Revistas URI - FW (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, campus de Frederico Westphalen/RS)
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UMA VOLTA À AMAZÔNIA: MEMÓRIAS DO CICLO DA BORRACHA EM TERRA CAÍDA, DE CATULO DA PAIXÃO CEARENSE
Este artigo busca discutir as reminiscências do período da história amazônica conhecido como Ciclo da Borracha contidas no poema Terra Caída, do escritor e compositor Catulo da Paixão Cearense (1863-1946). No que respeita a produção literária, é importante ressaltar que, enquanto campo simbólico, constitui-se em um espaço cruzado por distintas interfaces, entre elas a questão da História e da Memória. Nessa perspectiva, partindo de um trabalho de cunho bibliográfico, esta atividade consiste em um movimento de caráter dialético, uma vez que busca verificar na tessitura literária referências da vida dos sertanejos que migraram para a região amazônica, e sua metamorfose em seringueiros, circunscritos nas dicotomias da Belle Époque amazônica
A INFLUÊNCIA DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA MOBILIDADE ACADÊMICA INTERNACIONAL DE ESTUDANTES DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR BRASILEIRAS
As tecnologias de comunicação e informação têm gerado benefícios importantes para diminuir as distâncias entre pessoas e com isso ampliar novos horizontes com relação, a educação. Diversas instituições de ensino superior já têm adotado e propiciado o intercâmbio de estudantes para aprendizado no exterior, seja nos cursos de graduação, especialização, mestrado ou doutorado. Sendo assim, este artigo propõe a discutir as formas como as TICs facilitam e intermediam a mobilidade acadêmica internacional. Devido a poucos artigos discutidos sobre este campo, propõe apresentar a importância das TICs e mídias sociais, para a mobilidade acadêmica, suas transformações e evoluções no tempo. Por fim, algumas reflexões e considerações foram possíveis destacar no contexto brasileiro
AS IMPLICAÇÕES DA PAIDEIA E DA BILDUNG À FORMAÇÃO DE PROFESSORES
O presente ensaio aborda a tradição de formação da Paideia grega e da Bildung humboldtiana e suas implicações à formação de professores. O entendimento de formação presente nessa tradição interroga a razão instrumental, hoje, predominante na formação de professores? Essa tradição nos permite pensar a formação de professores como identidades profissionais a serem biografadas? Será uma discussão em diálogo com autores que abordam e investigam a temática. A reflexão se estrutura em três partes: a primeira discute historicamente o conceito de formação. A segunda abordará o esvaziamento do processo de formação no contexto do sistema capitalista de predomínio de uma razão instrumental. E, por fim, a terceira pensa a formação docente em termos de construção de identidades entendidas como biografias, um possível caminho para romper com a razão instrumental na formação humana e docente
AS DISPUTAS EM TORNO DOS PROJETOS PARA O ENSINO MÉDIO NO BRASIL: BIBLIOGRAFIA EM ANÁLISE
No presente artigo revisamos a bibliografia pertinente às disputas sobre o projeto de Ensino Médio no contexto da Lei 13.415/2017. Na Plataforma Scielo buscamos o termo Ensino Médio associado com currículo e legislação. Foram selecionados cinco textos relativos a legislação e Ensino Médio e 17 a currículo e Ensino Médio. Classificamos os 22 artigos por: ano da publicação, revista, objeto de estudo, metodologia, categoria de análise e resultados encontrados. Na análise, considerando o ciclo da política, sujeitos e suas ações, e a concepção de Ensino Médio, destacamos o que percebemos como central em cada artigo, no tocante aos momentos, sujeitos e epistemologias. Foi possível observar que, na maioria dos textos, os autores salientam a necessidade de enfrentamento da dualidade histórica do Ensino Médio brasileiro e defendem um modelo de educação que integre a formação geral propedêutica com o ensino profissional (REFERÊNCIA). No entanto, a dissonância mostra-se tão singular quanto poderosa (REFERÊNCIA); a voz ímpar ecoa no campo da política educacional, como pode ser visto no conteúdo da reforma do Ensino Médio.
APUNTES SOBRE LOS TEMAS MEMORIA Y MUERTE EN DOS TEXTOS DE MÁRIO QUINTANA
Este artículo presenta algunas reflexiones sobre los temas memoria y muerte em el “Poema de circunstância” y en la breve prosa narrativa “O Velho”, textos del poeta brasileño Mário Quintana, abordados desde una aproximación cualitativo/analítica efectuada a partir del método estilístico y narratológico, con el fin de indagar cómo emplea el poeta los recursos retóricos del lenguaje estético que le permiten expresar sus inquietudes y valoraciones sobre el pasado recuperado en su escritura, y pensar sobre el incierto porvenir vinculado con el transcurrir del tiempo. En la investigación se constata también que el humor y la ironía son elementos retóricos (entre otros analizados), de los que él se sirve para suavizar el impacto psíquico de la muerte.
EUTANÁSIA: CONFLITO ENTRE A VIDA E A MORTE
De imediato importante destacar que o direito à vida é princípio basilar no ordenamento constitucional brasileiro, classificado como direito fundamental pela Carta Magna, estando atrelado ao princípio da dignidade da pessoa humana. Nesse contexto, a pergunta que vem à tona diz respeito ao procedimento médico conhecido como eutanásia, analisando se este entra em conflito com a dignidade da pessoa humana e o exercício do direito à liberdade e à vida. A eutanásia é conhecida como “a boa morte” ou “morte apropriada”, sendo que, por decisão do paciente ou de seus familiares, profissionais da área da saúde acabam por “encurtar” a vida do paciente, desistindo de continuar o tratamento e mantê-lo vivo através de equipamentos. Justifica-se esta prática diante do pedido do enfermo que, por muitas vezes, prefere “parar de sofrer”. O estudo em questão procurou realizar uma pesquisa acerca da eutanásia, procedendo a uma análise dos conflitos existentes no que concerne à dignidade humana, ao exercício dos direitos à liberdade e à vida. Após um estudo prévio de como a eutanásia é aplicada em pacientes terminais, procurou-se analisar o tema central do trabalho, colocando dois princípios à prova: o princípio da autonomia (escolha pela vida ou morte) em confronto com o direito à vida
A INICIATIVA INSTRUTÓRIA DO JUIZ E A PROTEÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DIANTE DO SISTEMA PROCESSUAL PENAL BRASILEIRO
O presente artigo tem como objetivo analisar a atuação instrutória do Juiz no Processo Penal Brasileiro, a luz do sistema acusatório, adotado pela Constituição Federal de 1988, que confiou os poderes de acusar e julgar a órgãos distintos. A temática relacionada com o poder instrutório do juiz é sempre fonte de intensos e acalorados debates. Não tem sido diferente nos últimos anos, o desejo pela superação e pelo abandono de formas inquisitórias é levado a extremos a ponto de se coibir qualquer atuação mais ativa do juiz. Praticada uma infração penal, incumbe ao Estado a restauração da ordem jurídica, de sorte a restabelecer a paz social, supostamente violada. Neste contexto, portanto, o ius puniendi se traduz no poder-dever do Estado, cabendo somente a ele essa função, porquanto, inadmissível em regra, a vingança privada. Assim, o processo penal, como mecanismo necessário e indispensável à aplicação do direito penal, tem a tarefa árdua de reconstrução histórica dos fatos, assegurando, com isso, que a sanção somente será imputada àquele que cometeu a infração
A PSICOPATIA À LUZ DO DIREITO PENAL BRASILEIRO
Considerando que o termo “psicopata” é antigo e já vem sido usado e ouvido por muitos há vários anos, observa-se hodiernamente que os crimes praticados por indivíduos portadores desse transtorno conhecido por psicopatia têm tomado espaço demasiado dentro da mídia, dos jornais, entre outros, demonstrando cada vez mais a necessidade de estudar e entender a mente desses seres. Assim, o presente trabalho tem por finalidade analisar a psicopatia em geral, sendo necessário fazer uma digressão ao início da psicopatia em geral, a partir da apresentação de como foi escolhida tal nomenclatura e conceitos básicos. Assim, entender como são identificados suas principais características, o funcionamento do seu cérebro, entre outros, é de suma importância para poder diagnosticar, desta forma, o que seria a conduta desviada que compõem a psicopatia. Conclui-se, então, que no meio de nós convivem indivíduos totalmente sem escrúpulos, que aos olhos nus passam despercebidos, entretanto, pelo seu caminho, deixam uma vasta destruição e dor. Esses indivíduos, por sua vez, são seres totalmente frios e não apresentam o mínimo remorso, empatia, amor, carinho, compaixão pelo próximo, entre outras características. Eles são dissimulados, usam e abusam de seu charme para conseguir alcançar todos os seus objetivos, independentemente se, para isso, for necessário passar por cima de qualquer pessoa, levando até ao cometimento de inúmeros crimes. Esses indivíduos conseguem enxergar apenas o seu ego e buscam satisfazê-lo de todas as formas existentes
A RESPONSABILIDADE CIVIL DECORRENTE DO ABANDONO AFETIVO NO DIREITO DE FAMÍLIA BRASILEIRO
A Legislação Brasileira, além de dar especial proteção à família, assegura à criança e ao adolescente diversos direitos de forma a garantir a eles um desenvolvimento (seja físico, mental, moral, espiritual e social) de forma saudável e para isso a família e a convivência familiar exercem um papel fundamental. O abandono por parte dos pais é um dos principais fatores que levam a comportamentos antissociais, personalidade com traços de insegurança e baixa autoestima que podem vir a desencadear diversos outros comportamentos negativos no filho abandonado. Esse é um dos principais fatores que levam ao dano moral no Direito de Família, surgido no Direito Brasileiro em que decisões estão voltadas a reconhecer a responsabilização dos pais, com posterior indenização, por abandono afetivo, o que vem gerando controvérsias na jurisprudência e na doutrina. Nesse sentido, o presente estudo busca analisar a aplicação da responsabilização civil em decorrência do abandono afetivo no Direito de Família brasileiro
A (IN)SEGURANÇA DA PROVA TESTEMUNHAL NO PROCESSO PENAL: FALSAS MEMÓRIAS
O fim precípuo do presente trabalho científico é analisar, com afinco, a prova testemunhal no contexto processual penal, e, ato contínuo, demonstrar a insegurança a que esse meio probatório está sujeito quando exposto a um contexto de falsas recordações, tendo em vista a fragilidade e os riscos que a memória humana está sujeita, seja por influência externa, seja por influência interna, e as consequências que resultam dessa ausência de confiabilidade no meio de prova mais utilizado na seara penal. O processo penal e a ciência criminal, como um todo, apresentam uma dependência excessiva da “memória” de quem vivenciou um fato relevante para a solução da lide, e, sendo assim, acaba ignorando a problemática que o ato de lembrar representa. A memória humana é frágil, facilmente manipulável, e por vezes incerta. Sendo assim, não se mostra mais adequado que decisões prolatadas no cenário jurídico sejam, predominantemente, advindas da prova testemunhal, haja vista os riscos inerentes às falsas memórias. A prova testemunhal tem por objetivo máximo trazer aos autos de um processo criminal informações e dados advindos da percepção e do grau de recordação que determinada pessoa possua frente a um evento vivenciado por ela. Todavia, os estudos avançados tanto na área da Neurociência e da Psicologia do testemunho, concluem pela falibilidade e ausência de confiabilidade da memória humana, atestando que qualquer sujeito está inclinado a apresentar equívocos ao recordar um evento desejado, seja por um processo de influência interna, seja por alguma informação falsamente sugerida, que venha a distorcer a veracidade da evocação almejada