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    As práticas integrativas e complementares como prática decolonial na área da saúde: rompendo hegemonias

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    Na década de 1970 uma nova concepção começa a se gestionar na América Latina a partir de reflexões vindas da Filosofia da Libertação e Transmodernidade (Enrique Dussel), da Teoria da Dependência e da Colonialidade do Poder (Aníbal Quijano) e da Teoria do Sistema-Mundo (Immanuel Wallerstein) que é o giro decolonial que, como afirma Maldonado-Torres é um movimento de resistência teórico e prático, político e epistemológico contra a lógica da colonialidade sendo esta constitutiva da modernidade. Nesta concepção a crítica se direciona às metanarrativas da modernidade distanciando-se da pós-modernidade por ser eurocêntrica, por este motivo a diferença é o principal ponto de análise, a ênfase da pesquisa é posta no estudo da herança colonial, na esperança de tal desprendimento na área da saúde busca-se resgatar o conceito de bem-viver, o objeto de crítica é o domínio colonial estabelecido e o discurso que o justifica com o objetivo de alcançar a transmodernidade como início de algo novo. O tema é relevante porque as Práticas Integrativas e Complementares têm enfrentado muito resistência entre seus pares mesmo depois de terem conquistado espaço para compor a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares que foi fruto de embates políticos, econômicos e sociais que precisa ser valorizada como ponto importante de enfrentamento à hegemonia da biomedicina como único tratamento cientificamente comprovado no Ocidente. A decolonialidade não é um projeto de Estado, mas, sim, um conjunto de projetos que precisam ser assumidos pela sociedade civil política global emergente e não deve ser confundida com a politização da sociedade civil. O objetivo é mostrar que, mesmo de forma incipiente, as Práticas Integrativas e complementares rompem com a hegemonia da racionalidade médica da medicina baseada em evidências do mundo ocidental.A metodologia incluiu revisão de literatura narrativa, pesquisa documental e análise do discurso com suporte da análise crítica cognitiva do discurso proposta por Teun Adrianus van Dijk. Os resultados contribuem com a reflexão e prática decolonial na área da saúde envolvendo as Práticas Integrativas e Complementares e contribuindo com futuras pesquisas sobre a temática. Na análise inicial dos discursos dos seguintes atores que participaram do processo de construção e implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares: Carmem de Simoni, Divaldo Dias, Ricardo Barros, Daniel Amado, Paulo Rocha, Socorro Matos e Marcia Amaral já é possível notar a fragilidade e até mesmo o uso de retórica para que a mesma possa se fortalecer a partir do envolvimento da sociedade civil que deve sair em sua defesa para se chegar à concepção de saúde proposto pela Organização Mundial de Saúde alcançando o bem-estar físico, mental e social

    Que recursos temos para lidar com a saúde mental da população na pandemia pela COVID-19? a experiência da terapia comunitária integrativa on-Line no Brasil

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    INTRODUÇÃO: As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde têm cada vez mais ganhado espaço no âmbito da saúde mental tanto a nível nacional como também a nível Internacional. Sabe-se da grande demanda que o sistema público de saúde brasileiro enfrenta atualmente em relação à saúde mental em decorrência da pandemia pela COVID-19, que desencadeou sentimentos de medo, insegurança em relação ao futuro, desespero além de agravar transtornos psicossociais, como depressão, ansiedade e violência intradomiciliar. E que recursos temos para lidar com a saúde mental da população neste momento de crise? A Terapia Comunitária Integrativa (TCI), prática interpessoal de criação e fortalecimento de vínculos saudáveis, resgate de autoestima e resiliência comunitária tem acontecido na modalidade on-line desde março de 2020 com o intuito de minimizar os impactossocioemocionais da pandemia. OBJETIVO: O objetivo geral deste estudo foi conhecer os benefícios da TCI on-line no enfrentamento da pandemia COVID-19. Como objetivos específicos: Revelar as principais inquietações vivenciadas pelos participantes, no período de pandemia; descrever as estratégias de enfrentamento utilizadas pelos participantes; identificar os aprendizados mencionados pelos participantes nas Rodas de TCI. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de intervenção exploratória retrospectiva de 10 rodas de TCI on-line, realizadas por seu criador Adalberto de Paula Barreto, entre abril e junho de 2020 a partir das gravações realizadas pelos Polos de Formação: Movimento de Saúde Mental Comunitária (MISMEC-CE) e Interface- SP. A intervenção seguiu todas as etapas de realização de rodas de TCI: acolhimento, escolha da inquietação, a contextualização, partilha de experiências,  encerramento e apreciação. Os encontros virtuais foram transcritos e a análise de dados se deu por Bardin, a partir das categorias principais inquietações, estratégias de enfrentamento e aprendizados. O projeto foi aprovado no comitê de ética (CAAE: 36850620.4.0000.0105). RESULTADOS: Neste período, foram realizadas 355 rodas de TCI on-line no Brasil, sendo que foram analisadas 2,8% delas (n=10). Através da análise das rodas, percebeu-se o impacto positivo da TCI on-line na saúde socioemocional das pessoas. Como celebrações foram compartilhadas “estar vivo” (n= 27%), “ter saúde” (n= 4%) e “poder participar das rodas de TCI” (n= 38%). Com relação a inquietação mais votada nas rodas, a grande parte era de questões ligadas a COVID-19 e 52% dos aprendizados mencionados no encontro tratava-se do autoconhecimento e do autocuidado, mostrando-se também como grandes recursos de estratégias de enfrentamentos aliados a espiritualidade e a fé. CONCLUSÕES: A TCI se mostrou como uma ferramenta potente de conexão social no contexto de isolamento, mostrando que tem sido um “oxigênio afetivo” para as pessoas que estão em sofrimento mental durante a pandemia. 

    Musicoterapia em tempos de pandemia de COVID-19 no Brasil: levantamento da atuação dos musicoterapeutas em atendimentos remotos e presenciais

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    INTRODUÇÃO: Em 2020, devido ao surto do novo coronavírus, Emergência de Saúde Pública internacional, o Brasil sancionou a lei 13.979/20, considerando entre outras medidas para enfrentamento da Pandemia Covid-19, o distanciamento social. Neste cenário, a União Brasileira de Musicoterapia (UBAM), órgão nacional de orientação da prática profissional do musicoterapeuta, orientou as ações profissionais em documento que considera a ampliação do campo clínico do musicoterapeuta por meio de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) durante a Pandemia. Esta pesquisa visa levantar dados sobre a atuação dos musicoterapeutas brasileiros nos atendimentos presenciais e os realizados por meio de (TICs), para conhecer as adaptações realizadas para atender às novas demandas relacionadas à Pandemia. Este recorte enfoca atendimentos em instituições públicas e particulares. Objetivo: Descrever as principais mudanças ocorridas nos atendimentos de musicoterapia em instituições públicas e particulares durante a pandemia. MÉTODO: Pesquisa em andamento, conduzida por musicoterapeutas pesquisadores vinculados a três universidades federais brasileiras. Através de email e mídias digitais, foram enviados convites a musicoterapeutas de todo Brasil para responder formulário online sobre a atuação remota ou presencial durante a Pandemia. Os critérios de inclusão foram: Musicoterapeutas residentes e atuantes no Brasil que exerceram ou estão exercendo seu trabalho antes e durante a pandemia há pelo menos 2 anos. A pesquisa foi aprovada no CEP em 25 de setembro 2020, CAAE 380520.9.0000.5149. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Até o momento responderam 74 musicoterapeutas, 57 do sexo feminino e 17, masculino. A maioria dos participantes (56,76%) trabalha em instituições particulares e 43,24% em instituições públicas

    Abordagem fitoterática na acne vulgar: há eficácia para uso do Óleo de Melaleuca?

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    Ao mesmo tempo que a acne vulgar apresenta importantes implicações psicológicas e sociais nos afetados, seu tratamento de primeira linha, com retinóides e/ou antibióticos, está associado a diversos efeitos adversos como: intolerância gastrointestinal, irritação cutânea e fotossensibilidade. Abordagens terapêuticas naturais têm sido buscadas, devido a sua melhor tolerabilidade, além de ser uma alternativa à resistência bacteriana e um incentivo à fitoterapia, enquanto prática integrativa e complementar em saúde (PICS). O óleo de Melaleuca já demonstrou, entre suas propriedades, efeitos anti-inflamatórios e antissépticos, o que explica a crescente aplicação desse derivado em produtos voltados para o tratamento de doenças da pele. Dessa forma, essa revisão busca investigar, na literatura, evidências científicas que o óleo da Melaleuca alternifolia pode ser empregado como conduta segura e eficaz no tratamento da acne. Para confecção desta revisão integrativa da literatura, foi feito uma busca nas bases de dados PubMed (National Library of Medicine) e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), com utilização dos descritores “tea tree oil” e “acnes vulgaris” e, como filtro de busca, apenas textos disponíveis completos. Para critérios de inclusão, deveriam ser ensaios clínicos e atender o objetivo da pesquisa. Foram excluídas revisões bibliográficas, publicações repetidas e quaisquer textos que não serviam ao propósito desta revisão. Ademais, um artigo do PubMed foi incluído por “correspondência de citação”. Foram selecionados cinco ensaios clínicos em pacientes com acne vulgar de leve a moderada, publicados entre 1990 e 2018. Três estudos compararam a contagem total de lesões no início e fim dos seus respectivos tratamentos e obtiveram valores de redução estatisticamente significativos (entre 44 e 64%). Entre esses trabalhos, dois avaliaram redução do índice de gravidade da acne que, quando comparados aos seus grupos placebo, se mostraram 5,75 e 14,75 vezes mais eficazes aplicando seu respectivo produto vegetal. Esse último, entretanto, utilizou o óleo em mistura com própolis e Aloe vera, fator que pode ter contribuído para resultados superiores. Ainda, contrastou a eficácia do extrato herbal com da eritromicina, a qual apresentou menor valor para redução das lesões, evidenciando o potencial da fitoterapia como alternativa à resistência bacteriana. Duas pesquisas compararam efeitos do óleo de Melaleuca entre lesões inflamatórias e não-inflamatórias e observaram maior eficácia nessas primeiras, fenômeno possivelmente indicativo que bioativos dessa planta sejam mais eficazes em inflamações ativas. Apenas dois dos cinco ensaios revisados relataram presença de efeitos adversos como queimação, ressecamento e prurido, entretanto, entre a minoria dos pacientes ou com intensidade leve, uma vantagem quando comparado às possíveis repercussões do tratamento usual da doença. Todos os estudos identificaram que o óleo, associado ou não a outros ativos, gera uma redução estatisticamente significativa do quadro acneico dos pacientes avaliados, sem efeitos adversos graves. O derivado vegetal apresenta vantagem de possuir menos efeitos  colaterais que medicamentos de primeira linha, desvia do entrave da resistência bacteriana e é um meio de promoção de políticas nacionais voltadas à fitoterapia, enquanto PICS. Ao mesmo tempo, é fundamental apontar que a acne vulgar possui etiologia multifatorial e muitos fatores irão interferir nos resultados do tratamento

    Intervenção homeopática no enfrentamento da pandemia COVID-19 em unidade de saúde de Duque de Caxias

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    Em dezembro de 2019, ocorreram os primeiros casos da doença respiratória denominada Covid-19. Atualmente, o Brasil é o terceiro país com maior número de casos de Covid-19 no mundo e o município de Duque de Caxias (RJ) apresentou altas taxas de óbitos. Neste cenário atual, a busca por outras terapias faz-se necessária, como a Medicina Complementar e Integrativa, especialmente a Homeopatia, que tem sido muito eficaz na prevenção e tratamento dos sintomas de muitas epidemias virais. Nesse contexto, o objetivo desse estudo foi avaliar o uso do complexo homeopático (Bryonia alba 30CH, China officinalis 30CH e Metallum album 30CH), durante a pandemia do novo coronavírus, em funcionários de saúde do Centro de Referência e Atenção Especializada à Saúde da Mulher- CRAESM em Duque de Caxias, com e sem sintomas semelhantes ao COVID-19. Tais medicamentos homeopáticosforam escolhidos após análise dos sintomas mais comuns da doença, através da técnica de repertorização, da consulta às matérias médicas homeopáticas e da orientação da Associação Médica Homeopática Brasileira com os medicamentos prevalentes do “gênio epidêmico” da Covid-19. O desenho do ensaio (quase-experimental do tipo série de tempo) foi aplicado em 74 funcionários da Unidade Básica de Saúde e o medicamento foi preparado na Farmácia Homeopática da UFRJ, seguindo as boas práticas de preparação descritas na Farmacopeia Homeopática Brasileira, na trigésima diluição centesimal hahnemanniana (30 CH) de cada princípio-ativo e fornecido aos funcionários da CRAESM, juntamente com um questionário de adesão. O acompanhamento dos participantes foi feito semanalmente, através de um Questionário de Acompanhamento, para a avaliação dos sinais e sintomas, por um período de oito semanas. Os dados coletados foram organizados e estatisticamente analisados com 5% de nível de significância para variáveis categóricas pelo teste de Mc Nemar, utilizando o programa Excel. Foi observado que, apesar da existência de comorbidades anteriores em 38% dos pacientes, apenas 1 participante necessitou de atendimento hospitalar e não houve nenhuma internação nem morte. Notou-se que 78,4% dos funcionários realizaram o teste laboratorial para Covid-19, com resultado positivo em apenas 9,5%, em que mais da metade dos participantes (57,1%) não manifestou sintomas. É importante destacar que a homeopatia não evitou a contaminação por Covid-19, entretanto os funcionários positivos relataram rápida recuperação, sem necessidade de hospitalização e ausência de agravamento dos sintomas e, portanto, nenhum óbito registrado. Logo, os resultados permitem desenvolver uma alternativa terapêutica no enfrentamento do novo coronavírus, como estratégia de promoção da saúde, que possa ser usada como coadjuvante a todas medidas sanitárias e terapêuticas preconizadas pelas autoridades de saúde

    Os usos dos diferentes tipos de extratos para cada tipo de microorganismo: uma revisão da literatura

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    Para contornar a situação da resistência bacteriana à fármacos produzidos pela indústria farmacêutica em larga escala, surge como alternativa o uso de medicamentos fitoterápicos. Através dos extratos, tinturas e óleos essenciais das plantas, são obtidos compostos que têm se mostrado eficazes no que se diz respeito ao controle do crescimento de inúmeros microrganismos. Possui como objetivo compreender e analisar o uso dos diferentes tipos de extratos a partir de cada tipo de microorganismo a partir dos dados existentes na literatura atual. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada na BVS e na PubMed, abarcando as plantas medicinais Ziziphus joazeiro, Cuminum cyminum, Syzygium aromaticum e Syzigium cumini, que foram escolhidas por serem as plantas que estão em estudo em nosso laboratório, com um recorte temporal de 21 anos, selecionado devido à escassez de estudos sobre a temática. Foram selecionados os artigos em qualquer idioma, compreendidos entre os anos 2000 e 2021, disponíveis online, na íntegra, que possuíam em sua temática a avaliação antimicrobiana do extrato testado. Foram excluídosos artigos que não tratassem da análise microbiológica, revisões de literatura, metanálises, teses, dissertações e monografias. Foram selecionados 61 estudos, organizados pelos mais relevantes, sendo ele o óleo essencial, utilizado em 49.18%, seguido o extrato etanólico em 19.67% e por fim o extrato aquoso em 16.39% dos estudos. Tal organização se dá pelas características químicas observadas a partir de cada fração dos produtos testados, cujas propriedades organolépticas e antimicrobianas tendem a variar. Observa-se ainda que o extrato aquoso das folhas e da casca do Ziziphus joazeiro tem potencial inibidor do crescimento fúngico, além de bactéria gram-positivas, como Staphylococcus aureus, reduzindo em 74,4% e 80%, respectivamente, de forma covalente a sua concentração. Já o óleo essencial de Syzygium aromaticum possui grande potencial antimicrobiano efetivo em fungos e bactérias gram-negativas, como H. pylori, tendo a diminuição do microrganismo em 69,4% e 99,9%, respectivamente. Com a família do Syzygium cumini, não foi diferente, seu extrato de metanol vegetal a 80% demonstrou atividade lítica nas concentrações de 10 a 40?g/ml para as cepas multirresistentes de bactérias gram-positivas - S. aureus. e negativas - P. aeruginosa. K.pneumoniae e E. coli, além de fungos como Candida spp. Por fim, o óleo essencial de Cuminum cyminum possui vasta atividade antimicrobiana como contra Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus haemolyticus, além de seu potencial atividade antifúngica como forte inibidor do crescimento do Fusarium oxysporum f. sp. niveum (FON). Conclui-se que os óleos voláteis foram menos eficazes contra bactérias não fermentativas, como a P. aeruginosa, e os extratos aquosos autoclavados são detentores dos melhores resultados, sendo o do Syzygium aromaticum, o de maior atividade em uma menor concentração (31ug/mL). Ainda sobre atividade antimicrobiana, os óleos essenciais, os extratos aquosos e os extratos etanólicos apresentaram ações mais eficazes, com destaque para o primeiro mencionado, com uma taxa de erradicação para bactérias gram-negativas, como a H. pylori, de 99,9%. O Syzygium cumini, com seu extrato de metanol vegetal a 80%, também demonstrou atividade lítica nas concentrações de 10 a 40?g/ml contra microrganismos (fungos e bactérias).&nbsp

    Perfil sociodemográfico de participantes do programa Medita – FURG

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    INTRODUÇÃO: No Brasil, a Meditação foi incluída como Prática Integrativa e Complementar em Saúde (PICS) pela Portaria nº 849, de 27 março de 2017, pelo Ministério da Saúde, como recurso terapêutico. O objetivo é estimular mecanismos naturais para prevenção de doenças e promoção da saúde. A meditação tende ampliar a capacidade de concentração, auxiliar na percepção das sensações físicas e emocionais e desenvolver a autodisciplina no cuidado à saúde do indivíduo. Assim, o Grupo de Estudos em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e Autoconhecimento, da Universidade Federal do Rio Grande oferta um projeto “Medita FURG”, com o objetivo de promover saúde e bem-estar, frente à pandemia. OBJETIVO: Descrever o perfil sociodemográfico dos participantes do Programa Medita - FURG. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo intervencionista, quantitativo, descritivo e exploratório. Inscritos no programa 111 pessoas, destas 48 responderam ao primeiro questionário online que continha questões abertas e fechadas, sobre o perfil sociodemográfico e escalas específicas sobre estresse percebido, ansiedade, bem-estar, entre outras. A análise dos dados foi por meio de estatística descritiva. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os resultados preliminares do programa mostram que entre as 111 pessoas inscritas no projeto, 48 responderam ao questionário, sendo 92% sexo feminino e 8% sexo masculino. A maioria dos participantes é solteiro, (65%), alguns são casados (31%), e a minoria separada (2%) ou viúvos (2%). A maior parte dos meditantes não possui filhos ou tem no máximo dois. Com relação a renda, 27% das mulheres e 50% dos homens recebem 06 salários-mínimos ou mais. Destaca-se que 48% das mulheres e 50% dos homens apontaram problemas de saúde, sendo indicado a ansiedade, depressão e hipertensão arterial com maior frequência. Fazem uso de medicamentos controlados 25% das mulheres e 50% dos homens. A maioria dos participantes não faz uso de cigarro (95%- mulheres e 100% homens). Entretanto, utilizam bebidas alcoólicas esporadicamente (57% mulheres e 75% homens). A prática de exercícios físicos está presente entre 68% das mulheres e 75% dos homens. A maioria dos participantes não utiliza terapias complementares. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos permitem caracterizar o perfil sociodemográfico dos participantes do projeto “Medita FURG”. A maioria dos inscritos são mulheres com média salarial de 05 salários-mínimos, número de filhos consideravelmente baixo e praticam exercícios físicos regularmente. Apesar de fazerem uso de bebidas alcoólicas, sua ingestão é esporádica e a grande maioria não fuma. Alguns já utilizam as PICS. Salienta-se um alto percentual dos que usam remédios controlados, possuem doenças crônicas ou algum tipo de transtorno emocional. Estes resultados podem auxiliar no processo de reconhecimento do público-alvo inscrito no Programa e no direcionamento das práticas de meditação. Por fim, observou-se que o Medita-FURG atingiu uma parcela da comunidade com considerável recurso salarial, assim, para a próxima edição o grupo pretende reformular a estratégia de divulgação e chegar em populações mais vulneráveis.

    Perfil educacional em práticas integrativas e complementares dos profissionais de saúde da atenção primária

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    INTRODUÇÃO: O conhecimento das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) pelos profissionais de saúde é um ponto de suma importância para a expansão dessas práticas no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse cenário, estudos de caracterização do conhecimento desses profissionais apresentam relevância, visto que realizam um levantamento da situação de determinado grupo de profissionais para que, assim, sirvam de subsídio para o desenvolvimento de capacitações e a criação de políticas públicas. Dessa forma, o objetivo dessa pesquisa é descrever o perfil educacional de profissionais de saúde de três unidades básicas de saúde em relação às práticas integrativas e complementares. MÉTODO: Trata-se de um estudo exploratório, abordagem quantitativa e recorte transversal. Participaram 26 profissionais de três Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade de Lagarto, Sergipe. A coleta de dados ocorreu entre novembro de 2020 e junho de 2021, a partir de um questionário autoaplicável que abordou questões sobre a caracterização e conhecimento sobre as PICS. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética da Universidade Federal de Sergipe (UFS), sob parecer de número 4.179.929. Procedeu-se à análise descritiva dos dados com apresentação dos resultados em frequência absoluta e relativa. Resultados: Houve predominância de profissionais de enfermagem, sendo 6 enfermeiros e 5 técnicos de enfermagem. 96,2% dos profissionais afirmaram conhecer as PICS, sendo a acupuntura a mais citada, seguida da massoterapia e auriculoterapia. As práticas menos conhecidas foram a terapia floral e a aromaterapia. Além disso, 92,3% relataram acreditar nos efeitos terapêuticos das PICS. Em relação à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, 57,7% afirmaram ter conhecimento sobre. Quanto ao estudo da área, apenas 15,4% da amostra possuía especialização em alguma prática, apesar de 69,3% ter interesse em se aprofundar na área. Ainda, 42,4% afirmaram nunca ter lido um estudo sobre as PICS, apenas um participante relatou ter lido mais que seis vezes. DISCUSSÃO: Observa-se que a maioria dos profissionais de saúde conhece as PICS e acredita em seus efeitos terapêuticos. Entretanto, é percebido que muitos profissionais nunca tiveram contato com algum estudo sobre as práticas. Ainda, observou-se que poucos buscam uma especialização, apesar do interesse relatado. Isso pode estar associado ao pouco contato com a literatura científica relacionada às PICS e ao pouco incentivo durante a graduação ou carreira profissional. Entendendo a inclusão das PICS na educação dos profissionais de saúde como uma maneira de fortalecer a inserção das práticas nos serviços de saúde, percebe-se a necessidade de maior divulgação dessas pesquisas e do incentivo à integração das PICS na formação desses profissionais. CONCLUSÕES: A pesquisa identificou que a maioria dos profissionais conhece e acredita nas Práticas Integrativas e Complementares. Em contrapartida, observou-se a pouca especialização e o pouco contato com pesquisas sobre as PICS. Apesar disso, muitos profissionais relatam ter interesse em conhecer as práticas, o que nos possibilita planejar ações de extensão para inclusão das PICS na formação desses profissionais, a fim de promover maior conhecimento sobre a área e potencializar as ações de autocuidado e cuidado. 

    Farmacopeia Ayurvédica e Brasileira: diferenças e similaridades do uso terapêutico das plantas medicinais

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    O Ayurveda, conhecido como a Ciência da Vida, é uma Medicina Tradicional originária da Índia, existente há cerca de 5000 anos e é uma racionalidade médica que tem como prática o uso de produtos extraídos da natureza, os quais se destaca o uso de plantas para fins medicinais. No Brasil, desde 2017 o Ayurveda faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC), sendo uma das 29 opções terapêuticas disponíveis no SUS. O presente trabalho teve por objetivo identificar quais monografias de drogas vegetais presentes na Farmacopeia Ayurvédica da Índia (FAI) são encontradas na Sexta edição da Farmacopeia Brasileira (FB) buscando contribuir para a ampliação do uso dessa prática no Brasil. Foi realizado um estudo comparativo entre ambas farmacopeias e analisadas as indicações de uso segundo a 2ª edição do Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Dentre as 514 monografias descritas nos seis volumes da FAI, 408 correspondem a uma única espécie botânica. Destas, apenas 23 estão presentes na FB, dentre elas Eucalyptus globulus, Strychnos nux-vomica, Zingiber officinale,Cinnamomum verum e Illicium verum. Apesar da racionalidade utilizada para a indicação do uso terapêutico das plantas ser distinto entre os dois países, foi possível observar similaridades nas indicações de algumas plantas, como no caso do Z. officinale com indicação antidispéptica e o E. globulus com indicação para o tratamento de tosse produtiva associadas a quadros de resfriados, conforme verificado no Formulário de Fitoterápicos da FB. Também, identificou-se que para algumas espécies em comum em ambas as farmacopeias, a parte da planta utilizada e a indicação são diferentes, como ocorre por exemplo com a Althaea officinalis L. Além disso, dentre as espécies presentes na FB, 12 delas não foram passíveis de comparação quanto a indicação de uso, visto que a informação não está disponível no Formulários de Fitoterápicos. A avaliação dos usos terapêuticos reconhecidos pelo governo da Índia pode servir de instrumento norteador do uso dessas plantas no Brasil, uma vez que pode servir de guia para as avaliações de segurança e eficácia que são necessárias à ampliação de possibilidades terapêuticas disponíveis na saúde pública do país. Este estudo também sugere uma ampliação da análise para uma comparação com documentos oficiais de outros países, que já são utilizados como referência no Brasil.&nbsp

    MANDIBULAR BONE HISTOMORPHOMETRY IN WISTAR RATS WITH MENOPAUSE INDUCED BY OOPHORECTOMY AND TREATED WITH MELATONIN

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    Osteoporosis is a disease that has been growing in the general population. In post-menopausal women, the disease is caused by a reduction in estrogen levels, simultaneously with a reduction in the synthesis of melatonin by the pineal gland. This hormonal change negatively influences bone metabolism, impairing its structure. Bone histomorphometry is considered the gold standard technique to perform bone remodeling analysis and, consequently, assist in the diagnosis of metabolic diseases. It consists of the early marking of the tissue to be evaluated, thus allowing its analysis and measurement. To propose a protocol to evaluate the metabolic effects and parameters of microstructure and bone remodeling in the mandible, through the histomorphometry technique, in rats with menopause induced by oophorectomy, treated and not treated with different doses of melatonin.  80 (eighty) female Wistar rats (Rattus norvegicus albinus) were selected. 40 (forthy) underwent oophorectomy and the other 40 (forthy) underwent sham surgery. Menopause induction was performed, and the rats were treated with melatonin and calcein for bone tissue marking and subsequent dynamic analysis by bone histomorphometry. The rats were euthanized. The samples obtained from the mandible were dissected, fixed in 70% alcohol and soaked in methacrylate, and the pieces were cut in a rotating microtome. Subsequently, the slides were stained with toluidine blue, and the slides were mounted with etellan and sealed with a coverslip. The histomorphometric analysis of the samples was performed with the help of the osteomesure software. Currently, this research is in the phase of cutting blocks in methyl methacrylate. The obtained slides will be demonstrated in the presentation of this work. It is expected to obtain results of evaluation of the effectiveness or not of melatonin until the end of the developed program in "Centro de Pesquisa do Instituto Pró-Renal de Curitiba"

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