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    5401 research outputs found

    Práticas integrativas e complementares na promoção da saúde

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    INTRODUÇÃO: O comportamento para a saúde está relacionado ao autocontrole,tomada de decisão, condições socioafetivas e econômicas como a regulação do bemestar com a finalidade de uma qualidade de vida biopsicossocial satisfatória, sendo esta promotora da saúde (Hutz, Bandeira & Trentini, 2019; Buss, 2000) e as Práticas Integrativas e Complementares [PICs], na  literatura, vem demonstrando evidências para serem aplicadas na promoção da saúde com ou sem complemento às terapêuticas biomédicas (Andrade & Costa, 2010; Ministério da Saúde, s.d). Entretanto, relacionado aos efeitos na promoção da saúde, em função de diversos grupos e delineamentos, não há consenso nos resultados dos componentes da saúde que as PICs atuam (Antunes, Lagranha, Sousa & Fraga, 2018). Notou-se também que pesquisa com o público jovem adulto, em estratégias de saúde, no Brasil, são poucos. Neste sentido, o objetivo desta pesquisa foi verificar a relação entre as Práticas Integrativas e Complementares com os componentes do comportamento para a saúde, na perspectiva da qualidade de vida, em estudantes universitários. MÉTODO: Aplicou-se o WHOQOL-100: Domínio Psicológico (facetas: Sentimentos Positivos/Pensamento, Aprendizagem.../Autoestima/ImagemCorporal e Aparência/Sentimentos Negativos) em 28 praticantes das PICs e em 35 não praticantes. A pesquisa é caracterizada Survey com delineamento correlacional com comparação entre grupos utilizando o software SPSS. Utilizou o teste t student para verificar a diferença na média do WHOQOL-100 (pvalor <0,05). Foi também questionado a ambos os grupos se concordavam sobre a interação comportamento saudável e emoção. Observação: uma ou mais práticas condizem com a meditação, reiki, yoga, quiropraxia e/ou biodança. Como viés de resultado notamos a necessidade de ampliar o número da amostra. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As práticas demonstraram associação com as facetas relacionadas à promoção da saúde. Ainda, conforme os 84,12% da amostra perceberem a influência da emoção com o comportamento saudável e, as PICs, não demonstraram diferença na faceta Sentimentos Negativos recomenda-se estudos clínicos com educação em saúde mental, psicoterapia e psicofarmacologia neste público em função do resultado indicar problemas nesta dimensão que, em hipótese, o emocional pode interferir na tomada de decisão para o autocuidado. Por fim, as PICs podem ser consideradas técnicas de promoção à saúde integral, mas é necessário verificar os componentes associados para delinear ferramentas para a manutenção do estilo de vida e comportamento para a saúde a partir da integração das ciências da saúde

    Práticas integrativas e complementares na atenção básica em saúde: um estudo bibliométrico da produção brasileira

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    INTRODUÇÃO: As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) são realidade no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006, pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). As PICs representam uma perspectiva ampliada sobre o ser humano e o universo que o cerca, compreendem a integralidade da relação saúde-doença e consideram o sujeito dentro de uma dimensão global, ainda valorizando sua individualidade. Objetivos: Este estudo objetivou conhecer as principais características da produção científica sobre PICs na atenção básica em saúde desenvolvida no Brasil durante os 10 primeiros anos de implementação da PNPIC, além de apontar os principais resultados constatados nesses estudos. MÉTODO: O método foi sustentado pela bibliometria, que é uma técnica quantitativa e estatística de medição. Por meio desse método de pesquisa documental, buscou-se verificar a produção científica acerca de PICs desenvolvida no Brasil, entre os anos de 2006 e 2016. Foram consultadas as bases de dados: Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Índice Bibliográfico Español en Ciencias de la Salud (Ibecs), com o descritor ‘Práticas Integrativas e Complementares’, onde foram aplicados filtros coerentes com os critérios de inclusão e exclusão delimitados.  RESULTADOS: Como resultado, destacam-se as pesquisas vinculadas à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e publicações do periódico ‘Ciência e Saúde Coletiva’. O maior número de artigos foi publicado entre 2011 e 2014. Grande parte deles pretendeu analisar o contexto da implementação e do uso das PICs. Foram citadas, especialmente, fitoterapia, homeopatia e acupuntura. Como resultado do uso das PICs, encontraram-se: redução da medicalização; empoderamento e responsabilização dos usuários; redução da frequência de transtornos mentais comuns; baixo custo; ausência de efeitos colaterais; promoção de saúde. Entre os principais problemas tratados estão: transtornos mentais; relações sociais; psicossomáticos; insônia; doenças crônicas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que as PICs não devem ser vistas como uma estratégia para reparar ou substituir os elementos do sistema que não funcionam de maneira satisfatória, visto que elas próprias possuem diversas limitações. Essas práticas se apresentam no SUS como complemento a uma assistência em saúde que já exerça bom funcionamento, dessa forma, podem vir a contribuir para complemento e melhoramento de uma assistência já efetiva, oferecendo estratégias de autocuidado, promoção de saúde e qualidade de vida. Os artigos analisados também levam a crer que as PICs têm amplo potencial de melhoramento dos serviços de saúde, não apenas da atenção básica, mas também em outras instâncias. As potencialidades e fragilidades citadas nos estudos merecem mais atenção por parte da academia e dos gestores da área da saúde

    Racionalidades médicas: avaliação de componente optativo na formação médica

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    INTRODUÇÃO: Há uma crise vigente no sistema de saúde mundial, cuja superação promove as Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas (MTCI) as quais estão sendo crescentemente inseridas nos sistemas públicos de saúde de vários países. O Brasil está na vanguarda deste movimento desde 2006, com o desenvolvimento de uma política nacional constituída para este fim, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Entretanto a baixa qualificação dos profissionais sensíveis às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) dificulta a resolutividade da atenção no SUS. Um dos desafios atuais é a formação de profissionais, incluindo a formação médica.A hipótese de base desta pesquisa é que a inserção do conteúdo sócio-histórico-epistemológico das Racionalidades Médicas no currículo de graduação das escolas de medicina pode abrir possibilidades de integração e complementaridade entre diferentes medicinas e práticas de saúde. Neste sentido,foi desenvolvidauma pesquisa com o objetivo de avaliar o componente curricular optativo ofertado para o terceiro ano do curso de medicina na Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó. Este estudo fez uma análise dos interesses dos acadêmicos neste ramo da Saúde Coletiva, não muito reconhecido na formação médica. MÉTODO: A estratégia metodológica utilizada foi uma pesquisa descritiva-exploratória mista, cujas abordagens qualitativa e quantitativa contribuíram para a reflexão crítica sobre a complexidade da realidade pesquisada. RESULTADOS: Alguns estímulos apresentados foram: a descoberta de novos saberes, de outras formas de cuidado, da produção científica, de olhares clínicos distintos do convencional, da superação de preconceitos. DISCUSSÃO: Conhecer outras medicinas e suas cosmologias foi um processo de aprendizagem que contribuiu para a apropriação de um novo conceito de saúde, dando início a uma transformação no pensamento. A compreensão da resolutividade das PICS na promoção da saúde e no aumento da qualidade de vida da população foi um processo que abriu um novo olhar para o SUS. Considerações Finais: Concluiu-se que a oferta impactou positivamente a formação médica apontando na direção da integração de práticas vinculadas ao paradigma vitalista, com reconhecimento de outras culturas e formas de cuidado que visam a complementar o paradigma biomédico instituído nas escolas médicas brasileiras.&nbsp

    Terapia floral de Bach na assistência de enfermagem: proposta de protocolo na atenção primária a saúde

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    O presente trabalho foi elaborado para Conclusão do Curso de Pós-Graduação em Práticas Integrativas e Complementares (PICS) e tem como objetivo a proposta de um protocolo a fim de nortear a consulta de enfermagem para a utilização dos Florais de  Bach.Conforme legislação do exercício profissional vigente a prescrição de Florais de Bach é permitida aos enfermeiros devidamente habitados através de curso de pós-graduação Lato Sensus com carga horária mínima de 360 horas em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação, devendo a prescrição estar prevista em protocolo institucional ou programas de saúde. Considerando a importância de realizar as atividades laborais dentro do princípio ético, bem como a sistematização da consulta de enfermagem, aliado ao propósito de promover o autoconhecimento para o processo de cura de muitos problemas de saúde das pessoas atendidas, onde grande parte dos atendimentos relacionam-se a fatores emocionais levou a buscar conhecimento na áreapara promover um atendimento de forma integral e holística, propondo a implantação de um protocolo para que os enfermeiros habilitados possam ter o amparo legal para atuação. A terapia floral é uma prática complementar e não medicamentosa que, por meio dos vários sistemas de essências florais, modifica estados vibratórios e auxilia no equilíbrio e harmonização do indivíduo. A essência floral que se origina da planta em floração atua nos arquétipos da alma humana, estimulando transformação positiva na forma de pensamento e propiciando o desenvolvimento interior, equilíbrio emocional que conduz a novos comportamentos. Os florais de Bach constituem um método terapêutico que visa restabelecer o equilíbrio do homem,restituindo sua energia vital através do cuidado holístico, podendo proporcionar maior autonomia, autocuidado e efetividade. A terapia floral é uma abordagem terapêutica que utiliza essências florais na prevenção, tratamento e manutenção do equilíbrio emocional e psicológico de qualquer pessoa. Age favorecendo e possibilitando a restauração da paz, harmonia e equilíbrio do ser humano. 3 Tem como objetivo respaldar legalmente a prescrição de florais de Bach por enfermeiros habilitados e contribuir com o cuidado na assistência em saúde mental através da terapia holística. Trata-se de estudo teórico-reflexivo, construído com base na literatura científica, descreve conceitos e abordagens para indicações do uso terapêutico de florais de Bach. O ser humano é singular. Não existe uma fórmula em terapia floral para tratamento de um mesma situação para pessoas diferentes. A proposta de protocolo visa nortear o enfermeiro habilitado a exercer esta prática em consonância com o parecer do respectivo conselho profissional. A terapia floral torna-se de grande importância para atuação dos enfermeiros, principalmente no momento coletivo em que estamos vivenciandofrente a pandemia, onde os atendimento devido o clima de medo, angústia, insegurança ansiedade e tantas outras emoções estão cada vez mais evidentes, ocasionado desequilíbrios emocionais. A terapia floral é segura, podendo ser utilizada de forma complementar no cuidado em saúde, devendo ser realizada por profissionais habilitados. A enfermagem deve construir seu empowerment nessa nova perspectiva de integração e complementaridade entre o cuidado convencional e os cuidados alternativos, transformando a assistência em um cuidado mais amplo, humano e capaz de potencializar a autonomia do outro transformando a assistência em um cuidado mais amplo, humano e capaz de potencializar a autonomia do outro. A implantação da terapia floral de Bach contribui para a ampliação do campo de atuação do enfermeiro, assumindo as PICS como componentes do cuidado, melhorando a qualidade da assistência, principalmente na área de saúde mental na atenção primária a saúde, cuidando e assistindo integralmente cada ser humano. O protocolo estudado será implantado no município de atuação e poderá servir debase para os demais

    Análise físico-química da espécie vegetal Hibiscus sabdariffa L. comercializados na região de Curitiba-PR

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    A espécie vegetal Hibiscus sabdariffa L., conhecida popularmente como hibisco, azedinha, vinagreira, entre outros nomes, tem demonstrado um aumento gradativo no interesse populacional em consumir esta planta em forma de infusões medicinais, entre os diversos efeitos benéficos comprovados na saúde, o hibisco tem em sua composição antioxidantes, como os flavonoides, que são substâncias importantes para nosso organismo juntamente de polissacarídeos, esteroides, terpenóides, ácidos orgânicos e alguns minerais. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi determinar o perfil físico-químico da espécie H. sabdariffa L. comercializada a granel em 14 estabelecimentos em Curitiba – PR e região. O presente estudo trata-se de uma pesquisa do tipo experimental e exploratória com uma abordagem quantitativa, o qual realizou os ensaios dos teores de cinzas (6 horas na mufla a 600ºC), sólidostotais (secura até estabilização em estufa), polifenóis (método de folin Ciocalteau), além da aferição do pH das 15 amostras mais a amostra coletada pelos autores e identificada por comparação no Herbarium do Museu Botânico de Curitiba. Os teores de cinzas totais variaram de 8,45 à 8,70% com média de 8,58%; os teores de sólidos foi constatado uma pequena variação entre as amostras comerciais, três amostras obtiveram o resultado de 1,6g/200ml, 6 amostras com valor de 2g/200ml e 5 amostras obtiveram o valor de 2,4g/200ml, o valor de maior diferença foi obtido na análise da amostra controle onde seu resultado foi de 1,1g/200ml; na avaliação do pH das amostras a variação foi entre 1,50 e 1,77; na análise do teor de polifenois os valores variaram entre 1,59 mg/200mL à 2,47 mg/200mL, onde o valor médio foi de 1,96 mg/200mL. A partir dos resultados é possível verificar que as 15 amostras obtiveram resultados semelhantes variando pouco de acordo com a análise realizada, sendo possível verificar que todas apresentam qualidade para ser consumida, preservando a qualidade dos seus contituintes químicos e físicos, que asseguram o efeito esperado pelo uso da espécie H. sabdariffa L. Outro fator que deve ser levado em consideração é que o preço da amostra não influenciou na qualidade da amostra testada, pois como visualizado houve uma grande variação de preço entre as amostras comercializadas. Desta forma conclui-se que as amostras de H. sabdariffa L. comercializadas na região de Curitiba – PR apresentam qualidades semelhantes, mantendo as características físico-químicas da espécie vegetal, além do conteúdo dos constituintes fitoquímicos

    Reiki, ampliando recursos para saúde e qualidade de vida

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    O Núcleo de Práticas Integrativas e Complementares de São José dos Campos-SP, foi implantado em 2010, objetivando colocar o indivíduo, em sua completude, no centro de atenção máxima durante o atendimento, promovendo autonomia na busca de uma melhor qualidade de vida. Regulamentadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde (MS) (Portaria GM/MS971/2006 e 145/2017), atualmente são oferecidas as práticas de Lian Gong, Shantala e Reiki pela Secretaria de Saúde do Município. Este trabalho descreve os resultados preliminares da Implantação da Técnica Terapêutica Oriental Reiki (Mikao Usui, terapia de toque) em uma Unidade de Saúde da Família, seguindo um protocolo validado pela secretaria de saúde.A equipe multidisciplinar da Unidade de Atenção Primária e Estratégia de Saúde da Família da Região Leste (Parque Novo Horizonte) realizou os encaminhamentos para atendimento de Reiki dos pacientes diagnosticados com depressão, distúrbio de ansiedade e/ou insônia, sendo estes como diagnósticos de base ou associados (Síndrome do Pânico, Asma, Fibromialgia, Obesidade, Síndrome doIntestino Irritável, Endometriose, Diabetes, Hipertensão Arterial, Artrite Reumatoide e Lúpus Eritematoso). Para cada paciente encaminhado, foram disponibilizadas seis sessões individuais de quarenta minutos, com frequência semanal, aplicadas por um profissional da rede devidamente capacitado pela Casa do Reiki Consciente/SJC. Participaram deste estudo 46 pacientes, sendo 97,8% destes, pertencentes ao sexo feminino. Verificou-se que 17,4% apresentaram idade entre 20 a 40 anos, 67,4% entre 40 a 60 anos e 15,2% entre 60 a 80 anos de idade. Dos pacientes que iniciaram o tratamento, 17,4% (n=08) não concluíram todas as sessões oferecidas. O uso de medicamentos psicotrópicos, ansiolíticos e antidepressivos foi relatado por 41,2% dos pacientes, além de outros medicamentos para o controle das doenças crônicas. Observou-se a partir da terceira sessão, evolução positiva e progressiva nos quadros diagnosticados (depressão, ansiedade e insônia) em todos os pacientes encaminhados, por meio dos registros na Escala Visual Analógica adaptada para avaliar a percepção dos níveis de depressão, ansiedade e insônia. Naqueles que concluíram a terapia, na última sessão descreveram outros benefícios, como: redução das dores no corpo, quadril e coluna, melhora da fibromialgia e de processos alergênicos, controle de cefaleias, relaxamento e melhora na autoestima. Estes achados evidenciam a importância da ampliação dos atendimentos, com a terapia Reiki (Mikao Usui,terapia de toque), como recurso para promoção de saúde e qualidade de vida,tendo em vista que o Reiki utilizado é uma técnica de relaxamento por toque que promove bem estar físico e mental, sendo que o toque estimula o sistema parassimpático antagonizando o sistema luta-fuga (simpático)

    A homeopatia como diálogo ético entre ciência e arte

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    INTRODUÇÃO: Samuel Hahnemann afirma que a mais elevada missão do médico é a cura suave, rápida e duradoura, e que, para atingir esse fim, regido por Lei de Semelhança, ele deve saber reconhecer a doença a ser curada, conhecer os medicamentos e adequá-los ao uso. Acrescenta que a experimentação na própria saúde é o melhor meio para o conhecimento das propriedades medicamentosas. Objetivou-se demonstrar a cura dinâmica em Homeopatia com uso de substância medicamentosa previamente conhecida por meio de autoexperimentação na saúde. MÉTODO: observação participante com análise de dados da aplicação do método homeopático puro ao caso descrito. A prova na saúde de Ovi gallinae pellicula na 30 CH (centesimal Hahnemanniana) deu-se no Instituto Mineiro de Homeopatia, no período de fevereiro a março de 2016, por meio de disponibilização do modo de sentir e de pensar, com reunião visando discutir e refletir sobre os dados de registro dos voluntários, com reflexões sobre a análise revelando contraditórios entre velho e novo, entre ir adiante (encarar o novo) ou voltar atrás, além de elementos vinculados aos contraditórios, como irritações e revolta (re-volt-a, re-fluxos, re-corr-ências), necessidade de envoltórios (en-volt-órios) e proteções (agarrado, preso como as secreções faríngeas) e, ainda, em relação a esses últimos, sensações como se a sofrer golpes e/ou rupturas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: reconheceu-se, em suspensão de juízo e com expediente de memória experimental, caso de criança de 7 meses com relato de bronquiolite dias após nascer, com secreções agarradas; cólicas fortes de dar voltas e gases com soltar pum como de adulto; de nunca ter saído da cama da mãe; de “revoltas” à reinserção desta no trabalho, com “avançar” na avó e jogar bico adiante. Em um mesmo dia, é capaz de querer tomar líquidos no copo de vidro como adulto, por outro lado, recusa a alimentação na forma de papinhas. Houve consentimento para restaurar desequilíbrio de saúde revelado por retrocessos mediante rupturas, ou mostrar-se avançado para a idade. Após dose única de Ovi gallinae pellicula, processo de vermelhidão de pele ao redor dos olhos, com melhora espontânea em algumas horas. Melhora nas reações com as novidades, conduzindo melhor o ir adiante em não querer mais o carrinho de bebê e em dormir na própria cama, sem as antigas revoltas ou irritações. CONCLUSÕES: a autoexperimentação em Homeopatia promove diálogos entre pesquisa ética, na própria saúde, e restabelecimento do desequilíbrio dinâmico à saúde, assim, também, entre ciência e arte.

    Efetividade de Mindfulness e Mindful Eating na atenção básica em mulheres com excesso de peso

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    A obesidade apresenta-se hoje como endêmica no Brasil e no mundo, onerando indivíduos e sistemas de saúde. De caráter multifatorial, tem na mudança de estilo de vida sua base de intervenção, em especial voltada ao hábito alimentar e atividade física. Em mais de 30 anos de pesquisas, em 195 países, as prevalências de obesidade não foram reduzidas; há necessidade da introdução de novas abordagens, mesmo que como tratamento complementar, para melhorar estes resultados e evitar o aparecimento de comorbidades. Este estudo, pioneiro no mundo, com este delineamento e tamanho de amostra, teve como objetivo comparar a efetividade de um programa de 10 semanas de mindfulness e um programa de 10 semanas de mindful eating e o grupo controle. Intervenções baseadas em Mindfulness vem sendo utilizadas para melhorar o comportamento alimentar e o estado nutricional. A amostra foi composta por mulheres adultas, de baixa renda e com IMC?25 e <40kg/m2 das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Região Sul de São Paulo. As participantes (n=284), provenientes de 9 UBSs, foram randomizadas em três grupos: controle, mindfulness e mindful eating. Foram realizadas medidas antropométricas (peso, altura e perímetro de cintura) e medidas de composição corporal, além da aplicação de escalas psicométricas e coleta de exames bioquímicos no baseline, pós-intervenção e follow-up (3meses). Foi realizada análise por protocolo (PP) e realizada a análise “Intention to Treat” (ITT) com todas as participantes da randomização, além de imputações múltiplas. Os grupos, tanto de mindfulness, quanto de mindful eating apresentaram melhora do comportamento alimentar em relação ao controle e redução da compulsão alimentar após a intervenção e no follow-up (p<0,05). No grupo de mindful eating a redução foi de 42,4% (pré/follow-up) e no de mindfulness de 34,1%. Ainda que sem significância estatística para mudança de peso, a tendência mostrou-se mais favorável ao programa de mindful eating, que em média apresentou uma perda de 2,22kg vs 1,14kg no grupo de mindfulness e um ganho de 0.98kg para o grupo controle. Em relação a exames bioquímicos, apenas o colesterol, para o grupo de minful eating, em relação ao grupo de mindfulness, na análise PP e ITT, apresentou, em média redução (186.11 vs 179.02mg/dL). O programa de mindful eating mostrou-se ligeiramente superior ao de mindfulness e ao controle na melhora do comportamento alimentar e redução da compulsão alimentar em mulheres com excesso de peso e baixa renda

    Uso da terapêutica homeopática em famílias de Duque de Caxias durante a pandemia de covid-19

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    O coronavírus é um dos principais patógenos que atinge principalmente o sistema respiratório humano. Em dezembro de 2019 ocorreram os primeiros casos da doença causada pelo agente denominado SARS-CoV-2. Atualmente, é responsável por mais de 183.686.216 casos positivos e 3.975.661 mortes em todo o mundo, segundo OMS em 02/07/2021. O Brasil é o terceiro país com maior número de casos por COVID-19 e o município de Duque de Caxias (RJ) apresenta altas taxas de óbitos. Neste contexto, é imprescindível a busca por outras terapias, como a Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa, como a Homeopatia que apresenta histórico eficaz na prevenção e tratamento dos sintomas de epidemias virais. O objetivo foi avaliar o uso do complexo homeopático (Bryonia alba 30CH, China officinalis 30CH e Metallum album 30CH), durante a pandemia de COVID-19, por famílias residentes em comunidades de Duque de Caxias com e sem sintomas semelhantes ao COVID-19. Tais medicamentos homeopáticos foram escolhidos após análise dos sintomas prevalentes da doença pela técnica de repertorização e consulta às matérias médicas homeopáticas, aliadas à orientação da Associação Médica Homeopática Brasileira sobre os medicamentos importantes do “gênio epidêmico” de COVID-19. O ensaio clínico quase-experimental do tipo série de tempo foi aplicado em 51 famílias, totalizando 128 pessoas. Após a aprovação no Comitê de Ética, o medicamento foi preparado na Farmácia Homeopática da UFRJ na trigésima diluição centesimal hahnemanniana (30CH) de cada princípio ativo. Em seguida, os participantes elegíveis receberam o medicamento junto do questionário de adesão e foram acompanhados semanalmente durante oito semanas. Os dados obtidos foram estatisticamente analisados com 5% de nível de significância para variáveis categóricas pelo teste de Mc Nemar, utilizando osprogramas Excel e SPSS 17.0. Antes da intervenção, apenas seis famílias apresentavam sintomas como coriza, dor de cabeça e dor no corpo e as outras 45 famílias foram consideradas saudáveis. Após a intervenção homeopática não houve registros de hospitalização, nem morte nas famílias que fizeram o uso do medicamento. Embora 53% dos participantes apresentaram comorbidades anteriores, apenas 10% necessitaram de atendimento hospitalar. Os participantes também relataram satisfação quanto ao tratamento (98%) e percepção positiva com relação ao quadro geral de saúde (84%). Apenas 19,6% das famílias tiveram acesso ao teste para COVID-19, com positividade em apenas 11,1% dos indivíduos. Destacam-se as famílias com membros positivos que apresentaram recuperação rápida, sem necessidade de hospitalização e sem progressão na gravidade dos sintomas. Houve ótima aceitação destas à intervenção homeopática. A alta satisfação dos participantes quanto ao tratamento homeopático (intervenção e assistência) e a percepção positiva com relação ao quadro geral de saúde são indispensáveis durante a atual pandemia que gera medo e insegurança. Os resultados obtidos sugerem uma alternativa terapêutica segura e não tóxica frente ao COVID-19 que não evita a contaminação, mas sim a diminuição do agravamento e do uso de serviços hospitalares e consequentemente, de óbitos. Portanto, a intervenção homeopática deve ser estimulada frente a atual pandemia, aliada às medidas sanitárias preconizadas pelos órgãos de saúde.&nbsp

    A Rede nacional de atores sociais das práticas integrativas e complementares (RedePICS Brasil): um estudo exploratório à luz dos estudos sobre a temática de redes

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    A Constituição Federal de 1988 assegurou a saúde enquanto direito de todos os cidadãos e deu início ao processo de criação do Sistema Único de Saúde – SUS, que tem a integralidade como um de seus princípios. Baseando-se nesta diretriz e em outros normativos nacionais e internacionais, o Ministério da Saúde aprovou, em 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares – PNPIC. Nesse contexto, em 2015, surge a Rede Nacional de Atores Sociais em Práticas Integrativas e Complementares – RedePICS, uma rede dita horizontal e não hierárquica, que reúne atores sociais em busca do fortalecimento das práticas integrativas e complementares (PICS). Esta pesquisa buscou identificar a metodologia de trabalho, os participantes e os objetivos da RedePICS, contextualizados à luz dos estudos sobre a temática de redes. Para tanto, realizou-se uma pesquisa documental não sistemática no conteúdo público do sítio institucional e redes sociais Facebook e Instagram da RedePICS, uma rede de rede com articulação interorganizacional. Quanto ao método de trabalho, a RedePICS Brasil expressa empiricamente seusobjetivos por meio de encontros, congressos, conferências de saúde, além de meios virtuais, como as redes sociais Facebook e Instagram, e o sítio institucional. Sobre os formatos virtuais de ativismo, as páginas da RedePICS no Facebook e Instagram cumprem a função desta rede enquanto promotora de livre espaço para debate, articulação, reflexão, colaboração e divulgação de iniciativas que tratem das PICS. O sítio institucional, por sua vez, trata-se de ferramenta informativa,reflexiva e articulatória. Os temas de convergência da RedePICS Brasil permeiam cuidado, ensino, pesquisa e política e, a partir disso, tal rede estabelece seus atores, que engloba, entre outros, profissionais de saúde, terapeutas, professores, estudantes, pesquisadores, universidades, conselhos de saúde, gestores, políticos e movimentos sociais. Quanto aos objetivos buscados pela RedePICS Brasil, de maneira geral, pretendem integrar diferentes atores sociais que ensinam, pesquisam e utilizam, enquanto usuários ou aplicadores, as PICS, promovendo, assim, informação e autonomia sobre estas. Em referência à PNPIC, além do ativismo pela manutenção e continuidade, pretende garantir a implementação e contribuir com propostas de monitoramento e avaliação desta política pública. Conclui-se, por fim, que a RedePICS se trata de um espaço de integração de atores e conhecimentos sobre as práticas integrativas e complementares a nível nacional e internacional. Tal integração representa importante mobilização social para a manutenção da PNPIC no SUS, uma vez que a pluralidade de atores e temas denotam a complexidade e multiculturalidade desta rede. Como fatores limitantes para este estudo, cita-se a ausência de documentos públicos que possibilitem análise mais apurada dos aspectos históricos e metodológicos de tal rede. Por fim, pontua-se a necessidade da continuidade de pesquisas acerca deste tema, visto que este estudo exploratório não o esgota

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