Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP)
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    Editorial

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    CULTURA MATERIAL E O TRABALHO ESCRAVO NOS ENGENHOS, ENGENHOCAS E SÍTIOS EM ABAETETUBA (PARÁ, SÉCULO XIX)

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    Em Abaetetuba, na Província do Grão-Pará, na Amazônia brasileira, ao longo do século XIX, variados foram os ofícios sob a responsabilidade ou realizados pelos trabalhadores escravizados de origem africana, ainda que desenvolvessem suas atividades laborais ao lado ou em conjunto com outros trabalhadores livres, ainda que submetidos a alguma forma de trabalho compulsório, tais como os indígenas. A análise dos instrumentos de trabalho e demais bens e equipamentos, ou seja, a cultura material presente nos inventários e testamentos fora importante para a compreensão dos lugares e afazeres desses trabalhadores, fossem homens ou mulheres, velhos ou jovens, com ofícios ou sem, no campo e também na cidade. Enfim, neste texto, tratamos dos pelos diversos trabalhos dos cativos em Abaeté nos diversos sítios, engenhocas e engenhos bem como seus vários tipos de ofícios

    UM POETA MESTIÇO: ENTRE A ESCRAVIDÃO E A LIBERDADE NO GRÃO-PARÁ (1871-1897)

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    Em 9 de junho de 1897 faleceu na Santa Casa de Misericórdia em Belém do Pará, o poeta e jornalista José Natividade Lima. Nascido da escrava Damásia, pode, por intermédio da família senhorial, ter acesso a instrução nas primeiras letras, ainda jovem exerceu o ofício de caixeiro e guarda livros. No início da década de 1890 exerceu o jornalismo em vários periódicos paraenses, publicando crônicas sob pseudônimos, e poemas que culminaram no livro Musa Bohemia (reeditado em 1977). Foi um dos fundadores da agremiação Mina Literária, uma das principais responsáveis por discutir o desenvolvimento de uma literatura amazônica autônoma. Este artigo aborda o contexto transcorrido em Belém entre 1870 e 1897, entrelaçando a vida de Natividade Lima as discussões sobre o uso da mão de obra diante do projeto de fim gradual da escravidão, assim como a presença da geração de menores nascidos após a lei do ventre livre em 1871, em espaços por vezes inacessíveis a escravos e libertos

    O NEGRO NO PARÁ: A NOTÍCIA HISTÓRICA

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    O texto, aqui republicado e revisado, foi inicialmente publicado na obra organizada por Carlos Rocque, denominada Antologia da Cultura Amazônica, no volume de Antropologia, em 1970. Neste, se aborda a presença de africanos escravizados na região amazônica brasileira, particularmente no Pará, ao longo do período colonial até primeiras décadas do século XIX, a partir da análise e divulgação de documentação inédita, permitindo rever números sobre o volume de africanos escravizados introduzidos, suas origens étnicas, bem como possíveis influências dos campos da cultura e da religião, indicando ainda a importância do tráfico interno de escravizados entre outras partes do Brasil e o Pará

    “A TERRA DA LIBERDADE NA AMAZÔNIA”: FACES DA HISTÓRIA E MEMÓRIA DO ABOLICIONISMO NA ANTIGA COLÔNIA AGRÍCOLA DE NOSSA SENHORA DO CARMO DE BENEVIDES

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    Este artigo busca analisar a construção da imagem do município de Benevides, no estado do Pará, como sendo a “Terra da Liberdade na Amazônia”, slogan oficial da referida cidade. Em 1884, a então colônia agrícola de Nossa Senhora do Carmo de Benevides, através da Sociedade Libertadora de Benevides celebrou em meio aos moradores do lugar e personalidades ligadas ao abolicionismo na capital da província do Grão-Pará, a libertação dos escravos existentes na colônia. A partir do ocorrido, o território de Benevides era considerado livre da escravidão, tendo sido bastante comemorado na época, recebendo inclusive notas de congratulações na imprensa local, inclusive por parte dos periódicos menos afeitos à causa abolicionista. Acontece que, aos poucos a localidade passou a receber um número cada vez maior de escravos em fuga buscando viver em liberdade, o que passou a causar o incômodo entre os senhores de escravos da região. Benevides passou a não ser vista mais como um modelo a ser seguido, agora a desconfiança pairava sobre os colonos, tendo a atuação policial na repressão aos escravos em fuga como uma constante. No entanto, passado mais de cem anos desses acontecimentos, em meio às comemorações, nota-se um silenciamento quanto aos momentos de hostilidade vividos pelos moradores de Benevides em fins do Império

    REIS, JOÃO JOSÉ. Ganhadores. A greve negra de 1857 na Bahia. São Paulo: Companhia das Letras, 2019

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    Resenha da obra: REIS, JOÃO JOSÉ. Ganhadores. A greve negra de 1857 na Bahia. São Paulo: Companhia das Letras,201

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