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Luís de Freitas Branco: 14 Prelúdios para Piano
O presente trabalho consiste numa edição crítica, acompanhado de nota histórica e analítica, de 14 Prelúdios para Piano de Luís de Freitas Branco (Dez Prelúdios dedicados a José Vianna da Motta e Quatro Prelúdios dedicados a Isabel Manso). O comentário crítico encontra-se disponível em Português, Inglês e Francês
Dinâmicas extremas através dos movimentos corporais na interpretação da música para piano contemporânea
RESUMO A utilização de dinâmicas extremas e de modos de ataque que acentuam as qualidades percussivas do piano, bem como o uso de mudanças bruscas de intensidade e de registo, caracterizam uma boa parte da produção musical para piano a partir da segunda metade do século XX (Caillet, 2007). Não raramente se encontram, nesse repertório, dinâmicas que vão do pppp ao ffff, e até uma utilização sustentada de violência extrema que se manifesta na repetição de notas, de acordes, de clusters, ou outras formas de escrita musical que acentuam as nuances de fortissimo. Ora, do ponto de vista da saúde física do pianista, sabemos que um esforço muscular de tipo repetitivo pode conduzir a lesões potencialmente graves, e que a promoção de um “movimento de qualidade” deverá, ao invés, promover um desempenho que seja “livre, expressivo e seguro” (Mark, 2003, p. 05).
Numerosas fontes sobre técnica pianística propõem soluções para o conjunto dos problemas colocados pelo repertório pianístico canónico, que se estende da segunda metade do século XVIII às primeiras décadas do século XX, mas até as fontes mais recentes têm como base repertórios desfasados do nosso tempo cronológico (Chiantore, 2019, pp. 700-702).
Deste modo, tomando como ponto de partida as questões consensuais da técnica pianística, e apoiando-me igualmente na minha própria experiência prática de intérprete que se consagra à música para piano do nosso tempo, proponho um itinerário através de diversas obras que apelam a nuances extremas, a partir das quais traçarei um repertório de movimentos que me permitiram gerir esses repertórios sem lesões ao longo de uma carreira de mais de duas décadas.
ABSTRACT The use of extreme dynamics and modes of attack emphasizing the percussive qualities of the piano, as well as abrupt changes in intensity and registers characterize much of the piano music written in the second half of the 20th century (Caillet, 2007). It is not rare to find, in this repertoire, dynamics ranging from pppp to ffff, and even a sustained use of extreme violence which manifests itself in the repetition of notes, chords, clusters or other forms of writing emphasizing fortissimo nuances.
However, from the point of view of the pianist’s physical well-being, we know that a repetitive muscular effort can generate potentially serious injuries, and that the promotion of a “quality movement” may, on the contrary, promote a “free, expressive and secure” performance (Mark, 2003, p. 5).
Several works on piano technique offer solutions to most of the problems posed by the performance of standard piano repertoire, which spanned from the second half of the 18th century through the first decades of the 20th century, being based mainly on repertoires which are out of phase with our chronological time (Chiantore, 2019, pp. 700-702).
Thus, taking major consensual issues of piano technique as a starting point, and relying equally on my own practical experience as a performer devoted to the piano music of our time, I propose an itinerary through different works calling upon extreme dynamic nuances, from which I will draw a repertoire of movements that have allowed me to manage these repertoires without injury in course of a career spanning over more than two decades
Traços da prática organística na escrita para piano e electrónica de João Pedro Oliveira: In Tempore, Abyssus Ascendens ad Aeternum Splendorem, Timshel e Entre o Ar e a Perfeição
João Pedro Oliveira é um dos mais proeminentes compositores portugueses do nosso tempo. Organista de formação, frequentou a classe do Professor Antoine Sibertin-Blanc (1930-2012) no Instituto Gregoriano de Lisboa. A partir de 1978 começou uma importante carreira de organista, que prosseguiu até ao ano 2000, enquanto começava a dedicar-se à composição musical.
O impacto que a prática organística teve na criatividade e prática composicional de Oliveira é inegável. Apesar do evidente distanciamento do compositor relativo ao órgão em anos mais recentes, e sabendo que o piano surge como o instrumento mais frequentemente utilizado pelo compositor em obras solistas ou para diferentes formações instrumentais, com ou sem electrónica, poderemos considerar que a actividade de João Pedro Oliveira enquanto organista terá contribuído de maneira significativa para a definição da sua escrita pianística, particularmente quando combinada com meios electrónicos? Se sim, como é que tal se concretiza numa obra como In Tempore, para piano e electrónica (2001) ou outras, para piano, piano e orquestra e piano integrado em grupos de música de câmara do mesmo autor e da mesma década (como Abyssus Ascendens ad Aeternum Splendorem, Timshel e Entre o Ar e a Perfeição)?
Procurarei formular respostas para estas questões, socorrendo-me da análise musical e performativa das obras em questão, que serão cotejadas com outras consideradas pertinentes. Nesse processo, serão focados aspectos como registo, timbre e tempo, bem como considerações de ordem física
Musica instrumentalis: experimentação e técnicas não convencionais nos séculos XX e XXI
O timbre emergiu no século XX com uma força proporcional ao progressivo desmembramento de uma prática composicional e linguagem musical comum. Se, na música concreta e eletrónica, o tratamento do timbre se processou na interação entre o compositor e a tecnologia disponível, a exploração desse parâmetro nos instrumentos da tradição erudita ocidental redefiniu a conceção de cada um desses instrumentos, bem como dos respectivos intérpretes, performance, e relação intérprete-compositor, distinta da tradição recebida do romantismo.
Não obstante o crescente interesse musicológico na performance, por contraposição ao texto musical, como fonte criação de sentido, a reflexão em torno da sua transformação pela invenção tímbrica carece ainda de reflexão. Procurando minimizar essa lacuna, apresenta-se o conjunto dos ensaios agora reunidos que, ao longo de quinze capítulos, produzem reflexão sobre a escrita para diversos instrumentos nos séculos XX e XXI; organizados de acordo com a enunciação dos naipes de orquestra, esses capítulos reportam-se aos instrumentos de cordas, às madeiras, aos metais, à percussão, a que se acrescentam a guitarra e o piano
Nota Introdutória
Esta Nota introdutória estabelece sucintamente as bases teóricas que nortearam o livro em que se insere, dedicado à experimentação tímbrica na música instrumental dos sécs. XX e XXI, e às técnicas não convencionais que consbstanciam parte dessa experimentação. Prossegue detalhando a organização do livro e o conteúdo de cada um dos seus capítulos
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
Dispelling the Myths Behind First-author Citation Counts
We conducted a full-scale evaluative citation analysis study of scholars in the XML research field to explore just how different from each other author rankings resulting from different citation counting methods actually are, and to demonstrate the capability of emerging data and tools on the Web in supporting more realistic citation counting methods. Our results contest some common arguments for the continued
use of first-author citation counts in the evaluation of scholars, such as high correlations between author rankings by first-author citation counts and other citation
counting methods, and high costs of using more realistic citation counting methods that are not well-supported by the ISI databases. It is argued that increasingly available digital full text research papers make it possible for citation analysis studies to go beyond what the ISI databases have directly supported and to employ more
sophisticated methods
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