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    Editorial

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    Editorial do v. 17 n. 2 (2018): Poiesis - Revista de Filosofi

    Dossiê Especial “Cinquentenário da Teologia da Libertação: novas leituras, novas perspectivas”

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    Dossiê Especial “Cinquentenário da Teologia da Libertação: novas leituras, novas perspectivas

    O LIMITE DA EXPOSIÇÃO DO MUNDO EM SENTIDO FENOMENOLÓGICO A PARTIR DA TESE SOBRE “A POBREZA DE MUNDO DO ANIMAL”

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    O objetivo deste artigo é mostrar como, no curso de 1929/30, Os conceitos fundamentais da metafísica: mundo finitude e solidão, Heidegger expõe e defende, mediante a tese sobre a pobreza de mundo do animal, o mundo em sentido fenomenológico-transcendental como constitutivo ontológico do ser-aí que, enquanto ser-no-mundo e, portanto, formador de mundo (Weltbildend), difere radicalmente do animal que, enquanto pobre de mundo (Weltarm), não tem acesso ao ente enquanto ente e, por isso, é excluído da abertura do ser. Heidegger pretende, além de estabelecer um abismo entre o homem e o animal, demonstrar o mundo como um tema fundamental da metafísica, enquanto evento que ocorre no ser-aí e sua finitude e transcendência. No entanto, o limite da tese sobre a pobreza de mundo, seja pela inacessibilidade da vida em si mesma, seja pelo antropocentrismo latente no privilégio do ser-aí, leva Heidegger a, paulatinamente, abandonar a tese da pobreza de mundo do animal, de modo que, depois da viragem (Kehre), o animal passa a ser caracterizado como sem mundo. O artigo termina com a leitura de Agamben, cuja peculiaridade, sobretudo no modo como interpreta uma suposta proximidade entre a essência da animalidade, enquanto perturbação (Benommenheit), com o tédio profundo (der tiefen Langweile), enquanto tonalidade afetiva fundamental do ser-aí, além de denunciar o antropocentrismo nas análises de Heidegger e propor o que ele denomina de suspensão da suspensão da dicotomia entre homem e animal, aponta para os desdobramentos dessa problemática no pensamento de Heidegger depois da viragem

    Apresentação

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    Deparamo-nos há tempos com uma questão de extrema importância: que significa pensar o ensino de filosofia? A partir do momento que a filosofia se tornou ‘matéria’ ou ‘disciplina’ formal no ensino médio, essa questão ganha cada vez mais força dado a sua importância. Talvez um dos maiores desafios seja fazer do ensino (da aula) de filosofia no ensino médio algo vivo e problematizador. A proposta desse Dossiê Ensino de Filosofia é a de justamente apresentar textos, reflexões, pesquisas que gravitam em torno da filosofia e seu ensino ou até mesmo textos que pretendem pensar o ensino de filosofia enquanto uma experiência filosófica
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