja a menos danosa para a população

    A intrínseca relação entre a dispersão urbana e a sazonalidade turística: o caso da Costa Verde e Mar, SC

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    A dispersão urbana é um fenômeno global crescente, especialmente evidente em destinos turísticos, sobretudo como resposta ao desenvolvimento da mobilidade individual. Caracteriza-se pelo esgarçamento do tecido urbano sobre vastas áreas, gerando espaços segregados e com pouca urbanidade. Esse processo enfraquece o espaço público e contribui para seu esvaziamento. Paralelamente, a sazonalidade — marcada pela concentração espaço-temporal de fluxos turísticos — é um traço estrutural desses destinos. Estudos recentes indicam uma possível relação cíclica entre dispersão urbana e sazonalidade, formando um ciclo vicioso. Em Santa Catarina, cuja economia é fortemente dependente do turismo, sobretudo o litoral, a dispersão urbana tem acompanhado o crescimento de diversos destinos, enquanto a sazonalidade do turismo de sol e mar se apresenta de forma intensa e recorrente. Nesse contexto, a presente pesquisa tem como objetivo geral realizar um estudo sobre os munícipios que compõem a região turística Costa Verde e Mar, uma das principais regiões turísticas do estado, tentando confirmar uma possível relação entre os fenômenos da dispersão urbana e da sazonalidade turística. A relevância do estudo está em abordar uma problemática estrutural ainda pouco explorada, tanto na literatura acadêmica quanto na gestão pública regional. Busca-se compreender como a alta densidade de domicílios vagos — materializados sobretudo através de segundas residências — pode atuar como indicador da relação entre dispersão e sazonalidade. A metodologia adotada consiste em um Estudo de Caso de caráter exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa e coleta de dados quantitativos. O estudo foi desenvolvido em três etapas: (a) análise da dispersão urbana com base em cartografias e referencial teórico; (b) identificação de domicílios de uso ocasional, a partir dos dados do Censo IBGE 2022, calculados pela diferença entre o total de domicílios particulares (v002) e os ocupados (v007); e (c) cruzamento dos dados para identificar correlações entre os fenômenos. Para maior precisão na análise, os municípios foram agrupados conforme características urbanas semelhantes, e áreas predominantemente rurais foram excluídas. Os resultados revelaram um padrão radial na distribuição de domicílios vagos nas cidades litorâneas: há maior concentração junto à orla e redução gradual à medida que se afasta do litoral. O Mapa de Domicílios Vagos por Setor Censitário, principal produto cartográfico do estudo, evidenciou empiricamente que a sazonalidade turística atua como fator propulsor da dispersão urbana. Esse processo é agravado pela valorização imobiliária e pela lógica de mercado, como se observa em Balneário Camboriú, onde os preços ultrapassam R$11.000/m², tornando a habitação permanente inacessível para a maior parte da população. A alta demanda por segundas residências impulsiona a verticalização da orla, intensificando o deslocamento de residentes permanentes para áreas periféricas. A consequência é uma ocupação descontínua do solo, que compromete a funcionalidade urbana. Além disso, a sazonalidade impacta diretamente os serviços urbanos: há sobrecarga de infraestrutura — como vias, saneamento e abastecimento — na alta temporada, e subutilização no restante do ano. Tal instabilidade funcional compromete a eficiência dos serviços públicos e o bem-estar dos habitantes permanentes. Conclui-se que a interdependência entre turismo sazonal e urbanização dispersa configura um fenômeno estrutural na Costa Verde e Mar. Diante disso, torna-se urgente que os municípios adotem políticas públicas integradas, capazes de conciliar crescimento turístico com planejamento urbano adequado. Tais políticas devem priorizar a permanência dos moradores, otimizar a infraestrutura urbana e reconhecer o papel das segundas residências e dos aluguéis de temporada como agentes estruturantes do território

    Fluxos migratórios para o Vale do Rio Tijucas

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    Os processos de migração acontecem em todo o território brasileiro, sendo os mais diversos motivos que levam as pessoas a mudar de lugar. A realidade da cidade de Tijucas não é diferente da apresentada pelo estado de Santa Catarina, como um dos polos de atração populacional, cidade da mesorregião da Grande Florianópolis. Neste contexto, sendo o fluxo migratório uma das temáticas trabalhadas dentro da disciplina de Geografia, buscou-se, com o presente trabalho, produzir um mapa temático com o fluxo migratório para o Vale do Rio Tijucas, identificando as regiões dos imigrantes. O desenvolvimento metodológico se deu por meio de pesquisa bibliográfica dos dados do IBGE Cidades, referências de autores que pesquisam a temática como POZZO (2021) que em seu artigo fala sobre investigação sobre o circuito exibidor de cinemas de rua do Vale do Rio Tijucas, LOURENÇO (2005), que fala sobre as atividades e movimentos em torno do rio, GOULARTI (2015), fala sobre as Migrações e urbanização em Santa Catarina, GONÇALVES (2022), que fala sobre a migração em Santa Catarina e faz uma análise da Lei de política estadual para a população migrante, OLIVEIRA (2019) que em seu artigo fala sobre o modelo econômico e o desenvolvimento em Santa Catarina auxiliando na pesquisa a entender as motivações dos processos e a concentração de migrantes nos centros da cidade. E GOULARTI (2015) que fala sobre as migrações e os processos de urbanização em Santa Catarina. Com isso foi realizado uma aplicação de um questionário semiestruturado com os alunos do ensino médio do Colégio de Aplicação da UNIVALI de Tijucas. Assim, a partir dos dados coletados, da produção cartográfica e das respostas obtidas, conseguimos uma aproximação dos conteúdos trabalhados em sala de aula com os dados da realidade dos estudantes, e desta forma uma melhor apropriação do conhecimento. Como resultado desta análise, foi possível identificar as principais regiões de origem dos imigrantes para o Vale do Rio Tijucas como por exemplo 51% dos participantes sempre moraram no Vale, enquanto 14%, é oriundo de outras regiões de Santa Catarina fora do vale, 1% do Rio Grande do Sul, e 12% do Paraná. Os resultados mais relevantes indicam que os principais desafios enfrentados pelos migrantes são a adaptação cultural, apontada por 55% dos participantes, seguida pelo acesso a serviços públicos, com 41%. Esses achados refletem a complexidade da integração dos migrantes, que envolve não apenas aspectos econômicos, como a busca por emprego, mas também barreiras culturais e estruturais, conforme destacado por Oliveira (2019). Além disso, destaca-se a contribuição dos migrantes para a diversidade cultural e para o dinamismo econômico local, especialmente nos setores imobiliário, comercial e de serviços. Outro aspecto relevante foi a concentração dos estudantes participantes nos bairros centrais da cidade, como Centro e Universitário, o que sugere que esses locais oferecem melhores condições de moradia, acesso a serviços e oportunidades educacionais e trabalho, influenciando a escolha residencial dos migrantes. Bem como compreender as razões dos processos migratórios locais como por exemplo, Santa Catarina é um estado que, desde o século XIX, atrai diferentes grupos populacionais devido a suas características multiétnicas e oportunidades econômicas de fatores naturais, culturais e de hospitalidade local

    Entre voz e saída: responsabilidade social do destino, empoderamento dos residentes e intenção de deixar a cidade

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    O trabalho investiga de que maneira a responsabilidade social do destino reconfigura a relação entre residentes e turismo em contextos de turistificação, com foco na formação da intenção de deixar a cidade. Partindo do problema de pesquisa que aponta lacunas na articulação entre práticas institucionais de transparência, participação e responsividade e os resultados percebidos pela comunidade, o estudo especifica um modelo no qual a responsabilidade social do destino fortalece o empoderamento comunitário nas dimensões psicológica, social e política; o empoderamento, por sua vez, molda avaliações de benefícios e custos do turismo; e essas avaliações se associam à intenção de saída. Adota-se abordagem quantitativa baseada em survey com residentes, com procedimento analítico por modelagem de equações estruturais variância-baseada, precedida por validações psicométricas de confiabilidade e validade convergente e discriminante. Os resultados indicam que a responsabilidade social do destino opera como mecanismo institucional que amplia voz, confiança procedimental e agência coletiva, refletindo maior capacidade de participação informada nos assuntos do destino. O empoderamento psicológico relaciona-se principalmente ao aumento de benefícios percebidos, ao passo que o empoderamento político, além de sustentar benefícios, intensifica a sensibilidade a custos e a vigilância cívica sobre externalidades urbanas, como pressões sobre moradia, mobilidade e serviços públicos. Na etapa comportamental, a intenção de saída apresenta associação mais forte com custos do que com benefícios, revelando assimetria entre perdas e ganhos percebidos em ambientes de elevada exposição turística. As evidências contribuem teoricamente ao integrar responsabilidade social do destino, empoderamento e avaliação de trocas sociais em uma explicação mecanicista das atitudes dos residentes, diferenciando funções das dimensões de empoderamento e apontando caminhos para análises de mediação e moderação por estágio do destino, confiança institucional e intensidade do uso turístico. Em termos práticos, os achados sustentam a necessidade de políticas que institucionalizem canais de participação com poder decisório, ampliem a transparência por meio de dados abertos e implantem instrumentos de mitigação territorializada das externalidades, condição para preservar a licença social para operar e reduzir a propensão à saída de residentes em territórios sob pressão do turismo

    Ativação elétrica muscular, incapacidade funcional, dor e força de preensão palmar após aplicação de técnica de terapia manual e exercícios em indivíduos com cervicalgia inespecífica: série de casos

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    A dor cervical inespecífica é uma condição musculoesquelética prevalente, caracterizada por dor localizada na região cervical sem causa identificável. Essa disfunção afeta grande parcela da população adulta e está frequentemente associada a fatores posturais, psicossociais e ocupacionais. O impacto funcional e social da cervicalgia é significativo, podendo comprometer a realização de atividades da vida diária, o desempenho laboral e a qualidade de vida, sendo considerada uma das principais causas de incapacidade no mundo. Devido à sua etiologia multifatorial, a abordagem fisioterapêutica requer intervenções que considerem diferentes domínios da dor, como fatores biomecânicos, comportamentais e neurofisiológicos. Nesse contexto, tanto a terapia manual quanto os exercícios terapêuticos têm sido amplamente utilizados no manejo dessa condição, com o objetivo de reduzir a dor, melhorar a função muscular e restaurar a capacidade funcional. Diante dessa problemática, o presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos de uma intervenção fisioterapêutica composta por técnica de terapia manual e exercícios terapêuticos sobre a dor, a incapacidade funcional, a força de preensão palmar e a atividade elétrica muscular de indivíduos com cervicalgia inespecífica. Trata-se de um estudo experimental do tipo série de casos, que foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), sob o número de parecer 6.13.021, desenvolvido com quatro participantes adultos, com diagnóstico clínico de dor cervical inespecífica há mais de três meses. Os participantes foram submetidos a quatro sessões semanais de intervenção. As variáveis analisadas incluíram a dor subjetiva, mensurada por meio da Escala Visual Analógica (EVA), o índice de incapacidade funcional cervical (Neck Disability Index – NDI), o limiar de dor à pressão obtido por algometria nos músculos trapézio superior e esternocleidomastoideo, a força de preensão palmar por dinamometria, e a atividade elétrica dos mesmos músculos aferida por eletromiografia de superfície. . A análise estatística foi realizada adotando nível de significância de p<0,05. Os resultados demonstraram melhora significativa na dor referida pelos participantes, com redução média dos valores de EVA, além de diminuição dos escores de incapacidade funcional aferidos pelo NDI. Embora não tenham sido observadas diferenças estatisticamente significativas nos demais desfechos, houve aumento da força de preensão palmar em todos os indivíduos, elevação dos valores médios do limiar de dor à pressão e modificação positiva na ativação elétrica muscular dos músculos analisados, especialmente no trapézio superior. Esses achados sugerem que a combinação entre terapia manual e exercícios terapêuticos apresenta efeitos benéficos para indivíduos com cervicalgia inespecífica, com impacto clínico relevante, sobretudo na redução da dor e da limitação funcional. Considerando o número reduzido de participantes e a ausência de grupo controle, os resultados devem ser interpretados com cautela. Entretanto, o estudo contribui para reforçar a importância de intervenções combinadas no manejo fisioterapêutico da cervicalgia inespecífica, além de indicar desfechos objetivos úteis para o monitoramento clínico. Investigações futuras com amostras maiores, desenhos controlados e seguimento em longo prazo são recomendadas para confirmar os efeitos observados

    Suplementação alimentar no tratamento complementar das doenças inflamatórias intestinais: uma revisão integrativa de estudos clínicos

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    As doenças inflamatórias intestinais (DII) são condições autoimunes crônicas caracterizadas por inflamação recorrente do trato gastrointestinal, impactando diretamente a qualidade de vida e o bem-estar físico e psicológico dos pacientes. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo predisposição genética, alterações imunológicas, fatores ambientais, estilo de vida e hábitos alimentares. As principais desordens que compõem as DII são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Em 2019, estimou-se que 4,9 milhões de pessoas viviam com DII no mundo, com tendência de crescimento especialmente em países em industrialização. Frente ao aumento expressivo de prevalência mundial, estratégias complementares ao tratamento farmacológico tradicional vêm sendo investigadas, entre elas a suplementação alimentar, considerada uma alternativa de baixo risco e potencialmente eficaz. O presente estudo teve como objetivo avaliar o uso de suplementos alimentares e seus efeitos no alívio dos sintomas em pacientes com doença inflamatória intestinal. Esta revisão integrativa analisou estudos clínicos publicados entre 2020 e 2025, em português, inglês e francês, nas bases PubMed e Science Direct, que avaliaram diferentes suplementos no manejo das DII. Foram encontrados 10 suplementos em 18 estudos, no qual demonstraram efeitos positivos de ácidos graxos poli-insaturados n-3 na redução de complicações pós-operatórias, tempo de internação e marcadores inflamatórios em pacientes submetidos à cirurgia. O uso de butirato de sódio mostrou impacto benéfico na modulação da microbiota e na qualidade de vida de pacientes com retocolite ulcerativa, enquanto probióticos apresentaram resultados heterogêneos: alguns estudos não evidenciaram mudanças clínicas relevantes, mas observaram melhora no estado nutricional, composição corporal e parâmetros de qualidade de vida. A suplementação com whey protein, associada ao exercício resistido, promoveu aumento de massa muscular e melhora do estado nutricional em pacientes com sarcopenia. Vitaminas e minerais também foram investigados: a vitamina D3 mostrou potencial para manutenção da remissão e redução de marcadores inflamatórios, enquanto a riboflavina apresentou efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Suplementos de ferro demonstraram eficácia no controle da anemia ferropriva, com impacto positivo em sintomas e qualidade de vida, além de redução de custos em saúde. Outros nutrientes como selênio, simbióticos e oligossacarídeos também apresentaram resultados promissores na melhora clínica e na modulação de biomarcadores inflamatórios. De forma geral, a suplementação alimentar pode contribuir para o manejo das DII, favorecendo parâmetros clínicos, inflamatórios, nutricionais e de qualidade de vida, embora os resultados ainda sejam inconsistentes e dependam do tipo de suplemento, do tempo de intervenção e das características dos pacientes. Conclui-se que a suplementação representa uma estratégia adjuvante promissora e segura, mas ainda carece de mais estudos clínicos controlados e de longo prazo para fundamentar recomendações práticas

    Atuação da Enfermagem na promoção do aleitamento materno em ambiente hospitalar

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    O Aleitamento Materno (AM), é essencial para o recém-nascido, pois une nutrição adequada, proteção contra infecções e estímulo ao desenvolvimento físico e afetivo, fortalecendo o vínculo mãe-bebê. Para as mães, o AM auxilia no período do pós-parto e contribui para a prevenção de alguns tipos de câncer como por exemplo, o de mama. Embora existam recomendações e estratégias governamentais que promovem o AM, muitas mulheres ainda encontram obstáculos no processo da amamentação, o que reforça a importância da equipe de enfermagem no apoio e na promoção dessa prática tanto nos Centros de Parto Normal (CPN) quanto nos Alojamento Conjunto (AC). A pesquisa teve como objetivo conhecer o papel da equipe de enfermagem na promoção do AM em uma maternidade da Grande Florianópolis. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, exploratória e descritiva, com profissionais de enfermagem de um CPN e de um AC de uma maternidade localizada em um município do litoral de Santa Catarina. Os dados foram coletados por meio de um questionário elaborado pelas pesquisadoras e analisados por estatística descritiva. A pesquisa foi aprovada sob o parecer CAAE: 85189524.0.0000.0120. Quanto às características dos profissionais de enfermagem, a amostra foi composta por 34 participantes, todas do sexo feminino. Predominaram técnicas de enfermagem, 70,6% (n=24), seguidas por enfermeiras, 29,4% (n=10), das quais 90% (n=9) possuíam pós-graduação. Em relação ao setor, 61,8% (n=21) atuavam no CPN e 38,2% (n=13) no AC. A faixa etária mais prevalente foi de 21 a 30 anos com 38,2% (n=13), seguida de 41 a 50 anos com 29,4% (n=10). Quanto à experiência, 23,5% (n=8) tinham entre 1 e 3 anos e 23,5% (n=8) entre 3 e 5 anos de atuação. Além disso, 61,8% (n=21) já haviam participado de cursos de capacitação em amamentação. Ao identificar práticas e protocolos sobre AM, observou-se que 94,1% (n=32) realizavam orientações sobre amamentação e apenas 5,9% (n=2) relataram não realizar. Contudo, 64,7% (n=22) afirmaram não existir protocolos escritos em seus setores, e 35,3% (n=12) relataram sua presença. A maioria, 76,5% (n=26) apontou que a instituição oferece capacitações sobre o tema, ao passo que 23,5% (n=8) negaram a existência. Quanto a se sentirem segurança nas orientações, 97,1% (n=33) se consideravam seguras enquanto 2,9% (n=1) relatou insegurança. Sobre o uso de métodos de educação em saúde, 85,3% (n=29) não utilizavam materiais didáticos, predominando a orientação verbal. Todas as profissionais orientavam sobre posição e pega corretas, e 85,3% (n=29) abordavam a dor durante a amamentação. Entre os apetrechos recomendados pelas profissionais, destacaram-se o copinho, 73,5% (n=25) e as rosquinhas para mamilos, 70,6%(n=24). Sobre o uso de fórmula láctea, 91,2% (n=31) indicaram sua necessidade em casos de hipoglicemia neonatal, 58,8% (n=20) em situações de baixa produção de leite ou intercorrências mamárias, e apenas 8,8% (n=3) lembraram de sua indicação para mães com HIV. Para apoio pós-alta, 88,2% (n=30) recomendaram procurar um consultor de lactação, enquanto apenas 3,5% (n=8) citaram buscar informações na internet. De modo geral, os resultados mostraram que a equipe de enfermagem tem papel essencial na promoção do AM, atuando com dedicação ao orientar e acolher as mães no período pós-parto. Entretanto, observou-se a ausência de protocolos institucionais consolidados e a oferta limitada de capacitações, fatores que comprometem a padronização das práticas e a qualidade da assistência. Recursos como esses são indispensáveis para garantir segurança profissional e melhor experiência de cuidado às puérperas. Assim, ao destacar práticas efetivas, mas também fragilidades e possibilidades de avanço, este estudo reforça a importância de investir em políticas de apoio ao AM e em estratégias que qualifiquem cada vez mais o atendimento materno-infantil

    Relato de experiência no atendimento a pacientes com doenças crônicas em um serviço especializado em feridas

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    As feridas crônicas representam um importante desafio para os serviços de saúde, devido à complexidade clínica, ao tempo prolongado de cicatrização e ao impacto físico, emocional e social na vida dos pacientes. Nesse contexto, a teleconsulta surge como uma estratégia inovadora para ampliar o acesso a especialistas, otimizar a continuidade do cuidado e apoiar a tomada de decisão clínica em serviços especializados. Relatar a experiência do atendimento a pacientes portadores de doenças crônicas em um serviço especializado em feridas, descrevendo o perfil clínico e sociodemográfico do público assistido, bem como os principais desafios e estratégias adotadas na condução do cuidado.Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir da vivência assistencial em um serviço especializado no tratamento de feridas. O cenário foi em um centro de especialidades de referência, com cuidados de enfermagem, voltado ao atendimento de pacientes portadores de doenças crônicas, cujas lesões cutâneas apresentavam-se como complicações decorrentes de suas condições clínicas de base, tais como diabetes mellitus, hipertensão arterial e insuficiência venosa crônica. A experiência foi sistematizada por meio do acompanhamento direto dos pacientes durante as consultas, registros em prontuários e observações da prática assistencial. As informações foram organizadas de forma descritiva, considerando as características sociodemográficas do público atendido, o perfil clínico das feridas e as condutas adotadas pela equipe multiprofissional no processo de avaliação, tratamento e acompanhamento. Observou-se que o público atendido era composto, em sua maioria, por pacientes do sexo masculino e idosos, com histórico de doenças crônicas, especialmente diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica, cujas complicações clínicas resultaram no desenvolvimento de lesões de difícil cicatrização. As feridas mais prevalentes estavam relacionadas à pé diabético, úlceras venosas e lesão por pressão. O acompanhamento multiprofissional possibilitou a implementação de condutas integradas, como avaliação clínica detalhada, curativos individualizados e orientações educativas voltadas à prevenção de recidivas e ao autocuidado. Essa abordagem favoreceu a adesão ao tratamento, a redução de complicações e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. O relato de experiência evidencia que o perfil predominante dos usuários do serviço de feridas é composto por homens idosos com doenças crônicas, cujas lesões estão diretamente relacionadas às suas condições clínicas de base. A assistência especializada, aliada à abordagem multiprofissional e ao enfoque educativo, mostrou-se essencial para o manejo adequado dessas lesões, contribuindo para a recuperação dos pacientes e para a prevenção de novos agravos. Além disso, reforça-se a importância da manutenção e expansão de serviços especializados em feridas como estratégia para fortalecer a atenção à saúde da população crônica e envelhecida

    A abordagem integrada nos esportes de invasão: implicações para a autonomia, inclusão e engajamento dos estudantes do Ensino Médio

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    Este estudo teve como objetivo analisar de que maneira a abordagem integrada no ensino dos esportes de invasão pode favorecer a autonomia, a inclusão e o engajamento de estudantes do Ensino Médio nas aulas de Educação Física. Tradicionalmente, o ensino escolar dessas modalidades esportivas esteve centrado na repetição de gestos técnicos e no rendimento, o que frequentemente limitou a participação efetiva dos alunos e reduziu a dimensão crítica e social do esporte. Em contraposição a esse modelo, a investigação foi conduzida no âmbito do estágio supervisionado obrigatório e das atividades do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, em uma escola pública estadual localizada no município de Itajaí, Santa Catarina, e pautou-se em uma metodologia qualitativa, descritiva, de caráter relato de experiência. Ao longo de quatorze encontros, foram propostas intervenções pedagógicas com turmas do Ensino Médio, com ênfase no futsal e no voleibol, utilizando jogos adaptados e atividades cooperativas. O planejamento incluiu tanto o ensino da lógica tática do jogo, com formações simplificadas no futsal, quanto adaptações lúdicas no voleibol, como o “vôlei de mesa” e o “vôlei sentado”, que favoreceram a participação de todos os estudantes, independentemente de seu nível técnico. As práticas pedagógicas foram fundamentadas no princípio de que a redução da complexidade técnica amplia as oportunidades de engajamento, permitindo que os alunos se envolvam ativamente na construção coletiva do conhecimento esportivo. Como estratégias metodológicas, destacaram-se o ensino entre pares, no qual estudantes mais experientes atuaram como facilitadores para os colegas, e a proposição de situações que valorizassem o protagonismo estudantil, a cooperação e o respeito às diferenças. Os registros de observação e as devolutivas pedagógicas indicaram que a vivência de jogos cooperativos e inclusivos contribuiu para o fortalecimento da autoestima, para a compreensão das dinâmicas táticas e para o desenvolvimento de competências socioemocionais, como empatia, comunicação e senso de pertencimento. Além disso, a experiência possibilitou problematizar desigualdades de gênero, estigmas relacionados ao desempenho e formas sutis de exclusão, favorecendo a construção de um ambiente mais democrático. As adaptações realizadas revelaram que o esporte, quando mediado pedagogicamente, pode se transformar em linguagem de expressão cultural e ética, indo além do simples treinamento físico. Constatou-se que a integração entre técnica e tática, aliada à valorização da diversidade e ao estímulo à cooperação, possibilitou uma aprendizagem significativa, alinhada às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, que orienta a Educação Física a promover o desenvolvimento integral dos estudantes. O estudo evidencia, portanto, que os esportes de invasão podem assumir um papel formativo relevante no contexto escolar quando desenvolvidos de maneira crítica e inclusiva, transformando as aulas em espaços de emancipação, de convivência e de formação cidadã

    Construção de um bundle voltado para enfermeiros com foco nos cuidados intraoperatórios de pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio

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    Resumo: Os bundles configuram-se como tecnologias assistenciais que têm como propósito organizar, sequenciar e garantir a execução consistente e segura dos processos de trabalho em saúde. No contexto da cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM), caracterizada pela alta complexidade e pelo elevado risco de complicações, a aplicação desse recurso possibilita uma assistência de enfermagem mais eficaz nos períodos pré, intra e pós-operatório, assegurando melhores resultados tanto para o paciente quanto para a equipe multiprofissional. Essa abordagem contempla o papel do enfermeiro circulante, do perfusionista e de toda a equipe envolvida, que devem manter vigilância constante sobre os sinais clínicos e a estabilidade do procedimento, prevenindo intercorrências. Este estudo metodológico foi estruturado em duas etapas: a primeira, de análise da literatura nacional e internacional, realizada nas bases LILACS, BDENF e MEDLINE, a fim de identificar evidências sobre boas práticas de enfermagem durante o período intraoperatório da CRM; e a segunda, de construção de um bundle dividido em três áreas de atuação: preparação e segurança do paciente, gestão intraoperatória e suporte/monitoramento pós-operatório. A revisão integrativa resultou na inclusão de 25 artigos, dos quais emergiram quatro eixos centrais: atuação do enfermeiro perfusionista, precauções de segurança e comunicação da equipe, monitoramento contínuo do paciente e apoio emocional. A partir desses achados foram elaboradas cinco intervenções prioritárias que abrangem desde o preparo pré-operatório até o apoio psicossocial ao paciente e sua família. Conclui-se que a utilização de bundles favorece a padronização das condutas, fortalece a Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) e contribui para a promoção da segurança do paciente em procedimentos cardíacos complexos.Introdução: O uso de tecnologias como ferramenta de apoio para a construção de métodos que facilitem e orientem o processo de trabalho dos profissionais é essencial no mundo atual onde o intuito é garantir a segurança do paciente e uma assistência especializada. Os bundles emergem como uma opção de tecnologia leve-dura que combina saberes estruturados e conhecimento técnico-científico com o processo de trabalho e as relações sociais (MOURA et al., 2025). O conceito de ‘’bundles’’ foi desenvolvido pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI) constatando que uma sequência de tarefas desenvolvida de forma organizada, sequencial e consistente produzia melhores resultados na prevenção de riscos e complicações na saúde do paciente (FICAGNA et al., 2020). Um bundle geralmente é composto por três a cinco intervenções que, aplicadas em conjunto, visam garantir maior segurança e eficácia nos procedimentos assistenciais (PRONOVOST et al., 2006).. No âmbito da enfermagem, os bundles devem ser aplicados para garantir a segurança do paciente e a eficácia da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Um exemplo é a cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM), também conhecida como ponte de safena, considerada um procedimento de grande porte que exige a utilização integrada de tecnologias duras e leve-duras para sua execução (LIU et al., 2021). Estes pacotes de intervenção, cuidado e observação dos processos garantem a eficácia da sistematização de enfermagem perioperatória (SAEP). O protocolo de cirurgia segura, instaurado pelo Ministério da Saúde em 2013 e o Programa Nacional de Segurança do Paciente reforçaram a importância e a implementação de processos em instituições de saúde que garantam o bem-estar do paciente, evitando erros, imprevistos e diminuição de riscos e sequelas que podem ocorrer após procedimentos invasivos (BRASIL, 2013c). Por se tratar de um procedimento altamente invasivo e que se apresentar falhas ou intercorrências não calculadas ou prevenidas podem gerar danos irreversíveis ao paciente e a sua rede familiar, logo, a necessidade do pacote de medidas pré, trans, intra e pós operatório é tão urgente em procedimentos como estes (COVALSKI et al., 2021). Sendo assim esse estudo possui o objetivo de desenvolver um bundle que garanta a eficácia no andamento da cirurgia de revascularização do miocárdio através do profissional enfermeiro circulante e hemodinamicista através de práticas, monitorização, análise, intervenções e comunicação com a equipe multiprofissional, o paciente e sua família.Método: A fim de construir um bundle direcionado à prática de enfermagem em cirurgias de revascularização do miocárdio, definiu-se um percurso metodológico estruturado em duas etapas complementares. Trata-se de um estudo metodológico dividido em duas etapas. A primeira consistiu em uma revisão integrativa da literatura, visando reunir evidências nacionais e internacionais sobre boas práticas de enfermagem aplicáveis ao período intraoperatório da CRM. Para a elaboração da questão norteadora, utilizou-se a estratégia PICO: P (pacientes submetidos à CRM), I (boas práticas de enfermagem), C (comparação entre intervenções) e O (resultados assistenciais). A busca foi realizada nas bases LILACS, BDENF e MEDLINE, com os descritores “Protocolos de Enfermagem”, “Guias de Prática Clínica”, “Cirurgias Cardíacas” e “Boas Práticas em Saúde”. Foram incluídos artigos publicados entre 2004 e 2024, disponíveis em português, inglês ou espanhol, que abordassem intervenções de enfermagem relacionadas ao cuidado intraoperatório na CRM. Excluíram-se estudos com população pediátrica, duplicados ou que não respondessem à questão norteadora. No total, foram encontrados 5457 registros, dos quais 25 compuseram a amostra final após leitura crítica e aplicação dos critérios de inclusão. A análise foi realizada por meio da técnica de análise temática proposta por Bardin (2016), organizada em três etapas: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados. As unidades de registro foram frases e expressões relacionadas ao cuidado de enfermagem intraoperatório. A categorização resultou em quatro eixos principais que subsidiaram a construção do bundle: enfermeiro perfusionista, precauções de segurança e comunicação da equipe, monitoramento contínuo do paciente e apoio emocional. A segunda etapa correspondeu à elaboração do bundle, no qual foram selecionadas as intervenções de maior impacto identificadas na revisão integrativa. Essas intervenções foram sistematizadas em três áreas de atuação: preparação e segurança do paciente, gestão intraoperatória e suporte e monitoramento pós-operatório. O estudo não envolveu coleta de dados primários, sendo dispensado de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme a Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde.Resultado e Discussão: Ao final da pesquisa, exclusão dos descartados e análise dos resultados, foram analisados 25 artigos. A análise permitiu identificar que boas práticas de assistência da enfermagem, somados com habilidades técnicas, comunicação eficaz e conhecimento dos processos referente aos procedimentos executados garantem um processo seguro ao paciente e ao procedimento que está sendo executado. Por fim, foram identificados quatro direcionamentos na prática assistencial: o enfermeiro perfusionista e cuidados sistematizados, precauções de segurança intraoperatória e comunicação da equipe, avaliação e monitoramento de pacientes e cuidado abrangente e apoio emocional. Esse resultado converge com Liu et al. (2021), que destaca o papel do enfermeiro perfusionista como fundamental na manutenção da estabilidade hemodinâmica, reforçando a necessidade de protocolos sistematizados para a segurança da circulação extracorpórea. Sendo assim, a conferência da máquina de modo a garantir sua total funcionalidade e listas de verificação para garantir que todas as precauções de segurança sejam cumpridas (GOMES et al., 2024). Quanto ao precauções de segurança intraoperatória e comunicação da equipe, é de extrema importância a monitorização dos sinais que indicam uma deterioração hemodinâmica do paciente, cabendo ao enfermeiro identificar e comunicar a equipe multiprofissional do local (médicos cirurgiões, anestesistas, perfusionista e instrumentador) para que uma decisão seja tomada prontamente e minimize os riscos operatórios ou na fase pós-operatória do paciente (BADAWY et al., 2022). Esse achado dialoga com Gomes et al. (2024), que enfatiza a importância da monitorização multiparamétrica para antecipar instabilidades e intervir precocemente, evitando complicações intraoperatórias graves. Quando notado, cabe ao enfermeiro a tomada de decisão para ajuste medicamentosos ou regulação da máquina de circulação extracorpórea. E no cuidado abrangente e apoio emocional, aqui entra a visão e cuidado holístico que a enfermagem precisa ter com o paciente e com sua família. A comunicação com os familiares a fim de acalmar os ânimos, aliviar o estresse e garantir o bem estar também é da equipe de enfermagem e fazem parte do processo de trabalho da enfermagem e para o bom andamento da cirurgia. No pós, os enfermeiros precisam estar cientes da caracterização da dor, cuidados com drenos e conforto do paciente, garantindo uma recuperação rápida e agradável, novamente a comunicação efetiva com a equipe multiprofissional se faz necessário, para que em conjunto esse objetivo seja alcançado.A organização do bundle destacou cinco intervenções prioritárias sob responsabilidade da equipe de enfermagem, fundamentais para o sucesso operatório, a segurança do paciente e a redução dos riscos cirúrgicos. A preparação pré-operatória busca prevenir intercorrências durante o intraoperatório por meio da aplicação do checklist de cirurgia segura, assegurando paciente, procedimento e local corretos. Inclui ainda a monitorização adequada dos parâmetros vitais, o posicionamento correto na mesa cirúrgica para conforto e prevenção de lesões por pressão, especialmente em procedimentos prolongados como a cirurgia de revascularização do miocárdio, além da revisão de equipamentos, exames de imagem e planos terapêuticos. O gerenciamento do perfusionista e da circulação extracorpórea envolve a checagem rigorosa da máquina de CEC, a presença do profissional desde a indução anestésica e a garantia de perfusão adequada dos órgãos vitais, com detecção precoce de arritmias ou instabilidades hemodinâmicas, devidamente registradas para intervenção imediata. A comunicação efetiva entre os membros da equipe, por meio de ferramentas como o SBAR, reforça a troca segura de informações, associada à revisão de protocolos e à discussão de complicações intra e pós-operatórias. Já o monitoramento contínuo e a avaliação pós-operatória asseguram a manutenção da homeostase, com vigilância sobre sinais vitais, balanço hídrico e respostas rápidas a alterações, garantindo intervenções oportunas. Por fim, o apoio emocional e o cuidado integral contemplam suporte psicológico e físico ao paciente e à família, com práticas analgésicas e abordagem humanizada que respeita crenças e singularidades, favorecendo uma recuperação mais segura e acolhedora. A sistematização e suas intervenções no plano de cuidado do paciente garantem sua adesão, confiança nos profissionais e adequada recuperação. O uso de bundles em procedimentos cirúrgicos como o de CRM ajudam a garantir a segurança do paciente, do processo e da recuperação. Apesar dessas limitações, os achados reforçam a importância da supervisão e coordenação das atividades assistenciais pelo enfermeiro, da capacitação contínua da equipe e da adesão rigorosa a protocolos de segurança, garantindo melhores desfechos clínicos no perioperatório de CRM

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