1,721,053 research outputs found

    Prevalência e fatores associados ao traumatismo dentário em escolares de seis anos de idade de Palhoça/ SC

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    Dental trauma happens in all age groups, however, it affects mainly children and adolescents, with high and increasing prevalence. There are, nonetheless, few studies about its occurrence in the six-year-old age group, thus, children in the beginning of mixed dentition. The objective of this study was to estimate the prevalence and factors associated to dental trauma in six-year-old schoolchildren from the city of Palhoça/SC. It was a transversal study nested in a cohort study conducted by the Post Graduation Program in Health Sciences at Universidade do Sul de Santa Catarina, called Coorte Brasil Sul. Data from the referred cohort were used, involving a representative sample of schoolchildren born in 2009, resident in the city and regularly enrolled in public and private schools (n = 1.102). The classification criteria of the dental trauma were those used in the SB Brasil 2010 nationwide study, adapting alphabetical indices to the same typology of trauma in permanent teeth. Multivariate analyses through Poisson Regression were carried out to identify independent associations between prevalence of dental trauma and the independent variables studied. The prevalence of dental trauma found was 4.2% (CI 95% 3.0; 5.4). Such prevalence turned up to be statistically associated to studying in a private school [PR = 1.03 (CI 95% 1.01; 1.06)] (p = 0.016) and to inadequate lip coverage [PR = 1.08 (CI 95% 1.01; 1.14)] (p = 0.016). It is possible to conclude that prevalence of dental trauma in six-year-old schoolchildren in Palhoça/SC was 4,2% and prevalence turned up to be statistically associated to overjet incisal > 3mm and inadequate lip coverage, besides the fact of studying in private schools. Gender did not present a statistically significant association to dental trauma.O traumatismo dentário ocorre em todas as faixas etárias, porém atinge principalmente crianças e adolescentes, com alta e crescente prevalência. Há, todavia poucos estudos sobre sua ocorrência na idade de seis anos, portanto, crianças no início da dentição mista. O objetivo desse estudo foi estimar a prevalência e fatores associados ao traumatismo dentário em escolares de 6 anos de idade do município de Palhoça/SC. Tratou-se de um estudo transversal aninhado a um estudo de coorte conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade do Sul de Santa Catarina, denominado Coorte Brasil Sul. Foram utilizados dados da referida coorte, envolvendo uma amostra representativa de escolares nascidos no ano de 2009, residentes no município e regularmente matriculados nas escolas públicas e privadas (n = 1.102). Os critérios de classificação do traumatismo dentário foram aqueles utilizados no estudo nacional SB Brasil 2010, adaptando índices alfabéticos à mesma tipologia do traumatismo em dentes permanentes. Análises multivariadas do meio de Regressão de Poisson foram realizadas para identificar associações independentes entre a prevalência do traumatismo dentário e as variáveis independente estudadas. A prevalência de traumatismo dentário encontrada foi de 4,2% (IC 95% 3,0; 5,4). Tal prevalência mostrou-se estatisticamente associada com estudar em escola privada [RP = 1,03 (IC 95% 1,01; 1,06)] (p = 0,016) e com cobertura labial inadequada [RP = 1,08 (IC 95% 1,01; 1,14)] (p = 0,016). Pode-se concluir que a prevalência de traumatismo dentário em escolares de seis anos de idade de Palhoça/SC foi de 4,2% e mostrou-se estatisticamente associada ao overjet incisal > 3mm e à cobertura labial inadequada, além do fato de estudar em escolas privadas. Gênero não apresentou associação estatisticamente significativa ao traumatismo dentário

    Perfil epidemiológico e evitabilidade dos óbitos fetais de mulheres residentes em um município da região sul do Brasil

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    Fetal death, different from infant death, is not among the priorities of the Brazilian Ministry of Health, but it is an important indicator that reflects the quality of prenatal care, childbirth, and conditions of access to health services. Some factors have already been associated with fetal death, among them the quality of prenatal and hospital care, maternal, pregnancy and newborn characteristics and factors related to health services policies and actions. One third of fetal deaths are preventable, mainly due to adequate care for pregnancy, delivery and birth. Objective: To characterize the epidemiological profile of fetal deaths in Balneário Camboriú, Santa Catarina and to determine possible factors related to its occurrence and avoidability. Methods: A cross sectional study was carried out with data on the fetal deaths of residents in Balneário Camboriú, Santa Catarina, from January 2012 to October 2016. The data were collected in Death Certificates, Fetal Death Records and in medical records. A descriptive analysis of the study variables was performed to compare information sources. The most frequent causes were classified according to the criteria of avoidability of the Classification of the Foundation State System of data analysis of São Paulo, List of Causes of Avoidable Deaths by Interventions within the Unified Health System and of the Expanded Wigglesworth Classification. Results: 78 fetal deaths were reported in the study period. The main causes were fetal death of unspecified cause, conditions of the perinatal period, intercurrences in pregnancy, childbirth and puerperium, and congenital malformations. Of the fetal deaths, 84% were considered preventable, 5% non-preventable and 11% unclassified due to lack of data. Conclusion: The report of unspecified fetal death with the highest proportion of causes of fetal deaths pointed to the need to review the process of notification and investigation of fetal deaths, since in the way it is being carried out, it will be difficult to reach the predicted objectives. Most of the Deaths Were Considered Preventable through adequate attention to the pregnant woman in prenatal care and delivery.O óbito fetal, diferente do óbito infantil não está entre as prioridades do Ministério da Saúde Brasileiro, mas é um importante indicador que reflete a qualidade da assistência pré-natal, ao parto, além das condições de acesso a serviços de saúde. Alguns fatores já foram associados ao óbito fetal, dentre eles a qualidade da Assistência pré natal e hospitalar, características maternas, da gravidez e do recém-nascido e fatores relacionados as políticas e ações dos serviços de saúde. Um terço dos óbitos fetais são evitáveis, principalmente por adequada assistência a gravidez, ao parto e ao nascimento. Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico dos óbitos fetais de Balneário Camboriú, Santa Catarina e determinar possíveis fatores relacionados a sua ocorrência e evitabilidade. Métodos: Estudo transversal, realizado com dados eferentes aos óbitos fetais de residentes em Balneário Camboriú, Santa Catarina, de janeiro de 2012 a outubro de 2016. Os dados foram coletados em declarações de óbitos, fichas dei investigação dos óbitos fetais e em prontuários. Foi realizada a analise descritiva das variáveis do estudo para comparação das fontes de informação. As causas mais frequentes foram classificadas de acordo com os critérios de evitabilidade da classificação da fundação Sistema Estadual de Análise de Dados de São Paulo, da Lista de Causas de Mortes evitáveis por intervenções no âmbito do Sistema Único de Saúde e da classificação de Wigglesworth expandida. Resultados: Foram notificados 78 óbitos fetais no período estudado. As principais causas foram: morte fetal de causa não especificada, afecções do período perinatal, Intercorrências na gravidez, parto e puerpério e malformações congênitas. Dos óbitos fetais, 84% foram considerados evitáveis, 5% não evitáveis e 11% não classificados por falta de dados. Conclusão: A notificação de morte fetal de causa não especificada com a maior proporção entre as causas de óbitos fetais aponta para a necessidade revisão no processo de notificação e investigação dos óbitos fetais, pois da forma que vem sendo realizado dificilmente poderá atingir os objetivos previstos. Grande parte dos óbitos foram considerados evitáveis por meio de adequada atenção a gestante no pré-natal e parto

    The use of the purple line to diagnose cervical dilatation and fetal presentation among women during labor

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    Background: The vaginal exam is the main choice for monitoring labor, and may be associated to complications when performed excessively. The purple line has been described as an alternative method for this follow-up. Objective: To determine if the purple line can be used to estimate the progression of labor. Method: This is a prospective cohort study associated with analysis of accuracy, involving 220 patients, from August 2016 to May 2017. The patients were submitted to the observation and measurement of the purple line at the time of the vaginal exam. The associations between population characteristics and the appearance of the purple line in the sacral region, with significance level p <0.05, were studied through Poisson regression. The presence of the purple line was evaluated in relation to the evolution of labor. Pearson's correlation analysis and accuracy tests were performed between the measurements of the purple line and the cervical dilatation and the height of the fetal presentation. Results: There were 708 evaluations of the line, being present in 490 opportunities, among 189 patients, with incidence of 85.91% (CI 95% 81.30; 90.52). The purple line showed a 1.12 times higher incidence (CI 95% 1.02; 1.23) in white women (p=0.023), and 1.15 times higher (1.01; 1.32) in patients with premature rupture of membranes (p=0.042). The presence of the purple line increased 1.85 times (CI 95% 1.29; 2.67) the incidence of vaginal delivery (p < 0.001). There was positive correlation between line size and cervical dilation (r=0,893) and fetal height (r=0,681), with mean diagnostic accuracy of 23.05% and 8.21%, respectively. Conclusions: The purple line had a higher incidence in white women and in those with premature rupture of membranes, besides that, its presence increased the incidence of an adequate evolution of labor. The line presented a positive correlation with the parameters of labor progression, but it could not be used, routinely, to replace the vaginal exam, due to its low accuracy.Introdução: O toque vaginal é o exame de eleição para acompanhamento do trabalho de parto, podendo estar associado a complicações, quando realizado excessivamente. A linha púrpura tem sido descrita com método alternativo para este acompanhamento. Objetivo: Determinar se a linha púrpura pode ser utilizada para estimar a progressão do trabalho de parto. Método: Trata-se de um estudo de coorte prospectivo associado a estudo de acurácia, envolvendo 220 parturientes, no período de agosto/2016 a maio/2017. As pacientes foram submetidas à observação e medida da linha púrpura, no momento da realização do toque vaginal. Estudou-se as associações entre características populacionais e o aparecimento da linha púrpura na região sacral, com nível de significância p < 0,05, por meio de regressão de Poisson. A presença da linha púrpura foi avaliada quanto à evolução do trabalho de parto. Foram realizados análises de correlação de Pearson e testes de acurácia entre as medidas da linha púrpura e a dilatação cervical e a altura da apresentação fetal. Resultados: Foram realizadas 708 avaliações da linha, estando presente em 490 oportunidades, em 189 parturientes, com incidência de 85,91% (IC 95% 81,30; 90,52). A linha púrpura apresentou incidência 1,12 vezes maior (IC 95% 1,02; 1,23) nas mulheres brancas (p=0,023), e 1,15 vezes maior (1,01-1,32) nas pacientes com rotura prematura de membranas (p=0,042). A presença da linha púrpura aumentou 1,85 vezes (IC 95% 1,29; 2,67) a incidência do parto vaginal (p < 0,001). Houve correlação positiva entre o tamanho da linha e a dilatação cervical (r=0,893) e a altura da apresentação fetal (r=0,681), com acurácias diagnósticas médias de 23,05% e 8,21%, respectivamente. Conclusões: A linha púrpura apresentou maior incidência em mulheres brancas e naquelas com rotura prematura de membranas, além disso, sua presença aumentou a incidência de evolução adequada do trabalho de parto. A linha apresentou correlação com os parâmetros de evolução do trabalho de parto, porém não pode ser usada, rotineiramente, em substituição do toque vaginal, pela sua baixa acurácia

    Tendência da carga de doença por hepatite B no estado de Santa Catarina no período de 2005-2010

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    Introdução: As hepatites virais constituem um grave problema de saúde no Brasil e no mundo. A maioria dos portadores de hepatite B desconhece o seu estado de portador e com isso constitui um elo importante na cadeia de transmissão da doença. Santa Catarina apresenta áreas de alta endemicidade e se desconhece a carga da doença no estado. Objetivo: Observar a tendência dos indicadores de Carga de Doença por hepatite B no estado de Santa Catarina no período de 2005 a 2010. Método: Realizou-se um estudo de séries temporais com dados de notificação e de mortalidade por hepatite B obtidos do Sistema Nacional de Informação de Agravos de Notificações e no Sistema de Informação de Mortalidade. Foi realizado o cálculo de Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidade (Disability Adjusted Life Years ¿ DALY) e de seus componentes de mortalidade (Anos de Vida Perdidos - Years of Life Lost ¿ YLL) e de morbidade (Anos Vividos com Incapacidade - Years Lived with Disability ¿ YLD). As taxas brutas foram calculadas e padronizadas pelo método direto tendo como população padrão a de Santa Catarina no ano de 2010. Estimou-se a variação anual por intermédio de regressão linear segmentada, identificando-se os pontos em que houve modificações da tendência. Resultados: O estado de Santa Catarina apresentou aumento não significativo de 4,7% (IC95% -10,0; 21,7) ao ano nas taxas de YLL e queda não significativa de 5,7% (IC95% -17,2; 7,4) ao ano nas taxas de YLD. A faixa-etária de 1 a 4 anos apresentou aumento significativo de 7,0% (IC95% 4,5; 9,5) ao ano neste indicador. A macrorregião do Planalto Norte apresentou também queda significativa de 20,9% (IC95% -31,2; -9,2) ao ano. Em relação às taxas de DALY, o estado apresentou queda não significativa de 3,4% (IC95% -12,1; 6,2) ao ano e aumentos significativos de 7,0% (IC95% 4,5; 9,5) ao ano na faixa-etária de 1 a 4 anos e de 25,9% (IC95% 2,6; 54,4) ao ano na faixa-etária de 70 a 79 anos. Conclusão: O estado de Santa Catarina apresentou queda não significativa da carga de doença por hepatite B, porém nas faixas-etárias de específicas de 1 a 4 anos e de 70 a 79 anos houve aumento significativo da carga no período de 2005 a 2010.Introduction: Viral hepatitis is a serious health problem in Brazil and worldwide. Most patients with hepatitis B are unaware of their carrier status, and thus form an important link in the chain of disease transmission. The State of Santa Catarina is highly endemic for hepatitis B, and the disease burden is unknown. Objective: To examine trends in indicators of disease burden for hepatitis B in the State of Santa Catarina during the period 2005-2010. Method: We conducted a time-series study with data notification and mortality rates from hepatitis B obtained from the National Notifiable Diseases Surveillance System and Mortality Information System. We calculated the Disability-Adjusted Life Years (DALYs) and its components of mortality (Years of Life Lost ¿ YLL) and morbidity (Years Lived with Disability ¿ YLD). The crude rates were calculated and standardized by the direct method, using the 2010 population of Santa Catarina as a default. We used the segmented linear regression model to estimate the annual variation, and identified the points at which there were changes in the trend. Results: The State of Santa Catarina showed a non-significant increase of 4.7% (95% CI -10.0, 21.7) per year in the YLL rates, and a non-significant decrease of 5.7% (95% CI -17.2 , 7.4) per year in the YLD rates. The 1-4-year age group had a significant increase of 7.0% (95% CI 4.5, 9.5) per year in this indicator. The Northern Plateau Region also showed a significant decline of 20.9% (95% CI -31.2, -9.2) per year. Regarding the DALY rates, the State of Santa Catarina presented a non-significant decrease of 3.4% (95% CI -12.1, 6.2) per year and significant increases of 7.0% (95% CI 4.5, 9.5 ) per year in the 1-4-year age group, and 25.9% (95% CI 2.6, 54.4) in the 70-79-year age group. Conclusion: The State of Santa Catarina showed no significant decrease in the disease burden for hepatitis B, but in specific age groups (1-4 and 70-79 years), there was a significant increase in the disease burden during the period 2005-2010

    A carga de doença por tuberculose no estado de Santa Catarina

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    Objective: To estimate the burden of disease due to tuberculosis in the State of Santa Catarina in the year 2009. Method: An epidemiological ecological study was carried out having as scope the State of Santa Catarina and its nine health macroregions. The study was composed by data of individuals residents in the State and reported in the Brazilian Mortality Database and the National Case Registry Database as confirmed cases of tuberculosis in 2009. The burden of disease indicator – DALY was estimated by the sum of the component of mortality - YLL and the component of morbidity - YLD. The YLL was estimated by the difference between the age of death and the standardized life expectancy, 80 years for men and 82.5 for women. A discount rate of 3% per year was applied. The YLD was estimated by the product of the weight of 0.271 by the disease duration of 18 months for HIV-negative cases and 12 months for HIV-positive cases using the incident cases in the year of study. To compensate for possible underreporting notification, a proportion of 60% of cases was increased in the notification data. In the cases of HIV/tuberculosis coinfection, a 17.7% of cases were increased. The absolute values of YLL, YLD and DALY were transformed into rates per 100,000 inhabitants, dividing them by the estimated population in the half of the studied period. It was observed the distribution of rates by sex, age and health macro-regions. Results: 4.446,29 YLLs were estimated generating a rate of 72.67 YLL/100,000 inhabitants. 1.197,98 YLDs were estimated generating a rate of 19.58 YLD/100,000 inhabitants. The burden of disease due to tuberculosis was estimated at 5.644,27 DALYs, which generated a rate of 92.25 DALY/100,000 inhabitants. The highest rates were found in males and in the age group of 30 to 44 and 45 to 59 years with uneven distribution by health macro-region. The highest burden was estimated in the Planalto Norte with 179.56 DALY/100,000 inhabitants followed by the Nordeste with 167.07 DALY/100,000 inhabitants. Conclusions: The burden of disease due to tuberculosis was concentrated in the adult age groups with variations in the health macro-regions, mainly in males. The use the indicator of burden of disease is recommended as an appropriate parameter for the evaluation of the uneven profile of priorities according to the burden of disease due to tuberculosis in the State of Santa Catarina.Objetivo: Estimar a carga de doença por tuberculose no Estado de Santa Catarina no ano de 2009. Método: Foi desenvolvido um estudo epidemiológico de delineamento ecológico tendo como abrangência o Estado de Santa Catarina e suas nove macrorregiões de saúde. O estudo foi composto por dados de indivíduos notificados no Sistema Nacional de Agravos e Notificações como casos de tuberculose confirmados em 2009 e dos casos que foram a óbito, obtidos no Sistema de Informações sobre Mortalidade residentes no Estado. O componente de mortalidade- YLL foi estimado pela diferença entre a idade do óbito e a esperança de vida padronizada de 80 anos para homens e de 82,5 para mulheres, aplicando-se uma taxa de desconto de 3% ao ano. O componente de morbidade-YLD foi estimado pelo produto do peso de 0,271 pela duração da doença de 18 meses para pacientes HIV negativos e 12 meses para HIV positivos, utilizando-se os casos incidentes no ano de estudo. Para compensar eventual subnotificação, foi acrescida a proporção de 60% sobre os casos incidentes no caso de não co-infecção pelo HIV e de 17,7% nos casos com co-infecção pelo HIV. A carga de doença (DALY) foi estimada pela soma do componente de mortalidade e morbidade. Os valores absolutos foram transformados em taxas por 100 mil habitantes, dividindo-os pela população estimada na metade do período estudado. Observou-se a distribuição das taxas por sexo, faixas etárias e por macrorregião de saúde. Resultados: Foram estimados 4.446,29 YLLs, o que gerou uma taxa de 72,67 YLL/100 mil habitantes. Foram estimados 1.197,98 YLD, o que gerou uma taxa de 19,58 YLD/100 mil habitantes. A carga de doença por tuberculose foi estimada em 5.644,27 DALYs, o que gerou uma taxa de 92,25 DALY/100 mil habitantes. As maiores taxas foram encontradas no sexo masculino e nas faixas etárias de 30 a 44 e de 45 a 59 anos, com distribuição desigual por macrorregião de saúde. A maior carga foi estimada na macrorregião do Planalto Norte com 179,56 DALY/100 mil habitantes, seguida pelo Nordeste com 167,07 DALY/100 mil habitantes. Conclusões: A carga de doença por tuberculose concentra-se nas faixas etárias adultas, com variações em algumas macrorregiões de saúde, majoritariamente no sexo masculino. Recomenda-se a utilização do indicador de carga de doença como um parâmetro mais adequado para a avaliação das prioridades em função do perfil diferenciado da carga de doença por tuberculose no Estado de Santa Catarina

    Associação entre fatores pré-natais e neonatais e ocorrência de sintomas de asma em crianças aos 6 anos de idade

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    INTRODUCTION: The prevalence of asthma in children has been increasing in several western countries. The increase, in addition to factors related to different exposures during childhood, is also directly related to factors of prenatal conditions. OBJECTIVE: To estimate the possible association between prenatal and neonatal factors and the occurrence of asthma symptoms in children at 6 years of age in Palhoça - Brazil. METHODS: A cross-sectional study using secondary data from a cohort study called Coorte Brasil Sul, with a sample of 578 children was carried out. Data were analyzed using three levels hierarchical Poisson Regression with robust estimator with stepwise forward strategy in which prevalence ratios and their respective 95% confidence intervals were estimated. RESULTS: Of the 578 children included in the study, 43.4% (95% CI 39.4; 47.4) had asthma symptoms. The variables with significantly higher prevalence of symptoms and asthma at 6 years of age were: male gender, with 5% higher prevalence (PR = 1.05 95% CI 1.01; 1.11) (p = 0.043); children of pregnant women, with 7% higher prevalence of infectious diseases (PR = 1.07; 95% CI 1.02; 1.13) (p = 0.011); children who were not breastfed, with a 12% higher prevalence (PR = 1.12; 95% CI 1.02; 1.24) (p = 0.022) and children with respiratory problems in the first month of life, with a 14% higher prevalence (PR = 1.14; 95% CI 1.01; 1.29) (p = 0.033). CONCLUSION: Factors such as male gender, time-independent breastfeeding deprivation, and respiratory problems in the first month of life were shown to be important postnatal influencers in the onset of childhood asthma symptoms. The onset of infectious diseases in pregnancy was the only factor with intrauterine physiology that was associated with the onset of childhood asthma symptoms.INTRODUÇÃO: A prevalência de asma em crianças vem crescendo em diversos países ocidentais. O aumento, além de fatores referentes a diferentes exposições durante a infância também está diretamente relacionado a fatores de condições pré-natais. OBJETIVO: Estimar a eventual associação entre fatores pré-natais e neonatais e ocorrência de sintomas de asma crianças aos 6 anos de idade no município de Palhoça – Santa Catarina. MÉTODOS: Estudo epidemiológico de delineamento transversal com a utilização de dados secundários provenientes de um estudo de coorte denominado Coorte Brasil Sul, com uma amostragem de 578 crianças foi realizado. Os dados foram analisados por meio de Regressão de Poisson com estimador robusto, hierarquizada em três níveis com a estratégia stepwise forward em que foram estimadas as razões de prevalência e seus respectivos intervalos de confiança 95%. RESULTADOS: Do total de 578 crianças incluídas no estudo, 43,4% (IC 95% 39,4; 47,4) apresentavam sintomas de asma. As variáveis com prevalências significativamente maiores de sintomas de asma aos 6 anos de idade foram: sexo masculino, com prevalência 5% maior (RP= 1,05 IC 95% 1,01; 1,11) (p=0,043); crianças de gestantes portadoras de doenças infecciosas, com prevalência 7% maior (RP= 1,07; IC 95% 1,02; 1,13) (p=0,011); crianças que não foram amamentadas, com prevalência 12% maior (RP= 1,12; IC 95% 1,02; 1,24) (p=0,022) e crianças com problemas respiratórios no primeiro mês de vida, com uma prevalência 14% maior (RP= 1,14; IC 95% 1,01; 1,29) (p=0,033). CONCLUSÃO: Fatores como sexo masculino, privação de aleitamento materno independente do tempo e problemas respiratórios no primeiro mês de vida se mostraram como importantes influenciadores pós-natais no aparecimento de sintomas de asma na infância. O aparecimento de doenças infecciosas na gravidez, apresentou-se como o único fator com fisiologia intrauterina que se mostrou associado com a ocorrência de sintomas de asma na infância

    A carga de doença por AIDS no Estado de Santa Catarina

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    Objective: To estimate the burden of disease by Aids in the State of Santa Catarina in the year 2009. Method: It was developed an epidemiological study of ecological design. This work had as its scope the State of Santa Catarina and its nine macroregions of health. The study population was composed of all persons notified in the national system of aggravations and notifications as Aids cases confirmed in 2009 and the cases that were the death obtained in the system of information on mortality, residents in Santa Catarina. The mortality component was estimated by the difference between the age of death and life expectancy. In this study, we used the same parameters as the disease burden study in Brazil, that is, life expectancy at birth of 80 years for men, and 82,5 for women. These values are standardized to allow international comparability. In this work was applied a discount rate of 3%. The component of YLD plus 50% factor, incidents of 0,167 applied, with or without treatment and disease duration of 108 months. Results: 2.034 Aids cases were reported and 689 Aids deaths in Santa Catarina. 15.756 were estimated, which generated 0,50 YLL a rate of 100 thousand inhabitants 257,51 YLL/. In this work was estimated 4554,05 YLD, which generated a rate of 100 thousand inhabitants 74,43 YLD/by Aids. The burden of disease by Aids was estimated at 20.310,65 DALY, which generated a rate of 100 thousand inhabitants 331,94 DALY/64% being male 36% female literacy, with age group distribution and unequally for macroregion. Conclusions: The burden of disease by Aids was estimated at 20.310,65 years of life lost early adjusted by disability. The highest rates were found in males, ages 30 to 44 and 45 to 59, with uneven distribution by health macroregion. The greatest burden of disease was estimated to be in the North with plateau macroregion 768,62 DALY/100 thousand inhabitants, followed by the Northeast with 100 thousand inhabitants 517,00 DALY/; the smaller load was the macroregion “Planalto Serrano”, with 89,41 DALY/100 thousand inhabitants. The burden of disease focuses on the adult age groups, with some variations, mostly in health macroregions males. It is recommended to use the disease as a health indicator, along with other indicators, for the planning of health policies and actions.Objetivo: Estimar a carga de doença por Aids no Estado de Santa Catarina no ano de 2009. Método: Foi desenvolvido um estudo epidemiológico de delineamento ecológico. Teve como abrangência o Estado de Santa Catarina e suas nove macrorregiões de saúde. A população de estudo foi composta dados de todas as pessoas notificadas no Sistema Nacional de Agravos e Notificações como casos de Aids confirmados em 2009 e dos casos que foram a óbito obtidos no Sistema de Informações sobre Mortalidade, residentes em Santa Catarina. O componente de mortalidade foi estimado pela diferença entre a idade do óbito e a esperança de vida. Nesse estudo, foram utilizados os mesmos parâmetros do estudo de Carga de Doença no Brasil, isto é, esperança de vida ao nascer de 80 anos para homens e de 82,5 para mulheres. Estes valores são padronizados para permitir comparabilidade internacional. Foi aplicada uma taxa de desconto de 3%. Ao componente de YLD acrescido fator de 50% nos casos incidentes, aplicado o peso de 0,167, com ou sem tratamento e duração da doença de 108 meses. Resultados: Foram notificados 2.034 casos de Aids e 689 óbitos por Aids em Santa Catarina. Foram estimados 15.756,50 YLL, o que gerou uma taxa de 257,51 YLL/100 mil habitantes. Foram estimados 4554,05 YLD, o que gerou uma taxa de 74,43 YLD/100 mil habitantes por Aids. A Carga de Doença por Aids foi estimada em 20.310,65 DALY, o que gerou uma taxa de 331,94 DALY/100 mil habitantes, sendo 64% no sexo masculino 36% no sexo feminino, com faixas etárias e distribuição desigual por macrorregião. Conclusões: A Carga de Doença por Aids foi estimada em 20.310,65 anos de vida perdidos precocemente ajustados por incapacidade. As maiores taxas foram encontradas no sexo masculino, nas faixas etárias 30 a 44 e 45 a 59, com distribuição desigual por macrorregião de saúde. A maior Carga de Doença foi estimada na macrorregião do Planalto Norte com 768,62 DALY/100 mil habitantes, seguida pelo Nordeste com 517,00 DALY/100 mil habitantes; a macrorregião de menor Carga foi o Planalto Serrano, com 89,41 DALY/100 mil habitantes. A Carga de Doença se concentra nas faixas etárias adultas, com variações em algumas macrorregiões de saúde, majoritariamente no sexo masculino. Recomenda-se a utilização da Carga de Doença como um indicador de saúde, juntamente com outros indicadores, para o planejamento de políticas e ações de saúde

    Incidência e efeito de práticas iniciais de alimentação e do peso ao nascer no sobrepeso/obesidade aos 6/7 anos de idade

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    Introduction: Obesity is considered one of the most serious public health problems of the 21st century and one of the main causes of morbidity and mortality. The number of children affected by excess body weight is increasing globally. Objective: To estimate the incidence and analyze the effect of initial feeding practices and weight at birth in overweight/obesity at 6/7 years of age. Methods: We conducted a retrospective cohort study, involving 473 children registered in the first year of elementary school to public and private schools, and their families, residing in the municipality of Palhoça/SC. Demographic data and for the initial feeding practices were obtained through interviews with the mothers of school children in households. The birth weight and gestational age were obtained by querying the health portfolio. Anthropometric data of were collected in visits to schools. Were calculated the body mass indexes subsequently classified according to z scores curves proposed by the World Health Organization. Descriptive analyses were undertaken of the variables of the study. Bivariate analyses were performed to test the homogeneity of proportions, through the Chi-square. Multivariate analysis was carried out through the Cox Regression to estimate the effects of any of confusion variables. Risk Ratios (RR) and their respective confidence intervals were estimated. Results: we observed an incidence of 33.2% (IC 95% 28.9; 37.5) of overweight/obesity in the population studied. Non-breastfed children presented a risk of 1.66 (95% CI 1.06; 2.61) (p = 0.027) to develop overweight/obesity at 6/7 years of age, regardless of the other variables studied. Socio-demographic characteristics, relating to birth weight and feeding until two years of age were not statistically associated. Conclusion: the incidence of Overweight/obesity was 33.2% among schoolchildren of the age group studied in the municipality of Palhoça. Among these, children are not breastfed presented a statistically greater risk of developing overweight/obesity at 6/7 years when compared with those who had breastfeeding.Introdução: A obesidade é considerada um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI e uma das principais causas de morbidade e de mortalidade. O número de crianças atingidas pelo excesso de peso corporal está aumentando globalmente. Objetivo: Estimar a incidência e analisar o efeito de práticas iniciais de alimentação e do peso ao nascer no sobrepeso/obesidade aos 6/7 anos de idade.Métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospectiva, envolvendo 473 escolares matriculados no primeiro ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas, e suas famílias, residentes no município de Palhoça/SC. Dados sóciodemográficos e referentes às práticas iniciais de alimentação foram obtidas por meio de entrevistas com as mães dos escolares nos domicílios. O peso ao nascer e a idade gestacional foram obtidos por meio de consulta à carteira de saúde da criança. Dados antropométricos dos escolares foram coletados em visitas às escolas. Foram calculados os índices de massa corporal, posteriormente classificados segundo curvas de escores-z preconizadas pela Organização Mundial de Saúde. Foram realizadas análises descritivas das variáveis do estudo. Análises bivariadas foram realizadas para testar a homogeneidade das proporções, por meio do qui-quadrado. Foi também realizada análise multivariada por meio da Regressão de Cox para estimar os efeitos de eventuais variáveis confundidoras. Razões de risco (RR) e seus respectivos intervalos de confiança foram estimados. Resultados: Observou-se uma incidência de 33,2% (IC 95% 28,9; 37,5) de sobrepeso/obesidade na população estudada. Crianças não amamentadas apresentaram um risco de 1,66 (IC 95% 1,06; 2,61) (p=0,027) de desenvolverem sobrepeso/obesidade aos 6/7 anos de idade, independentemente das demais variáveis estudadas. Características sociodemográficas, relativas ao peso ao nascer e de alimentação até os dois anos de idade não se mostraram estatisticamente associadas.Conclusão: A incidência de sobrepeso/obesidade foi de 33,2% entre os escolares da faixa etária estudada no município de Palhoça. Entre estes, as crianças não amamentadas apresentaram um risco estatisticamente maior de desenvolverem sobrepeso/obesidade aos 6/7 anos quando comparadas com as que tiveram aleitamento materno

    Influenza: perfil das internações e reflexos da imunização anual em idosos de Santa Catarina no período de 1995 à 2009

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    Aim: To temporally describe the hospital morbidity in the elderly population due to influenza related causes and its complications and to estimate the effects of the vaccine over its coefficients in Brazilian Southern State of Santa Catarina. Methods: An ecological study combining temporal series from 1995 to 2009 was carried out. Secondary data from the Brazilian Sistema de Informações Hospitalares was used. The study's population was composed by records of 60 year old individuals and older, who was living in the nine macroregions of health of the state. To observe the number of hospital admissions, influenza related causes and its complications according to the International Classification of Diseases were used. It was estimated the coefficient of hospital admissions according to gender and age for the state, the death rate regardless the sex and age, the seasonal effect. The effect of seasonality and vaccine were measured using multiple linear regressions. Results: Males and the group of age of 80 and over showed higher rates of hospital admissions. Variations were observed, with a decrease of 15.8% in the first quarters of the years of the study, and an increase of 14.9% in the thirds quarters highlighting the effects of seasonality. It was also observed a decrease of 18.9% from 1999 on. Conclusion: It was observed important effects on the hospitalization admissions rates in Santa Catarina associated to seasonality and to the introduction of the influenza vaccination campaigns in the studied period.Objetivos: Descrever temporalmente a morbidade hospitalar na população idosa por causas relacionadas à influenza e suas complicações e estimar os reflexos da vacina sobre seus coeficientes no Estado de Santa Catarina. Métodos: Estudo epidemiológico de delineamento ecológico combinando séries temporais de 1995 a 2009. Utilizaram-se dados secundários oriundos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde do Brasil. A população do estudo foi composta por registros de indivíduos de 60 anos e mais, residentes nas nove macrorregiões de saúde do Estado de Santa Catarina. Para o cálculo dos coeficientes de internação hospitalar foram utilizadas causas relacionadas à influenza e suas complicações de acordo com a Classificação Internacional de Doenças. Foram analisados os coeficientes de internação hospitalar por sexo e faixa etária para o Estado, a tendência da morbidade sem distinção de sexo e faixa etária, o efeito da sazonalidade. Utilizando a análise regressão linear múltipla calculou-se o efeito exercido pela sazonalidade e os reflexos causados com a introdução da vacina contra influenza no Estado de Santa Catarina. Resultados: O sexo masculino e a faixa etária acima de 80 anos apresentaram coeficientes mais elevados. Observaram-se variações, com diminuição de 15,8% nos primeiros trimestres dos anos de estudo, e aumento nos terceiros trimestres em 14,9%, evidenciando o reflexo da sazonalidade. O efeito da vacinação, a partir de 1999, foi de 18,4%, com relação ao efeito que exerce na diminuição do coeficiente de internação. Conclusão: A sazonalidade e a introdução das campanhas de vacinação contra influenza exerceram reflexos nos coeficientes de internação hospitalar no Estado de Santa Catarina no período estudado
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