Revistas URI - FW (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, campus de Frederico Westphalen/RS)
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OS PAPÉIS SOCIAIS DA ESCOLA PÚBLICA EM TEMPOS DE PANDEMIA
O presente texto busca pensar sobre os papéis sociais das escolas públicas brasileiras em nossa sociedade atual, principalmente aquelas nas localidades mais vulneráveis das cidades e das zonas rurais, em época de pandemia, como a que atravessamos agora. Nosso trabalho aqui coloca-se como um ensaio, pois buscamos trabalhar com fontes que nos ajudassem a, qualitativamente, pensar sobre alguns dos mais importantes papéis das instituições escolares brasileiras. Nossos resultados mostram a relevância social da escola pública em áreas onde elas são, muitas vezes, a única instituição a representar a presença do Estado
EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E RAP: VOZES PERIFÉRICAS NO ESPAÇO ESCOLAR
Na educação básica, a abordagem dos direitos humanos passa efetivamente pela exploração de temas relativos à exclusão/inclusão social de grupos sociais minoritários. Além de promover o acesso a conhecimentos oficiais e tradicionais, a escola é o espaço também de saberes e de grupos outros, distanciados de instâncias decisórias, fazendo-se necessário, para a real educação em direitos humanos, reverberar suas existências na cultura escolar. Para tanto, propomos que o rap seja levado para a sala de aula como um gênero poético-musical originário de territórios periféricos e constituído por estes sujeitos, visto que aponta para um lugar de falar envolto em saberes de pessoas marginalizadas, conferindo voz/poder a grupos historicamente silenciados. Tal perspectiva se alinha à Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018), no que diz respeito à diversidade social e de saberes, ao exercício da empatia e da solidariedade e à responsabilidade e cidadania, conforme disposto nas competências gerais 6, 9 e 10. Para tanto, este artigo apresenta alguns pontos fundamentais do gênero poético-musical rap, com o fim de instrumentalizar professores e alunos para sua discussão em sala de aula, evidenciando sua estrutura composicional (forma e temas) e sua relação com saberes periféricos e grupos sociais marginalizados, por meio de algumas das letras de suas canções
CIDADE EDUCADORA: A DIMENSÃO CULTURAL NO PROCESSO IDENTITÁRIO DE SOLEDADE
Esse estudo de natureza qualitativa e bibliográfica, objetiva refletir e compreender as contribuições da cultura dos cidadãos no processo educativo da Cidade Educadora, assim como socializar práticas pedagógicas desenvolvidas em espaços escolares e não escolares no município de Soledade. O texto que ora apresentamos é um recorte do trabalho final do curso de Pós-graduação lato sensu Especialização Políticas e Gestão da Educação realizado in company entre a Universidade de Passo Fundo e a Prefeitura Municipal de Soledade. A cultura se constitui nas relações estabelecidas entre as pessoas, revela concepções, modo de pensar e viver, costumes e valores. Também está associada à produção de atividades artísticas e o desenvolvimento social. É uma dimensão que integra a formação identitária dos povos. No decorrer da reflexão pautaremos a concepção de cidade educadora, Soledade como Cidade Educadora, compreensões sobre a cultura como uma das categorias mobilizadoras da discussão, com ênfase ao tradicionalismo e os projetos e ações culturais, que inscrevem a vida cotidiana da população soledadense. A cultura influencia na formação da identidade dos cidadãos por meio das instituições sociais e integra uma dimensão fundamental de um território educador
CARTA DE FREDERICO
No contexto das reflexões e debates do XI Simpósio Nacional de Educação (SINCOL), realizado de 16 a 18 de setembro de 2020 na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, câmpus de Frederico Westphalen, que reuniu mais de 2000 participantes de diferentes regiões do Brasil e de outros países, diante dos imensos desafios para qualificar a vida cotidiana de todas e todos, cada um e cada uma, nas nossas cidades, apresentamos as seguintes considerações e proposições
PARTO NORMAL: PERFIL DAS PARTURIENTES DE UMA MATERNIDADE REFERÊNCIA
A luta travada pelas Instituições de Saúde em âmbito nacional visando o renascimento e a valorização do parto normal começou a colher seus frutos com o aumento da adesão dessa via de nascimento. Desse modo, analisou-se quem está optando por ter seu filho pela via do parto natural, avaliando as características em comum que elas apresentam. O estudo teve por objetivo traçar o perfil das puérperas que passaram pela experiência de dar à luz de forma natural, especificamente na maternidade regional da cidade de Umuarama-PR. A coleta da informação foi realizada por meio de uma entrevista que objetivava determinar as características semelhantes entre as gestantes que optaram por essa via de part
RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA AÇÃO EDUCATIVA EM UM HOSPITAL NO TRIÂNGULO MINEIRO, MINAS GERAIS
RESUMO: No cenário atual, constata-se que formar cidadãos críticos e, como consequência, trabalhadores críticos e competentes, é uma necessidade de grande relevância, devido às exigências do mercado de trabalho. Por esta razão, justifica-se a mudança dos modelos tradicionais de educação para modelos em que o uso de metodologias ativas envolva os discentes em problemas a serem resolvidos, a fim de não serem mais meros espectadores, mas sim, participantes na resolução de problemas. Nesse sentido, o presente relato de experiência obteve como objetivo primordial o desenvolvimento uma ação educativa junto aos usuários do sistema de saúde em sala de espera baseado no Arco de Maguerez a partir de uma proposta da disciplina do segundo período do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no ano de 2019. Na ação foi utilizada uma dinâmica de caráter participativo, realizada no dia 10 de junho de 2019, nas dependências do Hospital de Clínicas da UFU. A realização da ação proporcionou aos futuros enfermeiros vivenciarem o desafio de planejar e desenvolver uma atividade com um grupo de pessoas em sala de espera. Este desafio foi importante para agregar conhecimentos, além de oferecer oportunidade de discutir e ouvir os as dúvidas dos pacientes em relação aos conhecimentos prévios acerca da doença diabetes
A CRÍTICA À PROPOSTA RIZOMÁTICA PARA O ENSINO DE LITERATURA EM RELAÇÃO AO MÉTODO RECEPCIONAL: UM ESTUDO DE CASO
O presente trabalho busca analisar a proposta rizomática, inspirada nos postulados de Deleuze e Guattari (2012), contida na obra de Boberg e Stopa (2012), no qual se verifica o modo como essas autoras seguem/destoam a noção de rizoma numa sugestão de leitura de textos literários. Para tanto, inicialmente comentamos os princípios do rizoma, enquanto criação filosófica e seu deslocamento para o ensino. Ademais, tecemos algumas ponderações no que concerne ao espelhamento entre o método recepcional, a partir de sua constituição por Bordini e Aguiar (1993), e a proposta rizomática em estudo. Verifica-se que a modulação em etapas entre o método e a proposta cruzam caminhos de atuação em favor da formação de um leitor que possa engendrar na sua leitura caminhos vários para um contato profícuo com o texto. Por fim, nas considerações finais, ponderamos sobre como o atendimento à proposta rizomática, a partir de Boberg e Stopa (2012), constitui possibilidades de leitura, cujos efeitos tendem a (não) criar rizomas, bem como as etapas da proposta demonstram o cruzamento com o método recepcional, o espelhando, e contemplando seus efeitos para formação de leitores
SEXUALIDADES (EX)CÊNTRICAS, LEITURA LITERÁRIA E FORMAÇÃO HUMANA: UM DIÁLOGO PROMISSOR
No contexto brasileiro, a sexualidade e a diversidade são algumas das temáticas com maior invisibilidade dentre os assuntos contemplados em textos, em veículos de comunicação e em sala de aula. Com base nisso, ao identificar o importante papel que a leitura e a escola têm no sentido de ampliação das possibilidades de formação humana, em uma perspectiva humanizadora, este estudo objetiva refletir sobre práticas sociais da temática: a violência contra os LGBT, com ênfase nas sexualidades “excêntricas”[1] – travestis e transexuais, a fim de apresentar textos que podem ser abordados em sala de aula e que conduzam a uma reflexão acerca da temática, visando a uma formação sensível e humana dos sujeitos. Os textos literários selecionados para análise são: miniconto “DaniELA”, de Wellington Júnior Costa e o poema “Transfobia”, de Virgínia Guitzel. Utilizar-se-á, para o desenvolvimento deste trabalhos, os pressupostos dos autores Candido (1995), Antra (2018), Bento (2009), Bhabha (1998), dentre outros. Ressalta-se que os textos literários analisados questionam a padronização social e os silenciamentos impostos pela sociedade, o que reitera a necessidade de diálogo e reflexões em torno da temática da diversidade sexual.[1] Utiliza-se o termo “excêntrico” – entre aspas, neste artigo, com a intenção de chamar a atenção para a avaliação “fora de centro” que é dada a sexualidades não associadas ao padrão heteronormativo. Além disso, pontua-se, na grafia em destaque da palavra, o quão a expressão ainda sinaliza uma avaliação pejorativa porque “foge” do eixo “adequado” e revela um preconceito a sexualidades ditas “não padrão”
O CORPO NA ANÁLISE DE DISCURSO: MATERIALIDADE, LUGAR DE ENUNCIAÇÃO, SUBJETIVIDADE
O presente trabalho objetiva apresentar um breve panorama de pesquisas em Análise Materialista de Discurso que abordem o corpo. São parte do trabalho alguns dos principais estudos em AD que trazem o corpo para o centro da reflexão. Com isso, a partir da base teórica proposta por Michel Pêcheux, construímos três caminhos possíveis para visualizar o corpo na teoria do discurso: a relação entre corpo e materialidade discursiva; a relação entre corpo e lugar de enunciação; e a relação entre corpo e subjetividade. Para que esses três caminhos possam ser percorridos, serão convocados conceitos basilares da teoria, tais como condições de produção, memória discursiva, formação imaginária e formação discursiva. Com a conclusão do trabalho, é possível afirmar que o corpo, na AD, possui relação íntima com a resistência
DIREITO AO ESQUECIMENTO COMO CONSEQUÊNCIA DO DIREITO À VIDA PRIVADA, INTIMIDADE E HONRA NA ESFERA CIVIL
Através da Constituição Federal de 1988 o Estado Democrático de Direito consagrou o princípio da dignidade humana como fundamento da República. Com isso, vários direitos foram garantidos aos cidadãos, como os direitos da personalidade (direito à intimidade, à privacidade, à imagem, à honra...) e os direitos as liberdades de impressa, informação e expressão