Revistas URI - FW (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, campus de Frederico Westphalen/RS)
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BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E A DIVERSIDADE: UM ESTUDO NECESSÁRIO
Este artigo é resultado da pesquisa de conclusão do curso de Pedagogia, buscou-se investigar sobre o conceito de diversidade apresentado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que se constitui como uma política curricular de caráter normativo destinada para a Educação Infantil, Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, com o objetivo de nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das Unidades Federativas. A metodologia utilizada foi a partir do levantamento bibliográfico e documental, com base na versão final da Base Nacional Comum Curricular, além de pesquisas já realizadas que discutem a problemática. O presente trabalho está estruturado em três momentos: inicialmente foi contextualizado o processo de elaboração da BNCC, bem como, os posicionamentos de autores e entidades que fomentam essa discussão. Em seguida foi problematizado sobre o conceito de diversidade, buscando identificar como está apresentada nas políticas educacionais bem como nos documentos curriculares norteadores vigentes. No terceiro momento foi realizada uma análise no texto da BNCC, inicialmente para identificar como o termo diversidade está presente no texto do documento e em seguida buscamos verificar em quais contextos o conceito está situado. A pesquisa realizada evidenciou que a questão da diversidade está apresentada de maneira fragmentada e pulverizada, pois o documento apresenta todos os temas que englobam a diversidade de forma ampla no texto. Destaca-se que durante a análise percebe-se um silenciamento das vozes dos autores que trazem a discussão sobre a diversidade e de uma teoria que embasa a versão final da BNCC, desde os aspectos legais até ás áreas de conhecimento estabelecidas para a Educação Infantil, os Anos Iniciais e Finais
DESAFIOS DE PROFESSORES DO SEXO MASCULINO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR SOBRE AS PESQUISAS
Pode se perceber, nos últimos anos, o aumento gradativo da presença de professores do sexo masculino na educação infantil, etapa esta que constitui a primeira fase da educação básica brasileira. Dessa forma, este estudo buscou apresentar e analisar as produções acadêmicas a respeito da docência de professores homens na educação infantil. Trata-se de um trabalho de revisão sistemática do tipo estado da arte, em três bancos de dados: Banco de Dissertações e Teses da CAPES; Trabalhos das reuniões da ANPEd; periódicos específicos em Educação com Qualis A1. Abarcou-se pesquisas desenvolvidos entre 2010 e 2018. Pode se perceber a escassez de trabalhos na temática da docência masculina na educação infantil. Os resultados mostram que os professores homens da educação infantil enfrentam diversos desafios, como o olhar de desconfianças pelos colegas da escola e da sociedade, olhar de estranhamento na escola, vigilância exacerbada limitações impostas no trabalho, entre outros desafios. Diante desse cenário, pode se dizer que tais apontamentos são muito importantes para que se tenha a conscientização de que não existe espaço preestabelecido para homem ou mulher e que ambos são capazes
EDUCAÇÃO HUMANIZADORA E O PODER DA LITERATURA EM TEMPOS DE PANDEMIA DO COVID-19
A construção de um processo educacional humanizador é o tema central deste artigo que, especificamente, discute o papel da literatura como instrumentos essencial de formação humana e cidadã. A partir de teses de Antonio Candido, a pesquisa de teor bibliográfico mostra como a literatura pode ser uma ferramenta de leitura importante na formação do sujeito e em contextos de dificuldades educacionais, como o enfrentado no contexto da pandemia da COVID-19
BANALIDADE DO MAL, PRODUÇÃO E VEICULAÇÃO DE DISCURSOS DE ÓDIO: E A UNIVERSIDADE COM ISSO?
O objetivo deste texto é refletir sobre as responsabilidades da universidade como instituição republicana, frente a crescente normalização da barbárie discursiva, que se manifesta, por vezes, de forma explícita, por vezes de forma dissimulada, impactando decisivamente na vida contemporânea. Parto do pressuposto de que vivemos em um tempo avesso ao pensamento, no qual, discursos vão sendo formulados sem considerar suas consequências na ampla esfera social, bem como, sem tomar como referência o bem comum. O texto se subdivide em dois momentos. No primeiro, apresento uma breve reflexão sobre a banalidade do mal, partindo das contribuições de Hannah Arendt (1906-1975). No segundo, apresento argumentos na direção de tensionar as responsabilidades da universidade frente a este cenário, entendendo-a como instituição republicana que ainda pode contribuir para a construção de uma sociedade comprometida com o bem comum. Finalizo afirmando que a universidade não pode compactuar com narrativas que naturalizam o ódio, normalizam a agressividade, bem como, desacreditam e fazem desacreditar que a paz e o bem podem ser o motor das sociedades que existem em âmbito planetário
EDUCAÇÃO INTEGRAL E EDGAR MORIN: ASSOCIAÇÕES PARA SE PENSAR OS DIFERENTES ESPAÇOS E TEMPOS EDUCATIVOS
Este trabalho é recorte do referencial teórico de uma dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. A pesquisa foi desenvolvida no período de 2018 a 2020. Para esta produção apresentamos as bases epistemológicas utilizadas em nossa investigação, pautadas na literatura referente à Educação Integral e nas produções desenvolvidas por Edgar Morin sobre a Teoria da Complexidade. Neste trabalho tivemos como objetivo associar os princípios norteadores da Educação Integral, especialmente quanto aos diferentes tempos e espaços educativos, com a Teoria da Complexidade. Como resultados concluímos que, o ser humano compõe a tríade indivíduo/sociedade/espécie, o qual pertence a uma comunidade e ao mesmo tempo é resultado de inúmeras metamorfoses e evoluções históricas, biológicas, culturais e sociais. Há outros espaços e tempos educativos, os quais estão interligados e contribuem de maneira direta ou indireta para o desenvolvimento das diferentes capacidades dos sujeitos habitantes do território
A CULTURA DIGITAL E A FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO NA BNCC: ELEMENTOS PARA REFLEXÃO
O presente artigo tem por objetivo compreender como a BNCC na área da Linguagem, Componente Curricular Língua Portuguesa (anos finais do Ensino Fundamental) – aborda a formação do leitor a partir da consideração da cultura digital e das Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação. Em consideração ao contexto contemporâneo, permeado pelas tecnologias digitais, a proposta da BNCC de Língua Portuguesa organiza os seguintes eixos de integração que envolvem as práticas de linguagem: leitura, produção de textos, leitura literária, oralidade e análise linguística/semiótica. Os eixos relacionam-se com práticas de linguagem situadas e organizadas por campo de atuação. Delimitou-se para essa análise o eixo da leitura literária. A partir dessa definição na BNCC, considera-se a organização por campos de atuação, dentre eles escolhemos o campo artístico-literário. Os resultados do estudo indicam que as práticas contemporâneas de leitura e escrita são expressas por novos gêneros e produções textuais com características multissemióticas e multimidiáticas, o que revela a necessidade de o aluno compreender estas novas práticas de (multi) letramento (s), assim como seja capaz de ter uma postura ativa e construtiva, se constituindo em leitor e produtor de literatura de forma crítica e artística
EL PROCESO DE NOMBRAR LOS ESPACIOS REPRODUCTIVOS DESDE LA EXPERIENCIA MASCULINA O PROCESSO DE NOMEAÇÃO DE ESPAÇOS REPRODUTIVOS DE A EXPERIÊNCIA MASCULINA
ResumenEste texto presenta reflexiones sobre el lenguaje inclusivo desde las exclusiones semánticas, más que en la acepción sintáctica de feminizar o masculinizar términos, que dejan de lado a una población por no ser nombrada. Es frecuente aludir a que las mujeres son excluidas del lenguaje, si bien en este texto se reflexiona sobre la falta de inclusión de los hombres en el discurso de los espacios reproductivos. Se asumen especializaciones de género, que dificultan negociar acompañamientos y cuidados de los hijos y ello se mostró de forma más ambivalente en el entorno de la pandemia COVID 19. Se evidencian limitantes disciplinarias en el uso del lenguaje al nombrar quiénes tienen hijos y quiénes viven problemas de salud por ello, pero además la forma en que el lenguaje cotidiano reproduce dichas especializaciones. Se propone diversificar la lengua para avanzar en experiencias reproductivas y de cuidado más democráticas, empáticas y lúdicas para todas las personas.Palabras clave: espacios reproductivos, experiencia masculina, lenguaje, nombrar AbstractThis text presents reflections on inclusive language from semantic exclusions, rather than on the syntactic meaning of feminizing or masculinizing terms, which leave aside a population for not being named. It is frequent to refer to the fact that women are excluded from language, although this text reflects on the lack of inclusion of men in the discourse of reproductive spaces. Gender specializations are assumed, which make it difficult to negotiate accompaniment and childcare and this was shown in a more ambivalent way in the environment of the COVID 19 pandemic. Disciplinary limitations are evident in the use of language when naming who has children and who is experiencing problems health for this, but also the way in which everyday language reproduces these specializations. It is proposed to diversify the language to advance in more democratic, empathic and playful reproductive and care experiences for all people.Keywords: reproductive spaces, male experience, language, naming ResumoEste texto apresenta reflexões sobre a linguagem inclusiva a partir das exclusões semânticas, e não sobre o significado sintático de termos feminilizantes ou masculinizantes, que deixam de lado uma população para não serem nomeados. É frequente referir que as mulheres são excluídas da linguagem, embora este texto reflita sobre a falta de inclusão dos homens no discurso dos espaços reprodutivos. Pressupõem-se especializações de gênero, o que dificulta a negociação de acompanhamento e puericultura e isso se manifestou de forma mais ambivalente no ambiente da pandemia COVID 19. As limitações disciplinares são evidentes no uso da linguagem na hora de nomear quem tem filhos e quem está vivenciando problemas de saúde para isso, mas também a maneira como a linguagem cotidiana reproduz essas especializações. Propõe-se diversificar a linguagem para avançar em experiências reprodutivas e de cuidado mais democráticas, empáticas e lúdicas para todas as pessoas.Palavras-chave: espaços reprodutivos, experiência masculina, linguagem, nomeaçã