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    Auxílio homeopático em trabalho de parto: relato de caso

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    INTRODUÇÃO: Segundo Hahnemann, a doença surge quando a força vital é afetada de modo a provocar sensações adversas, conhecidas como sintomas. A homeopatia visa o restabelecimento rápido, suave e duradouro do equilíbrio dinâmico, ou seja, da saúde. A saúde é restabelecida através do medicamento escolhido pelo princípio da similitude, mediante reconhecimento dos sintomas essenciais. Para a maioria das mulheres, ela pode auxiliar no trabalho de parto (TP). De acordo com um estudo duplo-cego francês, o medicamento homeopático reduz o tempo de TP e ajuda a prevenir ou minimizar um parto difícil. O objetivo desse trabalho é relatar um TP acompanhado na sala de pré-parto e no bloco obstétrico do HPRB e sua evolução após prescrição de medicamento homeopático. METODOLOGIA: Através da coleta dos sintomas e análise de dados pela anamnese e avaliação médica homeopáticas, realizamos o reconhecimento do grupo de sintomas principais e escolha do melhor símile. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Parturiente de 20 anos, primigesta,Idade gestacional 40 semanas.Compareceu com queixa de vômito e elevação pressórica. Ao exame apresentava pressão arterial de 160 x 100 mmHg, foi solicitado propedêutica HELLP, que posteriormente foi descartada. Encontrava-se acompanhada do esposo e referia contração como dor nas costas que vinha para barriga, ficando mais forte; sangramento rosado como gosma; vômitos precedidos de náusea; não conseguia se alimentar, apenas tomar água associada a sensação de estar ressecada por dentro e precisava molhar a boca constantemente. Afirmava que a pressão havia subido e ficou triste com a notícia; estava ansiosa com o que iria acontecer, com medo do parto e do bebê morrer,tentava manter-se tranquila. Se considerava fraca para dor que a deixava irritada e nervosa; se entristecia com seus problemas e gostava de ser consolada e acolhida. Para a conduta homeopática, os sintomas valorizados foram a tristeza por seus problemas de saúde e medo de perder sua filha; sensibilidade à dor, que a irritava; chorar e gostar de ser consolada; vômitos durante o trabalho de parto e sensação de ressecamento. Recorremos à memória experimental de Pulsatilla, Sabadilla e Ipecacuanha. Foi-lhe prescrito Pulsatilla na 30a CH em dose única, um gole de meio copo de água contendo um glóbulo. A paciente evoluiu para o trabalho de parto em fase ativa, evoluindo com muito cansaço e esgotamento. Considerando os novos sintomas administrou-lhe o medicamento Caulophyllum na 30a CH em dose única, um gole de meio copo de água contendo um glóbulo. A evolução foi para parto vaginal, com expulsão de feto único, vivo. Puerpério imediato sem intercorrências, evoluindo com bom controle pressórico, recebendo alta hospitalar em dois dias. CONCLUSÃO: A homeopatia é um recurso terapêutico, que pode se associar a outras terapias e que reestabelece a saúde através da cura dinâmica. Sugerimos que mais pesquisas sejam realizadas nesta área, confirmando os efeitos da homeopatia sobre a saúde no momento do TP

    A perspectiva do ISO grupal nas rodas de terapia comunitária integrativa

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    O presente estudo, traz uma abordagem sobre a comunicação não verbal que toma por viés o princípio da Identidade Sonora (ISO), mais especificamente o ISO Grupal. As convergências entre a Musicoterapia e a Terapia Comunitária Integrativa, enquanto práticas terapêuticas se acentuam ainda mais quando percebemos que são duas estratégias de restauração ou restabelecimento de canais de comunicação baseados nas particularidades do indivíduo através do acolhimento, da valorização do seu histórico de vida e em sua forma de se perceber em um dado contexto sociocomunitário; percebendo dois caminhos que seguem paralelamente e que em determinados pontos se entrelaçam; um desses pontos é sem dúvida a musicalidade, que por sua vez se traduz no que chamamos de Identidade Sonora. Isto está presente na regionalidade do repertório escolhido, nos instrumentos musicais queestarão dispostos a espera dos tocadores ou trazidos por eles, nas dinâmicas e vivências que consistem em buscar o autoconhecimento a partir do soar de objetos, das coreografias temáticas e espontâneas e dos movimentos corporais, vocais e respiratórios. Trazendo essa lógica para o campo da Musicoterapia, poderíamos compreender que essa busca pelo assunto mais relevante a ser discutido com o grupo, assemelha-se à busca que o/a musicoterapeuta realiza a partir do universo cultural deste mesmo grupo, a fim de identificar aquilo que tem deixado de ser expressado verbalmente e que tem provocado distorções na comunicação e conflitos interrelacionais que impactam direta ou indiretamente de forma negativa na saúde coletiva da comunidade. Trazendo essa lógica para o campo da Musicoterapia, poderíamos compreender que essa busca pelo assunto mais relevante a ser discutido com o grupo, assemelha-se à busca que o/a musicoterapeuta realiza a partir do universo cultural deste mesmo grupo, a fim de identificar aquilo que tem deixado de ser expressado verbalmente e que tem provocado distorções na comunicação e conflitos interrelacionais que impactam direta ou indiretamente de forma negativa na saúde coletiva da comunidade. Por fim, o presente trabalho vem contribuir para o fortalecimento das iniciativas terapêuticas com base na aplicaçãodos recursos musicais e seus elementos com o objetivo de viabilizar canais de comunicação pautados no respeito às particularidades de um determinado ajuntamento comunitário. Os resultados aqui obtidos acenam para um maior aprofundamento teórico-metodológico onde se possa vislumbrar efetivamente uma troca de experiências exitosas que promova a complementaridade necessária para que Musicoterapia e Terapia Comunitária Integrativa se tornem recursos terapêuticos cada vez mais eficazes, acessíveis e transformadores da realidade social vigente; promovendo continuamente qualidade de vida e novas perspectiva de saúde comunitária, onde a Identidade Sonora dessa comunidade seja também a Identidade Cultural de uma comunidade que se apoia e se percebe para além de suas carências, descobrindo através do ISO Grupal as suas competências

    Tai chi: prática integrativa potencializadora da autonomia e do autocuidado?

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    INTRODUÇÃO: Esta pesquisa se desenha a partir da prática assistencial em saúde mental na atenção básica no município de Osasco,região metropolitana da cidade de São Paulo, estado de São Paulo, onde é desenvolvida, desde 2012, a atividade Oficina Tai Chi como grupo aberto,tanto para usuários com demandas da saúde mental quanto para qualquer pessoa que deseje participar da atividade. As oficinas antes presenciais, após a pandemia Covid-19 passaram para o formato virtual síncrono, uma vez por semana, via Google-Meet. A pesquisa tem como objetivo geral compreender, pela ótica do usuário do SUS, se o Tai Chi, enquanto prática integrativa no território, potencializa a autonomia na gestão do cuidado.Ao olhar para o cenário de práticas descrito, aparece a importância de se debruçar sobre o tema considerando que a riqueza das vivências dos sujeitos praticantes de Tai Chi nos abre perspectivas para uma pesquisa que traga um olhar apurado sobre aspectos singulares desta prática entre usuários do SUS.METODOLOGIA: O método proposto é uma pesquisa qualitativa, sob a perspectiva da hermenêutica crítica e narrativa, reconhecendo que a pesquisadora é parte integrante dos processos pesquisados, sendo necessário colocar sob questão seus pressupostos. Utilizou-se o recurso das Oficinas de Pesquisa para a colheita de dados, que aconteceram de forma virtual após aprovação do comitê de ética em pesquisa (CEP) da Unifesp. As Oficinas foram áudio-gravadas e transcritas. Após a transcrição foram identificados os núcleos argumentais e, a partir destes, foi elaborada uma narrativa coletiva compartilhada com os participantes para validação da mesma, no momento que chamamos de Oficina Hermenêutica. DISCUSSÃO: Estamos em fase preliminar de análise. Após revisão hermenêutica da literatura, temos encontrado pistas que aproximam nossos achados a outros trabalhos publicados, principalmente junto às publicações que se atém às reduções do modelo biomédico hegemônico, como a indicação da prática do Tai Chi para aspectos biológicos, como problemas osteo-articulares ou sintomas como depressão e ansiedade. Por outro lado, aparecem dados que retratam a singularidade com que participantes das Oficinas Tai Chi percebem mudança na sua forma de estar no mundo, a relação entre a prática e sua percepção de saúde e saúde mental. Esses achados nos exigem um olhar mais cuidadoso, e esses aspectos têm sido pouco explorados nos estudos encontrados. Na perspectiva dahermenêutica crítica e narrativa esse processo de análise passa pela fusão de horizontes entre as vozes que vêm dos participantes, da pesquisadora e da literatura. E é a partir deste processo que se pretende melhor compreender as contribuições da prática no âmbito do cuidado em saúde mental na APS. CONCLUSÕES: Até este momento da pesquisa temos observado a importância das pesquisas qualitativas sobre as PIC e a potência da participação dos usuários no processo de construção do conhecimento. Pretende-se que os resultados possam contribuir com o fortalecimento das práticas integrativas e complementares no SUS, na ampliação da autonomia e do autocuidado

    Níveis de cortisol e a ocorrência de sintomas climatéricos em praticantes regulares de yoga e de atividade física

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    INTRODUÇÃO (JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS): Durante o climatério podem acontecer diversas alterações hormonais nas mulheres, como a redução dos níveis de estrogênio e o aumento das concentrações séricas de cortisol. Desta forma, nesta fase é comum o surgimento de sintomas incômodos como nervosismo, irritabilidade, ansiedade, insônia e oscilações de humor, que afetam significativamente a qualidade de vida feminina. Muitas mulheres buscam alternativas para a redução desses sintomas, como a prática de exercícios físicos, yoga e outras terapias. Alguns estudos já demonstraram a redução dos níveis de cortisol com a prática de yoga e de atividade física em diversas populações, como indivíduos saudáveis, com depressão e síndrome de estresse pós- traumático. Entretanto, ainda faltam evidências sobre o efeito dessas práticas na redução dos níveis de cortisol em mulheres no climatério. Além disso, sabe-se que as concentrações séricas desse hormônio podem ser influenciadas pelo tipo de exercício, sua intensidade e frequência.Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os níveis de cortisol e a ocorrência de sintomas climatéricos em praticantes regulares de yoga e de atividade física a longo prazo. METODOLOGIA: Foram selecionadas 58 mulheres entre 40 e 65 anos, que compuseram dois grupos: praticantes de yoga há pelo menos cinco anos (Y; n=28) e praticantes de atividade física pelo mesmo período (AF; n=30). Os sintomas climatéricos foram avaliados pelo Índice de Kupperman (IK) e o cortisol foi dosado em amostras de soro, usando a técnica de quimioluminescência. O comitê de ética da Universidade Federal de Ouro Preto aprovou  este estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Nossos achados mostraram que a intensidade dos sintomas climatéricos aumentou de acordo com os níveis de cortisol, sendo que nas participantes sem sintomas (IK=0) os valores médios desse hormônio foram iguais a 15,9±7,35 mcg/dL, enquanto que nas mulheres com sintomas leves (IK <19) ou moderados/intensos (IK >20) os valores foram de 17,0±7,45 mcg/dL e 19,8±10,50 mcg/dL, respectivamente. Em relação aos níveis de cortisol nos grupos avaliados, as praticantes de yoga apresentaram concentrações séricas significativamente mais baixas (14,8±7,55 mcg/dL) do que as praticantes de AF (18,9±7,66 mcg/dL; p=0,028). As práticas de yoga, especialmente as técnicas de respiração e relaxamento, podem auxiliar na redução dos níveis de cortisol, o que pode influenciar na ocorrência dos sintomas climatéricos. Por outro lado, a prática de exercícios físicos pode aumentar o estresse oxidativo e a liberação de radicais livres, o que justifica os resultados encontrados neste trabalho. Conclusão: As praticantes de yoga em longo prazo, avaliadas neste trabalho, apresentaram níveis mais baixos de cortisol em relação às praticantes de atividade física, o que pode estar associado a menor ocorrência de sintomas climatéricos

    O distanciamento da família compartilhado por estudantes universitários em rodas de terapia comunitária integrativa

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    INTRODUÇÃO: Na complexa rede de fatores que envolve o estudante universitário, a família também pode ser um fator incentivador e/ou desmotivador, seja para a decisão de ingressar na universidade, para manter-se nela e, ainda, para lidar com as diversas situações vivenciadas na universidade. O estudante experimenta a vivência ambígua e, por vezes, conflituosa de se distanciar da sua família e de assumir as próprias responsabilidades morando em outra cidade. Objetivo: compreender como os estudantes do Curso de Graduação em Enfermagem lidam com o distanciamento da família decorrente do ingresso na vida universitária. MÉTODO: estudo qualitativo, fenomenológico, fundamentado na abordagem de Maurice Merleau-Ponty,  desenvolvido com 41 estudantes matriculados no Curso de Graduação em Enfermagem de uma universidade pública, localizada em um município do interior da Bahia, Brasil. As descrições vivenciais foram produzidas na universidade, no período de fevereiro a abril de 2019, por meio de rodas de Terapia Comunitária tipo temática.Após, as descrições foram submetidas à técnica Analítica da Ambiguidade. Os aspectos éticos e científicos foram respeitados com base na Resolução 466/2012. RESULTADOS: desvelaram-se três categorias: a coexistência entre o estudante e sua família produz sofrimento na distância; a ambiguidade dos estudantes em relação à família; e, o estudante e a experiência do “eu posso” com o distanciamento da família. Os estudantes sofrem com o afastamento da família, com a falta de afeto e com a necessidade de tomada de decisões. Além disso, vivem uma ambiguidade entre o sentir e o pensar, pois querem viver a liberdade, mas preocupam-se com o mundo social. Contudo,tanto a experiência de sofrimento, quanto a de libertação, abrem possibilidades de transcendência a partir da capacidade de resiliência do estudante. CONCLUSÃO: o estudante revela a condição de sofrimento por se distanciar da família, ao mesmo tempo em que expressa o desejo de liberdade. Essa vivência ambígua o faz ressignificar a relação de afastamento e reconhecer o crescimento pessoa

    Conhecimento popular sobre plantas medicinais entre estudantes do ensino médio e comunidade adscrita

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    O Brasil possui uma das maiores diversidades vegetais do mundo. Muitas destas espécies possuem propriedades curativas sobre diversas enfermidades e os conhecimentos sobre estas plantas necessitam ser melhor explorados e discutidos em seus contextos culturais. Esta pesquisa objetivou a produção e validação de uma sequência didática na qual foram utilizadas as plantas  edicinais como instrumento de aprendizado para estudantes do ensino médio, em uma escola pública. O estudo se desenvolveu por meio de pesquisa-ação aplicada em uma turma do ensino médio de uma escola pública, no estado de Pernambuco, Brasil. A sequência didática foi desenvolvida apor meio das seguintes etapas: a) Apresentação da proposta da sequência didática e mobilização e cadastramento dos estudantes para aplicação de um questionário para verificação dos conhecimentos prévios sobre plantas medicinais; b) Análise e discussão dos conhecimentos dos estudantes e elaboração de um questionário como instrumento etnobotânico, para aplicação na comunidade; c) Consolidação dos resultados da pesquisa e escolha das espécies prevalentes, para produção de uma cartilha contendo as principais plantas declaradas; d) Pesquisa e seleção de informações, com orientação docente, sobre as plantas candidatas para a produção da cartilha. e) Representação dos dados da coleta de campo em forma de dados descritivos e localização das coordenadas geográficas relativas às coletas das espécies; f) Realização da confecção de exsicatas para a produção de um herbário fitoterápico na escola; g) Confecção de uma cartilha com informações sobre algumas plantas medicinais. A aplicação da sequência auxiliou os estudantes a debaterem sobre o conhecimento prévio acerca das plantas medicinais com seus pares, permitindo que compreendessem a dimensão do conhecimento popular que carregam consigo e traçar estratégias metodológicas para investigarem como este conhecimento circula em suas famílias e comunidades. Para além deste conhecimento de livre circulação, os estudantes desenvolveram habilidade critico-reflexiva sobre informações obtidas e utilizaram de ferramentas de busca científica para estabelecer o diálogo entre os saberes popular e científico. Ao final da aplicação desta sequência, ficou constatado que todos os entrevistados possuem algum conhecimento sobre o tema, entretanto alguns não possuem o hábito do uso destas plantas e optam pelo uso de medicamentos alopáticos industrializados, por motivações variadas. O projeto permitiu a inserção da discussão sobre a temática nas conversas diárias destas famílias, resgatando esse conhecimento popular, possibilitando debate para que não sejam esquecidos, mas repassados pra outras gerações. O trabalho interdisciplinar com outros professores, pautou o tema com conteúdos abordados em outras disciplinas, auxiliando a diagnosticar problemas que a turma apresentou, evidenciados pela prática de campo e pesquisa. A elaboração e validação desta sequência didática se mostrou como mais um novo recurso didático sobre o tema plantas medicinais. Ficou constatado que a aplicação das atividades propostas nessa sequência didática contribuíram para consolidar a aprendizagem dos conteúdos referentes à temática e permitiram o despertar nos estudantes da necessidade de construir seus conhecimentos, favorecendo seu aprendizado, criando um diálogo, não só entre Biologia e Ciências, mas com as outras áreas, tais como: Língua Portuguesa, Matemática, Arte, História e Geografia

    Ensino das práticas integrativas e complementares em cursos de graduação da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

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    INTRODUÇÃO: As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) institucionalizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), reorientam o modelo de atenção à saúde com vistas a abordagem holística e integral do processo saúde-doença, reafirmando o SUS. Apesar de prevista na política, a formação profissional constitui um dos principais desafios para a ampliação e consolidação das PICS. Considerando as instituições de ensino como estratégica à formação de profissionais orientados para o sistema de saúde e necessidades da população, o presente estudo tem como objetivo conhecer os projetos políticos pedagógicos (PPC) dos cursos de Graduação da área da saúde e áreas afins da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), identificando em sua matriz curricular o ensino das PICS na formação do futuro profissional formado pela universidade. METODOLOGIA: Estudo descritivo, quanti-qualitativo, desenvolvido a partir de pesquisa documental nos PPCs disponíveis nos sites dos cursos pesquisados nos respectivos endereços eletrônicos institucionais da universidade, com acesso aberto ao público. Foi pesquisado 13 cursos de graduação: ciências biológicas, enfermagem, medicina,odontologia, nutrição, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, farmácia, psicologia, serviço social e bacharelado e licenciatura em educação física. Procedeu-se a leitura integral de cada PPC buscando identificar evidências do ensino das PICS nos currículos, utilizando nesta busca, o descritor “Terapias Complementares” e termos alternativos deste vocabulário conforme o DeCS, bem como a busca pelo nome individual das 29 PICS instituídas no SUS e o nome da política por extenso e abreviado (PNPIC). RESULTADOS E DISCUSSÃO: Evidenciou-se que apenas três cursos apresentam o ensino das Práticas Integrativas e Complementares formalizado e institucionalizado em formato de disciplinas optativas: curso de farmácia e medicina com as disciplinas de Homeopatia ofertadas por seus respectivos departamentos de forma isolada, e o curso de nutrição com a disciplina de Fitoterapia, ofertada pelo departamento de farmácia. As disciplinas variam de 30 a 60 horas de carga horária e não apresentam referência à PNPIC e consequentemente ao SUS. Conclusão: Sob contextos históricos das evidências das medicinas tradicionais e complementares no SUS, na compreensão de que essas são potenciais consolidadoras de princípios estruturantes do sistema, a análise indica insuficiências e importantes desafios para a institucionalização do ensino das Práticas Integrativas e Complementares na UFES tal como previsto na PNPIC, evidenciando o quão necessário e importante é o ensino das PICS na formação acadêmico-profissional e consolidação destas no SUS, contribuindo, consequentemente, na saúde da população em geral

    Utilização do homeopatia no tratamento de dores crônicas na atenção básica

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    INTRODUÇÃO: A homeopatia é uma das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS); constitui em um tipo de tratamento que utiliza as mesmas substâncias que provocam os sintomas para tratar ou aliviar vários tipos de doenças, proporcionando melhor qualidade de vida e uma assistência mais humanizada OBJETIVO: Identificar na literatura científica a importância da utilização da homeopatia no tratamento das dores crônicas na atenção básica. METODOLOGIA: Revisão Integrativa RESULTADOS E DISCUSSÃO: A homeopatia é utilizada com a finalidade de reduzir o uso de medicamentos analgésicos para alívio das dores, é de alta eficácia e fornece segurança ao paciente na sua utilização, ou seja, não causam danos à saúde. O tratamento possui a finalidade de promover um cuidado holístico e humanizado que possa abranger os aspectos emocionais, incluindo a saúde mental, através dos inúmeros benefícios resultantes dos métodos utilizados, como a melhora significativa na qualidade do sono, o controle das dores, melhora quanto aos aspectos emocionais e psicológicos. Deve ser levado em consideração outros fatores que possam dificultar a inclusão da terapêutica ofertada devido a faixa etária, a intensidade das dores e o tratamento não farmacológico que, muitas vezes, é confundido com os medicamentos fitoterápicos. CONCLUSÃO: Diante disso, torna-se indispensável o conhecimento sobre a homeopatia no tratamento das dores crônicas e outras patologias pela equipe multidisciplinar da Atenção Básica para que sejam ofertadas e inseridas nos cuidados prestados ao paciente. Estratégias que possibilitem a explanação sobre a finalidade e benefícios para a comunidade devem ser buscadas para que seja proporcionado melhores condições de saúde, bem como, melhor qualidade de vida

    CASE REPORT: FAILURE DUE TO EXCESSIVE DENTIN REMOVAL RELATED TO PERFORATION AND GUIDED ENDODONTICS

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    The objective is to report a clinical case of failure related to excessive dentin removal caused by buccal perforation and limitation of the guided endodontic technique in face of a cone-beam computed tomography (CBCT) scan with a resolution incompatible with the need. A.R.D., a 37-year-old male patient came with the chief complaint of persistent keloid in the buccal region after having endodontic treatment of tooth 22 3 weeks ago. During clinical examination, he reported that his tooth had become darkened and asymptomatic after suffering an accident when he was young. The radiographic image showed unsatisfactory treatment, extrusion of the gutta-percha cone, perforation, and calcification of the root canal. In the initial consultation, an attempt was made to traction the cone through the canal, but without success. In the second session, to remove the cone, a surgery was performed with a semilunar incision, removal of the cone, preparation of the perforation, and sealing with MTA. After 8 months, the patient returned without the keloid, and to locate the canal associated with a small periapical lesion, a CBCT scan, an intraoral scan, and an endodontic access guide were requested. Even with the guide, it was not possible to access the canal, so a new CBCT scan was requested, which showed an error in the guide planning due to distortions and limitations of the first CBCT scan, generating excessive dentin removal and weakening of the palatal region. Along with the patient, it was decided to seal the tooth with a glass-ionomer cement and wait for evolution before planning a new guide. After 2 weeks, the patient returned with a lesion, crack, and fracture in the buccal region. It was concluded that the perforation of the tooth, together with excessive dentin removal and coronal stress due to the endodontic access guide resulted in tooth loss. The planning of the guided endodontic should consider the risks when there is already other wear on the tooth

    DIFFERENT THERAPEUTICS IN OPEN-APEX INCISORS: CASE REPORT

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    Aiming to evidence the anatomical knowledge and indication of endodontic treatment in open-apex incisors, we report a case of a 21-year-old asymptomatic and healthy patient. Five years after suffering a trauma in maxillary central incisors and onset endodontic treatment at his native country, the patient presented to continue the therapy. In the clinical examination, it was identified that teeth #8 and #9 had the endodontic cavity exposed to the oral cavity due to the absence of coronal restoration. In tooth #8, grade I horizontal mobility and mild pain on horizontal percussion were identified, radiographic examination showed no periapical lesion. During the exploration in the endodontic treatment, it was possible to identify a wider diameter at the foraminal outlet, being larger than the corresponding k-type hand file #140.The instrumentation technique was manual with pressure against the walls up to the working length, and it was decided to perform an apical plug with MTA (ANGELUS) and obturation by the lateral condensation technique with rolled cone and Sealer Plus cement (MK LIFE) at the same appointment. The tooth #9 responded to the horizontal percussion test with pain and radiographically it was possible to identify a broad foramen with a periapical lesion. During the initial exploration with a manual file, it had a smaller anatomical diameter than tooth #8 and could be instrumented by the telescopic staging technique up to a K-type hand file #140.Treatment was with intracanal medication exchange between calcium hydroxide paste and propylene glycol for 15 days.  Afterwards, the filling was done using the rolled cone technique and Sealer Plus cement (MK LIFE). Irrigation was performed with 2% chlorhexidine and saline. Following a monthshowing successful treatment, the patient was asymptomatic, without mobility in tooth 11 and regression of the lesion in tooth 21

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