117,593 research outputs found
Patogenicidade de Colletotrichum gloeosporioides em cafeeiro utilizando isolados transgênicos.
O gênero Colletotrichum é considerado o agente causal de várias doenças em uma ampla gama de hospedeiros. Em cafeeiro, C. gloeosporioides está associado à seca de ramos, folhas e frutos. Apesar disso, ainda não foi possível comprovar a patogenicidade do fungo ao cafeeiro, uma vez que sintomas externos dificilmente aparecem após a inoculação. Diante disso, existe a hipótese de que o fungo C. gloeosporioides seja endofítico e oportunista ao cafeeiro, podendo causar injúrias quando a planta é submetida a algum tipo de estresse. A fim de esclarecer a interação entre C. gloeosporioides e cafeeiro, isolados provenientes de Coffea arabica e C. canephora, com sintomas de necrose e mancha manteigosa, foram marcados com o gene GFP, que codifica para uma proteína verde fluorescente. Após a confirmação molecular dos transformantes por PCR e Southern blot, foi avaliada a patogenicidade de C. gloeosporioides em hipocótilos e em flores de C. arabica, por meio de inoculações com discos de micélio e suspensão de conídios, respectivamente. Foram utilizados isolados não transformados como controle. Os hipocótilos de mudinhas de café inoculados não apresentaram sintomas nem sinais do fungo. Além disso, não foi observado nenhum crescimento vegetativo ou reprodutivo do fungo marcado no interior dos tecidos, após a análise feita por microscópio de fluorescência em cortes histológicos. Entretanto foi possível re-isolar o fungo marcado a partir dos tecidos inoculados. Isso sugere que o fungo foi capaz de penetrar no hipocótilo, embora não tenha sido observada fluorescência nos tecidos. As inoculações em botões florais de café foram feitas visando detectar estruturas do fungo nos frutos em diferentes estádios de desenvolvimento (chumbinho, verde e maduro). As análises foram feitas por meio da observação da fluorescência dos tecidos. Embora existam alguns indícios de que o fungo penetrou nas flores de plantas de café inoculadas com o fungo marcado, evidenciado por pequenos pontos fluorescentes nos tecidos dos frutos, ainda é prematuro afirmar que C. gloeosporioides utiliza a flor para infectar a planta
Development and validation of SSR markers for Coffea arabica L.
With the objective of developing new SSR markers for Coffea arabica, two enriched genomic libraries with probes (GT)15 and (AGG)10 were constructed. A total of 835 clones were sequenced and 756 presented good quality sequences. Redundant sequences were observed for 113 clones (14.94%). SSRs were found in 287 clones (38%). An estimated size of 417.5Kb of the C. arabica genome was sampled, with an average of one SSR per 1.46Kb. Dinucleotide repeats were more frequent than trinucleotides. Four repeat sequences, (AG/CT)n, (AC/GT)n, (AAG/CTT)n, and (AGG/CCT)n represented 61.1% of the total observed. A total of 96 SSR primers were designed and tested by PCR for two C. arabica genotypes. Ninety new SSR markers were validated for further genetic studies of C. arabica
Colletotrichum gloeosporioides E C. boninense associados à antracnose do café no Brasil.
Colletotrichum gloeosporioides sempre esteve associado ao sintoma de antracnose do cafeeiro, embora não tenha sido possível provar a sua patogenicidade à planta. Em 2010, de amostras de Coffea spp. do Espírito Santo e Bahia, foi isolado, além de C. gloeosporioides, um Colletotrichum com características morfológicas diferentes (colônia branca a róseo-alaranjada, com halos concêntricos escuros). A identificação da espécie foi feita pela amplificação da região ITS (internal transcribed spacer) do rDNA com o primer universal ITS4 em combinação com os primers CaInt2, CgInt e Col1, específicos para C. acutatum, C. gloeosporioides e C. boninense, respectivamente. Os primers ITS4 e Col1 amplificaram um produto único de aproximadamente 500pb, esperado para C. boninense. A região ITS do rDNA e o gene GAPDH do isolado do Espírito Santo foram amplificados pelos primers ITS1 e ITS4, e GDF e GDR, respectivamente. As sequências resultantes foram depositadas no GenBank com números de acessos JF683320 e JF331654, respectivamente, e analisadas filogeneticamente com outras espécies de Colletotrichum. A região do rDNA apresentou 99% de identidade com sequências de C. gloeosporioides e C. boninense. No entanto, a análise do gene GAPDH confirmou que o isolado era definitivamente C. boninense sensu lato, por se mostrar idêntico a outras sequências em um amplo clado de isolados da espécie. Para avaliar a patogenicidade de C. boninense ao cafeeiro foi usada uma suspensão de conídios a 106 conídios.mL-1 para inoculação em hipocótilos, com e sem ferimento. Trinta dias após a inoculação foi detectada necrose em 30% dos hipocótilos com ferimento. Folhas destacadas foram inoculadas com discos de micélio e apresentaram lesão sete dias após a inoculação, somente no tratamento com ferimento. No momento, estão sendo inoculados frutos verdes destacados de cafeeiro e os resultados sugerem a associação entre C. gloeosporioides e C. boninense no estabelecimento da doença. Este é o primeiro relato de C. boninense associado à antracnose do café no Brasil
An overview of physiological specialization of coffee leaf rust: new designation of pathotypes.
Coffee leaf rust is the most important disease thorought the world. The disease caused by a biotrofic fungi growing areas of the world coffee leaf rust causes losses from Central American coffee park. identified in 1860. Madagascar and Java). I the disease was identified in Brazil. America, Caribean and Mexico. Currently, more than 50 identified by using coffee differentials clones of CIFC in the world. The most comum and widespread resistance genes ( identified by the differential interaction of genes of the host and of the pathogen. M technique, found two different genes in HdT 832/1 and HdT 832/2 not yet identified in differential clones ( to refer the isolates of system. Several pathotypes was found in several countri based on a set of differentials of CIFC was not enough to characterize complex isolates from derivatives into races. HdT832 their resistance was not supplanted in any other part of the world. On the other hand all the progenies derived from HdT 832/1 and resistance to complete resistance was not suplanted yet is S finding is very important due to the fact that cultivars containing the gene by the race that has the gene v reasons coffee breders must consider in their br 6,7,8,9) growers has to rely on the designation of CIFC system the pathogen is recessive and virulent (v resistant ( avirulent (Avr1 characterizing the hypersensitive reaction. Hemileia vastatrix Berk. & Br. has been a serious threat for the sustainability of all coffee . It caused the destruction of the coffee crop in Sri Lanka (Ceylon). Today, 35 ? 50 % on average in Brazil and more tham 50% of the entire Coffee rust probably originates in southwestern Ethiopia and was Then the disease spreaded across the Indian and Pacific Oceans (Philippines, n the 1950s and 1960s, rust advanced across West Africa. In the 1970s-90s, leaf rust advanced to South America, Central H. vastatrix H. vastatrix race II is presente in all over the world. The CIFC diferential clones has nine SH1, SH2, SH3, SH4, SH6, SH7, SH8 and SH9) alone or in combination. Races are SH1-9), named as SH10 and SH11. In the present review, we are proposing the name pathotype H. vastatrix that could not be differentiated into races, according to the CIFC es. It became evident that race nomenclature The resistance of the differential clones HdT 832/1 (S /2 (SH 6,7,8,9,? - v6,7,8,9,?) was only supplanted in India by isolates colleted in the field; but HdT 832/2 cossed with ara H. vastatrix in the field in all the coffee growing areas of the world. The only gene that H3, in the dominant form, from 3, which is absent in most of the coffee growing countries. For these eeding programs cross HdT 832/1 and 832/2 (S with S 288-23 (SH3). Since there is no complete resistance to the disease all over the world chemical control of the disease. races and pathotypes according CIFIC system and Flor gene for gene theory. 1-9) and the host plants are dominant and SH1-9) and the interaction is susceptible (S). In our proposed syst -9) and the host plant is also dominant (SH1-9) and the interaction is resistant (R) In January 1970, physiological races have been olecular biology HdT H 6,7,8,9,? - v6,7,8,9,?) and bica coffee lost the complete C. liberica
Análise molecular do rDNA de Hemileia vastatrix.
Os espaçadores transcritos internos (ITS1 e ITS2) e o gene 5,8S do rDNA nuclear de 15 populações de H. vastatrix foram amplificados por PCR com o objetivo de estudar a diversidade genética. Os fragmentos amplificados foram clonados, e dos clones resultantes, 4 a 7 foram seqüenciados. As 82 seqüências resultantes revelaram a existência de 68 haplótipos definidos por 63 substituições de base e cinco indels. Entre os 68 haplótipos, 64 foram exclusivos, isto é, cada um deles foi detectado em uma única lavoura, dois (1 e 2) foram compartilhados entre lavouras distintas e dois (19 e 29) foram exclusivos, mas detectados duas vezes na mesma lavoura. Os haplótipos geraram uma rede única mostrando que 65 deles são de origem mais recente e de distribuição restrita, e três são ancestrais e geograficamente mais bem distribuídos. A região ITS de H. vastatrix é altamente variável e mostrou que existe variação intra-especifica e que a maioria dos haplótipos é restrita a uma única população. As raças fisiológicas e as populações coletadas no campo possuem seqüências com níveis similares de diversidade genética e nucleotídica. A diversidade de H. vastatrix dentro das lavouras foi mais elevada (90,3%) do que entre eles (9,7%)
Germinação e infecção de ferrugem em cafeeiro conilon sob diferentes temperaturas e molhamentos foliares.
A biologia da ferrugem (Hemileia vastatrix) é bem estudada em café arábica (Coffea arabica), entretanto pouco se conhece desse assunto no cafeeiro conilon (C. canephora). Portanto, o objetivo deste trabalho foi determinar as faixas de temperatura e molhamento foliar ideais para a germinação e infecção da ferrugem no cafeeiro conilon. A idade da folha que é mais infectada pela ferrugem também foi determinada no estudo. Isolados de três cidades do ES foram coletados, obtidos na forma de isolados monopustulares e caracterizados biologicamente, sendo constituídos de dois isolados da raça II e um da raça I de H. vastatrix. As seguintes temperaturas e horas de molhamento foliar foram avaliadas nos experimentos: temperaturas de 18°C, 21°C, 24°C, 27°C e 30°C e molhamentos foliares de 4, 8, 12, 24, 48 e 72 horas. A germinação e a infectividade durante a incubação foi determinada. A germinação foi avaliada em placas de petri contendo meio ágar-água e a infectividade foi avaliada pela determinação da área foliar lesionada em discos de folha de café conilon dentro de caixas plásticas (11x11x3cm). Os resultados mostraram elevada taxa de germinação e infectividade em molhamento foliar superior a 24h e temperaturas entre 21 e 24ºC durante a incubação. As três idades da folha (jovem, adulta e velha) usadas no estudo apresentaram a mesma área foliar lesionada quando inoculadas com o isolado da raça II da H. vastatrix
Caracterização funcional e perfil de expressão in silico de quitinases do CAFEST.
O CafEST é a base de dados que armazena as 200 mil ESTs geradas pelo Projeto Brasileiro do Genoma Café. Em trabalho anterior, sequências potencialmente associadas com a defesa do cafeeiro a doenças foram identificadas. Entre essas sequências, genes de quitinases. As proteínas codificadas por esses genes são enzimas que podem desempenhar funções como metabolismo de quitina, mecanismos de defesa contra patógenos e estresse abiótico, nutrição, parasitismo entre outras. Dada a importância desta enzima para a planta, o objetivo do presente trabalho foi analisar as ESTs de quitinase identificadas previamente. Para isso foi realizada uma caracterização funcional das sequências e construído um perfil de expressão in silico. Os resultados mostraram que essas proteínas estão envolvidas em importantes processos biológicos e funções moleculares nas células da planta e estão mais expressas, principalmente, em bibliotecas que apresentam algum componente de estresse
Herança da resistência do Híbrido de Timor UFV 443-03 à ferrugem-do-cafeeiro Inheritance of coffee leaf rust resistance in Timor Hybrid UFV 443-03
O objetivo deste trabalho foi caracterizar a herança da resistência do Híbrido de Timor UFV 443-03 à ferrugem-do-cafeeiro (Hemileia vastatrix). Para isso, a raça II e o patótipo 001 de ferrugem foram inoculados em 246 plantas da população F2, 115 plantas do retrocruzamento suscetível (RC S) e 87 plantas do retrocruzamento resistente (RC R), originadas do cruzamento entre o genótipo suscetível cv. Catuaí Amarelo IAC 64 e a fonte de resistência Híbrido de Timor UFV 443-03. Para ambos os inóculos, a cv. Catuaí Amarelo IAC 64 foi suscetível, enquanto o Híbrido de Timor UFV 443-03, a planta representante da geração F1 e as plantas do RC R foram resistentes. As plantas F2, quando inoculadas com a raça II, apresentaram dois padrões de segregação significativos: 15:1 e 61:3. A herança da resistência foi confirmada pela inoculação das plantas do RC S, que segregaram na proporção de 3:1, padrão esperado para herança condicionada por dois genes. A hipótese de segregação 7:1 para três genes foi rejeitada. Resultados semelhantes foram obtidos para o patótipo 001. Dois genes dominantes e independentes conferem a resistência genética do Híbrido de Timor UFV 443-03 à raça II e ao patótipo 001 de H. vastatrix.The aim of this work was to characterize the resistance inheritance of the Timor Hybrid UFV 443-03 to coffee leaf rust (Hemileia vastatrix). For this, the race II and pathotype 001 of coffee leaf rust were inoculated in 246 F2 plants, 115 susceptible backcrossing (BCS) plants, and 87 resistant backcrossing (BC R) plants, derived from the crossing between the susceptible genotype 'Catuaí Amarelo' IAC 64 and the resistance source Timor Hybrid UFV 443-03. For both inoculums, the 'Catuaí Amarelo' IAC 64 was susceptible, while the Timor Hybrid, the plant representing F1 generation, and the BC R plants were resistant. The F2 plants inoculated with race II presented two significant segregation ratios: 15:1 and 61:3. The resistance inheritance was verified by the inoculation of the BCS plants, which segregated at a 3:1 ratio, an expected pattern for the inheritance controlled by two genes, whereas the segregation hypothesis of 7:1 for three genes was rejected. Two independent and dominant genes confer the genetic resistance of Timor Hybrid UFV 443-03 to race II and pathotype 001 of H. vastatrix
Genetic diversity and structure of Hemileia vastatrix populations on Coffea spp.
Coffee leaf rust is the most limiting disease for coffee cultivation in Brazil. Despite its importance, relatively little is known about the genetic diversity of Hemileia vastatrix, the rust causal agent. In this work, the DNA from 112 monopustule isolates from different geographic locations and coffee genotypes were analysed by amplified fragment length polymorphisms (AFLP). The objectives were to assess the influence of the host and geographic origin on the diversity and population differentiation in H. vastatrix. The fungal population showed a low level of genotypic diversity. Gene diversity (h) was 0027 and the hypothesis of random mating in the total population was rejected, but evidence for recombination was found for two subpopulations (São Paulo and Parana). The analysis of molecular variance revealed that 90% of the genetic distribution of the pathogen occurs among isolates within the subpopulation (states or host of origin). There was no correlation between geographic and genetic distance (r = 0024, P = 074), which together with the high number of migrants and the low degree of differentiation in populations of H. vastatrix, is consistent with the fact that the inoculum is probably easily dispersed by wind over long distances, allowing dispersal of the pathogen among coffee growing areas in Brazil. Therefore, it is difficult to predict the durability of resistant sources to coffee rust. The recommendation for the breeding programmes is thus to incorporate multigenic resistance as a control strategy
Categorização funcional de sequências expressas envolvidas na defesa do cafeeiro a doenças.
O entendimento dos mecanismos de defesa e da interação do cafeeiro com patógenos pode ser útil no desenvolvimento de novas alternativas para um controle eficiente das doenças. Tem sido demonstrado, em diferentes espécies de plantas, que genes R, responsáveis pelo reconhecimento dos patógenos, apresentam domínios conservados, como NBS (Nucleotide Binding Site) e LRR (Leucine Rich Repeat). Dessa forma, nesse trabalho, seqüências do Projeto Brasileiro do Genoma Café, previamente identificadas como contendo domínios NBS e LRR, foram funcionalmente categorizadas. A categorização foi realizada em 140 EST-contigs, sendo que 99 foram classificados em pelo menos uma das categorias funcionais do Gene Ontology. Essa categorização permitiu associar os produtos preditos das EST-Contigs com os processos biológicos que incluíram resposta de defesa e apoptose e com funções moleculares como ligação a nucleotídeo e atividade de transdutor de sinais. Esses e outros termos encontrados são comprovadamente relacionados com a atuação de genes de resistência no mecanismo de defesa da planta
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