Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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    QUAESTIO DE INFINITO. EL PROBLEMA DE LA TEMPORALIDAD EN LA CARTA 12 A MEYER

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    Na carta 12 de sua correspondência, Spinoza expõe sua con-cepção do infinito atual. Nesse contexto, ele desenvolve certos aspectos de sua ontologia de imanência, assim como o significado que para ele possuem os conceitos de eternidade, duração e tempo. Este texto tor-na-se então central para qualquer estudioso da questão da temporalidade em Spinoza. Nosso autor distancia-se da perspectiva cartesiana que, na mesma questão, expôs —não sem críticas— nos Princípios da Filosofia Cartesiana e nos Pensamentos Metafísicos, ambos publicados em 1663. Neste artigo nos propomos estudar a distinção entre duração e tempo, para sublinhar a perspectiva propriamente spinozista da carta 12, e assim mostrar o significado que para Spinoza esses conceitos possuem no con-texto de uma discussão científica sobre o infinito atual. In the 12th letter of his Correspondence, Spinoza exposes his singular conception of the infinite in actu. In this context, he develops certain aspects of his immanentist ontology, as well as the meaning that the concepts of Eternity, Duration and Time have to him. This text then becomes central to any scholar of the question of temporality in Spinoza. There, our author distances himself from the Cartesian perspective that, on the same issue, he had exposed -not without criticism- in the Principles of Cartesian philosophy and in the Metaphysical Thoughts, both published in 1663. It is the aim of this article to study the distinction of duration and time, to underline that proper Spinozist perspective and thus show the meaning that for Spinoza these concepts have within the framework of a scientific discussion on the infiniteNa carta 12 de sua correspondência, Spinoza expõe sua concepção do infinito atual. Nesse contexto, ele desenvolve certos aspectos de sua ontologia de imanência, assim como o significado que para ele tem os conceitos de eternidade, duração e tempo. Este texto torna-se então central para qualquer estudioso da questão da temporalidade em Spinoza. Nosso autor distancia-se da perspectiva cartesiana que, na mesma questão, expôs —não sem críticas— nos Princípios da Filosofia do Descartes e nos Pensamentos Metafísicos, ambos publicados em 1663. Neste artigo nós propomos estudar a distinção entre duração e tempo, para sublinhar a perspectiva propriamente spinozista da letra 12, e assim mostrar o significado que para Spinoza tem esses conceitos no contexto de uma discussão científica sobre o infinito atual

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    Notícias do segundo semestre de 201

    CONATUS E DURAÇÃO NA ÉTICA DE ESPINOSA

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    O artigo visa desenvolver a noção de duração na Ética de Espinosa, mostrando que seu entendimento passa pela discussão de uma outra noção, central na filosofia de Espinosa, qual seja, a noção de conatus. A partir, então, da análise aqui pretendida – análise essa que passará por um estudo sobre a existência, a essência, a substância e o modo, além da noção de definição – será possível uma compreensão positiva da indefinição, e um esclarecimento, enfim, do que Espinosa entende por duração, bem como por conatus

    TRÊS ENSAIOS SOBRE lOCKE (LEO STRAUSS, C. B. MACPHERSON E JAMES TULLY): OU RECONSTRUINDO O SUJEITO LIBERAL

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    O artigo procura apresentar três interpretações contemporâneas da filosofia político de John Locke. A saber, Leo Strauss, C. B. Macpherson e James Tully.  A partir desses três hermeneutas se problematiza a noção de sujeito liberal em Locke e como ele se apresenta na leitura daqueles autores e no próprio texto do filósofo

    JOHN LOCKE E AS TEORIAS DO DIREITO DE RESISTÊNCIA DE MATRIZ LUTERANA

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    Pretende-se abordar como os argumentos luteranos ─ de natureza constitucional das "magistraturas inferiores" e de direito privado ─ acerca do direito de resistência, desenvolvidos no final da década de 1520 e início de 1530, foram recepcionados no Segundo Tratado Sobre o Governo Civil, de John Locke, escrito no século XVII. O argumento de direito privado compreende que todo governante que abandona as boas ações e se dedica a cometer atos tirânicos se despoja de sua autoridade e, consequentemente, deve ser tratado como uma pessoa privada, portanto, sujeita ao lícito revide, o que configura uma espécie de legítima defesa. O argumento constitucional das "magistraturas inferiores" afirma a possibilidade de órgãos intermediários (agentes políticos como corpos legislativos e judiciais) entre o governante e o povo estarem legitimados para oferecer resistência às tiranias. Em John Locke, ambos os argumentos objetivam a solução do problema da tirania para se obter liberdade política e religiosa

    THE VULGUS AND THE INTERPRETATION OF SPINOZA\u27S WORKS

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    O artigo procura mostrar, com base no parágrafo 17 do Tratado da Emenda do Intelecto, a centralidade do conceito de vulgo para a interpretação da obra de Espinosa. Para tanto, discute-se a relação entre imagens e conceitos na teoria do conhecimento em Espinosa, bem como a relação entre linguagem e filosofia.   &nbsp

    VICO AND SPINOZA: ON THE VICISSITUDE OF LANGUAGES

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    Não obstante as críticas de Giambattista Vico ao pensamento de Espinosa, é possível estabelecer uma relação de proximidade entre os dois. Se as críticas distanciam, o interesse histórico-filológico aproxima. Com efeito, para o estabelecimento de certa convergência entre os propósitos filosóficos dos dois autores, elencam-se os seguintes pressupostos: i) tanto na Ciência Nova, quanto no Tratado Teológico-Político, a filologia não é apenas conhecimento textual das línguas, porém via de acesso à história de um povo, pois guarda as mutações temporais da vida civil e a memória do mundo de sentido no qual se gesta; ii) a língua não é uma criação do rigor do entendimento, isto é, não é criação dos filósofos, mas da imaginação, portanto do vulgo. Desse modo, toda via de acesso ao conhecimento do passado passa inevitavelmente pela potência da imaginação-fantasia: questão que interpela Espinosa na história dos hebreus e Vico na natureza comum das nações.Notwithstanding Giambattista Vico\u27s criticisms of Espinosa\u27s thought, it is possible to establish a close relationship between both of them. If criticism distances the philosophers from each other, historical-philological interest approaches them. In fact, for the establishment of a certain convergence between the philosophical purposes of the two authors, the following presuppositions are made: i) on Vico’s New Science, as on Spinoza’s Theological-Political Treatise, philology is not only textual knowledge of languages, but access to the history of a people, for it keeps the temporal changes of civil life and the memory of the world of sense in which it is born; ii) language is not a creation of the rigor of the understanding, that is, it is not the creation of the philosophers, but of the imagination, therefore, of the vulgate. Thus, all access to the knowledge of the past inevitably passes through the power of fantasy-imagination: a question adressed by Espinosa in the ‘history of the Hebrews’ and by Vico in ‘the common nature of the nations’

    O PENSAMENTO POLÍTICO DE MARILENA CHAUI: A INVENÇÃO DO MÉTODO

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    Nos vários textos em que se debruça sobre a realidade brasileira, especialmente suas manifestações ideológicas, Marilena Chaui serve-se de um método particular de análise que envolve três operações distintas: 1) a preocupação com a singularidade dos objetos estudados; 2) a compreensão da luta de classes como determinante desses objetos; 3) a prática do contradiscurso. Nosso propósito é detectar o momento de invenção desse método nos Apontamentos para uma crítica da Ação Integralista Brasileira, texto publicado em 1978 e que sintetiza muito do percurso da autora ao longo dos anos 70

    A DESCONSTRUÇÃO DA IDEIA DE LEI DIVINA NO CAPÍTULO IV DO TRATADO TEOLÓGICO-POLÍTICO DE ESPINOSA

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