Revistas URI - FW (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, campus de Frederico Westphalen/RS)
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(IN)EFICÁCIA DAS ABORDAGENS SISTÊMICAS NO JUDICIÁRIO BRASILEIRO POR MEIO DA APLICAÇÃO DA CONSTELAÇÃO FAMILIAR EM CASOS DE ALIENAÇÃO PARENTAL
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: A LEI MARIA DA PENHA E OS ÍNDICES DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DURANTE A PANDEMIA
RELAÇÃO ENTRE O PROFESSOR DA SALA COMUM E O PROFESSOR DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
O objetivo do presente artigo foi analisar e discutir a relação existente entre os professores que atuam com Atendimento Educacional Especializado com os professores das salas de aula comum das escolas regulares municipais da região do Piemonte da Diamantina, Bahia. A pesquisa ocorreu no território conhecido como Piemonte da Diamantina, formado por 9 municípios. Os sujeitos entrevistados foram 36 professores de Educação Especial que atuam com Atendimento Educacional Especializado nas Salas de recursos multifuncionais, tanto urbanas quanto rurais, dos referidos municípios, sendo 35 mulheres e 1 homem. Foi possível observar que a relação entre esses docentes com os professores que atuam na sala de aula comum das redes municipais ainda está longe do que pode ser considerado aceitável para a implementação de uma proposta de inclusão educacional. É notório que os diversos problemas apresentados são consequências que decorrem principalmente da falta de formação inicial e continuada dos docentes que atuam na sala comum para atuar com alunos com deficiência e/ou necessidades educacionais especiais
CIBERCULTURA E CRIAÇÃO CONCEITUAL
A cibercultura estabeleceu uma relação descentralizada tanto de produção, bem como de acesso ao conhecimento, onde as fontes de sentido conectam entre si em uma estrutura de rede não-hierárquica, transformando as formas de interação dos sujeitos com o mundo circundante, produzindo novos modos de existência nunca antes pensados. Assim, modificam-se as relações de trabalho, sociais, de saúde, da educação. Construir um entendimento crítico dessas transformações e potencializá-las para produzirem soluções para os problemas contemporâneos é tarefa de todos os educadores. Num mundo onde as tecnologias digitais são destaque emerge a necessidade de formarmos cidadãos para compreender criticamente esta extensão do espaço físico e suas potencialidades e riscos. Nesse sentido, este trabalho propõem um diálogo entre a cibercultura e o ensino de filosofia (aqui entendido a partir da perspectiva da criação conceitual), visando potencializar processos e inserir as práticas no contexto da contemporaneidade. Pretende-se relacionar a criação conceitual e a cibercultura, explorando a noção de universal não totalizante como ponte para essa aproximação. Para isso, apoia-se o aporte teórico nas obras Gilles Deleuze e Félix Guattari, Pierre Lévy, e Silvio Gallo. Acredita-se na relação possível e necessária entre a cibercultura e o ensino de filosofia através da noção de criação conceitual. Sabendo que ensinar filosofia implica em fazer opções teóricas que acabam por determinar as práticas, sendo necessário optar por perspectivas mais orientadas aos tempos contemporâneos. A proposta é alicerçada em intenso processo de experimentação de problemas para gerar soluções, engajando os estudantes na construção do próprio conhecimento. À cada pessoa é importante reconhecer sua dignidade de produzir seus conceitos, sem a exigência de cumprir determinados pré-requisitos para ter afirmada sua capacidade filosofante. O contexto da cibercultura, compartilha desta abertura à multiplicidade e às potências produtoras de sentido. Aqueles que filosofam, assim como aqueles que navegam na internet, são convidados a criar expressando-se através desse ato. Não que isso se dê sempre de forma ampla, com grandes processos criadores, mas já se manifesta nas pequenas interações e experiências específicas. Enfim, acredita-se ser relevante essa aproximação entre a cibercultura e a criação conceitual para que práticas inovadoras possam ser pensadas no ensino de filosofia, atualizando sua configuração e seus modos de ser, de forma a oportunizar experiências mais interessantes e atrativas aos estudantes
A EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS BRASILEIRAS NO CONTEXTO PÓS–PANDÊMICO CAUSADO PELO COVID-19
O texto busca refletir sobre alguns aspectos vividos por adultos e crianças no período de pandemia causado pelo COVID-19. A experiência vivenciada com o confinamento instaurado teve implicações consideráveis. As instituições educacionais tiveram que se reorganizar nesse período sanitário inédito, sendo necessária a obediência de protocolos oficiais. Este tipo de experiência provocou mudanças nas dinâmicas das relações sociais entre as crianças e as famílias das instituições de educação infantil, apontando para a necessidade de políticas públicas intersetoriais, visando a garantia dos direitos fundamentais das crianças de 0 até seis anos de idade. Por meio de questões introdutórias a respeito de quem são as crianças e como vivem suas infâncias, suas histórias e suas culturas, o referencial da Sociologia da Infância, da Filosofia, da Antropologia, das Artes e da Psicologia, possibilitou entrelaçamentos com a Pedagogia das Infâncias. Os dados apresentados foram produzidos no âmbito do relatório de um levantamento realizado pelo Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil junto às Secretarias de Educação durante o período de abril a junho de 2020. A história das crianças nesse período pandêmico pode ser entendida como a história das relações das crianças entre si, com os adultos, com a cultura e com a sociedade.
ESPAÇO CRIATIVO: PROPOSIÇÕES DO "CESTO LITERÁRIO" NA ESCOLA INDÍGENA
As experiências com a Licenciatura Intercultural Indígena demonstram que o processo de aprendizagem de educadores e educandos depende de métodos de ensino, capazes de valorizar a produção cultural, a língua, a literatura dos povos originários. Nessa perspectiva, desenvolvemos o "Cesto Literário", projeto interdisciplinar do curso de pedagogia intercultural, com objetivos de conhecer, evidenciar e promover diálogo a respeito de diversas tradições literárias, indígenas e não indígenas. A iniciativa considerou o contexto do oeste de Santa Catarina, local colonizado por italianos e alemães, marcado pela cultura do trabalho onde iniciativas voltadas à produção cultural são isoladas e tímidas. Pesquisas demonstram que o conhecimento histórico e literário dos jovens da região, que ingressam no ensino superior, é significativamente inferior aos de outras regiões do estado. Em âmbito nacional, "Retratos da Leitura no Brasil" apresenta dados inquietantes e reitera a necessidade de incentivar o hábito da leitura e potencializar o senso crítico da comunidade acadêmica, tendo em vista nos últimos anos a redução de 4,6 milhões de leitores, 14% da queda foi registrada no ensino superior. As ações utilizaram textos literários e saberes indígenas como ponto de partida, engajou educadores a colocou diferentes modos de ler em prática, no cotidiano das escolas indígenas Sape Ty Ko e Cacique Vanhkre
DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA E ARTESANIA EM TEMPOS DE INOVAÇÃO
Este estudo decorre de uma pesquisa realizada com cerca de 150 professores vinculados a 9 universidades comunitárias gaúchas imersos em processo de inovação pedagógica nas suas instituições. Nesta pesquisa, buscamos compreender como professores universitários manifestam a sua artesania profissional e a partir disso, problematizar a docência universitária, compreendida como artesania, diante do imperativo da inovação nacontemporaneidade. Para isso, cartografamos a maneira como professores universitários, imersos em processos de inovação, escreviam e falavam acerca do seu fazer, buscando compreender os movimentos, as aprendizagens e os dilemas que perpassam o tornar-se, o formar-se e o ser docente universitário na contemporaneidade, mas principalmente, buscando identificar manifestações da artesania docente nestas falas e escritas. O aporte teórico se organizou em torno de três eixos: a compreensão do contexto do qual emerge a necessidade de repensar a universidade e, consequentemente, a docência; o imperativo da inovação na contemporaneidade; e, a habilidade artesanal. As reflexões produzidas a partir dessa pesquisa foram organizadas em torno de seis marcadores: o tornarse docente universitário na contemporaneidade; o desenvolvimento da habilidade artesanal; o compromisso com o fazer docente; a consciência material; a cooperação e o orgulho pelo próprio trabalho. No percurso de pesquisa, foi possível identificar, reconhecer e valorizar a maneira artesã como os professores participantes exerce seu ofício, apesar de todas as dificuldades apresentadas pelo contexto atual da educação, concebendo, assim, a docência universitária como um ofício artesanal, isto é, sem perder o desejo de um trabalho bem feito pelo simples fato de fazê-lo bem
AUTOAVALIAÇÃO DO(A) EGRESSO(A) DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO (PPGE) – UERN/CAMPUS PAU DOS FERROS: DA FORMAÇÃO RECEBIDA ÀS PERSPECTIVAS DE FUTURO
O presente artigo tem como foco a autoavaliação do(a) egresso(a) sobre a formação acadêmica e profissional ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGE), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Campus Pau dos Ferros (CAPF). A metodologia utilizada combinou a revisão da literatura e o estudo de documentos oficiais da Capes com a pesquisa empírica realizada em março de 2020, por meio da aplicação de questionário com 108 egressos do curso de Mestrado em Ensino. O questionário, ao mesmo tempo que serviu para a coleta de dados da pesquisa, foi também instrumento de acompanhamento dos egressos, mediado pelo processo de confronto de ideias, justificativa de posições e construção de saberes. Os resultados obtidos enfatizam a importância da autoavaliação como instrumento que contribui para identificar pontos positivos e fragilidades do Programa, permitindo planejar ações cada vez mais comprometidas com a formação por ele ofertada. Para os egressos participantes da pesquisa, o PPGE exerce um papel estratégico na formação e na sua atuação profissional, implicando em mudanças e reflexões na sua vida pessoal e seu trabalho pedagógico
GAMIFICAÇÃO E APRENDIZAGEM: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA À EDUCAÇÃO
Nos dias atuais, cada vez mais, a Inteligência Artificial (IA) está imersa no contexto educacional, seja através de aplicativos para smartphones, seja por meio de plataformas voltadas ao ensino e aprendizagem. Com isso, temos acesso a um extenso instrumental que utiliza conceitos como gamificação, Big Data, algoritmos de análise, dentre outros, com intenções claras de personalizar o ensino e a aprendizagem em diferentes disciplinas da matriz curricular da Educação Básica e até mesmo do Ensino Superior. Esta investigação, articulada a partir de revisão bibliográfica, tem como objetivo geral “refletir acerca da gamificação e da aprendizagem tendo como eixo a IA”. Já os objetivos específicos estão focados em: (i) observar o surgimento da IA enquanto campo de pesquisa; (ii) elencar os conceitos inseridos no contexto da aprendizagem personalizada; (iii) apontar algumas ferramentas e experiências de aprendizagem utilizadas no ensino personalizado. Ressaltamos que estamos pautadas em alguns autores, entre eles Russell e Norvig (2021), Luger (2013), Costa (2023), Morais et al. (2018) e Ota et al. (2019) que refletem sobre o surgimento da IA enquanto campo de pesquisa, observando a influência de diversas áreas do conhecimento, inclusive da filosofia, com suas tradições empirista e racionalista. Também abordamos conceitos como “explicação associativa do conhecimento” e “redes semânticas”, os quais formam a base epistemológica dos sistemas em IA. Em relação à aprendizagem personalizada, apresentamos conceitos como aprendizagem individualizada, aprendizagem diferenciada, aprendizagem personalizada e ensino adaptativo. Tais terminologias surgem em nossas reflexões porque estão inseridas no contexto das plataformas adaptativas digitais. Finalizamos a pesquisa apontando algumas ferramentas e experiências voltadas para o ensino personalizado e que foram adotadas em diferentes níveis de ensino
PLATAFORMIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO, DA ESCOLA PÚBLICA E SUAS FORMAS DE GESTÃO: ENTRE PROMESSAS E REALIDADES
Este artigo analisa a expansão das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) na educação e na escola pública, enfatizando sua utilização na gestão educacional e escolar. Buscamos responder à seguinte questão: em que medida as plataformas e sistemas informatizados (SI) direcionam e influenciam as ações dos gestores educacionais e diretores(as) escolares? Para tanto, realizamos uma revisão bibliográfica e documental e um levantamento sobre a utilização de plataformas, SI e Inteligência Artificial (IA) na gestão educacional e escolar nas redes públicas estaduais do Paraná e Santa Catarina, focalizando a análise no Sistema de Gestão Educacional de Santa Catarina (Sisgesc) e no Sistema Estadual de Registro Escolar (Sere) do Paraná. Dados empíricos foram coletados em fontes da internet, cotejados com vivências profissionais das investigadoras e submetidos às técnicas de Análise de Conteúdo (Bardin, 2016). Observamos que o uso desses recursos confere a esses dispositivos poderes decisórios e de análise pautados na governança pelos números e dados. Contrariando promessas de desburocratização, identificamos uma tendência de aumento da burocracia e de submissão dos fins educativos aos meios. Gestores educacionais, diretores(as) e profissionais da educação dedicam muito tempo de trabalho atendendo às demandas das plataformas e SI, que influenciam e direcionam suas ações. Esses instrumentos podem se converter em panópticos virtuais, dispositivos de vigilância e controle do trabalho das escolas. A racionalidade olímpica desses instrumentos, pautada em critérios econômicos, princípios da eficiência, eficácia e mensuração dos resultados, confronta os fins da educação, da escola pública e o princípio da gestão democrática