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POLÍTICAS DE IN/EXCLUSÃO E DEFICIÊNCIA:: uma perspectiva comparada entre Brasil e Argentina
Este estudio presenta un recorte de una investigación más amplia que realizó un análisis comparado de las políticas de in/exclusión de personas con discapacidad en Brasil y Argentina. Se examinaron distintos documentos normativos: en el contexto brasileño, la Ley de Directrices y Bases de la Educación Nacional (Ley n.º 9.394/1996), la Política Nacional de Educación Especial en la Perspectiva de la Educación Inclusiva (2008), el Plan Nacional de Educación 2014–2024 (Ley n.º 13.005/2014) y la Ley Brasileña de Inclusión – Estatuto de la Persona con Discapacidad (Ley n.º 13.146/2015). A nivel internacional, el corpus incluye la Declaración de Incheon y Marco de Acción – Educación 2030 y el Informe de Seguimiento de la Educación en el Mundo 2020 – Inclusión y Educación: Todos significa todos. En el caso de Argentina, los documentos analizados fueron la Ley n.º 24.901/1994, que regula los Beneficios Básicos para Personas con Discapacidad; la Ley Nacional de Educación n.º 26.206/2006; y las Resoluciones n.º 155/2011 y n.º 311/2016. Anclada en una perspectiva posestructuralista, la investigación problematiza los regímenes de verdad que atraviesan estos documentos y examina cómo fabrican sujetos, prácticas y formas de gobierno de la discapacidad. El análisis comparado revela desplazamientos político-económicos que producen una inversión perversa: sujetos históricamente precarizados pasan a ser responsabilizados por las consecuencias de la retracción del Estado y por las fallas de políticas públicas que se presentan como universales. La vulnerabilidad, así, es reinscrita como déficit individual, mientras que la gestión de la diferencia se desplaza hacia la esfera de la autorregulación. Al enfatizar los enunciados que producen sentidos de inclusión escolar, el estudio muestra cómo la discapacidad se moviliza como un operador de diferenciación en las gramáticas de las políticas públicas. En este proceso, la promesa de justicia social se vacía gradualmente y la inclusión se convierte en una estrategia de administración de la vulnerabilidad, moldeada por imperativos de productividad, responsabilización y normalización.O presente estudo apresenta um recorte de uma investigação que desenvolveu uma análise comparada das políticas de in/exclusão de pessoas com deficiência no Brasil e na Argentina. Foram examinados distintos documentos normativos: no contexto brasileiro, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), o Plano Nacional de Educação 2014-2024 (Lei nº 13.005/2014) e a Lei Brasileira de Inclusão – Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Em âmbito internacional, integram o corpus a Declaração de Incheon e Marco de Ação – Educação 2030 e o Relatório de Monitoramento Global da Educação 2020 – Inclusão e educação: todos, sem exceção. No caso da Argentina, foram analisados a Lei nº 24.901/1994, que dispõe sobre Benefícios Básicos à Pessoa com Deficiência; a Lei Nacional de Educação nº 26.206/2006; e as Resoluções nº 155/2011 e nº 311/2016. A investigação, ancorada em uma perspectiva pós-estruturalista, problematiza os regimes de verdade que atravessam esses documentos e os modos pelos quais eles fabricam sujeitos, práticas e formas de governo da deficiência. A análise comparada evidencia deslocamentos político-econômicos que produzem uma inversão perversa: sujeitos historicamente precarizados passam a ser responsabilizados pelas consequências da retração do Estado e pelas falhas de políticas públicas que se enunciam como universais. A vulnerabilidade, assim, é reinscrita como déficit individual, enquanto a gestão da diferença é deslocada para o domínio da autogestão.Ao enfatizar os enunciados que produzem sentidos de inclusão escolar, o estudo mostra como a deficiência é mobilizada como operador de diferenciação nas gramáticas das políticas públicas. Nesse processo, a promessa de justiça social é gradualmente esvaziada, e a inclusão converte-se em estratégia de administração da vulnerabilidade, ajustada a imperativos de produtividade, responsabilização e normalização
INTERNACIONALIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS: : trajetória histórica, tendências de políticas institucionais e desafios presentes
Este ensayo teórico analiza la internacionalización de las universidades públicas brasileñas entre 2000 y 2016, ubicándola en el proceso de globalización y en el contexto de las reformas estatales que configuraron la educación superior. El objetivo es comprender las tendencias de internacionalización hegemónicas y contrahegemónicas, sus bases históricas e institucionales, así como los desafíos de la investigación sobre el tema. El análisis, basado en una revisión de literatura y documentos institucionales, parte del reconocimiento de que el sistema brasileño presenta características históricas de elitización, expansión pública tardía, privatización de la educación superior y diferenciación institucional, elementos que condicionan los alcances y límites de la internacionalización. Los resultados indican que la tendencia hegemónica consolidó prácticas en el sentido Norte-Sur orientadas a la competitividad global, la movilidad física de los estudiantes hacia países centrales de América del Norte y Europa, la priorización de áreas como ciencia, tecnología e innovación y la formación docente. Programas como Ciencia sin Fronteras e iniciativas vinculadas al Espacio Iberoamericano del Conocimiento ejemplifican esta orientación, aunque con baja reciprocidad y un frágil impacto estructural en la educación superior brasileña. Las instituciones privadas, fortalecidas por los procesos de privatización y financiarización de la educación superior, comenzaron a ocupar una posición relevante en la recepción de estudiantes extranjeros, mientras que las universidades públicas enfrentan restricciones derivadas de la austeridad posterior a 2016. Por otro lado, el aspecto contrahegemónico demostró potencial para la integración regional y la cooperación Sur-Sur, especialmente a través de la creación de UNILA, UNILAB y el programa BRACOL. Estas experiencias enfatizan la internacionalización orientada a la justicia social, el desarrollo regional y el enfrentamiento de las desigualdades histórico-estructurales en América Latina, con miras a fortalecerla a través de la educación superior desde una perspectiva crítica. La reciente perspectiva de Internacionalización en Casa en las universidades brasileñas se presentó como una alternativa para la democratización de la internacionalización, centrada en el currículo y la enseñanza a través de medios digitales. El estudio concluye que la internacionalización sigue marcada por asimetrías, una baja coordinación sistémica y la fuerte influencia de la lógica del mercado en la dirección Norte-Sur, aunque las iniciativas de cooperación e integración indican caminos alternativos en la dirección Sur-Sur. El ensayo sugiere puntos de inflexión para estudios sistematizados sobre los impactos de los programas y la democratización de la internacionalización.Este ensaio teórico analisa a internacionalização das universidades públicas brasileiras entre 2000 e 2016, situando-a no processo de globalização e no contexto das reformas estatais que moldaram o ensino superior. O objetivo consiste em compreender as tendências hegemônica e contra hegemônica de internacionalização, suas bases históricas e institucionais, bem como desafios de pesquisa sobre o tema. A análise, fundamentada em revisão de literatura e documentos institucionais, parte do reconhecimento de que o sistema brasileiro apresenta características históricas de elitização, expansão pública tardia, privatização do ensino superior e diferenciação institucional, elementos que condicionam os alcances e limites da internacionalização. Os resultados indicam que a tendência hegemônica consolidou práticas no sentido Norte-Sul voltadas à competitividade global, à mobilidade física estudantil para países centrais da América do Norte e Europa, à priorização das áreas como ciências, tecnologias e inovação e à formação de professores. Programas como Ciência sem Fronteiras e iniciativas vinculadas ao Espaço Ibero-Americano do Conhecimento exemplificam essa orientação, ainda que com baixa reciprocidade e frágil impacto estrutural no ensino superior brasileiro. As instituições privadas, fortalecidas pelos processos de privatização e financeirização do ensino superior, passaram a ocupar posição relevante na recepção de estudantes estrangeiros, enquanto as universidades públicas enfrentam restrições decorrentes da austeridade pós-2016. Por outro lado, a vertente contra hegemônica demonstrou potencial para a integração regional e a cooperação Sul-Sul, especialmente por meio da criação da UNILA, UNILAB e do programa BRACOL. Essas experiências enfatizam a internacionalização orientada à justiça social, ao desenvolvimento regional e ao enfrentamento de desigualdades histórico-estruturais na América Latina, com vistas a seu fortalecimento por meio do ensino superior em uma perspectiva crítica. Foi apresentada a recente perspectiva da Internacionalização em Casa em universidades brasileiras como uma alternativa de democratização da internacionalização, focada no currículo e no ensino por meio digital. O estudo conclui que a internacionalização permanece marcada por assimetrias, baixa coordenação sistêmica e forte influência da lógica de mercado no sentido Norte-Sul, embora iniciativas de cooperação e integração indiquem caminhos alternativos no sentido Sul-Sul. O ensaio sugere pontos de inflexão para estudos sistematizados sobre os impactos dos programas e a democratização da internacionalização
Entre as dinâmicas da colonialidade e do pensamento decolonial: a educação no combate às desigualdades
This article analyses the inequality in the capitalist society and the constitution of European nations in the construction of the modern world system. In a bibliographic text, it discusses coloniality, racism as a modern legacy of colonization and the role of education in confronting colonizing ideology and inequalities. Based on the dialogue with authors from the group of modernity/coloniality, among others, the importance of decolonizing educational spaces for the construction of a more democratic society becomes evident.Este artículo analiza la desigualdad en la sociedad capitalista y la constitución de las naciones europeas en la construcción del sistema mundial moderno. En un texto bibliográfico, se analiza la colonialidad, el racismo como legado moderno de la colonización y el papel de la educación para enfrentar la ideología colonizadora y las desigualdades. Del diálogo con autores del grupo modernidad/colonialidad, entre otros, se desprende la importancia de descolonizar los espacios educativos para la construcción de una sociedad más democrática.Este artigo discute a desigualdade na sociedade capitalista e a constituição das nações europeias na construção do sistema-mundo moderno. Em um texto de cunho bibliográfico, discorre sobre a colonialidade, o racismo como herança moderna da colonização e o papel da educação no enfrentamento ao ideário colonizador e às desigualdades. Depreende-se a partir do diálogo com autores do grupo modernidade/colonialidade, dentre outros, a importância de decolonizar os espaços educacionais para a construção de uma sociedade mais democrática
Pesquisar “Dentro do Abraço”: Velhice, Feminismos e Políticas de Memória
In this article, the memory is the primary material of the research process. In it, the researcher sends letters to her grandmother, Aurora, an old woman resident of Queimados, a small farm located in the rural area of the Alagoas forest zone. From the researcher’s memory work – her wanderings trough the interior, the smell of candies in the small store, the bougainvillea flowers – she connects herself with the memories, less accessible now, from the grandmother who experiences an insanity associated with Parkinson. A memorialistic network arises in the intertwine of memories: the researcher’s, the grandmother’s and the female interlocutors’ of the research. The bet on this text lies in the gesture of memory and writing decolonization, so close to the feminisms, which invest in the production of counter-fictions responsible for misaligning the normativities of life.
Keywords: Feminisms; Memory; Letters; Writing.En este artículo, la memoria es la materia prima del proceso de investigación. En él, la investigadora destina cartas a su abuela, Aurora, una anciana residente de Queimados, un sitio ubicado en la región rural de la zona de mata alagoana. A partir del trabajo de memoria de la investigadora —sus recorridos por el interior, los aromas de los dulces de la tiendita, las flores de la buganvilla—, ella se conecta con los recuerdos, ahora menos accesibles, de su abuela, quien vive con una demencia asociada al Parkinson. Una red memorialística se teje en el entrelazamiento de recuerdos: los de la investigadora, los de su abuela y los de las interlocutoras mayores de la investigación. Este texto apuesta por un gesto de descolonización de la memoria y la escritura, tan preciado a los feminismos, que apuestan por la producción de contraficciones responsables de desalinear las normatividades de la vida.
Palabras clave: Feminismos; Memoria; Cartas; Escritura.Neste artigo, a memória é matéria-prima do processo de pesquisa. Nele, a pesquisadora destina cartas à sua avó, Aurora, anciã moradora dos Queimados, sítio localizado na região rural da Zona da Mata alagoana. A partir do trabalho de memória da pesquisadora — suas andanças no interior, os cheiros dos doces da vendinha, as flores da bougainville — ela se conecta com as memórias, agora menos acessíveis, da avó que vivencia uma demência associada ao Parkinson. Uma rede memorialística se levanta no entrelaçamento de memórias: da pesquisadora, da avó e das interlocutoras idosas da pesquisa. A aposta neste texto reside no gesto de descolonização da memória e da escrita, tão caro aos feminismos, que apostam na produção de contraficções responsáveis por desalinhar as normatividades da vida
Entre as Águas e o Capital: Gestão Urbana, Segregação Socioespacial e Resistência na Enchente de 2024
The flood that struck Rio Grande do Sul in 2024 revealed how socio-environmental disasters expose and deepen urban inequalities. Focusing on the city of Porto Alegre, this article analyzes the flood from a historical and political perspective, challenging its fatalistic and disempowering narrative. To do so, it examines events preceding the climatic disaster – highlighting the effects of neoliberal urban management – as well as responses during and after the flood – which often failed to address the structural issues underlying the catastrophe. The handling of the tragedy reflects an urban model shaped by capital dynamics and socio-spatial segregation. In contrast, social movements and traditional communities played a crucial role in mobilizing networks of solidarity and resistance, advocating for sustainable and non-market-driven urban models. The article argues that the city's reconstruction should prioritize social and environmental justice, placing life at the center of decision-making and strengthening collective forms of resistance.La inundación que afectó a Rio Grande do Sul en 2024 evidenció cómo los desastres socioambientales exponen y profundizan las desigualdades urbanas. Centrándose en la ciudad de Porto Alegre, este artículo analiza la inundación desde una perspectiva histórica y política, cuestionando su narrativa fatalista y desmovilizadora. Examina los acontecimientos previos al desastre climático – destacando los efectos de la gestión neoliberal del espacio urbano – así como las respuestas durante y después de la inundación – muchas veces desconectadas de los problemas estructurales. La gestión de la tragedia refleja un modelo urbano moldeado por la dinámica del capital y la segregación socioespacial. En contraste, movimientos sociales y comunidades tradicionales articularon redes de solidaridad y resistencia, defendiendo modelos urbanos sostenibles y no mercantilizados. El artículo sostiene que la reconstrucción de la ciudad debe priorizar la justicia social y ambiental, colocando la vida en el centro de las decisiones y fortaleciendo formas colectivas de resistencia.A enchente que assolou o Rio Grande do Sul em 2024 evidenciou como desastres socioambientais denunciam e aprofundam desigualdades urbanas. Voltando-se para a cidade de Porto Alegre, este artigo propõe-se a analisar a enchente em sua dimensão histórica e política, desnaturalizando sua narrativa fatalista e apassivadora. Para tanto, percorre acontecimentos que antecederam o evento climático, visibilizando os efeitos da gestão neoliberal do espaço urbano, bem como soluções apresentadas durante e após a enchente, repetidamente desarticuladas dos problemas estruturais associados à catástrofe. A gestão da tragédia reflete um modelo urbano marcado pela dinâmica do capital e pela segregação socioespacial. Em contraponto, destaca-se a atuação de movimentos sociais e comunidades tradicionais que mobilizaram redes de solidariedade e resistência, reivindicando modelos urbanos sustentáveis e não mercantis. O artigo propõe que a reconstrução da cidade deve priorizar a justiça social e ambiental, colocando a vida no centro das decisões e fortalecendo formas coletivas de resistência
Entre sentidos e fronteiras: o cabelo e a negritude de negros/as de pele clara
This article contributes to the field of ethnic-racial relations in direct dialogue with the debate on miscegenation and blackness. To this end, it starts from the analysis of interviews with light-skinned black people, aiming to understand the interfaces of the construction of blackness in bodies, read as mixed-race, through their relations, uses and meanings of the aesthetics named as black. The work focused on self-presentation strategies related to hair, with the objective of investigating the field of body aesthetics as a political discursivity linked to the identification and positivity of blackness among light-skinned black people. We note that the process of hair transition, the use of braids and turbans act on the materiality of the body as aesthetic and performative responses to discursive racism, whose movement brings light-skinned black people closer to their blackness, positively impacting the processes of subjectivation, especially self-esteem. Since whitening operates as a colonial trick in the racial experience of this group, we highlight in this work disruptive narratives of light-skinned black people through aesthetics in the face of colonial violence from the white world. In other words, these aesthetic hair productions are elements that enhance the process of becoming black, highlighting the importance of the relationship with hair for the constitution of a positive black identity.Este artículo contribuye al campo de las relaciones étnico-raciales en diálogo directo con el debate sobre el mestizaje y la negritud. Para ello, partimos del análisis de entrevistas con personas negras de piel clara, buscando comprender las interfaces de la construcción de la negritud en los cuerpos, leídos como mestizos, a través de sus relaciones, usos y significados de las estéticas denominadas como negras. El trabajo se centró en las estrategias de autopresentación relacionadas con el cabello, con el objetivo de investigar el campo de la estética corporal como discurso político vinculado a la identificación y positividad de la negritud entre las personas negras de piel clara. Notamos que el proceso de transición capilar, el uso de trenzas y turbantes actúan sobre la materialidad del cuerpo como respuestas estéticas y performativas al racismo discursivo, cuyo movimiento acerca a las personas negras de piel clara a su negritud, impactando positivamente en los procesos de subjetivación, especialmente en la autoestima. Dado que el blanqueamiento opera como un truco colonial en la experiencia racial de este grupo, destacamos en este trabajo las narrativas disruptivas de las personas negras de piel clara a través de la estética frente a la violencia colonial en el mundo blanco. En otras palabras, estas producciones estéticas del cabello son elementos que potencian el proceso de convertirse en negro, resaltando la importancia de la relación con el cabello para la constitución de una identidad negra positiva.Este artigo contribui com o campo das relações étnico-raciais em diálogo direto com o debate de miscigenação e negritude. Para tal, parte-se das análises de entrevistas com pessoas negras de pele clara, visando compreender as interfaces da construção de negritude em corpos, lidos como miscigenados, através das suas relações, usos e sentidos da estética nomeada como negra. O trabalho focou nas estratégias de auto apresentação relacionadas ao cabelo, para investigar o campo da estética corporal enquanto discursividade política atrelada à identificação e positivação da negritude entre pessoas negras de pele clara. Notamos que o processo de transição capilar, o uso de tranças e turbantes atuam na materialidade do corpo enquanto respostas estéticas e performáticas frente ao racismo discursivo, cujo movimento aproxima os/as negros/as de pele clara de sua negritude, impactando positivamente nos processos de subjetivação, sobretudo, na autoestima. Já que, o embranquecimento opera como uma artimanha colonial na experiência racial deste grupo, por isso destacamos neste trabalho narrativas disruptivas de pessoas negras de pele clara via estética frente à violência colonial do mundo branco. Ou seja, essas produções estéticas capilares são elementos que potencializam o processo de tornar-se negro/a, ressaltando a importância da relação com o cabelo para a constituição da identidade negra positivada