1,721,003 research outputs found
Seawater carbonate chemistry and damselfish Pomacentrus amboinensis aerobic physiology
Cleaning symbioses are key mutualistic interactions where cleaners remove ectoparasites and tissues from client fishes. Such interactions elicit beneficial effects on clients' ecophysiology, with cascading effects on fish diversity and abundance. Ocean acidification (OA), resulting from increasing CO2 concentrations, can affect the behavior of cleaner fishes making them less motivated to inspect their clients. This is especially important as gnathiid fish ectoparasites are tolerant to ocean acidification. Here, we investigated how access to cleaning services, performed by the cleaner wrasse Labroides dimidiatus, affect individual client's (damselfish, Pomacentrus amboinensis) aerobic metabolism in response to both experimental parasite infection and OA. Access to cleaning services was modulated using a long-term removal experiment where cleaner wrasses were consistently removed from patch reefs around Lizard Island (Australia) for 17 years or left undisturbed. Only damselfish with access to cleaning stations had a negative metabolic response to parasite infection (maximum metabolic rate—ṀO2Max; and both factorial and absolute aerobic scope). Moreover, after an acclimation period of 10 days to high CO2 (∼1,000 µatm CO2), the fish showed a decrease in factorial aerobic scope, being the lowest in fish without the access to cleaners. We propose that stronger positive selection for parasite tolerance might be present in reef fishes without the access to cleaners, but this might come at a cost, as readiness to deal with parasites can impact their response to other stressors, such as OA
Evaluation of Paracentrotus lividus (Lamarck, 1816) exotrophic larvae as live feed for marine decapod crustacean larvae
Tese de doutoramento, Biologia (Biologia Marinha e Aquacultura), Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2012In the present study, we have evaluated 4‐arm exotrophic larvae of sea urchin Paracentrotus lividus (Echinodermata: Echinoidea) as live feed in marine decapod crustacean larviculture, in comparison to Artemia spp. naupliar stages, a commonly used live prey in marine hatcheries. We therefore investigated several key parameters to assess the potential of P. lividus plutei as live feed for crustacean larvae, namely: 1) broodstock diet manipulation in order to obtain both quantitative and qualitative year round production of 4‐arm echinoplutei, free from environmental and reproductive seasonal constraints; 2) best possible biotic conditions to perform sea urchin in vitro fertilization, namely sperm:egg ratios and egg concentrations, and its relation to early stage segmentation and larvae development; 3) mass production possibility in terms of larvae media culture conditions, plutei stocking densities and larvae feed and enrichment; and acceptability as live feed by predator larvae (Lysmata seticaudata, Palaemon elegans, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus and Xantho incisus). Additionally, we studied the possibility to differentiate P. lividus broodstock sex by means of a spine external morphological characteristic. Under controlled laboratory conditions, percent egg fertilization above 99% and high values for percent normal development (≥85%) were obtained when captive breed P. lividus broodstock was fed an inert diet based upon maize and wheat flour mixture. Whole egg total amino acid composition was similar between P. lividus fed this inert diet and wild caught organisms. Enrichment potential in terms 4‐arm plutei fatty acid profile and lipid content was possible through manipulation of the lipid source chosen for captive P. lividus broodstock diet. Sperm:egg ratios were found to influence percent egg fertilization and segmentation development after 90 minutes post‐fertilization, but not plutei total length, post‐oral arm length and normal percent larvae development. Water renewal (every 2 days) during P. lividus larviculture was found to be an essential abiotic culture condition to sustain plutei development and survival until 18 days post‐fertilization. All plutei larval feeds (live microalgae, inert microdiets, single or mixed provided), supported P. lividus larvae growth and survival until 18 days post‐fertilization (DPF), with D. tertiolecta being found to be the most appropriate diet in terms of larvae development and survival outcome. When cultured at a initial stocking density of 40 plutei.ml‐1, inert microdiets were unable to sustain P. lividus plutei survival to 10 DPF. Plutei survival was found to be inversely correlated with increasing culture densities. Paracentrotus lividus plutei enrichment with Algamac 3050 flake, was found to cause mass mortality at 5 and 10 DPF. Paracentrotus lividus exotrophic 4‐arm plutei was ingested and preyed by 4 (Lysmata seticaudata, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus and Xantho incisus) out of 5 crustacean larvae tested, but were unable to sustain complete larvae development and survival to settlement of L. seticaudata, M. brachydactyla and P. marmoratus species. No apparent advantage of P. lividus 4‐arm plutei as live feed for marine crustacean decapod larvae was found in comparison to Artemia spp.. Finally, the analysed spine morphological characteristic, as a tool for sex differentiation between P. lividus adults, does not allow accurate and feasible results.Os estudos efectuados e incluídos nesta tese de doutoramento, resultam da formulação de uma hipótese que se baseou em evidências cientificamente comprovadas e que pretendeu a avaliar a utilização de larvas exotróficas do equinoderme Paracentrotus lividus (Lamarck, 1816) (Echinodermata: Echinoidea) como presas vivas na larvicultura de crustáceos decápodes marinhos. No seguimento de evidências científicas baseadas em estudos ao nível de comunidades planctónicas marinhas, que demonstram a importância de estadios larvares de ouriços‐do‐mar na sua composição e biomassa, acrescido de resultados laboratoriais que comprovam a sua predação por estadios larvares de crustáceos marinhos, pretendeu‐se inferir o potencial de larvas exotróficas de P. lividus como presa vivas face a outras espécie zooplanctónica normalmente usada como alimento vivo (Artemia spp.). Neste contexto, efectuou‐se um conjunto de estudos experimentais com o objectivo de verificar a aplicabilidade da hipótese sugerida. Deste modo escolheu‐se esta espécie uma vez que se trata do ouriço‐do‐mar de maior abundância na zona rochosa intertidal e subtidal da costa Portuguesa. Em segundo lugar, informação cientifica disponível permite a manutenção desta espécie em cativeiro, com custos operacionais baixos. De igual modo sendo possível a manutenção anual de organismos adultos maturos em cativeiro, independentemente da época reprodutiva no meio natural, torna possível a obtenção em cativeiro de grandes quantidades de gâmetas e consequentemente de larvas. A escolha de estadios larvares exotróficos prendeu‐se por um lado com o facto da sua biometria ser semelhante a naúplios recém‐eclodidos e metanáuplios (24h) de Artemia spp., assim como à hipótese da sua qualidade nutricional poder ser melhorada por intermédio de alimentação exógena. Finalmente e dada a sua fraca capacidade natatória, estes estadios podem constituir uma presa com maior capacidade de captura por parte de potenciais predadores. De modo a avaliar a potencialidade destas larvas como presas vivas na larvicultura marinha, procedeu‐se a elaboração de um conjunto de trabalhos experimentais, com vista à verificação da hipótese apresentada. Em primeiro lugar foi analisado o efeito da alimentação (dietas naturais e artificiais) de adultos desta espécie em cativeiro ao nível do índice gonadossomático, conteúdo proteico de óvulos (aminoácidos), taxas de fertilização, biometria e desenvolvimento larvar normal. Foi efectuada uma comparação com ouriços‐do mar selvagens, recolhidos durante a época reprodutiva. Obtiveram‐se valores similares de desenvolvimento larvar normal entre organismos selvagens e adultos alimentados com uma das dietas inertes usadas. Como principal resultado ficou provada a possibilidade de obtenção de taxas de desenvolvimento larvar normal elevadas, quando adultos de P. lividus, mantidos em cativeiro, eram alimentados com uma dieta inerte apropriada, cuja fonte proteica é baseada numa mistura de farinha de milho e trigo. De seguida inferiu‐se a qualidade nutricional (conteúdo lipídico e composição em ácidos gordos) de óvulos e larvas endotróficas de P. lividus mantidos em cativeiro e alimentados com dietas naturais (grãos de milho, macrolgas e mistura) e inertes. Procedeuse posteriormente à manipulação lipídica de dietas inertes artificiais, pela incorporação de óleos ricos em ácidos gordos poliinsaturados. Como principal resultado, verificou‐se a incorporação de ácidos gordos poliinsaturados em óvulos e larvas endotróficas resultantes de adultos cuja alimentação tinha sido efectuada com dietas artificiais elaboradas com fontes lípidicas com uma maior proporção de lípidos insaturados. Posteriormente foram investigados quais os efeitos que diferentes racios de espermatozóides:óvulos e concentração de óvulos, aplicados na fertilização in vitro desta espécie, poderiam ter ao nível de taxas de fertilização, desenvolvimento embrionário, biometria e desenvolvimento larvar resultante. Pretendeu‐se deste modo inferir se existia alguma relação directa entre a hipótese formulada e os resultados obtidos, para os parâmetros analisados. Verificou‐se que com o aumento de rácios de espermatozóides:óvulos testados, ocorre um aumento nas percentagens de taxas de fertilização, embriões fertilizados (não desenvolvidos) e embriões segmentados (4 células), contrariamente ao decréscimo observado para embriões em estadio de segmentação de 2 células. De igual modo, verificou‐se um decréscimo nos valores obtidos de desenvolvimento larvar normal e tamanho de braços pós‐orais, com o aumento na concentração de óvulos testadas, o que possivelmente poderá estar relacionado com o aumento de densidades de cultivo larvares. Como principal resultado, racios de espermatozóides:óvulos superiores a 300:1, aparentemente influenciam negativamente a segmentação embrionária normal de P. lividus, mas não a morfogénese de echinopluteus de 4 braços, 72 horas após fertilização. Seguidamente, foram avaliadas e testadas várias condições de cultivo larvar de P. lividus, tendo como objectivo a aferição da possibilidade da sua larvicultura em massa. Foram analisados diversos parâmetros (arejamento, mudança de meio de cultivo, dietas, densidades de cultivo e enriquecimento). Como principal resultado, verificou‐se a obtenção de taxas de sobrevivência superiores a 77.0 %, para larvas exotróficas até 6 dias após fertilização, independentemente das densidades de cultivo testadas. De igual modo, taxas de sobrevivência larvar superiores a 52.9 %, aos 18 dias após fertilização, só foram obtidas quando pluteus foram alimentados com D. tertiolecta, a uma densidade de cultivo inicial de 1.5 pluteus.mL‐1 e sob determinadas condições de cultivo (com arejamento e mudança de meio de cultivo a cada 2 dias). Adicionalmente, verificou‐se no que respeita às dietas testadas, que a microalga D. tertiolecta, foi a alimentação que melhores resultados proporcionou, quer em taxas de sobrevivência larvar, quer na percentagem final de pluteus no estadio de 8 braços, após 18 dias de larvicultura, face a dietas microencapsuladas. Adicionalmente verificou‐se a possibilidade de efectuar o enriquecimento de pluteus aos 5 e 10 dias após fertilização, por intermédio da utilização de um produto comercial (Algamac 3050 flake). Como principal resultado, verificou‐se a obtenção de taxas de mortalidade elevadas em larvas exotróficas de P. lividus (5 e 10 dias após fertilização) após a tentativa de enriquecimento com Algamac 3050 Flake, por um período de 12h. De igual modo, verificouse a possibilidade de produção em massa de pluteus (40 pluteus.mL‐1), até 5 e 10 dias após fertilização, por intermédio da utilização da microalga D. tertiolecta e microdietas artificiais (Frippak 1#CAR e Lanzy spirulina+) como fonte de alimentação larvar, tendo‐se verificado valores de sobrevivência larvar baixos (15,1 % e 11,9 %) aos 5 dias após fertilização e 100% de mortalidade aos 10 dias após fertilização, respectivamente, nas experiências em que as dietas artificiais foram usadas como alimento para as larvas exotróficas. Posteriormente, foram efectuadas uma série de experiências com vista ao estudo do potencial da utilização de larvas exotróficas de P. lividus (4 braços), como alimento vivo na larvicultura de crustáceos decápodes marinhos. Deste modo, foram verificadas em primeiro lugar, taxas de ingestão (24 horas) de 5 potenciais predadores (Lysmata seticaudata, Palaemon elegans, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus e Xantho incisus) face a oito presas vivas (ovócitos; gástrulas; pluteus com 4 braços, com 5 e 10 dias após fertilização; pluteus com 6 seis braços, com 12 dias após fertilização; Pluteus com 8 braços, 18 dias após fertilização; Artemia spp. recém‐eclodida; Artemia spp. 24horas após eclosão). Verificou‐se para as espécies de predadores testadas, que unicamente Lysmata seticaudata, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus e Xantho incisus, consumiam estadios larvares de P. lividus. Lysmata seticaudata foi a espécie de predador que ingeriu todas as presas vivas de entre os predadores testados, tendo mesmo sido a única onde se constatou a ingestão de pluteus com 6 e 8 braços. Posteriormente, foi avaliada o desenvolvimento e sobrevivências larvares das espécies Lysmata seticaudata, Maja brachydactyla e Pachygrapsus marmoratus alimentadas com larvas exotróficas de P. lividus (3 e 5 dias após fertilização) vs. Artemia spp. ao longo do cultivo larvar destes crustáceos. Como resultado principal, verificou‐se que as larvas exotróficas de P. lividus permitiram a sobrevivência e desenvolvimento larvar de L. seticaudata até 28 dias após eclosão e estadio IV; M. brachydactyla até 12 dias após eclosão e estadio II; e P. marmoratus até 9 dias após eclosão, não se tendo observado para esta última espécie, o desenvolvimento larvar além do estadio de zoea I. De igual modo, verificou‐se que os equinopluteus exotróficos usados como presas vivas, não permitiram a obtenção de resultados superiores em termos de desenvolvimento e taxas de sobrevivência larvar dos predadores testados, face a Artemia spp.. Por fim foi analisada a possibilidade da utilização de uma determinada característica morfológica externa dos espinhos de P. lividus, com o objectivo de a testar como método não letal na identificação do sexo de organismos adultos desta espécies. Como principal resultado, verificou‐se a não validade desta característica como potencial método de identificação sexual entre machos e fêmeas de P. lividus. Em conclusão, verificou‐se que os estadios larvares exotróficos de P. lividus, testados como potenciais presas vivas na larvicultura de espécies de crustáceos decápodes marinhos, não apresentam nenhuma vantagem adicional como alimento vivo alternativo ou mesmo complementar face a Artemia spp., no que respeita à obtenção de taxas de sobrevivência superiores ao longo do desenvolvimento larvar. Paralelamente e apesar dos resultados obtidos, este estudo contribui para o aperfeiçoamento, desenvolvimento e aplicação de técnicas e/ou métodos em determinadas áreas da investigação, como é exemplo a ecotoxicologia marinha e estuarina, onde gâmetas e estadios de desenvolvimento embrionário e larvar desta espécie, são utilizados como biomodelos.Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, SFRH/BD/36232/2007 e Financiamento Plurianual de Unidades de Investigação e Desenvolvimento (CO/LMG
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Evaluation of Paracentrotus lividus (Lamarck, 1816) exotrophic larvae as live feed for marine decapod crustacean larvae
Tese de doutoramento, Biologia (Biologia Marinha e Aquacultura), Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2012In the present study, we have evaluated 4‐arm exotrophic larvae of sea urchin Paracentrotus lividus (Echinodermata: Echinoidea) as live feed in marine decapod crustacean larviculture, in comparison to Artemia spp. naupliar stages, a commonly used live prey in marine hatcheries. We therefore investigated several key parameters to assess the potential of P. lividus plutei as live feed for crustacean larvae, namely: 1) broodstock diet manipulation in order to obtain both quantitative and qualitative year round production of 4‐arm echinoplutei, free from environmental and reproductive seasonal constraints; 2) best possible biotic conditions to perform sea urchin in vitro fertilization, namely sperm:egg ratios and egg concentrations, and its relation to early stage segmentation and larvae development; 3) mass production possibility in terms of larvae media culture conditions, plutei stocking densities and larvae feed and enrichment; and acceptability as live feed by predator larvae (Lysmata seticaudata, Palaemon elegans, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus and Xantho incisus). Additionally, we studied the possibility to differentiate P. lividus broodstock sex by means of a spine external morphological characteristic. Under controlled laboratory conditions, percent egg fertilization above 99% and high values for percent normal development (≥85%) were obtained when captive breed P. lividus broodstock was fed an inert diet based upon maize and wheat flour mixture. Whole egg total amino acid composition was similar between P. lividus fed this inert diet and wild caught organisms. Enrichment potential in terms 4‐arm plutei fatty acid profile and lipid content was possible through manipulation of the lipid source chosen for captive P. lividus broodstock diet. Sperm:egg ratios were found to influence percent egg fertilization and segmentation development after 90 minutes post‐fertilization, but not plutei total length, post‐oral arm length and normal percent larvae development. Water renewal (every 2 days) during P. lividus larviculture was found to be an essential abiotic culture condition to sustain plutei development and survival until 18 days post‐fertilization. All plutei larval feeds (live microalgae, inert microdiets, single or mixed provided), supported P. lividus larvae growth and survival until 18 days post‐fertilization (DPF), with D. tertiolecta being found to be the most appropriate diet in terms of larvae development and survival outcome. When cultured at a initial stocking density of 40 plutei.ml‐1, inert microdiets were unable to sustain P. lividus plutei survival to 10 DPF. Plutei survival was found to be inversely correlated with increasing culture densities. Paracentrotus lividus plutei enrichment with Algamac 3050 flake, was found to cause mass mortality at 5 and 10 DPF. Paracentrotus lividus exotrophic 4‐arm plutei was ingested and preyed by 4 (Lysmata seticaudata, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus and Xantho incisus) out of 5 crustacean larvae tested, but were unable to sustain complete larvae development and survival to settlement of L. seticaudata, M. brachydactyla and P. marmoratus species. No apparent advantage of P. lividus 4‐arm plutei as live feed for marine crustacean decapod larvae was found in comparison to Artemia spp.. Finally, the analysed spine morphological characteristic, as a tool for sex differentiation between P. lividus adults, does not allow accurate and feasible results.Os estudos efectuados e incluídos nesta tese de doutoramento, resultam da formulação de uma hipótese que se baseou em evidências cientificamente comprovadas e que pretendeu a avaliar a utilização de larvas exotróficas do equinoderme Paracentrotus lividus (Lamarck, 1816) (Echinodermata: Echinoidea) como presas vivas na larvicultura de crustáceos decápodes marinhos. No seguimento de evidências científicas baseadas em estudos ao nível de comunidades planctónicas marinhas, que demonstram a importância de estadios larvares de ouriços‐do‐mar na sua composição e biomassa, acrescido de resultados laboratoriais que comprovam a sua predação por estadios larvares de crustáceos marinhos, pretendeu‐se inferir o potencial de larvas exotróficas de P. lividus como presa vivas face a outras espécie zooplanctónica normalmente usada como alimento vivo (Artemia spp.). Neste contexto, efectuou‐se um conjunto de estudos experimentais com o objectivo de verificar a aplicabilidade da hipótese sugerida. Deste modo escolheu‐se esta espécie uma vez que se trata do ouriço‐do‐mar de maior abundância na zona rochosa intertidal e subtidal da costa Portuguesa. Em segundo lugar, informação cientifica disponível permite a manutenção desta espécie em cativeiro, com custos operacionais baixos. De igual modo sendo possível a manutenção anual de organismos adultos maturos em cativeiro, independentemente da época reprodutiva no meio natural, torna possível a obtenção em cativeiro de grandes quantidades de gâmetas e consequentemente de larvas. A escolha de estadios larvares exotróficos prendeu‐se por um lado com o facto da sua biometria ser semelhante a naúplios recém‐eclodidos e metanáuplios (24h) de Artemia spp., assim como à hipótese da sua qualidade nutricional poder ser melhorada por intermédio de alimentação exógena. Finalmente e dada a sua fraca capacidade natatória, estes estadios podem constituir uma presa com maior capacidade de captura por parte de potenciais predadores. De modo a avaliar a potencialidade destas larvas como presas vivas na larvicultura marinha, procedeu‐se a elaboração de um conjunto de trabalhos experimentais, com vista à verificação da hipótese apresentada. Em primeiro lugar foi analisado o efeito da alimentação (dietas naturais e artificiais) de adultos desta espécie em cativeiro ao nível do índice gonadossomático, conteúdo proteico de óvulos (aminoácidos), taxas de fertilização, biometria e desenvolvimento larvar normal. Foi efectuada uma comparação com ouriços‐do mar selvagens, recolhidos durante a época reprodutiva. Obtiveram‐se valores similares de desenvolvimento larvar normal entre organismos selvagens e adultos alimentados com uma das dietas inertes usadas. Como principal resultado ficou provada a possibilidade de obtenção de taxas de desenvolvimento larvar normal elevadas, quando adultos de P. lividus, mantidos em cativeiro, eram alimentados com uma dieta inerte apropriada, cuja fonte proteica é baseada numa mistura de farinha de milho e trigo. De seguida inferiu‐se a qualidade nutricional (conteúdo lipídico e composição em ácidos gordos) de óvulos e larvas endotróficas de P. lividus mantidos em cativeiro e alimentados com dietas naturais (grãos de milho, macrolgas e mistura) e inertes. Procedeuse posteriormente à manipulação lipídica de dietas inertes artificiais, pela incorporação de óleos ricos em ácidos gordos poliinsaturados. Como principal resultado, verificou‐se a incorporação de ácidos gordos poliinsaturados em óvulos e larvas endotróficas resultantes de adultos cuja alimentação tinha sido efectuada com dietas artificiais elaboradas com fontes lípidicas com uma maior proporção de lípidos insaturados. Posteriormente foram investigados quais os efeitos que diferentes racios de espermatozóides:óvulos e concentração de óvulos, aplicados na fertilização in vitro desta espécie, poderiam ter ao nível de taxas de fertilização, desenvolvimento embrionário, biometria e desenvolvimento larvar resultante. Pretendeu‐se deste modo inferir se existia alguma relação directa entre a hipótese formulada e os resultados obtidos, para os parâmetros analisados. Verificou‐se que com o aumento de rácios de espermatozóides:óvulos testados, ocorre um aumento nas percentagens de taxas de fertilização, embriões fertilizados (não desenvolvidos) e embriões segmentados (4 células), contrariamente ao decréscimo observado para embriões em estadio de segmentação de 2 células. De igual modo, verificou‐se um decréscimo nos valores obtidos de desenvolvimento larvar normal e tamanho de braços pós‐orais, com o aumento na concentração de óvulos testadas, o que possivelmente poderá estar relacionado com o aumento de densidades de cultivo larvares. Como principal resultado, racios de espermatozóides:óvulos superiores a 300:1, aparentemente influenciam negativamente a segmentação embrionária normal de P. lividus, mas não a morfogénese de echinopluteus de 4 braços, 72 horas após fertilização. Seguidamente, foram avaliadas e testadas várias condições de cultivo larvar de P. lividus, tendo como objectivo a aferição da possibilidade da sua larvicultura em massa. Foram analisados diversos parâmetros (arejamento, mudança de meio de cultivo, dietas, densidades de cultivo e enriquecimento). Como principal resultado, verificou‐se a obtenção de taxas de sobrevivência superiores a 77.0 %, para larvas exotróficas até 6 dias após fertilização, independentemente das densidades de cultivo testadas. De igual modo, taxas de sobrevivência larvar superiores a 52.9 %, aos 18 dias após fertilização, só foram obtidas quando pluteus foram alimentados com D. tertiolecta, a uma densidade de cultivo inicial de 1.5 pluteus.mL‐1 e sob determinadas condições de cultivo (com arejamento e mudança de meio de cultivo a cada 2 dias). Adicionalmente, verificou‐se no que respeita às dietas testadas, que a microalga D. tertiolecta, foi a alimentação que melhores resultados proporcionou, quer em taxas de sobrevivência larvar, quer na percentagem final de pluteus no estadio de 8 braços, após 18 dias de larvicultura, face a dietas microencapsuladas. Adicionalmente verificou‐se a possibilidade de efectuar o enriquecimento de pluteus aos 5 e 10 dias após fertilização, por intermédio da utilização de um produto comercial (Algamac 3050 flake). Como principal resultado, verificou‐se a obtenção de taxas de mortalidade elevadas em larvas exotróficas de P. lividus (5 e 10 dias após fertilização) após a tentativa de enriquecimento com Algamac 3050 Flake, por um período de 12h. De igual modo, verificouse a possibilidade de produção em massa de pluteus (40 pluteus.mL‐1), até 5 e 10 dias após fertilização, por intermédio da utilização da microalga D. tertiolecta e microdietas artificiais (Frippak 1#CAR e Lanzy spirulina+) como fonte de alimentação larvar, tendo‐se verificado valores de sobrevivência larvar baixos (15,1 % e 11,9 %) aos 5 dias após fertilização e 100% de mortalidade aos 10 dias após fertilização, respectivamente, nas experiências em que as dietas artificiais foram usadas como alimento para as larvas exotróficas. Posteriormente, foram efectuadas uma série de experiências com vista ao estudo do potencial da utilização de larvas exotróficas de P. lividus (4 braços), como alimento vivo na larvicultura de crustáceos decápodes marinhos. Deste modo, foram verificadas em primeiro lugar, taxas de ingestão (24 horas) de 5 potenciais predadores (Lysmata seticaudata, Palaemon elegans, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus e Xantho incisus) face a oito presas vivas (ovócitos; gástrulas; pluteus com 4 braços, com 5 e 10 dias após fertilização; pluteus com 6 seis braços, com 12 dias após fertilização; Pluteus com 8 braços, 18 dias após fertilização; Artemia spp. recém‐eclodida; Artemia spp. 24horas após eclosão). Verificou‐se para as espécies de predadores testadas, que unicamente Lysmata seticaudata, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus e Xantho incisus, consumiam estadios larvares de P. lividus. Lysmata seticaudata foi a espécie de predador que ingeriu todas as presas vivas de entre os predadores testados, tendo mesmo sido a única onde se constatou a ingestão de pluteus com 6 e 8 braços. Posteriormente, foi avaliada o desenvolvimento e sobrevivências larvares das espécies Lysmata seticaudata, Maja brachydactyla e Pachygrapsus marmoratus alimentadas com larvas exotróficas de P. lividus (3 e 5 dias após fertilização) vs. Artemia spp. ao longo do cultivo larvar destes crustáceos. Como resultado principal, verificou‐se que as larvas exotróficas de P. lividus permitiram a sobrevivência e desenvolvimento larvar de L. seticaudata até 28 dias após eclosão e estadio IV; M. brachydactyla até 12 dias após eclosão e estadio II; e P. marmoratus até 9 dias após eclosão, não se tendo observado para esta última espécie, o desenvolvimento larvar além do estadio de zoea I. De igual modo, verificou‐se que os equinopluteus exotróficos usados como presas vivas, não permitiram a obtenção de resultados superiores em termos de desenvolvimento e taxas de sobrevivência larvar dos predadores testados, face a Artemia spp.. Por fim foi analisada a possibilidade da utilização de uma determinada característica morfológica externa dos espinhos de P. lividus, com o objectivo de a testar como método não letal na identificação do sexo de organismos adultos desta espécies. Como principal resultado, verificou‐se a não validade desta característica como potencial método de identificação sexual entre machos e fêmeas de P. lividus. Em conclusão, verificou‐se que os estadios larvares exotróficos de P. lividus, testados como potenciais presas vivas na larvicultura de espécies de crustáceos decápodes marinhos, não apresentam nenhuma vantagem adicional como alimento vivo alternativo ou mesmo complementar face a Artemia spp., no que respeita à obtenção de taxas de sobrevivência superiores ao longo do desenvolvimento larvar. Paralelamente e apesar dos resultados obtidos, este estudo contribui para o aperfeiçoamento, desenvolvimento e aplicação de técnicas e/ou métodos em determinadas áreas da investigação, como é exemplo a ecotoxicologia marinha e estuarina, onde gâmetas e estadios de desenvolvimento embrionário e larvar desta espécie, são utilizados como biomodelos.Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, SFRH/BD/36232/2007 e Financiamento Plurianual de Unidades de Investigação e Desenvolvimento (CO/LMG
Evaluation of Paracentrotus lividus (Lamarck, 1816) exotrophic larvae as live feed for marine decapod crustacean larvae
Tese de doutoramento, Biologia (Biologia Marinha e Aquacultura), Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2012In the present study, we have evaluated 4‐arm exotrophic larvae of sea urchin Paracentrotus lividus (Echinodermata: Echinoidea) as live feed in marine decapod crustacean larviculture, in comparison to Artemia spp. naupliar stages, a commonly used live prey in marine hatcheries. We therefore investigated several key parameters to assess the potential of P. lividus plutei as live feed for crustacean larvae, namely: 1) broodstock diet manipulation in order to obtain both quantitative and qualitative year round production of 4‐arm echinoplutei, free from environmental and reproductive seasonal constraints; 2) best possible biotic conditions to perform sea urchin in vitro fertilization, namely sperm:egg ratios and egg concentrations, and its relation to early stage segmentation and larvae development; 3) mass production possibility in terms of larvae media culture conditions, plutei stocking densities and larvae feed and enrichment; and acceptability as live feed by predator larvae (Lysmata seticaudata, Palaemon elegans, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus and Xantho incisus). Additionally, we studied the possibility to differentiate P. lividus broodstock sex by means of a spine external morphological characteristic. Under controlled laboratory conditions, percent egg fertilization above 99% and high values for percent normal development (≥85%) were obtained when captive breed P. lividus broodstock was fed an inert diet based upon maize and wheat flour mixture. Whole egg total amino acid composition was similar between P. lividus fed this inert diet and wild caught organisms. Enrichment potential in terms 4‐arm plutei fatty acid profile and lipid content was possible through manipulation of the lipid source chosen for captive P. lividus broodstock diet. Sperm:egg ratios were found to influence percent egg fertilization and segmentation development after 90 minutes post‐fertilization, but not plutei total length, post‐oral arm length and normal percent larvae development. Water renewal (every 2 days) during P. lividus larviculture was found to be an essential abiotic culture condition to sustain plutei development and survival until 18 days post‐fertilization. All plutei larval feeds (live microalgae, inert microdiets, single or mixed provided), supported P. lividus larvae growth and survival until 18 days post‐fertilization (DPF), with D. tertiolecta being found to be the most appropriate diet in terms of larvae development and survival outcome. When cultured at a initial stocking density of 40 plutei.ml‐1, inert microdiets were unable to sustain P. lividus plutei survival to 10 DPF. Plutei survival was found to be inversely correlated with increasing culture densities. Paracentrotus lividus plutei enrichment with Algamac 3050 flake, was found to cause mass mortality at 5 and 10 DPF. Paracentrotus lividus exotrophic 4‐arm plutei was ingested and preyed by 4 (Lysmata seticaudata, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus and Xantho incisus) out of 5 crustacean larvae tested, but were unable to sustain complete larvae development and survival to settlement of L. seticaudata, M. brachydactyla and P. marmoratus species. No apparent advantage of P. lividus 4‐arm plutei as live feed for marine crustacean decapod larvae was found in comparison to Artemia spp.. Finally, the analysed spine morphological characteristic, as a tool for sex differentiation between P. lividus adults, does not allow accurate and feasible results.Os estudos efectuados e incluídos nesta tese de doutoramento, resultam da formulação de uma hipótese que se baseou em evidências cientificamente comprovadas e que pretendeu a avaliar a utilização de larvas exotróficas do equinoderme Paracentrotus lividus (Lamarck, 1816) (Echinodermata: Echinoidea) como presas vivas na larvicultura de crustáceos decápodes marinhos. No seguimento de evidências científicas baseadas em estudos ao nível de comunidades planctónicas marinhas, que demonstram a importância de estadios larvares de ouriços‐do‐mar na sua composição e biomassa, acrescido de resultados laboratoriais que comprovam a sua predação por estadios larvares de crustáceos marinhos, pretendeu‐se inferir o potencial de larvas exotróficas de P. lividus como presa vivas face a outras espécie zooplanctónica normalmente usada como alimento vivo (Artemia spp.). Neste contexto, efectuou‐se um conjunto de estudos experimentais com o objectivo de verificar a aplicabilidade da hipótese sugerida. Deste modo escolheu‐se esta espécie uma vez que se trata do ouriço‐do‐mar de maior abundância na zona rochosa intertidal e subtidal da costa Portuguesa. Em segundo lugar, informação cientifica disponível permite a manutenção desta espécie em cativeiro, com custos operacionais baixos. De igual modo sendo possível a manutenção anual de organismos adultos maturos em cativeiro, independentemente da época reprodutiva no meio natural, torna possível a obtenção em cativeiro de grandes quantidades de gâmetas e consequentemente de larvas. A escolha de estadios larvares exotróficos prendeu‐se por um lado com o facto da sua biometria ser semelhante a naúplios recém‐eclodidos e metanáuplios (24h) de Artemia spp., assim como à hipótese da sua qualidade nutricional poder ser melhorada por intermédio de alimentação exógena. Finalmente e dada a sua fraca capacidade natatória, estes estadios podem constituir uma presa com maior capacidade de captura por parte de potenciais predadores. De modo a avaliar a potencialidade destas larvas como presas vivas na larvicultura marinha, procedeu‐se a elaboração de um conjunto de trabalhos experimentais, com vista à verificação da hipótese apresentada. Em primeiro lugar foi analisado o efeito da alimentação (dietas naturais e artificiais) de adultos desta espécie em cativeiro ao nível do índice gonadossomático, conteúdo proteico de óvulos (aminoácidos), taxas de fertilização, biometria e desenvolvimento larvar normal. Foi efectuada uma comparação com ouriços‐do mar selvagens, recolhidos durante a época reprodutiva. Obtiveram‐se valores similares de desenvolvimento larvar normal entre organismos selvagens e adultos alimentados com uma das dietas inertes usadas. Como principal resultado ficou provada a possibilidade de obtenção de taxas de desenvolvimento larvar normal elevadas, quando adultos de P. lividus, mantidos em cativeiro, eram alimentados com uma dieta inerte apropriada, cuja fonte proteica é baseada numa mistura de farinha de milho e trigo. De seguida inferiu‐se a qualidade nutricional (conteúdo lipídico e composição em ácidos gordos) de óvulos e larvas endotróficas de P. lividus mantidos em cativeiro e alimentados com dietas naturais (grãos de milho, macrolgas e mistura) e inertes. Procedeuse posteriormente à manipulação lipídica de dietas inertes artificiais, pela incorporação de óleos ricos em ácidos gordos poliinsaturados. Como principal resultado, verificou‐se a incorporação de ácidos gordos poliinsaturados em óvulos e larvas endotróficas resultantes de adultos cuja alimentação tinha sido efectuada com dietas artificiais elaboradas com fontes lípidicas com uma maior proporção de lípidos insaturados. Posteriormente foram investigados quais os efeitos que diferentes racios de espermatozóides:óvulos e concentração de óvulos, aplicados na fertilização in vitro desta espécie, poderiam ter ao nível de taxas de fertilização, desenvolvimento embrionário, biometria e desenvolvimento larvar resultante. Pretendeu‐se deste modo inferir se existia alguma relação directa entre a hipótese formulada e os resultados obtidos, para os parâmetros analisados. Verificou‐se que com o aumento de rácios de espermatozóides:óvulos testados, ocorre um aumento nas percentagens de taxas de fertilização, embriões fertilizados (não desenvolvidos) e embriões segmentados (4 células), contrariamente ao decréscimo observado para embriões em estadio de segmentação de 2 células. De igual modo, verificou‐se um decréscimo nos valores obtidos de desenvolvimento larvar normal e tamanho de braços pós‐orais, com o aumento na concentração de óvulos testadas, o que possivelmente poderá estar relacionado com o aumento de densidades de cultivo larvares. Como principal resultado, racios de espermatozóides:óvulos superiores a 300:1, aparentemente influenciam negativamente a segmentação embrionária normal de P. lividus, mas não a morfogénese de echinopluteus de 4 braços, 72 horas após fertilização. Seguidamente, foram avaliadas e testadas várias condições de cultivo larvar de P. lividus, tendo como objectivo a aferição da possibilidade da sua larvicultura em massa. Foram analisados diversos parâmetros (arejamento, mudança de meio de cultivo, dietas, densidades de cultivo e enriquecimento). Como principal resultado, verificou‐se a obtenção de taxas de sobrevivência superiores a 77.0 %, para larvas exotróficas até 6 dias após fertilização, independentemente das densidades de cultivo testadas. De igual modo, taxas de sobrevivência larvar superiores a 52.9 %, aos 18 dias após fertilização, só foram obtidas quando pluteus foram alimentados com D. tertiolecta, a uma densidade de cultivo inicial de 1.5 pluteus.mL‐1 e sob determinadas condições de cultivo (com arejamento e mudança de meio de cultivo a cada 2 dias). Adicionalmente, verificou‐se no que respeita às dietas testadas, que a microalga D. tertiolecta, foi a alimentação que melhores resultados proporcionou, quer em taxas de sobrevivência larvar, quer na percentagem final de pluteus no estadio de 8 braços, após 18 dias de larvicultura, face a dietas microencapsuladas. Adicionalmente verificou‐se a possibilidade de efectuar o enriquecimento de pluteus aos 5 e 10 dias após fertilização, por intermédio da utilização de um produto comercial (Algamac 3050 flake). Como principal resultado, verificou‐se a obtenção de taxas de mortalidade elevadas em larvas exotróficas de P. lividus (5 e 10 dias após fertilização) após a tentativa de enriquecimento com Algamac 3050 Flake, por um período de 12h. De igual modo, verificouse a possibilidade de produção em massa de pluteus (40 pluteus.mL‐1), até 5 e 10 dias após fertilização, por intermédio da utilização da microalga D. tertiolecta e microdietas artificiais (Frippak 1#CAR e Lanzy spirulina+) como fonte de alimentação larvar, tendo‐se verificado valores de sobrevivência larvar baixos (15,1 % e 11,9 %) aos 5 dias após fertilização e 100% de mortalidade aos 10 dias após fertilização, respectivamente, nas experiências em que as dietas artificiais foram usadas como alimento para as larvas exotróficas. Posteriormente, foram efectuadas uma série de experiências com vista ao estudo do potencial da utilização de larvas exotróficas de P. lividus (4 braços), como alimento vivo na larvicultura de crustáceos decápodes marinhos. Deste modo, foram verificadas em primeiro lugar, taxas de ingestão (24 horas) de 5 potenciais predadores (Lysmata seticaudata, Palaemon elegans, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus e Xantho incisus) face a oito presas vivas (ovócitos; gástrulas; pluteus com 4 braços, com 5 e 10 dias após fertilização; pluteus com 6 seis braços, com 12 dias após fertilização; Pluteus com 8 braços, 18 dias após fertilização; Artemia spp. recém‐eclodida; Artemia spp. 24horas após eclosão). Verificou‐se para as espécies de predadores testadas, que unicamente Lysmata seticaudata, Maja brachydactyla, Pachygrapsus marmoratus e Xantho incisus, consumiam estadios larvares de P. lividus. Lysmata seticaudata foi a espécie de predador que ingeriu todas as presas vivas de entre os predadores testados, tendo mesmo sido a única onde se constatou a ingestão de pluteus com 6 e 8 braços. Posteriormente, foi avaliada o desenvolvimento e sobrevivências larvares das espécies Lysmata seticaudata, Maja brachydactyla e Pachygrapsus marmoratus alimentadas com larvas exotróficas de P. lividus (3 e 5 dias após fertilização) vs. Artemia spp. ao longo do cultivo larvar destes crustáceos. Como resultado principal, verificou‐se que as larvas exotróficas de P. lividus permitiram a sobrevivência e desenvolvimento larvar de L. seticaudata até 28 dias após eclosão e estadio IV; M. brachydactyla até 12 dias após eclosão e estadio II; e P. marmoratus até 9 dias após eclosão, não se tendo observado para esta última espécie, o desenvolvimento larvar além do estadio de zoea I. De igual modo, verificou‐se que os equinopluteus exotróficos usados como presas vivas, não permitiram a obtenção de resultados superiores em termos de desenvolvimento e taxas de sobrevivência larvar dos predadores testados, face a Artemia spp.. Por fim foi analisada a possibilidade da utilização de uma determinada característica morfológica externa dos espinhos de P. lividus, com o objectivo de a testar como método não letal na identificação do sexo de organismos adultos desta espécies. Como principal resultado, verificou‐se a não validade desta característica como potencial método de identificação sexual entre machos e fêmeas de P. lividus. Em conclusão, verificou‐se que os estadios larvares exotróficos de P. lividus, testados como potenciais presas vivas na larvicultura de espécies de crustáceos decápodes marinhos, não apresentam nenhuma vantagem adicional como alimento vivo alternativo ou mesmo complementar face a Artemia spp., no que respeita à obtenção de taxas de sobrevivência superiores ao longo do desenvolvimento larvar. Paralelamente e apesar dos resultados obtidos, este estudo contribui para o aperfeiçoamento, desenvolvimento e aplicação de técnicas e/ou métodos em determinadas áreas da investigação, como é exemplo a ecotoxicologia marinha e estuarina, onde gâmetas e estadios de desenvolvimento embrionário e larvar desta espécie, são utilizados como biomodelos.Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, SFRH/BD/36232/2007 e Financiamento Plurianual de Unidades de Investigação e Desenvolvimento (CO/LMG
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
Seawater carbonate chemistry and cuttlefish buoyancy
Carbon dioxide concentration in the atmosphere is expected to continue rising by 2100, leading to a decrease in ocean pH in a process known as ocean acidification (OA). OA can have a direct impact on calcifying organisms, including on the cuttlebone of the common cuttlefish Sepia officinalis. Moreover, nutritional status has also been shown to affect the cuttlebone structure and potentially affect buoyancy. Here, we aimed to understand the combined effects of OA (980 μatm CO2) and food availability (fed vs. non-fed) on the buoyancy of cuttlefish newborns and respective cuttlebone weight/area ratio (as a proxy for calcification). Our results indicate that while OA elicited negative effects on hatching success, it did not negatively affect the cuttlebone weight/area ratio of the hatchlings-OA led to an increase in cuttlebone weight/area ratio of fed newborns (but not in unfed individuals). The proportion of "floating" (linked to buoyancy control loss) newborns was greatest under starvation, regardless of the CO2 treatment, and was associated with a drop in cuttlebone weight/area ratio. Besides showing that cuttlefish buoyancy is unequivocally affected by starvation, here, we also highlight the importance of nutritional condition to assess calcifying organisms' responses to ocean acidification
Dispelling the Myths Behind First-author Citation Counts
We conducted a full-scale evaluative citation analysis study of scholars in the XML research field to explore just how different from each other author rankings resulting from different citation counting methods actually are, and to demonstrate the capability of emerging data and tools on the Web in supporting more realistic citation counting methods. Our results contest some common arguments for the continued
use of first-author citation counts in the evaluation of scholars, such as high correlations between author rankings by first-author citation counts and other citation
counting methods, and high costs of using more realistic citation counting methods that are not well-supported by the ISI databases. It is argued that increasingly available digital full text research papers make it possible for citation analysis studies to go beyond what the ISI databases have directly supported and to employ more
sophisticated methods
- …
