1,721,017 research outputs found
Dataset of energetics and biomechanics of self-paced and fixed speed treadmill walking at multiple speeds
Data collection process: This dataset includes continuously measured walking biomechanics collected using three-dimensional motion capture and gas exchanges of 18 healthy participants (9 male/9 female, mean ± standard deviation age 24.8 ± 3.3 years, height 1.71 ± 0.81 meter, weight 65.9 ± 8.1 kilogram). Walking biomechanics were recorded during four different self-paced speeds (comfortable, very slow, slow, fast) in randomized order and four fixed-paced speeds on an instrumented treadmill. The average walking speed during the last two minutes of a 6 minute self-paced walking familiarization period was determined as the comfortable walking speed and used to set the target speed ranges for the other self-paced conditions: slow (20% slower than comfortable), very slow (40% slower) and fast (20% faster) Oxygen consumption (O2) and carbon dioxide (CO2) production were measured continuously and computed at 5-second intervals throughout the resting metabolic rate (RMR) measurement and walking trials. RMR (J·24 hours) was computed from the average O2 and CO2 measured during the last 5 minutes of the 35 minutes RMR measurement using Weir's non-protein equation. The energy consumption of walking (J·min-1) at each speed was computed from the average O2 and CO2 measured during the last 2 minutes of each condition using similar procedures. RMR (J·min-1) was subtracted from the energy consumption of walking to determine net walking energy consumption. The net cost of walking was then expressed as J·kg·0.67-1·m-1. All participants avoided strenuous activity 24 hours, and eating and drinking (with the exception of water) up to 3hours before the session. Height was measured using a stadiometer (SECA, model 213, Hamburg, Germany). Body mass was measured by force platforms.Analysis performed: Both the exported data files from the CAREN software (D-flow) (.mox files), and processed data files with a custom-made Matlab script are included. Marker and force plate data in the .mox and processed files were low-pass filtered using a 2nd order Butterworth with a cut-off frequency of 6 Hz. C3D files with raw marker and ground reaction force data are available upon request.Data: Continuously measured spatiotemporal parameters, energetics, 3D lower lumb plus trunk kinematics, 3D kinetics and surface muscle activation during walking at both self-paced and imposed(fixed) speeds on a treadmill. Resting metabolism.Reuse potential: 1) Assessing self-paced and fixed speed treadmill walking biomechanical and energetics, 2) assessing biomechanics and energy expenditure at multiple or particular speeds, 3) investigating the relationship between walking biomechanics and energetics, 4) reference database of walking biomechanics and energetics of healthy adults.</p
Preventing hamstring injuries - Part 2: There is possibly an isometric action of the hamstrings in high-speed running and it does matter.
Rethinking Acute Sports Injuries:Evidence for an Overuse Mechanism in Hamstring and ACL Injuries
Sports injuries have traditionally been classified as acute or overuse based on their onset and associated circumstances. Hamstring strain injuries and anterior cruciate ligament (ACL) injuries are two common sports injuries that are typically implicitly considered to represent acute injuries. This brief review, however, argues that hamstring and ACL injuries may at least partly present as overuse injuries resulting from a mechanical fatigue phenomenon, rather than acute injuries. Human, animal, and cadaveric studies are discussed to support this view. For example, human studies show no kinematic deviation in the stride during which the hamstring injury occurs as compared to the preceding strides. Further, the location of injury and ultrastructural damage of hamstring injuries is largely comparable to that seen in repetitive muscle-tendon unit lengthening experiments in animals. For the ACL, repetitive simulated jump landings have been shown to lead to ACL failure despite the ACL load being well below its ultimate strength. Furthermore, analyses of ACL explants obtained from noncontact ACL-injured patients during reconstruction surgery indicate similar damage to cadaveric studies that repetitively loaded the ACL. In summary, studies with diverse methodological approaches support the view that mechanical fatigue may predispose hamstring and ACL tissues to failure at submaximal loads during seemingly normal movements. Although further research is needed to substantiate these hypotheses, recognizing mechanical fatigue as a factor in these injuries can inform training and rehabilitation protocols and open opportunities to use modeling approaches and wearable sensors to monitor tissue load and damage, ultimately reducing injury rates
Innovative approaches to injury prevention and performance enhancement in running:insights from PhD research on hamstring strengthening, running biomechanics and energetics, and wearable technology (PhD Academy Award)
Correlation between wearable derived external loads and tissue loading during running
Tese de Mestrado, Engenharia Biomédica e Biofísica, 2024, Universidade de Lisboa, Faculdade de CiênciasCorrer é uma das formas mais populares de atividade física no mundo devido ao seu fácil acesso,
custo reduzido e aos seus benefícios para a saúde. No entanto, a corrida está também associada a uma
incidência significativa de lesões músculo-esqueléticas. Estas lesões têm complicações sérias para os
corredores, estando associadas a uma alta taxa de recorrência e podendo também levar a lesões crónicas
e dores. Além disso, são também a principal causa pela qual as pessoas deixam de correr. Três das lesões
relacionadas com a corrida mais comuns incluem: fratura de stress na tíbia, tendinopatia do tendão
de Aquiles e síndrome patelo-femoral. Estas lesões são normalmente classificadas como lesões de uso
recorrente uma vez que resultam do trauma repetido e cíclico nos tecidos do corpo, como ossos, tendões
ou ligamentos.
Assim, existem diversos fatores biomecânicos que desempenham um papel importante no desenvolvimento destas lesões. Estes fatores podem ser cinemáticos ou cinéticos e afetam a distribuição das
forças no sistema musculosquelético durante a corrida. Alguns destes parâmetros podem então causar
maior stress nos tecidos levando assim, a um aumento do risco de desenvolver uma lesão. Assim, é de
extrema importância perceber como é que os diferentes fatores biomecânicos afetam a carga aplicada nas
estruturas do corpo para avaliar o risco de desenvolver uma lesão.
A carga nas estruturas músculo-esqueléticas do corpo é normalmente determinado de duas formas
diferentes: diretamente, utilizando dispositivos intra cutâneos invasivos, ou indiretamente, utilizado modelação músculo-esquelética em combinação com sistemas de captação de movimento 3D e plataformas
de forças. Recentemente, a utilização de dispositivos wearables para a corrida tem vindo a aumentar.
Estes dispositivos oferecem uma alternativa não-invasiva, portátil e de baixo custo para medir parâmetros biomecânicos, face aos métodos tradicionalmente utilizados. Estes dispositivos podem assim ser
utilizados para estimar a carga nas estruturas do corpo indiretamente, auxiliando assim na prevenção de
lesões.
No entanto a relação entre estes fatores biomecânicos e as lesões relacionadas com a corrida é muitas
vezes inconsistente. Embora existam estudos que afirmam que variáveis, como a força de reação do solo,
estão relacionadas com lesões, existem outros que não demonstram tal associação. Além disso, existem
diversos wearables no mercado que utilizam certas variáveis para dar feedback aos seus utilizadores com
o objetivo de prevenir a ocorrência de lesões. Existem também estudos que demonstram não existir uma
associação significativa entre algumas dessas variáveis e o stress nos tecidos, levantando assim questões
acerca da eficácia destes dispositivos na prevenção de lesões.
É então de extrema importância identificar que variáveis refletem mais precisamente a carga nos
tecidos não só para incorporar estas variáveis em wearables e aumentar a sua eficácia na prevenção de
lesões mas também, para uma melhor compreensão dos fatores biomecânicos que estão relacionados
com a ocorrência de lesões. Assim, este estudo tem como objetivo verificar se existe uma correlação
entre diversos parâmetros biomecânicos e o stress em três dos principais locais do corpo relacionados
com a ocorrência de lesões associadas a corrida: a patela, o tendão de Aquiles e a tíbia. Neste estudo foram utilizados os dados cinemáticos e cinéticos de 19 sujeitos que correram numa
passadeira em 11 condições diferentes, alterando a velocidade, a inclinação da passadeira e a frequência
da passada. Foi feita uma seleção das variáveis biomecânicas a analisar através uma revisão de literatura
e foram selecionadas os seguintes indicadores de carga nos tecidos: angulo de flexão da anca e do
joelho, e o angulo de dorsiflexão do tornozelo no momento do contacto com o pé no chão, o angulo
máximo de flexão do joelho e dorsiflexão do pé, o angulo máximo de adução da anca, o valor máximo
no impacto e durante toda a fase de apoio da corrida da componente vertical da força de reação do
solo (máximo de impacto e máximo ativo), a taxa de variação média e instantânea da força de reação
do solo vertical (VALR e VILR), e a força máxima de travagem da componente anterior-posterior da
força de reação do sol, bem como a taxa de variação media e instantânea da força de travagem. Os
diferentes indicadores foram escolhidas com base na literatura, tendo sido utlizadas como fatores de
risco biomecânicos relacionados com lesões, ou tendo sido utilizados como uma medida indireta da
carga nos tecidos. Posto isto, as diferentes variáveis foram recolhidas ou calculadas e foi calculado o
coeficiente de correlação para cada sujeito, entre todas as diferentes condições de corrida. Por fim, foi
determinado o coeficiente de correlação médio entre todos os 19 sujeitos.
Este estudo encontrou correlações fortemente positivas entre as variáveis máximo angulo de dorsiflexão, e angulo de flexão do joelho e da anca no momento de contacto do pé com o solo, com o máximo
valor de stress no tendão de Aquiles, bem como com o impulso ponderado do stress do tendão de Aquiles.
Foi encontrada também uma forte correlação negativa entre o angulo de flexão do joelho no momento
do contacto do pé com o solo e o impulso ponderado do stress na articulação patelofemoral. Todas as
restantes variáveis mostraram correlação insignificantes com o stress nos tecidos.
As fortes correlações encontradas sugerem a utilização das variáveis angulo de flexão do joelho e da
anca no momento de contacto do pé com o solo, e o máximo angulo de dorsiflexão do tornozelo, como
um indicador da carga no tendão de Aquiles durante a corrida, e do stress na articulação patelofemoral
no caso do angulo de flexão do joelho no contacto inicial. Ao incorporar estas variáveis biomecânicas
em dispositivos wearables, estes podem desempenhar um papel crucial na prevenção e redução do risco
de lesões nestas estruturas.
Adicionalmente, este estudo destaca também as limitações associadas ao facto de utilizar apenas
medidas externas, como as forças de reação de solo, na avaliação da carga nos tecidos durante a corrida.
Não foram identificadas correlações significativas entre qualquer uma das variáveis associadas à força de
reação do solo e o stress nas estruturas identificadas. Sendo assim, estas variáveis não refletem de forma
precisa a carga nos tecidos e, portanto, não devem ser utilizadas como um indicador do mesmo.
A maioria das variáveis selecionadas apresentaram correlações moderadas, fracas ou negligíveis com
o stress nos tecidos. Isto deve-se principalmente ao facto de diferentes indivíduos apresentarem diferentes padrões de movimento durante a corrida. É possível que, no caso de alguns sujeitos as variáveis
selecionadas apresentem uma correlação significativa com o stress nas estruturas do corpo, enquanto que
noutros estas relações não se verifiquem. Isto é suportado pela imensa variabilidade entre sujeitos, sugerindo assim, que fatores individuais como sexo, técnica de corrida ou a força muscular desempenhem
também um papel importante na carga nos tecidos. Além, disso foi também verificado que os valores
máximos de stress no tendão de Aquiles, na articulação patelofemoral e na tíbia, não coincidem temporalmente com os máximos obtidos para a maioria das variáveis selecionadas.
No entanto, devido ao tamanho reduzido da amostra utilizada e a complexidade da biomecânica de
cada sujeito, é necessária precaução ao interpretar os resultados. Estudos futuros devem-se focar em
estudos longitudinais com amostras maiores, considerando fatores individuais de cada individuo, como
a idade, sexo, força muscular, flexibilidade e a técnica de corrida para uma melhor compreensão dos mecanismos que podem causar estas lesões e assim desenvolver planos de prevenção das mesmas mais
eficazes. Ao ter em conta estas direções em estudos futuros, vai ser possível uma melhor compreensão
dos fatores que estão intrinsecamente relacionados com o desenvolvimento de lesões associadas à corrida. Com isto em mente, irá ser possível encontrar variáveis que refletem mais precisamente a carga nos
tecidos o que irá permitir um uso mais eficaz dos wearables na prevenção destas lesões e a criação de
melhores planos customizados para prevenção de lesões.
Assim, os resultados deste estudo contribuem para uma melhor compreensão dos fatores por detrás
da ocorrência de lesões relacionadas com a corrida. As variáveis ângulo de flexão da anca durante o
contacto inicial do pé com o solo, ângulo de flexão do joelho durante o contacto inicial do pé com
o solo e máximo angulo de dorsiflexão do tornozelo demonstraram refletir com precisão o stress no
tendão de Aquiles, e na articulação do joelho, no caso do angulo de flexão do joelho. A incorporação
destas variáveis em wearables vai permitir uma utilização mais eficaz destes dispositivos na prevenção
de lesões.Running is a popular physical activity globally due to its affordability, accessibility, and health benefits. However, it also poses a high risk of musculoskeletal injury. Biomechanical factors significantly
contribute to running-related injuries (RRI), yet the relationship between these factors and injuries remains complex and inconsistent. Wearable devices offer a noninvasive and portable means of measuring
biomechanical parameters, potentially aiding in injury prevention. This study investigates the association
between wearable-driven biomechanical metrics and tissue loading during running to identify potential
injury predictors and improve wearable device utilization in injury prevention strategies. Our findings reveal strong correlations between specific biomechanical metrics and tissue loading in certain structures.
Peak ankle dorsiflexion angle and knee and hip flexion angles at footstrike correlate strongly with peak
strain and cumulative damage on the Achilles tendon, suggesting their utility as proxies for Achilles
tendon load during running. Similarly, the knee flexion angle at the footstrike demonstrates a strong
negative correlation with cumulative damage in the patellofemoral articulation, indicating its potential
as a surrogate for loading in this structure. However, it is important to be careful when interpreting the
results of this study due to its small sample size and the complexity of individual biomechanics. To gain
a better understanding of the mechanisms underlying RRI, future research should focus on larger longitudinal studies. These studies should also consider factors such as age, sex, muscle strength and running
technique. By doing so, we can develop personalized injury prevention interventions. In conclusion,
this study highlights the relationship between biomechanical factors and tissue loading during running.
It offers insights into potential injury predictors, enhancing the utilization of wearable devices in injury
prevention
Correlation between wearable derived external loads and tissue loading during running
Tese de Mestrado, Engenharia Biomédica e Biofísica, 2024, Universidade de Lisboa, Faculdade de CiênciasCorrer é uma das formas mais populares de atividade física no mundo devido ao seu fácil acesso,
custo reduzido e aos seus benefícios para a saúde. No entanto, a corrida está também associada a uma
incidência significativa de lesões músculo-esqueléticas. Estas lesões têm complicações sérias para os
corredores, estando associadas a uma alta taxa de recorrência e podendo também levar a lesões crónicas
e dores. Além disso, são também a principal causa pela qual as pessoas deixam de correr. Três das lesões
relacionadas com a corrida mais comuns incluem: fratura de stress na tíbia, tendinopatia do tendão
de Aquiles e síndrome patelo-femoral. Estas lesões são normalmente classificadas como lesões de uso
recorrente uma vez que resultam do trauma repetido e cíclico nos tecidos do corpo, como ossos, tendões
ou ligamentos.
Assim, existem diversos fatores biomecânicos que desempenham um papel importante no desenvolvimento destas lesões. Estes fatores podem ser cinemáticos ou cinéticos e afetam a distribuição das
forças no sistema musculosquelético durante a corrida. Alguns destes parâmetros podem então causar
maior stress nos tecidos levando assim, a um aumento do risco de desenvolver uma lesão. Assim, é de
extrema importância perceber como é que os diferentes fatores biomecânicos afetam a carga aplicada nas
estruturas do corpo para avaliar o risco de desenvolver uma lesão.
A carga nas estruturas músculo-esqueléticas do corpo é normalmente determinado de duas formas
diferentes: diretamente, utilizando dispositivos intra cutâneos invasivos, ou indiretamente, utilizado modelação músculo-esquelética em combinação com sistemas de captação de movimento 3D e plataformas
de forças. Recentemente, a utilização de dispositivos wearables para a corrida tem vindo a aumentar.
Estes dispositivos oferecem uma alternativa não-invasiva, portátil e de baixo custo para medir parâmetros biomecânicos, face aos métodos tradicionalmente utilizados. Estes dispositivos podem assim ser
utilizados para estimar a carga nas estruturas do corpo indiretamente, auxiliando assim na prevenção de
lesões.
No entanto a relação entre estes fatores biomecânicos e as lesões relacionadas com a corrida é muitas
vezes inconsistente. Embora existam estudos que afirmam que variáveis, como a força de reação do solo,
estão relacionadas com lesões, existem outros que não demonstram tal associação. Além disso, existem
diversos wearables no mercado que utilizam certas variáveis para dar feedback aos seus utilizadores com
o objetivo de prevenir a ocorrência de lesões. Existem também estudos que demonstram não existir uma
associação significativa entre algumas dessas variáveis e o stress nos tecidos, levantando assim questões
acerca da eficácia destes dispositivos na prevenção de lesões.
É então de extrema importância identificar que variáveis refletem mais precisamente a carga nos
tecidos não só para incorporar estas variáveis em wearables e aumentar a sua eficácia na prevenção de
lesões mas também, para uma melhor compreensão dos fatores biomecânicos que estão relacionados
com a ocorrência de lesões. Assim, este estudo tem como objetivo verificar se existe uma correlação
entre diversos parâmetros biomecânicos e o stress em três dos principais locais do corpo relacionados
com a ocorrência de lesões associadas a corrida: a patela, o tendão de Aquiles e a tíbia. Neste estudo foram utilizados os dados cinemáticos e cinéticos de 19 sujeitos que correram numa
passadeira em 11 condições diferentes, alterando a velocidade, a inclinação da passadeira e a frequência
da passada. Foi feita uma seleção das variáveis biomecânicas a analisar através uma revisão de literatura
e foram selecionadas os seguintes indicadores de carga nos tecidos: angulo de flexão da anca e do
joelho, e o angulo de dorsiflexão do tornozelo no momento do contacto com o pé no chão, o angulo
máximo de flexão do joelho e dorsiflexão do pé, o angulo máximo de adução da anca, o valor máximo
no impacto e durante toda a fase de apoio da corrida da componente vertical da força de reação do
solo (máximo de impacto e máximo ativo), a taxa de variação média e instantânea da força de reação
do solo vertical (VALR e VILR), e a força máxima de travagem da componente anterior-posterior da
força de reação do sol, bem como a taxa de variação media e instantânea da força de travagem. Os
diferentes indicadores foram escolhidas com base na literatura, tendo sido utlizadas como fatores de
risco biomecânicos relacionados com lesões, ou tendo sido utilizados como uma medida indireta da
carga nos tecidos. Posto isto, as diferentes variáveis foram recolhidas ou calculadas e foi calculado o
coeficiente de correlação para cada sujeito, entre todas as diferentes condições de corrida. Por fim, foi
determinado o coeficiente de correlação médio entre todos os 19 sujeitos.
Este estudo encontrou correlações fortemente positivas entre as variáveis máximo angulo de dorsiflexão, e angulo de flexão do joelho e da anca no momento de contacto do pé com o solo, com o máximo
valor de stress no tendão de Aquiles, bem como com o impulso ponderado do stress do tendão de Aquiles.
Foi encontrada também uma forte correlação negativa entre o angulo de flexão do joelho no momento
do contacto do pé com o solo e o impulso ponderado do stress na articulação patelofemoral. Todas as
restantes variáveis mostraram correlação insignificantes com o stress nos tecidos.
As fortes correlações encontradas sugerem a utilização das variáveis angulo de flexão do joelho e da
anca no momento de contacto do pé com o solo, e o máximo angulo de dorsiflexão do tornozelo, como
um indicador da carga no tendão de Aquiles durante a corrida, e do stress na articulação patelofemoral
no caso do angulo de flexão do joelho no contacto inicial. Ao incorporar estas variáveis biomecânicas
em dispositivos wearables, estes podem desempenhar um papel crucial na prevenção e redução do risco
de lesões nestas estruturas.
Adicionalmente, este estudo destaca também as limitações associadas ao facto de utilizar apenas
medidas externas, como as forças de reação de solo, na avaliação da carga nos tecidos durante a corrida.
Não foram identificadas correlações significativas entre qualquer uma das variáveis associadas à força de
reação do solo e o stress nas estruturas identificadas. Sendo assim, estas variáveis não refletem de forma
precisa a carga nos tecidos e, portanto, não devem ser utilizadas como um indicador do mesmo.
A maioria das variáveis selecionadas apresentaram correlações moderadas, fracas ou negligíveis com
o stress nos tecidos. Isto deve-se principalmente ao facto de diferentes indivíduos apresentarem diferentes padrões de movimento durante a corrida. É possível que, no caso de alguns sujeitos as variáveis
selecionadas apresentem uma correlação significativa com o stress nas estruturas do corpo, enquanto que
noutros estas relações não se verifiquem. Isto é suportado pela imensa variabilidade entre sujeitos, sugerindo assim, que fatores individuais como sexo, técnica de corrida ou a força muscular desempenhem
também um papel importante na carga nos tecidos. Além, disso foi também verificado que os valores
máximos de stress no tendão de Aquiles, na articulação patelofemoral e na tíbia, não coincidem temporalmente com os máximos obtidos para a maioria das variáveis selecionadas.
No entanto, devido ao tamanho reduzido da amostra utilizada e a complexidade da biomecânica de
cada sujeito, é necessária precaução ao interpretar os resultados. Estudos futuros devem-se focar em
estudos longitudinais com amostras maiores, considerando fatores individuais de cada individuo, como
a idade, sexo, força muscular, flexibilidade e a técnica de corrida para uma melhor compreensão dos mecanismos que podem causar estas lesões e assim desenvolver planos de prevenção das mesmas mais
eficazes. Ao ter em conta estas direções em estudos futuros, vai ser possível uma melhor compreensão
dos fatores que estão intrinsecamente relacionados com o desenvolvimento de lesões associadas à corrida. Com isto em mente, irá ser possível encontrar variáveis que refletem mais precisamente a carga nos
tecidos o que irá permitir um uso mais eficaz dos wearables na prevenção destas lesões e a criação de
melhores planos customizados para prevenção de lesões.
Assim, os resultados deste estudo contribuem para uma melhor compreensão dos fatores por detrás
da ocorrência de lesões relacionadas com a corrida. As variáveis ângulo de flexão da anca durante o
contacto inicial do pé com o solo, ângulo de flexão do joelho durante o contacto inicial do pé com
o solo e máximo angulo de dorsiflexão do tornozelo demonstraram refletir com precisão o stress no
tendão de Aquiles, e na articulação do joelho, no caso do angulo de flexão do joelho. A incorporação
destas variáveis em wearables vai permitir uma utilização mais eficaz destes dispositivos na prevenção
de lesões.Running is a popular physical activity globally due to its affordability, accessibility, and health benefits. However, it also poses a high risk of musculoskeletal injury. Biomechanical factors significantly
contribute to running-related injuries (RRI), yet the relationship between these factors and injuries remains complex and inconsistent. Wearable devices offer a noninvasive and portable means of measuring
biomechanical parameters, potentially aiding in injury prevention. This study investigates the association
between wearable-driven biomechanical metrics and tissue loading during running to identify potential
injury predictors and improve wearable device utilization in injury prevention strategies. Our findings reveal strong correlations between specific biomechanical metrics and tissue loading in certain structures.
Peak ankle dorsiflexion angle and knee and hip flexion angles at footstrike correlate strongly with peak
strain and cumulative damage on the Achilles tendon, suggesting their utility as proxies for Achilles
tendon load during running. Similarly, the knee flexion angle at the footstrike demonstrates a strong
negative correlation with cumulative damage in the patellofemoral articulation, indicating its potential
as a surrogate for loading in this structure. However, it is important to be careful when interpreting the
results of this study due to its small sample size and the complexity of individual biomechanics. To gain
a better understanding of the mechanisms underlying RRI, future research should focus on larger longitudinal studies. These studies should also consider factors such as age, sex, muscle strength and running
technique. By doing so, we can develop personalized injury prevention interventions. In conclusion,
this study highlights the relationship between biomechanical factors and tissue loading during running.
It offers insights into potential injury predictors, enhancing the utilization of wearable devices in injury
prevention
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
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