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    O Ponto, n. 15, mar. 2022

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    O PONTO, São Francisco do Conde, BA, n. 15, mar. 2022

    A tropological discussion on Toni Morrison's The Buest Eye: from metaphor to irony

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em Letras/Inglês e Literatura Correspondente.The Bluest Eye, da escritora americana Toni Morrison, foi publicado em 1970 e serve como documento contra o preconceito racial sofrido pela comunidade negra americana, embora a estória tenha sido ambientada na década de 40, o romance retrata uma realidade enfrentada até os dias atuais. O enredo da história gira em torno da personagem narradora (Claudia) e sua família (The MacTeers) em contraposição com a personagem central da trama (Pecola) e sua família (The Breedloves). Pecola sofre todos os tipos de rejeição possíveis, desde a falta de amor e respeito em sua própria família, até a segregação da comunidade negra a qual pertence. Para Pecola, a única forma de se sentir amada e considerada por todos seria se possuísse olhos azuis. Na verdade ela desejaria ter os olhos mais azuis possíveis. Ao final do livro, após ter sido estuprada pelo pai e ter perdido as esperanças através da influência do pastor local, Soaphead Church, Pecola fica louca, e volta-se para um mundo próprio, insano e desequilibrado, dentro do qual acredita ter conquistado os olhos azuis que desejara. Esta dissertação utiliza a teoria dos tropos de Hayden White no sentido de analizar o nível de percepção de mundo que os personagens do romance apresentam, principalmente Pecola e Claudia. De acordo com White, o ser humano possui quatro estágios distintos que representam o nível de apreensão do mundo externo. As primeiras apreensões dos homenslimitam-se ao próprio ser e, por isso, a compreensão de algo além dos limites da individualidade torna-se complicada. No instante em que o outro é visto e entendido apesar do espaço individual, o ser humano atinge uma percepção metonímica, caracterizando uma percepção mais ampla do mundo. O ser humano desconstrói as apreensões individuais feitas até então, pautando suas comparações no outro. Um terceiro estágio do desenvolvimento das apreensões humanas diz respeito às reconstruções feitas resultantes de todas as conclusões tiradas a partir do confronto do "eu" com o "outro". Esse estágio denomina-se sinedóquico. A partir do momento em que o ser humano adquire uma consciência maior do mundo externo e da participação individual neste mundo, englobando a diferenciação entre as diversas individualidades que interagem no mesmo, é caracterizado um novo estágio do desenvolvimento das percepções humanas. Neste estágio, os homens adquirem uma visão irônica das coisas, através da qual seu ponto de vista crítico e sua capacidade de escolha possibilitam um entendimento mais completo dos fatos. Em The Bluest Eye, Pecola percebe um mundo destrutivo e cruel quando tenta transpor os limites do "eu". No entanto, a realidade que enxerga faz com que ela retroceda no processo e se prenda num mundo metafórico, considerado insano e desequilibrado, mas no qual ela consegue realizar seus sonhos e ter seu desejo atendido. O que Morrison realmente quer é mostrar a capacidade de auto destruição que a comunidade negra possui ao invés da preservação dos valores culturais e da defesa dos interesses da própria comunidade. Porém, o entendimento da comunidade é retratado como limitado, o que contribui para a falta de solução de um problema vivenciado por muito tempo. Morrison acrescenta um comentário na edição de 1993 do romance justamente por que sua mensagem não foi comprendida em sua totalidade, necessitando uma complementação elucidativa. Essa dissertação discutirá a ironia que há por trás dessa necessidade dada a reflexão, quase que induzida, proposta pela autora. A conseqüência de toda essa problemática é um texto simbólico metafórico com relação à compreensão superficial demonstrada pelos personagens e pela própria comunidade negra, porém irônico no que diz respeito à reflexão e a auto crítica embutidos na mensagem do romance

    O Ponto, n. 11, nov. 2021

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    O PONTO, São Francisco do Conde, BA, n. 11, nov. 2021.Conforme prometido na edição nº 10, damos continuidade à publicação dos textos construídos dentro da disciplina "Enunciação, discurso e texto", sob a condução do Prof. Carlos Maroto Guerola

    O Ponto, n. 13, jan. 2022

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    O PONTO, São Francisco do Conde, BA, n. 13, jan. 2022.O Ponto se renova em 2022, tanto em sua equipe, quanto na condição de Projeto de Extensão, com bolsista remunerado e voluntários, com vontades ainda mais pretenciosas, planos incríveis e muita energia para somar os que tem sede de reais transformações. O calendário nos desestimula, mas a esperança não! O desgoverno nos desanima e desarticula, mas nossa vontade democrática nos fortalece sempre! Falsas lideranças manipulam alguns, mas a informação de qualidade, a formação digna e a união nos fornece formas estratégicas de resistência, luta e defesa. O Ponto, filho da pandemia, segue em mais um ano de existência, de resistência política e de esperanças freiriana... Venha ser um “dos nossos e das nossas”! Venha pontuar também

    O Ponto, n. 16, abr. 2022

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    O PONTO, São Francisco do Conde, BA, n. 16, abr. 2022

    O PAPEL DA LÍNGUA PORTUGUESA NA COMPOSIÇÃO DE UMA ELITE POLÍTICA EM TIMOR-LESTE: SUBSÍDIOS PARA UMA DISCUSSÃO POLÍTICO-LINGUÍSTICA SOBRE LUSOFONIA

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    O presente artigo busca discutir a relação entre a língua portuguesa e a formação de uma elite política na República Democrática de Timor-Leste (RDTL), a dos presidentes da república do período democrático. Trata-se de verificar como a língua portuguesa contribui para a constituição dessa elite após a guerrilha de resistência contra a Indonésia, bem como analisar possíveis contribuições que as relações estabelecidas pela língua (também relações de poder) trazem para a produção de um discurso favorável à presença da língua portuguesa no país.  Para tanto, são analisadas as biografias oficiais três presidentes timorenses, a partir das quais um debate interdisciplinar é desenvolvido. De um lado, estudiosos da teoria das elites e da sociologia do poder, tais como Bourdieu (1983, 1989, 2015), Saint-Martin (2008), Coradini (2001, 2003), Seidl (2013), Codato (2008), Anjos (2006) e Dallabrida (2001) auxiliam o entendimento quanto à formação, à conversão e à manutenção das elites; e, de outro lado, os estudos das Políticas Linguísticas por Makoni e Meinhof (2006), Mariani (2004) , Shohami (2006) e Rajagopalan (2003), permitem um entendimento pontual sobre discursos produzidos sobre a língua. O que se percebe é que a língua portuguesa, tal como aconteceu em outras ex-colônias lusitanas, foi acessada por uma pequena elite local de timorenses que possuíam contato direto com a metrópole e depois, dadas as circunstâncias políticas e de guerra que o país asiático vivenciou, a língua foi discursivizada como artefato político, constituindo um projeto nacionalista lusófono que nem sempre corrobora com as dinâmicas linguísticas do cotidiano

    O Ponto, n. 6, jun. 2021

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    O PONTO, São Francisco do Conde, BA, n. 6, jun. 2021

    O Ponto, n. 10, out. 2021

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    O PONTO, São Francisco do Conde, BA, n. 10, out. 2021.Neste mês, nós trazemos um editorial um pouco diferente. Convidamos uma estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades do Campus dos Malês para que ela nos falasse sobre suas vivências na UNILAB. Nada melhor que as palavras estudantis para que todas, todos e todes possam refletir sobre nossa universidade, buscando sempre as transformações que nós queremos. Então... Vamos refletir com o texto da Grazi

    O Ponto, n. 9, set. 2021

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    O PONTO, São Francisco do Conde, BA, n. 9, set. 2021

    O Ponto, n. 12, dez. 2021

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    O PONTO, São Francisco do Conde, BA, n. 12, dez. 2021.Chegamos ao final de mais um ano. Chegamos ao fim! Fim!! Quando buscamos no dicionário o significado da palavra fim, nos deparamos com várias descrições diferentes... para alguns, o fim é a extremidade no tempo e no espaço. Para outros, é a conclusão de algo ou um ponto que se interrompe. É certo que cada um de nós pode enxergar o fim de uma maneira diferente. É certo, também, que de alguma forma todos nós enfrentamos fim esse ano. 2021 foi a continuidade de muitos “fins” patrocinados e arquitetados pelo atual desgoverno deste país. Aqui poderíamos comportar facilmente o fim como um ponto interrompido, quando vimos muitos dos nossos direitos e conquistas serem sufocados e silenciados por discursos e decisões tolas, vimos desemprego, descaso, fome, fogo, acordos desfeitos, e toda sorte de inseguranças. Encaramos o fim por meio de perdas imensuráveis, e alguma coisas tiveram fim dentro de nós. Lidamos com o final de prazos, o fim da espera, o fim da dor, o fim das férias e, por muitas vezes, ansiamos o fim. Entretanto, caros leitorxs, o fim se encerra em um novo começo! Há um fim que ansiamos de todo coração, porque ele traz consigo a luz de um novo tempo, e esse fim traz boas novas. De todos os fins que enfrentamos neste ano, em todas as vezes que encaramos um ponto interrompido, nós Do ponto e do Sem ponto escolhemos a esperança. Nenhuma espera, nenhuma dor é para sempre e, enquanto tivermos uns aos outros, ainda haverá esperança. Temos fé no brilho nos olhos de nossos irmãos e irmãs. Revestidos de esperança, resistimos. A esperança de Paulo Freire, do verbo “esperançar”. A esperança de lutar, resistir, batalhar mas não desistir de ter esperança em uma vida mais digna para todes. Veja, as perdas são irreparáveis e nossa alma chorará eternamente por elas, mas choraremos e clamaremos, empunhando espadas e, “no fim”, daremos lugar a um novo começo. É o que te desejamos, caro(a) leitor(a), que seja forte, que resista, mas sobretudo que tenha esperança porque só ela pode produzir resistência, só ela poderá te manter firme, que nossa esperança seja inabalável... e que ela produza, em nós, resiliência
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