Revistas URI - FW (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, campus de Frederico Westphalen/RS)
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GERENCIAMENTO DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO COMO ORGANIZAÇÃO: UM ENFOQUE NA QUALIDADE
Este artigo discute a utilização do PDCA na gestão de instituições de ensino com foco no nível superior. Para isso, ampara-se na norma gestão da qualidade ISO 21001:2018, que adota termos específicos do setor de educação em relação. Tanto a norma ISO 9001:2015 como a ISO 21001:2018 utilizam o ciclo PDCA adaptado ao seu sistema de gestão, inclusive nas instituições educacionais. Essa integração visa garantir a melhoria contínua na organização das instituições de ensino e definir como as etapas do ciclo podem auxiliar na resolução desses problemas auxiliando o sistema de gestão. Ao final constatamos que os dois padrões usam a mesma estrutura de alto nível, sendo o PDCA uma das ferramentas que podem ser aplicadas na racionalização dos processos de gestão, principalmente, no planejamento de ações e tomada de decisões. Demonstrou-se que, quando se aplica o ciclo PDCA, há um aproveitamento dos processos com redução de custos e aumento da produtividade
DE LILITH À POMBAGIRA: LITERATURA E ARTE PARA DECOLONIZAR CORPOS E MUNDOS
Apresentam-se proposições de pesquisas em andamento que articulam arte e educação na busca de subsídios para a formulação de intervenções pedagógicas feministas decoloniais. A intenção é repensar corpo/sexos/gêneros/raças/mundos para fabular outros modos de habitar os corpos e de performar o feminino desde perspectivas outras que descolonizem o pensamento. Investigam-se as figurações do feminino e suas relações com mitos, contos, lendas e iconografia popular de diferentes tradições. A constituição do arquivo de pesquisa ocorre por meio das proposições de análise das imagens de Warburg e Didi-Huberman, tendo como referencial analítico o feminismo decolonial, as filosofias africanas e ameríndias e o pensamento da diferença de Deleuze e Guatarr
A crença na autoeficácia dos cuidadores e sua relação com o desenvolvimento social em praticantes de equoterapia
A equoterapia ainda é pouco divulgada no Brasil apesar de ser uma modalidade terapêutica que engloba o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência. O termo autoeficácia é a crença na nossa capacidade de realização de tarefas e está ligada ao julgamento de nossas capacidades. Este estudo objetivou investigar se o nível da autoeficácia dos cuidadores influencia qualitativamente no desenvolvimento psicossocial de praticantes de equoterapia, em uma cidade no interior do Rio Grande do Sul. Participaram 6 cuidadores de crianças com deficiência e 3 equoterapeutas, sendo utilizado como instrumento a Escala da Autoeficácia Geral e uma entrevista semisestruturada sobre o desenvolvimento psicossocial dos praticantes. A coleta de dados ocorreu no local da prática de equoterapia e foi analisada qualitativamente e quantitativamente. Os resultados apontaram que esses cuidadores possuem o índice de autoeficácia acima da média e que, qualitativamente, percebem melhora no desenvolvimento social de seus filhos, acreditando em suas capacidades apesar da deficiência
TÉCNICAS E FERRAMENTAS UTILIZADAS POR GESTALT-TERAPEUTAS NO ATENDIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM TRANSTORNO MENTAL
RESUMO O presente trabalho, apresenta uma análise acerca da aplicação de técnicas e utilização de ferramentas de intervenção psicoterapêuticas, no atendimento realizado com crianças e adolescentes, que convivem com algum tipo de transtorno mental, segundo a visão teórico-prática da abordagem da Gestalt-Terapia. Buscamos ainda, examinar as principais técnicas e ferramentas que podem ser utilizadas por Gestalt-terapeutas na realização desse tipo de atendimento, procurando abordar a importância da utilização desses instrumentos terapêuticos de intervenção, para o desenvolvimento de uma relação terapêutica transformadora e promotora de saúde mental. Palavras-chaves: Gestalt-Terapia; atendimento de crianças e adolescentes; técnicas e ferramentas de intervenção.
Reflexões sobre psicopatologia a partir da Psicologia Histórico-Cultural
A Psicologia Histórico-Cultural apresenta uma compreensão inovadora da constituição psíquica do sujeito, pois considera a realidade histórica, cultural, material e objetiva, como aspecto fundamental no estudo da psique. Essa compreensão é um dos pressupostos dessa teoria que faz uma crítica às posturas assumidas por outras abordagens, que naturalizam a construção da subjetividade humana, desconsiderando as experiências vividas pelo sujeito, que colaboram para o desenvolvimento da psique e da identidade. O presente estudo utilizou a metodologia de revisão bibliográfica conforme proposta por Gil (2017), na busca por compreender como a perspectiva Histórico-Cultural entende o conceito de Psicopatologia, realizando uma contextualização, relacionando os pressupostos da abordagem com a concepção do conceito, na tentativa de analisar brevemente como essa perspectiva compreende as manifestações psicopatológicas. O estudo apontou para a necessidade de compreender as psicopatologias do sujeito em sua totalidade considerando as multiplicidades das relações humanas, e o ser humano como um ser complexo
TEMPO E LEITURA SUBJETIVA NO ENSINO DE LITERATURA
Este texto problematiza a formação de leitores na escola, considerando as contribuições de estudos relativos à leitura subjetiva e reflexões que envolvem a problemática do tempo, vivido e experimentado sensivelmente. Defendemos que o tempo que deve prevalecer é o do sujeito leitor, da ordem da estesia, não coincidente com as coerções da cronologia escolar, algo que é possível, segundo nossas conclusões, de ser respeitado, mesmo nas poucas e breves aulas de literatura que são reservadas na disciplina de Língua Portuguesa. Como fundamentação teórica, são aqui mobilizados estudos em torno da leitura subjetiva e da semiótica tensiva
O DISCURSO NA ANÁLISE TEXTUAL DISCURSIVA EM (CON)TEXTOS DE (AUTO)TRANSFORMAÇÃO: UM DIÁLOGO HERMENÊUTICO
No presente artigo, analisamos os sentidos atribuídos ao discurso na obra Análise Textual Discursiva (MORAES; GALIAZZI, 2007), metodologia qualitativa de análise de cunho fenomenológico-hermenêutico, difundida em pesquisas em Educação, especialmente no contexto brasileiro. Em um movimento analítico hermenêutico, apresentamos o contexto em que surgiu a ATD e a atribuição do nome à metodologia. A seguir, a partir de um exercício com a metodologia, ela é descrita, assim como os sentidos atribuídos ao discurso que nela delineiam o discursivo. Com a intenção de ampliação de horizontes, descrevemos algumas articulações teóricas entre a Hermenêutica Filosófica de Gadamer e a ATD. Esta articulação aponta para a importância do diálogo e da escrita no processo de análise, tendo como sustentação teórica o círculo hermenêutico, a escrita e a intervenção como ação política e ontológica de transformação dos discursos e do pesquisador