54 research outputs found
"Tornar-se T(t)erra": a experiência da escrita da poesia como possibilidade de enraizamento na educação em ciências
Orientador: Robson Simplicio de Sousa.Monografia (graduação) - Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina, Curso de Graduação em Ciências BiológicasInclui referênciasResumo : O ensino contemporâneo de ciências possui fundamentação na racionalidade técnica e instrumental. Esta tendência promove uma hiperconceitualização dos fenômenos de estudo das disciplinas da área de ciências em escolas, colégios e universidades, apresentando modelos abstratos supostamente prontos em detrimento das experiências multisensoriais de descrição e interpretação dos fenômenos da natureza, que antecedem a criação destes modelos. Isso tem sido chamado na filosofia contemporânea de reversão antológica. Uma das possibilidades apontadas na literatura para lidar com a reversão ontológica é a promoção das chamadas experiências estéticas, que podem ser entendidas como processos pré-cognitivos, relacionadas às experiências com o mundo e os fenômenos ontológicos que nele se mostram. Por estas características, elas envolvem dimensões fundamentais do próprio ser, tangendo preceitos éticos, sociopolíticos e as visões de mundo que guiam as interpretações dos fenômenos, que ocorrem a partir das percepções sensoriais. Neste sentido, a arte se mostra uma possível promotora de experiências estéticas, potencializando a sensibilidade ao experienciar do mundo. Neste ensaio, apresentamos a experiência de reconhecimento da escrita de poesias como uma possibilidade de promover experiências estéticas e desenvolver a sensibilidade aos fenômenos do mundo, o que se mostra um caminho ao enraizamento do ser. Este pode ser entendido como a retomada da conexão existencial entre a natureza e o ser, e da experiência dela como ponto de partida ontológico. As poesias foram escritas ao longo do ano de 2022 no projeto Licenciar Atelier Científico, da Universidade Federal do Paraná - Setor Palotina. Por fim, são discutidas possibilidades à educação em ciências trazidas pela escrita de poesias
A química orgânica no livro didático de química : entre a estabilidade de enfoques curriculares e a mudança da tradição
Orientador : Robson Simplicio de SousaMonografia (graduação) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Palotina, Curso de Graduação em Ciências Exatas - Química.Inclui referênciasResumo : A formação dos professores de química busca em seus caminhos recursos para uma boa prática docente. Dentre os diversos recursos didáticos, o livro didático é um importante instrumento na formação de professores, uma vez que ele é um referencial curricular. Ao falarmos do livro didático, faz-se importante analisar sua trajetória, para que possamos entender como se relacionam os conteúdos curriculares de química e seus contextos de aplicação. Analisar o caminho percorrido da organização dos livros didáticos é fundamental para observarmos qual é a base que foi estruturada para nossos livros de hoje. Assim, tendo uma base sobre currículo e como este se relaciona com os livros didáticos de química, focalizando as relações estabelecidas entre os conhecimentos químicos ensinados na disciplina escolar de química no terceiro ano do ensino médio. Analisar os livros didáticos de química, selecionados pelo Programa Nacional do Livro Didático do Ensino Médio de 2018, para o terceiro ano do ensino médio, buscando delimitar os enfoques curriculares de química orgânica tratados. Este tema é relevante para a formação dos futuros professores, bem como para a formação continuada dos professores, que buscam identificar os enfoques curriculares de química orgânica presente nos livros didáticos de química do ensino médio
Linguagem química na educação química: entre caminhos epistemológicos e hermenêuticos
Orientador: Prof. Dr. Robson Simplicio de SousaMonografia (graduação) - Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina, Curso de Graduação em Ciências ExatasInclui referênciasResumo : No presente trabalho pretendemos abordar a linguagem da Química a partir de duas perspectivas: a epistemológica e a hermenêutica. Partimos do pressuposto de que a linguagem constitui os seres humanos e que, a partir dela, torna-se possível a comunicação e a interação, ou seja, os seres humanos se constituem pela e na linguagem e dela são dependentes. Sua importância se reflete no campo educacional, pois ao considerarmos que a escola é um lugar de aprender a viver em sociedade, a interpretação, a compreensão e o diálogo sobre o conhecimento se dão na linguagem. No ensino de Ciências, é possível destacar a presença de duas perspectivas de linguagem. Portanto, este trabalho trata da linguagem da Química a partir destas duas perspectivas: i. a linguagem fundamentada pela epistemologia e; ii. a linguagem fundamentada pela hermenêutica. Por conta da importância das duas perspectivas na compreensão do conhecimento historicamente produzido e ao compromisso da escola em sua transmissão às gerações mais jovens, este ensaio propõe um estudo da linguagem da Química fundamentado a partir dessas duas perspectivas, entendendo as de forma complementar. Através da ideia de complementaridade, a epistemologia trataria da racionalidade técnica, com seus direcionamentos lógicos e instrumentais e a hermenêutica trataria da racionalidade do compreender por meio da historicidade e da tradiçã
Linguagem química na educação química: entre caminhos epistemológicos e hermenêuticos
Orientador: Prof. Dr. Robson Simplicio de SousaMonografia (graduação) - Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina, Curso de Graduação em Ciências ExatasInclui referênciasResumo : No presente trabalho pretendemos abordar a linguagem da Química a partir de duas perspectivas: a epistemológica e a hermenêutica. Partimos do pressuposto de que a linguagem constitui os seres humanos e que, a partir dela, torna-se possível a comunicação e a interação, ou seja, os seres humanos se constituem pela e na linguagem e dela são dependentes. Sua importância se reflete no campo educacional, pois ao considerarmos que a escola é um lugar de aprender a viver em sociedade, a interpretação, a compreensão e o diálogo sobre o conhecimento se dão na linguagem. No ensino de Ciências, é possível destacar a presença de duas perspectivas de linguagem. Portanto, este trabalho trata da linguagem da Química a partir destas duas perspectivas: i. a linguagem fundamentada pela epistemologia e; ii. a linguagem fundamentada pela hermenêutica. Por conta da importância das duas perspectivas na compreensão do conhecimento historicamente produzido e ao compromisso da escola em sua transmissão às gerações mais jovens, este ensaio propõe um estudo da linguagem da Química fundamentado a partir dessas duas perspectivas, entendendo as de forma complementar. Através da ideia de complementaridade, a epistemologia trataria da racionalidade técnica, com seus direcionamentos lógicos e instrumentais e a hermenêutica trataria da racionalidade do compreender por meio da historicidade e da tradiçã
O texto na educação química a partir da hermenêutica filosófica
Orientador: Robson Simplicio de SousaMonografia (graduação) - Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina, Curso de Graduação em Ciências ExatasInclui referênciasResumo : Este trabalho busca explorar o uso da Hermenêutica em trabalhos de Educação Química que citam Martin Eger e/ou Hans-Georg Gadamer, apresentando como esses trabalhos se aproximam ou se distanciam da Hermenêutica Filosófica. Por meio de uma escrita ensaística, iniciamos por apresentar como a Hermenêutica se torna Hermenêutica Filosófica, vinculando-a ao problema do textualismo, que reduz a Hermenêutica apenas à interpretação de textos. Dessa forma, Martin Eger na década de 1990, buscou compreender como os textos têm sido tratados na Educação em Ciências, o que produz repercussões para a Educação Química. Por isso, buscamos, com este ensaio, apresentar textos acadêmicos que tratam da interpretação de textos na Educação Química por uma perspectiva Hermenêutica, especialmente a Hermenêutica Filosófica. As produções de Eger, influenciadas pela Hermenêutica Filosófica de Gadamer, evidenciam a importância da linguagem, da interpretação, da tradição histórica e do diálogo no processo de formação do aluno como ser-no-mundo. Mostramos, neste trabalho, que a Hermenêutica Filosófica não se trata apenas de interpretação de textos, mas assume que toda a interpretação é análoga à interpretação de um texto. Com isso, compreendemos que a Educação Química pode ser orientada por um caminho educativo que faça sentido para o aluno a partir de seu horizonte de compreensão em busca de fusão de horizontes a partir da Hermenêutica FilosóficaAbstract : This work seeks to explore the use of Hermeneutics in Chemistry Education works that cited Martin Eger and/or Hans-Georg Gadamer, presenting how these works approach or distance themselves from Philosophical Hermeneutics. Through essay writing, we begin by presenting how Hermeneutics becomes Philosophical Hermeneutics, linking it to the problem of textualism, which reduces Hermeneutics only to the interpretation of texts. In this way, Martin Eger in the 1990s sought to understand how texts have been treated in Science Education, which has repercussions for Chemistry Education. Therefore, with this essay, we seek to present academic texts that deal with the interpretation of texts in Chemistry Education from a Hermeneutic perspective, especially Philosophical Hermeneutics. Eger's productions, influenced by Gadamer's Philosophical Hermeneutics, highlight the importance of language, interpretation, historical tradition and dialogue in the process of forming the student as a being-in-the-world. We show, in this work, that Philosophical Hermeneutics is not just about interpreting texts, but assumes that all interpretation is analogous to the interpretation of a text. With this, we understand that Chemistry Education can be guided by an educational path that makes sense for the student based on their horizon of understanding in search of a fusion of horizons based on Philosophical Hermeneutic
A fotografia nas pesquisas de ensino de ciências e biologia
Orientador: Robson SimplícioMonografia (graduação) - Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina, Curso de Graduação em Ciências BiológicasInclui referênciasResumo : O estudo baseado no uso da fotografia para o ensino de ciências e biologia no ensino regular vem crescendo lentamente, pois ainda se considera difícil encontrar artigos e trabalhos que falem especificamente sobre isso. Para obter os resultados e responder a questão do trabalho "como a fotografia aparece nas produções de Ensino de Ciências e Biologia?", fizemos um levantamento bibliográfico e buscamos artigos relacionados ao tema "fotografia e ensino de ciências" em periódicos e para a análise utilizamos o método de Análise Textual Discursiva (ATD). Nas publicações encontradas, é possível observar o grande diferencial que a fotografia pode proporcionar para a educação de modo geral e em específico no ensino de ciências, pois professores a têm como uma das principais ferramentas visuais sendo já comprovado a grande melhoria do aprendizado dos alunos quando se tem uma imagem fotográfica acompanhando textos. Porém, muito além do caráter instrumentalista da fotografia, vimos que a ela possibilita uma atitude sensível ao mundo que se apresenta àquele que fotografa, gerando uma sensibilidade-estética em quem observa, além disso, a fotografia é um exercício e uma experiência de atenção ao outro, tendo um caráter ético, pois considera o diferente. É uma experiência sensível ético-estétic
O Atelier Científico como Invenção: Experiências Estéticas na Educação em Ciências e Matemática como Modo de (Auto)Compreensão
Neste texto, apresentamos um exemplo de participação no processo formativo “Cirandar” promovido pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Em 2020, o Cirandar foi ampliado a outras instituições que teriam polos de organização das atividades formativas. Aqui, apresentamos com foi encaminhado o processo na cidade de Palotina no Oeste do Paraná. O processo de vínculo com a escrita fomentado pelo Cirandar encaminhou para o detalhamento da elaboração e realização do que chamamos de Atelier Científico, projeto criado para promover experiências estéticas na educação em ciências e matemática na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Setor Palotina. O texto está dividido em Cartas. A Carta III que inicia o processo é aquela que introduz as demais cartas – I e II. A Carta I é a que nos apresentamos e mostramos como chegamos à docência. A Carta II é o momento de escolha daquilo que vamos estudar dentro do Cirandar. Finalmente, a Carta III é retomada com o estudo daquilo que nos propusemos na Carta II. Assim, a Carta III esmiúça a proposição do Atelier Científico, conta suas origens teóricas e práticas, além de mostrar aquilo que nele alcançamos produzir no ano de 2020. Finaliza com algumas reflexões sobre o que se alcançou promover naqueles que participaram do Atelier Científico que é, principalmente, a ideia de finitude e (auto)compreensão na lida com o mundo da vida
Esculturas da cientista Marie Curie : monumentos como possibilidades de experiências estéticas na química
Orientador: Prof. Dr. Robson Simplício de SousaCoorientador:Monografia (graduação) - Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina, Curso de Graduação em Licenciatura em Ciência ExatasInclui referênciasResumo : Este artigo tem como objetivo apresentar um elemento inovador, o qual é fundamentado na educação patrimonial cultural, através das experiências estéticas para ser parte central do imaginário coletivo, pautando-se através da utilização de monumentos públicos de Marie Curie, a fim de transpor conteúdos, por meio do que é exposto e ainda abranger a história e descobertas feitas pela cientista ao longo de sua jornada. Esses artefatos visuais podem desempenhar um papel importante para compreender as relações muitas vezes complexas entre imagens e escrita. O poder duradouro dos monumentos históricos oferece o potencial de abordar questões que não foram exploradas anteriormente, mas que possam promover o reconhecimento destes monumentos como espaços de reflexão e memória histórica. Em um esforço para resolver problemas e melhorar a eficiência do Ensino de Química, se torna válido vincular o conhecimento da Química com o cotidiano, o que facilita o ensino de ciências. Neste sentido, se utiliza monumentos de Marie Curie, visto sua visibilidade e renome no ensino, através do uso da história científica e a experimentação. Em 1898, Marie anunciou à Academia Francesa de Ciências a descoberta do rádio e do polônio (batizado em homenagem à Polônia). O estudo aqui apresentado, parte do pressuposto de que o ensino de ciências deve ir além de apenas aquisição de conceitos científicos e deve caminhar para uma educação crítica e com base nos referenciais do ensino de ciências e da história cultural de Marie Curie enfatizando uma mulher cientista e com participação nas práticas científicas, compondo assim uma pesquisa bibliográfica, com base em autores que dissertam sobre a temática
Esculturas da cientista Marie Curie : monumentos como possibilidades de experiências estéticas na química
Orientador: Prof. Dr. Robson Simplício de SousaCoorientador:Monografia (graduação) - Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina, Curso de Graduação em Licenciatura em Ciência ExatasInclui referênciasResumo : Este artigo tem como objetivo apresentar um elemento inovador, o qual é fundamentado na educação patrimonial cultural, através das experiências estéticas para ser parte central do imaginário coletivo, pautando-se através da utilização de monumentos públicos de Marie Curie, a fim de transpor conteúdos, por meio do que é exposto e ainda abranger a história e descobertas feitas pela cientista ao longo de sua jornada. Esses artefatos visuais podem desempenhar um papel importante para compreender as relações muitas vezes complexas entre imagens e escrita. O poder duradouro dos monumentos históricos oferece o potencial de abordar questões que não foram exploradas anteriormente, mas que possam promover o reconhecimento destes monumentos como espaços de reflexão e memória histórica. Em um esforço para resolver problemas e melhorar a eficiência do Ensino de Química, se torna válido vincular o conhecimento da Química com o cotidiano, o que facilita o ensino de ciências. Neste sentido, se utiliza monumentos de Marie Curie, visto sua visibilidade e renome no ensino, através do uso da história científica e a experimentação. Em 1898, Marie anunciou à Academia Francesa de Ciências a descoberta do rádio e do polônio (batizado em homenagem à Polônia). O estudo aqui apresentado, parte do pressuposto de que o ensino de ciências deve ir além de apenas aquisição de conceitos científicos e deve caminhar para uma educação crítica e com base nos referenciais do ensino de ciências e da história cultural de Marie Curie enfatizando uma mulher cientista e com participação nas práticas científicas, compondo assim uma pesquisa bibliográfica, com base em autores que dissertam sobre a temática
O ESTÁGIO DE DOCÊNCIA EM QUÍMICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DA DIDÁTICA DA QUÍMICA
O momento de estágio é importante para qualquer formação, possibilitando ao estagiário um contato direto com seu futuro meio de trabalho. Nas licenciaturas, esse cenário não é diferente e traz a oportunidade de discussões importantes sobre a concretização do processo de ensino-aprendizagem. A realização do Estágio Supervisionado em Docência em Química II do curso de Licenciatura em Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná Setor Palotina, permitiu o relato e análise de situações descritas e fundamentadas na literatura, proporcionando a elaboração do presente trabalho. Durante esse período, foram realizadas observações, corregências e regências em um colégio do Oeste paranaense durante a pandemia da Covid-19, fazendo com que todos os protocolos de segurança fossem tomados. As observações foram realizadas em duas turmas do Ensino médio, segunda e terceira séries, as corregências foram realizadas em ambas as turmas e, por fim, as duas regências foram realizadas na segunda série. Durante as regências, foi utilizado o tripé da química, trabalhando os níveis submicroscópico, microscópico e representacional. Para tanto, a estagiária utilizou simulações, atividades experimentais demonstrativas e slides. Durante o estágio constatou-se a necessidade de professores precisarem desenvolver diversas habilidades para que sua aula seja interessante e consiga alcançar os objetivos educacionais planejados. Nesse sentido, a experiência adquirida durante o estágio auxiliou nesse propósito, possibilitando o desenvolvimento de habilidades até então pouco exercitadas.
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