7 research outputs found

    Artigo | Daniele Caron, Ana Cabral Rodrigues e Rodrigo Schames Isoppo refletem sobre o papel territorial e político desses espaços coletivos de convergência social

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    Aborda o papel dos grupos de trabalho comunitário em meio ao período de crise humanitária, no Rio Grande Sul. Em especial, as cozinhas comunitárias ou solidárias enquanto espaços de convergência social.Aquarela de um prato montado em forma de coração. No centro, uma coxa de frango envolta por arroz e feijão, formando o primeiro coração, são envoltos por rodelas de tomate e alface. Na última linha ao redor, vários pratos bancos com mensagens de solidariedade. Por Gugu Lacerda, do Programa de Extensão Histórias e Práticas Artísticas, do Instituto de Artes

    Narradores de rua : uma resistência existencial

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    Este trabalho nasce de uma iniciativa independente de um projeto de intervenção urbana na Avenida Independência, em Porto Alegre, que visa provocar uma aproximação e uma reflexão entre aqueles que transitam pela avenida e aqueles que lá habitam. Em constantes conversas com a população em situação de rua, pode-se perceber que aquela forma de contato não era habitual, que esta população era reduzida a uma identificação esquadrinhada por parte do Estado e de uma supressão subjetiva por parte da Sociedade Civil. Este trabalho tem como objetivo situá-los na sociedade através de suas narrativas, que dão suporte para sua existência no mundo em que estão inseridos. Trabalhará com uma bibliografia que se ocupa em entender o papel da narrativa na sociedade, nas ciências e na etnografia, a fim de estabelecer um laço entre elas e a realidade social dos narradores de rua. Tem o objetivo também de trazer à tona a discussão do papel do pesquisador enquanto responsável por escrever um texto que represente a sua experiência etnográfica e a relação com seus interlocutores no campo. Na tentativa de alcançar os objetivos, utiliza-se a metodologia da alegoria etnográfica, proposta por James Clifford e explorada em Tim Ingold. Clifford Geertz, Paul Zumthor, Roland Barthes e Loïc Wacquant servem como instrumento de estudo para a escrita desta experiência.This work born from an independent initiative of a project of urban intervention in Independence Avenue in Porto Alegre, which aims to make an approach and reflection among those transiting the avenue and those who dwell there. In constant conversations with the population living on the streets, you can see that that form of contact was unusual, that this population was reduced to an identification scrutinized by the State and a subjective suppression by Civil Society. This work aims to situate them in society through their narratives, which support for its existence in the world in which they live. Work with a bibliography that is concerned with understanding the role of narrative in society, science and ethnography in order to establish a link between them and the social reality of the narrator’s street. It aims also to bring up the discussion of the role of the researcher as responsible for writing a text that represents your ethnographic experience and relationship with its partners in the field. In seeking to achieve the objectives, uses the methodology of ethnographic allegory, proposed by James Clifford and explored in Tim Ingold. Clifford Geertz, Paul Zumthor, Roland Barthes and Loïc Wacquant serve as a tool to study the writing of this experience

    Da ocupação à retomada: cartografando processos de subjetivação em território urbano

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    Os acontecimentos das últimas décadas revelam que atravessamos uma crise civilizatória a nível global, comprometendo, no presente, a capacidade de antever um projeto de futuro para a sociedade fora dos referenciais fabricados e sustentados pelo arsenal científico e histórico oriundos da Europa ocidental, desde que se projetou como bastião da modernidade. A tese apoia-se na ideia de que as catástrofes contemporâneas são sintomas, e não anomalias, do projeto de consolidação do modo de produção capitalista, ancorado pelos enunciados cartesianos que prevêem a canonização de um sujeito universal autodeterminado sustentado por uma nova tecnologia de subjetivação de categorização humana guiado pela raça, prerrogativa sobre a qual respaldará o maior e perpétuo genocídio, etnocídio e epistemicídio já visto na história humana contra populações e erritórios que cultivam diferentes modos de existência. Investigará, inspirado na genealogia foucaultiana, a hipótese de uma suposta aliança entre a prática de governo necropolítica - denunciado primeiramente por Achille Mbembe - com a racionalidade de mercado neoliberal - tendo como base Pierre Dardot e Christian Laval - que orientam os processos de subjetivação do planejamento urbano. Para estreitar as fronteiras do urbano com a produção de subjetividade, a tese foca nas manifestações contra-hegemônicas dos segmentos periféricos que, com sua inventividade política, mobilizaram repertórios de diferentes territorialidades no espaço urbano para reivindicar seu reconhecimento, pertencimento e participação como sujeitos históricos na construção do Brasil. Tendo como base a descolonização do ser, do poder e do saber, optou-se pelo recurso da cartografia levada ao grau de radicalidade, na medida em que o pesquisador decide habitar existencialmente por seis meses no Assentamento 20 de Novembro. Em particular, acompanha o processo da Ocupação Baronesa que, em sua trajetória, se firmou como o primeiro Centro de Referência Indígena-Afro do RS na área central de Porto Alegre. Tal acontecimento abasteceu novos paradigmas epistemológicos tanto para o planejamento urbano na esfera institucional, acadêmica quanto para a luta pela reforma urbana na esfera militante.The reports of the last decades reveal that we are going through a civilizational crisis at a global level, compromising, in the present, the ability to anticipate a future project of society outside of the references manufactured and sustained by the scientific and historical arsenal originating in Western Europe, therefore, projects itself as a bastion of modernity. The thesis starts from the idea that contemporary catastrophes are symptoms, not anomalies, of the project to consolidate the capitalist mode of production, anchored in Cartesian statements that envision the canonization of a self-determined universal subject supported by a new technology of subjugation of human categorization guided by race, the prerogative of which one will bear the greatest and perpetual genocide, ethnocide and epistemicide ever seen in human history against populations and territories that cultivate different modes of existence. Inspired by Foucaultian genealogy, it will investigate a hypothesis of a supposed alliance between a necropolitical governmental practice – mainly denounced by Achille Mbembe - with a neoliberal market rationality - based on Pierre Dardot and Christian Laval - which guides the processes of subjectivity of Urban Planning. To narrow the borders between Urbanism and the production of subjectivity, this thesis focus in the counter-hegemonic manifestations of peripheral segments that, with their political inventiveness, mobilizes repertoires of different territorialities in the urban space to claim their recognition, appreciation and participation as their historical subjects in the construction of urban space in Brazil. Based on the decolonization of being, power and knowledge, we opted for the use of cartography as their radical level, according as the researcher decides to reside existentially for six months in Assentamento 20 de Novembro. Particularly, keep up with the process of Ocupação Baronesa that, in its trajectory, established itself as the first Indigenous-Afro Reference Center of RS in the central zone of Porto Alegre. This event fueled new epistemological paradigms both for urban planning as well the institutional and academic sphere as for the urban reform resistance in the militant sphere

    Ensaios sobre o morrer : como escrever sobre algo que não se fala?

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    Esta dissertação de mestrado põe em questão o morrer, verbo tão elástico que confunde-se com a própria vida. Partindo do pressuposto que o morrer é um processo que cabe aos vivos e, por isso, é atravessado pelas relações do sujeito com a verdade, o seguinte trabalho pretende analisar, a partir do instante presente, como a sociedade moderna ocidental se organizou para dar conta dos infinitos mistérios que a morte desperta nos indivíduos em paralelo com o projeto de governo do Estado de gestão e controle da população, a partir das práticas biopolíticas e da legitimidade do saber médico que prescreve o que é uma vida, quais são os valores que a determinam e sob que códigos e condutas os seres devem se submeter para serem considerados existentes. Aliado ao filósofo Michel Foucault e Giorgio Agamben, propõe-se um percurso sinuoso da emergência do racismo biológico e do racismo de Estado para refletir sobre os grandes genocídios do século XX, sob a perspectiva de uma Tanatopolítica. Através do recurso do ensaio, este trabalho provocará a pergunta: como escrever sobre algo que não se fala O ensaio, mais do que um método, é um artesania capaz de costurar o tempo e a história em busca do passado de nossas verdades presentes e um convite ao leitor a um livre flanar pelos rastros de um conhecimento subsumido das cátedras acadêmicas, mas que clama por sua palavra e seu sepultamento. Ensaiar é permitir, também, que a ficção, a poesia e a literatura entrem pela porta da frente na obstinação do saber. Se a ciência moderna carece de evidências acerca do morrer e seus processos, o ensaio responde, sem ferir os mistérios do mundo, com mais questões que permitem criar outras realidades, fora das instituídas. Junto com Walter Benjamin, Jorge Larrosa, Peter Pal Pelbart e outros filósofos, a dissertação problematiza a distância entre a pesquisa e a militância, flertando com o saber morrer e apostando no luto enquanto luta, ensaiando outras maneiras de dar sentido a ausência com a inventividade política dos movimentos de ocupação atuais para fazer frente ao projeto biopolítico.This master's dissertation questions dying: a verb so elastic that it is confused with life itself. Based on the assumption that dying is a process that belongs to the living and is therefore crossed by the subject's relations with the truth, the following work intends to analyze, from the present moment, how modern Western society organized itself to address the infinite mysteries that death awakens in the individuals in parallel with the state governor's project of management and control of the population, from the biopolitical practices and the legitimacy of the medical knowledge that prescribes what a life is, what the values that determine it are and under what codes and behaviors living beings must undergo to be considered existing. Allied with the philosophers Michel Foucault and Giorgio Agamben, it is proposed a sinuous route of the emergence of the biological racism and the racism of State to reflect on the great genocides of century XX, from the perspective of Tanatopolitics. This work will provoke the question in the form of an essay: how do we write about something that is not spoken The essay, more than a method, is a craft capable of sewing time and history in search of the past of our present truths and an invitation to the reader to a free walk through the traces of a subsumed knowledge of academic chairs, but that claims by its word and its burial. Essaying is to allow, also, that fiction, poetry, and literature enter the front door in the obstinacy of knowledge. If modern science lacks evidence about dying and its processes, this essay responds, without hurting the mysteries of the world, with more questions that enable us to create other realities, other than those instituted. Along with Walter Benjamin, Jorge Larrosa, Peter Pal Pelbart, and other philosophers, this dissertation problematizes the distance between research and militancy, flirting with the acceptance of dying, and betting on mourning while fighting, essaying other ways to make sense of absence with the political inventiveness of the current occupation movements facing the biopolitical project

    OCUPAÇÕES URBANAS: MEMÓRIA E AÇÕES COLETIVAS

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    A modernidade ocidental é marcada pela excessiva produção de informação, efeito da sofisticação digital e da globalização. As tecnologias de poder, paralelamente, se voltam a produzir uma subjetividade individualizante atuando, através da mídia de massa e da publicidade, nos campos mais profundos do sujeito, no corpo, no pensamento e no desejo. Do mesmo modo, a História e seus métodos cartesianos se utilizam da narrativa dominante para preencher suas páginas, sugerindo que existe uma verdade sobre o nosso passado que é escrita pela mão dos vencedores (Benjamin, 1987). A velocidade da informação ajuda a empobrecer a experiência singular do sujeito e apagar os rastros culturais minoritários, fazendo-se necessário uma análise da produção da memória coletiva e suas expressões narrativas. Neste cenário ocorre constantemente o ofuscamento de diversos elementos constitutivos da coletividade, como a memória e as questões associadas a ela. Neste cenário caótico, a proposta é apresentar uma visão a partir da base do movimento, sem qualquer filtro de negócios (mídia e Estado), mas nem por isso neutro politicamente - pelo contrário. Propõe-se, assim, através de um método investigativo, analisar como as mobilizações sociais têm se organizado para resgatar e produzir outra memória coletiva que respeite a multiplicidade e a singularidade dos que são excluídos pelos poderes e pela história

    Narratives on the margins : shifting epistemes for a methodology of the common

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    A conjuntura de instabilidade política, econômica e social que assola o ocidente na contemporaneidade nos convoca a discutir os pressupostos epistemológicos que agenciam a problemática urbana em sua colonialidade, apontando para a necessária ruptura de um regime de autorização discursiva que invisibiliza as narrativas situadas à margem da produção urbana hegemônica. Rever tais pressupostos implica desnaturalizar o modus operandi do planejamento urbano revista V!RUS V!RUS journal issn 2175-974x ano 2020 year semestre 01 semester Julho 2020 July editorial editorial entrevista interview ágora agora tapete carpet artigo nomads nomads paper projetos projects expediente credits próxima v!rus next v!rus ocidental, fazendo emergir modos de subjetivação que escapam à normatividade imposta pelo sistema patriarcal e neoliberal, e abrir caminho às práticas urbanas que recuperam o comum (DARDOT, LAVAL, 2017) como racionalidade alternativa ao capitalismo e como composição complexa das diferenças. A partir do reconhecimento da narrativa como epistemologia da experiência, a metodologia busca cartografar as narrativas historicamente apagadas e excluídas da cidade, a fim de atualizar e ampliar os limites dos métodos de pesquisa nos estudos urbanos, tendo em vista a complexidade da cidade contemporânea. A espiral da mimese de Ricoeur (1994) nos possibilita agenciar as derivas e intervenções urbanas como experiência narrada para entrever as singularidades que compõem a heterogeneidade do comum, e fazer emergir argumentos outros sobre a cidade vivida, capazes de deslocar a colonialidade do saber que ainda impera na disciplina urbanística.The conjecture of political, economic, and social instability that plagues the West in contemporaneity summons us to discuss epistemological premises as agencies of the urban issues in its coloniality, pointing towards the necessary rupture of a discursive authorization regime which renders narratives on the margins of hegemonic urban production invisible. To revise such premises implies denaturalizing the modus operandi of western urban planning, causing modes of subjectivation that escape the normativity imposed by the patriarchal and neoliberal system to emerge, and enabling urban practices which restore the common (Dardot, Laval, 2017) as alternative rationality to capitalism and as a complex composition of differences. From the acknowledgment of narrative as an epistemology of experience, the methodology seeks to cartograph the historically erased and excluded narratives of the city, in order to update and broaden the limits of research methods in urban studies, in view of the complexity of the contemporary city. Ricoeur’s (1994) mimetic spiral allows us to operate urban drifts and interventions as narrated experience to glance at the singularities that compose the heterogeneity of the common and to bring out other arguments about the living city, capable of shifting the coloniality of knowledge that still prevails in urban planning

    A brincadeira animal, uma política da imaginação

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    In this review we present the book "What animals teach us about politics", written by Canadian philosopher Brian Massumi. The author focuses specifically on animal play to weave a rigorous reflection on ethics and esthetics. Showing us the gaps in wolf fighting play and when it ends and becomes real combat. To this end, Massumi weaves a careful web of concepts which we now intend to present their nodal points that lie in the disjunction between performing an act or dramatizing it. A disjunction that in animal or human play is a source of learning and anchoring when it makes a circuit between instinct and politics. A presentation of concepts that mark the interlacing, with a vital playful difference, between instinct and politics, a difference in which lies a potential, a margin of maneuver we call creation.Nesta resenha apresentamos o livro do filósofo canadense Brian Massumi, "O que os animais nos ensinam sobre política". O autor centra-se especificamente na brincadeira animal para tecer uma rigorosa reflexão sobre ética e estética. Nos mostrando as lacunas na brincadeira de luta entre lobos e quando ela termina e vira combate real. Para tanto, Massumi tece uma cuidadosa teia de conceitos os quais pretendemos apresentar seus pontos nodais que residem na disjunção entre realizar um ato ou de dramatizá-lo. Disjunção que na brincadeira animal ou humana é fonte de aprendizagem e de ancoragem ao realizar um circuito entre instinto e política. O autor apresenta conceitos que balizam o interlaçamento, com uma diferença lúdica vital, entre instinto e política, diferença onde reside um potencial, uma margem de manobra, chamada criação.En esta revisión presentamos el libro del filósofo canadiense Brian Massumi, "Lo que los animales nos enseñan sobre política". El autor se centra específicamente en el juego de animales para tejer una reflexión rigurosa sobre la ética y la estética. Mostrándonos las brechas de lo que hace el juego de lucha de lobos y cuándo termina y se convierte en un verdadero combate. Con este fin, Massumi teje una cuidadosa red de conceptos que ahora tenemos la intención de presentar sus puntos nodales que se encuentran en la disyunción entre realizar un acto o dramatizarlo. Disyunción que en el juego animal o humano es una fuente de aprendizaje y anclaje al hacer un circuito entre el instinto y la política. Presentación de conceptos que marcan el entrelazado, con una diferencia lúdica vital, entre instinto y política, diferencia donde hay un potencial, un margen de maniobra, llamado creación
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