1,721,111 research outputs found

    The Associations of Dyadic Coping and Relationship Satisfaction Vary Between and Within Nations: a 35-Nation Study (Vol 7, Pg 1106, 2016)

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    Tadinac, Meri/0000-0002-3770-9000; Hromatko, Ivana/0000-0002-3837-1929; Stoyanova, Stanislava/0000-0002-8873-9285; David, Oana/0000-0001-8706-1778; Onyishi, Ike/0000-0003-0908-6413; Martinez, Rocio/0000-0002-3020-0172; Relvas, Ana Paula/0000-0001-9011-223

    Percepção do coping e da qualidade de vida em diferentes formas de família (famílias nucleares intactas ; famílias pós-divórcio e famílias reconstituídas

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    Dissertação de mestrado em Psicologia Clínica da Saúde, apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, sob a orientação da Prof. Doutora Ana Paula Relvas

    Resultados e evolução do processo terapêutico em terapia familiar : adaptação de uma medida de avaliação (score-15)

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    Tese de doutoramento do Programa Inter-Universitário de Doutoramento em Psicologia, na área de especialização em Psicologia Clínica, na área temática de Psicologia da Família e Intervenção Familiar apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de CoimbraCom quase duas décadas de história, o percurso da investigação sobre a Terapia Familiar Sistémica (TFS), em Portugal, tem sido particularmente dedicado ao estudo dos resultados da terapia, como forma de certificar a sua eficácia. Consequentemente, a escassa investigação do processo terapêutico tem comprometido o entendimento claro sobre os ingredientes responsáveis pela mudança familiar no contexto da TFS. Neste âmbito, o leque deficitário de instrumentos de avaliação familiar, congruentes com a linha do pensamento sistémico e acessíveis à população portuguesa, contribui para a complexidade da investigação do processo terapêutico em TFS. Consciente da necessidade de um maior investimento no estudo científico das intervenções familiares sistémicas desenvolvidas com famílias portuguesas, a presente investigação visa estudar a mudança terapêutica, particularmente ao nível do processo e dos resultados. Para tal, este trabalho divide-se em duas partes centrais: (i) a adaptação e validação de uma medida do progresso da terapia através da avaliação do funcionamento familiar – o Systemic Clinical Outcome and Routine Evaluation (SCORE-15) e (ii) o estudo empírico da influência de factores que teoricamente contribuem para o processo de mudança, em contexto de terapia familiar, como é o caso da aliança terapêutica e do ciclo vital da família. O conjunto de estudos apresentados nesta dissertação pretende contribuir para uma intervenção familiar assente numa practice evidence-based, através da introdução de um instrumento de avaliação familiar, e numa practice-based evidence, através de uma compreensão mais aprofundada do funcionamento familiar. Numa primeira fase deste trabalho, foi realizado um estudo de revisão crítica do estado da arte relativamente ao papel da investigação na TFS, focado nos pesquisas de eficácia e do processo terapêutico (Capítulo I). A análise do percurso científico realizado neste âmbito, nas duas últimas décadas, evidencia a primazia do estudo dos resultados sobre o processo, bem como o destaque consagrado dos factores comuns associados à mudança terapêutica. Em seguida, são apresentados três estudos desenvolvidos com vista à adaptação e validação da versão portuguesa do SCORE-15 (Capítulo II). Globalmente, estes estudos, realizados com base em amostras combinadas (participantes oriundos de contextos clínicos e comunitários) permitem-nos evidenciar a fiabilidade e validade da versão portuguesa do SCORE-15, na medida em que expressam resultados muito satisfatórios ao nível da precisão, validade fatorial, discriminante, convergente, preditiva e de construto. A subsequente análise comparativa da versão breve (15 itens) e longa (28 itens) do SCORE, para além de corroborar as conclusões anteriores, permitiu-nos calcular os valores de referência e pontos de corte para ambas versões, evidenciando boas características psicométricas para a versão longa, embora se destaque uma ligeira superioridade do SCORE-15. Por fim, os últimos dois estudos (Capítulo III) são dedicados à análise longitudinal do processo terapêutico. Um primeiro estudo procura comparar as perspetivas de clientes e dos respetivos terapeutas acerca da evolução familiar e da utilidade da terapia para as famílias, com base na análise da segunda secção da versão para clientes (duas questões abertas e três questões do tipo Visual Analogue Scales – VAS) e da versão integral para terapeutas (uma questão VAS e uma questão do tipo Likert) do SCORE-15. Clientes e terapeutas apresentam compreensões distintas acerca do progresso das famílias na terapia e da utilidade da intervenção, na quarta sessão, revelando-se mais consonantes no último momento de avaliação (sétima sessão). Além de nos dar pistas acerca da mudança familiar no contexto da TFS, este estudo representa uma primeira análise da secção qualitativa deste instrumento, disponibilizando dados preliminares psicométricos sobre a versão portuguesa para clientes (segunda secção) e para terapeutas do SCORE-15. O último artigo apresentado nesta dissertação centra-se no estudo longitudinal da mudança terapêutica em Famílias com filhos adolescentes e Famílias com filhos adultos, incidindo na análise dos resultados (funcionamento familiar) e do processo (aliança terapêutica) da terapia familiar. Os resultados encontrados apontam para trajetórias de mudança homogéneas entre as duas etapas no que diz respeito ao funcionamento familiar, ao passo que a evolução da aliança terapêutica aponta para progressos distintos para cada uma das etapas, ou seja, enquanto que as Famílias com filhos adolescentes apresentam melhorias significativas ao nível das Dificuldades da aliança, as Famílias com filhos adultos evoluem positivamente em termos das Forças da aliança. Destacase ainda o impacto significativo e positivo da intervenção (sessões) no progresso global das famílias, bem como a relevância da quarta sessão de terapia, enquanto um momento-chave no processo de mudança familiar. Em suma, as conclusões gerais dos estudos aqui apresentados demonstram que a versão portuguesa do SCORE-15 é um instrumento adequado, validado e bem aceite para a avaliação do funcionamento familiar, em contexto clínico ou comunitário, útil para efeitos de intervenção e investigação. Ao nível da análise do processo terapêutico, verificam-se evoluções distintas para o processo e resultados da terapia com Famílias com filhos adolescentes e Famílias com filhos adultos. Adicionalmente, são discutidas as implicações clínicas e científicas decorrentes destes estudos, centradas sobretudo nos benefícios da disponibilização de um instrumento de avaliação familiar e no aprofundamento do conhecimento sobre a evolução das famílias em terapia. Por último, são sugeridas linhas de intervenção e pistas para a investigação futura nesta área.With nearly two decades of history, in Portugal, the path followed by the Systemic Family Therapy (SFT) research has been particularly devoted to the study of therapy outcomes, aiming to validate its efficacy. Thus, the insufficient research dedicated to the therapeutic process has compromised the clear understanding of the ingredients responsible for the therapeutic change that occurs in the context of the SFT. Within this scope, the absence of evaluation tools for family assessment, consistent with the systemic thinking and accessible to Portuguese population, contributed to the complexity of investigating the therapeutic process in SFT. Aware of the need of an increasing investment in systemic family interventions research, this investigation aims to study the therapeutic change, particularly its process and results. For this purpose, this study is divided in two central parts: (i) the adaptation and validation of a measure of the therapeutic evolution through the family functioning evaluation – Systemic Clinical Outcome and Routine Evaluation (SCORE-15) and (ii) the empirical analysis of the impact of the factors that theoretically contribute to the process of change, in the context of family therapy, as in the case of the therapeutic alliance or the family life cycle. The studies presented in this dissertation seek to contribute to a family intervention centered on an evidence-based practice, by introducing new evaluation measures, and practice-based evidence, through a better understanding of family functioning. In a first research step, a critical overview of the state of art of the role of research in SFT is made, focusing on the therapeutic efficacy and process (Chapter I). The analysis of the scientific route covered in this area, in the last two decades, highlights the primacy of the results over the process, as well as the emphasis devoted to the common factors associated with the therapeutic change. Then, three studies that aimed to adapt and validate the Portuguese SCORE-15 version are presented (Chapter II). Overall, these studies, based on combined samples (participants from clinical and community contexts), allow us to establish the reliability and validity of the Portuguese SCORE-15 version, as they express satisfactory results in terms of reliability, factorial validity, discriminant validity, convergent validity, predictive validity and construct validity. The subsequent comparative analysis of the brief (15 items) and long (28 items) SCORE versions, in addition to corroborating the previous conclusions, as allowed us to establish both instruments reference values and cut-off points, exhibiting good psychometric properties for the long version, although it is highlighted a slight superiority of the SCORE-15. Finally, the two latest studies (Chapter III), are dedicated to the therapeutic process longitudinal analysis. The first study aims to compare clients and therapists’ perspectives of the family evolution and the therapy helpfulness for families, through the analysis of the second version of the clients’ SCORE-15 version (two open questions and three Visual Analogue Scales – VAS) and the therapists’ SCORE-15 full version (one VAS question and one Likert question). Clients and therapists present different views about the families’ evolution in therapy and the treatment utility, in session four, becoming closer in the last evaluation moment (session seven). Apart from bringing important clues about family change in SFT, this study represents the first analysis of this instrument’s qualitative section, providing psychometric preliminary data about the SCORE-15 clients Portuguese version (second section) and the SCORE-15 therapists version. The last presented study centers on the longitudinal analysis of the therapeutic change in Families with adolescent children and Families with adult children, focusing on the analysis of the family therapy outcomes (family functioning) and process (therapeutic alliance). The results suggest homogenous change trajectories for the two family life stages regarding the family functioning, while the therapeutic alliance evolution denotes divergent progresses for each stage, with families with adolescents presenting significant improvements for the Alliance difficulties dimension, and Families with adults indicating significant positive evolutions for the Alliance strengths dimension. We also highlight the significant and positive impact of therapy (sessions) in the families’ global evolution, as well as the relevance of the fourth therapy session as a keymoment in the family change process. In summary, the presented general conclusions endorse the Portuguese SCORE-15 version as an adequate, validated and well-accepted instrument for evaluation of the family functioning, in clinical and community contexts, useful for intervention and research purposes. Regarding the therapeutic process analysis, we observe distinct evolutions for the process and outcomes of therapy with Families with adolescents and Families with adult children. Additionally, we discuss these studies’ clinical and scientific implications, centered specially in the provision of a family evaluation instrument and the deepened knowledge about the way Portuguese families work in the specific context of systemic family therapy. Finally, lines for intervention and clues for future research are suggested.FCT - SFRH/BD/68823/201

    Relatório científico-profissional

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    Dissertação de mestrado em Psicologia Clínica e Saúde (Psicologia Sistémica, Saúde e Família), apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.O presente relatório efetua uma apresentação crítica de cerca de onze anos de atividade profissional desenvolvida com relevância para o domínio da sistémica, saúde e família. De entre as atividades profissionais realizadas efetua-se um estudo crítico-reflexivo sobre o programa de educação parental “Em Equilíbrio”, implementado no âmbito de uma rede interinstitucional, numa lógica de intervenção seletiva, alcançando resultados que apontam para o impacto em fatores-chave da parentalidade e dinâmica familiar relacionados com a prevenção do comportamento antissocial e dos maus tratos infantis.This report makes a critical presentation of approximately eleven years of relevant professional activity developed in the field of systemic, health and family. Among the professional activities undertaken we carry-out a critical-reflexive study on the parent education program “Em Equilíbrio”, implemented under an interinstitutional network, in a logic of selective intervention, achieving results which point to an impact on key factors of parenting and family dynamics related to the prevention of antisocial behavior and child abuse

    Relação entre diabetes, qualidade de vida, stress e coping familiares: um estudo com uma amostra recolhida em Serviços de Saúde de Coimbra

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    Dissertação de Mestrado em Psicologia Clinica Dinâmica e Sistémica, apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de CoimbraO presente estudo pretende ser um estudo sobre famílias, nomeadamente, sobre stress familiar, estratégias de coping e respectiva qualidade de vida. Pretende-se abordar todos estes factores na dinâmica da doença crónica, nomeadamente a Diabetes Mellitus, na adaptação familiar à doença, numa amostra recolhida em serviços de saúde de Coimbra (Centro de Saúde da Fernão Magalhães, Centro de Saúde de S. Martinho, extensão Taveiro, Hospital Pediátrico, CEIFAC1 e NUSIAF2). Para tal utilizámos as seguintes escalas: Qualidade de Vida (Q.L.- David H. Olson & Howard L. Barnes, 1982), Inventário Familiar de Acontecimentos e Mudanças de Vida (FILE - H.I. McCubbin, J.M. Patterson, L.R. Wilson, 1981) e Escala de Avaliação Pessoal Orientada Para a Crise Em Famílias (F-COPES - H.C. McCubbin, D.H. Olson, A.S. Larsen, 1981). Relativamente ao estudo empírico, a estrutura factorial da escala Q.L. divergiu da estrutura proposta pelos autores, apresentando bons níveis de consistência interna; a escala FILE revelou níveis baixos de consistência interna, levando-nos a utilizar apenas o resultado da escala total; na escala F-COPES, a estrutura factorial dos autores não foi encontrada, sendo os itens agregados de modo diferente do original. Quanto a resultados, não se encontraram diferenças estatísticamente significativas nas escalas FILE e F-COPES, para os factores: género e nível socioeconómico nas três condições deste estudo: condição1:Sujeitos com Diabetes; condição2: Diabetes na Família; condição 3: Sujeito ou Família sem Doença, logo, as variáveis stress e coping revelaram-se não significativas na sua relação com a Diabetes, nesta amostra particular. Na escala Q.L. este padrão de inexistência de relações significativas entre as variáveis consideradas mantém-se, excepto para as sub-escalas: Lar e Educação, onde existem diferenças entre os grupos e o nível socioeconómico nas as condições 2 e 3 e, na sub-escala Casamento e Vida Familiar, onde existem diferenças na interacção entre os grupos e o seu nível socioeconómico nas condições 1 e 2 (é necessário ter em atenção que se trata da direcção da diferença, constatada através das diferenças entre as médias, pois o teste Post Hoc (Tukey HSD) não foi sensível o suficiente para discriminar as condições).The present study aims to study families, particularly under stress, coping strategies and their quality of life. Its aim is to examine all these factors in the dynamic of the chronic disease, more specifically, Diabetes mellitus, on the family adaptability to the disease, using a sample collected in health centres in Coimbra (Centro de Saúde da Fernão Magalhães, Centro de Saúde de Taveiro, Hospital Pediátrico, CEIFAC3 e NUSIAF4). In order to evaluate these issues, we used the following scales: Quality of Life (Q.L.- David H. Olson & Howard L. Barnes, 1982), Family Inventory of Life Events and Changes(FILE - H.I. McCubbin, J.M. Patterson, L.R. Wilson, 1981) and Family Crisis Oriented Personal Evaluation scale (F-COPES - H.C. McCubbin, D.H. Olson, A.S. Larsen, 1981). With reference to the empirical study , the factorial structure of the Q.L. scale diverged from the structure proposed by the authors, presenting good levels of internal consistence; the FILE scale revealed low levels of internal consistence, leading us to use only the result of the global scale; on the F-COPES scale, the factorial structure of the authors was not found , being the items related in a different way from the original one. As far as the results are concerned, they did not show any statistically significant differences in the FILE and F-COPES, to the factors: type and socioeconomic status in the three groups of this study (group 1: individuals with Diabetes; group 2 :Diabetes in the family; group 3: individuals or family not affected by the disease). On the Q.L. scale, the pattern remains the same , except for the sub-scales: Home and Education , where there are differences between the groups and the socioeconomic status between groups 2 and 3 and on the sub-scale Marriage and Family life , where there are differences in the interaction between the groups and their socioeconomic status in the groups 1 and 2. (It is necessary to pay attention to the fact that we are dealing with the direction of the difference, found through the differences between the means, as the Tukey’s Post Hoc test was not sensitive enough to discriminate the conditions

    Relação entre características dos terapeutas e contributos para a força da aliança terapêutica no contexto da terapia familiar sistémica

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    Dissertação de mestrado em Psicologia Clínica (Sistémica, Saúde e Família) apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.O presente estudo exploratório tem como principal objetivo perceber, no contexto da terapia familiar, de que forma determinadas características pessoais (sexo, idade, estado civil) e profissionais (nível de formação, experiência clínica) dos terapeutas se relacionam com os seus contributos para a aliança terapêutica. A prossecução desse objetivo foi operacionalizada tendo por base a análise da 1ª sessão e recorrendo à utilização do SOFTA-o (System for Observing Family Therapy Alliances), o qual permite uma análise observacional dos contributos verbais, não-verbais, positivos e negativos para a aliança dos 31 terapeutas que compõem a amostra. Os resultados demonstraram que, os terapeutas com mais de 40 anos, casados, com formação completa e/ou incompleta e com alguma ou muita experiência clínica foram os que contribuíram mais para a construção da aliança nas dimensões Envolvimento e Conexão Emocional. Nas dimensões Segurança e Partilha de Objetivos da aliança nenhuma das variáveis obtiveram diferenças significativas. Posteriormente, são discutidas algumas hipóteses que permitem explicar os resultados obtidos tendo em conta as características dos terapeutas.This exploratory study has as main objective to perceive, in the context of family therapy, how certain personal characteristics (sex, age, marital status) and professional (level of training, clinical experience) relate the therapists to their contributions in the therapeutic alliance. The pursuit of this objective was operationalized based on the analysis of the 1st session and through the use of SOFTA-o (System for Observing Family Therapy Alliances), which allows an observational analysis of the contributions verbal, nonverbal, positive and negative of 31 therapists in the sample. The results demonstrate that therapists with more than 40 years, married, with full training and/or incomplete and some or a lot of clinical experience were the contributed more to building the alliance of dimensions Engagement and Emotional Connection. The dimensions Security and Sharing Objectives the alliance none of the variables obtained significant differences. Therefore, we discuss some assumptions that allow us to explain the results obtained taking into account the characteristics of therapist

    Qualidade de vida e coping ao longo do ciclo vital da família

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    Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica e Saúde, sub-área de especialização em Sistémica, Saúde e Família, apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, sob a orientação da Professora Doutora Ana Paula Relvas.O presente estudo tem por objectivo analisar a qualidade de vida e o coping do sistema familiar ao longo das etapas do seu ciclo vital, tal como são avaliados pelos respectivos questionários Qualidade de Vida (QOL) e Escala de Avaliação Pessoal Orientada para Crise em Família (F-COPES). Para tal, baseamo-nos numa amostra de 316 sujeitos, com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos, residentes em Portugal Continental. Verificámos que a percepção da qualidade de vida global e da utilização do coping familiar, a nível total e das várias componentes, varia consoante as tarefas e crises associadas às sete etapas do percurso familiar, para além desta relação sofrer a influência do nível sócio-económico, zona de residência e estrutura familiar (formas de família) dos sujeitos, no que diz respeito à qualidade de vida. Não se verificou o efeito mediador da variável “sexo” na relação mencionada nem nas variáveis dependentes.The purpose of this study is to analyse the quality of life and the coping of the family system across the stages of the life cycle, as they are evaluated by the questionnaires Qualidade de Vida (QOL) and Escala de Avaliação Pessoal Orientada para Crise em Família (F-COPES). To accomplish this purpose, we have based ourselves on a sample of 316 people, from 20 to 79 years old, residents in Portugal. We ascertained that the perception of the quality of the global life and the usage of the family coping, on a total level and on its several components, changes according to the tasks and crisis associated with the seven stages of the family pathway, and this relation also suffers the influence of the subjects social-economical level, place of residence and family structure (types of family), in what their quality of life is concerned. It was not verified the mediator effect of the “sex” variable on the mentioned relation nor in the dependent variables

    Construção da aliança em casos contrastantes com clientes involuntários: microanálise das dimensões intrasistema (segurança e sentimento de partilha de objetivos)

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    Dissertação de mestrado em Psicologia Clínica e Saúde (Sistémica, Saúde e Família) apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de CoimbraO presente estudo teve como principal finalidade desenvolver uma microanálise da construção da aliança, ao nível das dimensões intrasistema (Segurança e Sentimento de Partilha de Objetivos) comparando quatro famílias involuntárias, contrastantes do ponto de vista dos resultados terapêuticos. Para o feito, analisou-se a força da aliança nas referidas dimensões, a partir dos comportamentos dos clientes e dos contributos dos terapeutas na 1ª sessão, através da versão observacional do System for Observing Family Therapy Alliances (SOFTA-o, versão Clientes e versão Terapeutas; Sotero et al., 2010). Para selecionar as famílias contrastantes do ponto de vista dos resultados recorreu-se à adaptação portuguesa do Goal Attainment Scaling (GAS; Sotero & Relvas, 2010). Os resultados obtidos revelaram a existência de semelhanças na construção da aliança intrasistema em três das quatro famílias. Na maioria dos casos os pais apresentam-se mais seguros no contexto terapêutico, contrariamente aos filhos que manifestam mais comportamentos de insegurança no contexto da terapia. Em três das famílias analisadas verificam-se ainda comportamentos negativos respeitantes ao Sentimento de Partilha de Objetivos. Em ambas as dimensões estudadas, os terapeutas apresentam apenas contributos positivos para a construção da aliança intrasistema nas quatro famílias.The main objective of this study was the development of a microanalysis of the construction of the alliance, at the level of the intrasystem dimensions (Safety and Shared Sense of Purpose) comparing four involuntary, contrasting families from the point of view of the therapeutic results. For the act, the strength of the alliance was analysed in the abovementioned dimensions, from the behaviours of the clients and with the assessment of the therapists in the 1st session, through the observational version of the System for Observing Family Therapy Alliances (SOFTA - O, client version and therapist version; Sotero et al., 2010). In order to select the contrasting families from the point of view of the results one resorted to the Portuguese adaptation of a Goal Attainment Scaling (GAS; Sotero & Relvas, 2010). The obtained results revealed the existence of similarities in the construction of the intra-system alliance in three of four families. In most of the cases the parents present themselves more secure in the therapeutic context, oppositely to the children who show more behaviours of insecurity in the context of the therapy. In three of the analysed families negative behaviours concerning the Shared Sense of Purpose were observed. In both studied dimensions, the therapists only present positive assessment for the construction of the intra-system alliance in the four families

    O jogo patológico em 3D: dimensões individual, conjugal e familiar

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    Tese de doutoramento em Psicologia, na área de Psicologia Clínica, na especialidade de Psicologia da Família e Intervenção Familiar, apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de CoimbraOs jogos de sorte ou azar, ou seja, jogos em que o ganho/perda (habitualmente de dinheiro) depende do acaso, têm despertado interesse nas pessoas desde os tempos mais remotos e de forma transversal às diferentes épocas históricas e aos mais diversos contextos socioculturais. Para a maioria dos jogadores, constituem uma atividade recreativa/ social e completamente inócua. No entanto, uma minoria sofre um conjunto de consequências nefastas, decorrentes da prática de jogos de sorte ou azar, desde problemas financeiros, de saúde mental e física, a dificuldades familiares, laborais, passando a sua vida a ser controlada pelo jogo, desta forma, patológico. Obviamente, aqueles que são próximos do jogador patológico (e.g., familiares, amigos) também sofrem com os problemas do jogo, podendo desempenhar um papel importante na recuperação do problema, mas também na sua manutenção e até agravamento. Apesar da reconhecida recursividade entre o problema jogo e a esfera relacional interna e externa do jogador, o jogo patológico tem vindo a ser estudado, sobretudo numa perspetiva individual, atendendo a pressupostos lineares. Assim, contrariando esta tendência, este projeto pretende contribuir para o aumento do conhecimento científico sobre o jogo patológico. Recorre a uma perspetiva sistémica, com um pensamento navette entre os níveis familiar, conjugal e individual, através de uma investigação inovadora do ponto de vista da conceptualização do problema jogo (integradora e sistémica), privilegiando variáveis de cariz relacional (e.g., funcionamento familiar), mesmo quando representativas da esfera individual dos participantes (e.g., diferenciação do self). Desta forma, esta investigação pretende acrescentar cinco contributos principais à área de investigação sobre o jogo patológico: 1) alargar o conhecimento sobre os jogadores patológicos, atendendo a variáveis individuais xi (sintomatologia psicopatológica, congruência e diferenciação do self), conjugais (ajustamento diádico e satisfação conjugal) e familiares (qualidade de vida familiar e funcionamento familiar); 2) acrescentar as perspetivas de cônjuges de jogadores sobre os aspetos familiares e conjugais, confrontando-as e articulando-as com as perspetivas dos próprios jogadores; 3) promover uma leitura dos três níveis de variáveis referidos (individual, conjugal e familiar) em termos de risco/proteção; 4) desenvolver um modelo sistémico integrador compreensivo do jogo patológico, baseado na literatura e na evidência empírica decorrente dos estudos que integram esta investigação; e 5) disponibilizar pistas para a intervenção com os jogadores patológicos. Para tal, desenvolveram-se sete estudos principais – uma revisão da literatura, cinco quantitativos (N = 429) e um qualitativo (estudo de caso) - e dois estudos preliminares. A primeira fase da investigação consistiu numa cuidada revisão da literatura que deu origem à definição do modelo sistémico compreensivo do jogo patológico. A segunda etapa passou pela adaptação portuguesa de instrumentos de autorrelato que viriam a fazer parte do protocolo de investigação administrado (Escala de Congruência, Inventário de Qualidade de Vida Familiar). Por fim, realizaram-se os estudos quantitativos e qualitativos. Os três primeiros estudos quantitativos permitiram caracterizar os jogadores patológicos (caracterização de jogadores patológicos numa amostra comunitária por comparação com uma amostra de jogadores não patológicos; caracterização dos jogadores ao longo de um continuum de severidade, desde o jogador sem problemas ao jogador patológico; estudo de jogadores auto intitulados profissionais, comparando dois subgrupos - com patologia e sem patologia associada ao jogo). O estudo qualitativo e o quarto estudo quantitativo cruzaram a perspetiva de jogadores patológicos com a de cônjuges de jogadores patológicos. O último xii estudo quantitativo analisou os fatores de risco/proteção de novo ao longo do continuum de severidade distribuído por três grupos – jogadores sem problemas, jogadores com alguns problemas e jogadores patológicos. Posteriormente, com base nestes resultados, redefiniuse o modelo sistémico integrador compreensivo do jogo patológico e retiraram-se implicações para a intervenção com esta população. Para os estudos quantitativos, utilizou-se uma amostra probabilística de conveniência, recolhida através do método de recrutamento bola de neve (via online e presencial). Qualquer adulto (idade igual ou superior a 18 anos) podia participar, uma vez que a constituição dos diferentes subgrupos amostrais foi feita a posteriori. O casal que participou no estudo de caso qualitativo foi selecionado de forma diferente, a partir da sua participação num processo de terapia de casal, solicitado no âmbito do problema com o jogo. Na recolha da amostra foram respeitados os princípios e procedimentos éticos consignados pela American Psychological Association (2002). Os resultados do primeiro estudo quantitativo foram bastante surpreendentes, atendendo aos referenciais teóricos sobre o tema. Verificou-se que os jogadores patológicos não apresentavam mais dificuldades familiares e conjugais do que o grupo de comparação. Os estudos seguintes permitiram compreender estes resultados (aparentemente) desintegrados da literatura sobre o tema. Percebeu-se que os jogadores patológicos constituem um grupo heterogéneo e que as dificuldades familiares, conjugais e individuais surgem sobretudo em níveis mais severos de patologia de jogo, respeitando um continuum de gravidade no que respeita ao jogo patológico e às dificuldades que lhe estão associadas. A diversidade de jogadores patológicos é ainda complexificada pela constatação empírica de que uma minoria dos jogadores profissionais apresenta níveis de relação patológica com o jogo. Para além desta diversidade intragrupal, verificou-se, ainda, que os jogadores xiii patológicos relatam menos dificuldades familiares e conjugais do que os cônjuges de jogadores patológicos. A diferenciação do self e a sintomatologia psicopatológica, o sexo e a escolaridade parecem ser as variáveis com maior probabilidade de se associarem ao jogo patológico enquanto fatores de risco/proteção. Percebendo-se que o risco/proteção deriva de uma interação dinâmica entre estes aspetos e a gravidade de jogo. Com base na literatura sobre o tema e nestes resultados, desenvolveu-se o Modelo Sistémico Integrador do Jogo Patológico – Revisto (MSIJP-R) (uma vez que a primeira versão decorreu do estudo de revisão da literatura) que é composto por cinco níveis interdependentes. Mais especificamente, por dois níveis complementares, o contexto socioeconómico e o contexto relacional próximo com o problema jogo (que podem favorecer ou inibir as práticas de jogo a dinheiro e o envolvimento patológico na atividade), e três níveis principais, a família, o casal e o indivíduo. O nível da família remete para o funcionamento familiar, salientando aspetos como a gestão emocional, a confiança/segurança, a comunicação, o apoio e a nutrição emocional. Assim, o modelo sugere que as famílias com problemas de jogo tendem a apresentar algumas dificuldades relacionais. O nível da conjugalidade reúne um conjunto de problemas associados ao jogo patológico, nomeadamente em termos de ajustamento diádico e satisfação conjugal. Para além disso, destacam-se dificuldades de intimidade emocional (e.g., sofrimento psicológico, raiva, culpa, frustração, ressentimentos) e sexual (insatisfação sexual), de comunicação (e.g., mentiras, enganos, tentativas de ocultar ou reparar os danos causados pelo problema) e de exercício de controlo/poder (e.g., poder desequilibrado nas decisões familiares; tarefas domésticas pouco repartidas). A conjugalidade é marcada pela divergência de perspetivas entre jogadores patológicos (menos focados no défice) e cônjuges de jogadores patológicos (mais focados no défice). Por último, o nível individual xiv caracteriza-se por níveis inferiores de diferenciação do self e por níveis superiores de sintomatologia psicopatológica. O modelo integral apenas faz sentido ou é aplicável a jogadores que apresentam uma severidade de jogo superior/máxima. Portanto, pretende-se com este modelo fornecer uma ferramenta compreensiva, útil e flexível para os casos em que é aplicável. Ou seja, uma grelha de leitura possível, entre outras, com a possibilidade de ser utilizado de forma mais global, integrando todos os níveis, ou de forma mais parcial, focando apenas alguns deles. Desta investigação também resultaram algumas pistas de intervenção a considerar, tais como, a importância de desenvolver técnicas interventivas que tenham em consideração as diferenças individuais evidenciadas na apresentação clínica do caso; a utilização criativa e flexível dos protocolos de intervenção estandardizados; a aposta em intervenções individuais com uma elevada componente relacional, isto é, de natureza sistémica, considerando as especificidades do estádio de mudança em que o jogador se encontra. Nos casos em que a terapia de casal/familiar venha a ser a modalidade de apoio solicitada ou aconselhada, atendendo às diferenças de perspetiva entre jogador e cônjuge, pode ser muito importante dar especial atenção à neutralidade terapêutica e trabalhar a definição de objetivos terapêuticos comuns. Para além disso, dada a progressão silenciosa do problema, parece ser fundamental sensibilizar a população, em geral, e a comunidade jogadora, em particular, com especial atenção aos jogadores profissionais, apostando em campanhas de promoção de jogo responsável. Esta investigação apresenta diversas limitações, sendo as mais importantes o reduzido tamanho da amostra em alguns subgrupos amostrais e o facto de a heterogeneidade dos jogadores patológicos, tal como é apresentada neste trabalho, ter resultado, sobretudo, de uma análise descritiva dos resultados dos diferentes estudos. Não xv obstante, esta investigação produziu novos conhecimentos, nomeadamente no que respeita à caracterização integradora dos jogadores patológicos, incluindo a perspetiva dos cônjuges e uma compreensão dos fatores de risco/proteção. Permitiu, ainda, (re)conceptualizar uma grelha de leitura do problema jogo, o MSIJP-R, que contempla uma visão integradora e sistémica, também, por esse motivo, inovadora; e retirar implicações interventivas relevantes.Gambling, in other words, games in which the gain/loss (usually money) depends on the chance, has increasingly attracted attention since ancient times and throughout different historical eras and sociocultural contexts. For most gamblers, it represents a recreational/social activity that is totally innocuous. However, a minority is affected by a number of adverse consequences that result from gambling, from financial, mental and physical health problems to family and work difficulties, with their life becoming controlled by gambling, thus, pathological. Obviously, those closest to the pathological gambler (e.g., family, friends) also are affected by gambling problems, having an important role in the recovery but also in the problem maintenance and worsening. The pathological gambler has been studied mainly through an individual perspective and accordingly to linear assumptions, although recognized the recursiveness between the gambling problem and the gambler internal and external sphere. So, going against this trend, this project aims to contribute to the scientific acknowledge about the pathological gamble. It is based on a systemic perspective, with a navette way of thinking between the family, marital and individual levels, through an innovator investigation from the gambling problem conceptualization (integrative and systemic) viewpoint, privileging relational variables (e.g., family functioning) even when these are representative of the participants individual sphere (e.g., self-differentiation). Thus, this study aims to add five essential contributes to the pathological gambling research: 1) expand the acknowledge about pathological gamblers, according to their individual (psychopathological symptoms, congruence and self-differentiation), marital (dyadic adjustment and marital satisfaction) and family (family quality of life and family functioning) variables; 2) add the gamblers’ spouses perspectives xvii about family and marital aspects, confronting and articulating these with the gamblers perspectives; 3) promote a comprehension of the referred variables’ three levels (individual, marital and familiar) with respect to risk/protection; 4) develop a comprehensive integrative systemic model of pathological gambling, based on the literature and scientific evidence presented in research studies in this area; 5) provide tracks to intervene with pathological gamblers. To that end, seven principal studies – a literature review, five quantitative studies (N = 429) and one qualitative study (case study) – and two preliminary studies were developed. The study first phase consisted on an accurate literature review that gave rise to the definition of the comprehensive systemic model of pathological gambling. The second stage was dedicated to the Portuguese validation of self-report measures that form the administered investigation protocol (Congruence Scale and Quality of Life). At last, quantitative and qualitative studies were developed. The first three quantitative studies allowed us to characterize the pathological gamblers (pathological gamblers characterization in a community sample, in comparison with a non-pathological gamblers sample; gamblers characterization across a severity continuum, from the gambler without problems to the pathological gambler; study of self-entitled professional gamblers comparing two subgroups: with and without gambling associated pathology). The qualitative study and fourth quantitative study crossed the pathological gamblers perspectives with the pathological gamblers spouse’s perspectives. The last quantitative study analyzed the risk/protection factors across a severity continnum, distributed by three groups – non-problem gambler, some problem gambler and pathological gamblers. Subsequently, on the basis of these results, we redefined the comprehensive integrative and xviii systemic model of pathological gambling and withdrawn implications for intervening with this specific population. For the quantitative studies, we used a probabilistic convenience sample, collected through snowball sampling (online and in person). Adults (aged 18 or over) were allowed to participate (quantitative studies) since the sample subgroups composition was prepared a posteriori. The couple that participated in the qualitative study was selected in a different way, specifically through their participation in couple systemic therapy, a therapeutic process centered in gambling problems. The sample collection considered the principles and ethical procedures of the American Psychological Association (2002). The first quantitative study results were surprising, considering the theoretical framework on gambling. Results indicated that pathological gamblers did not presented more family and marital difficulties than the comparison group. The following studies helped us to better understand these results (apparently) disintegrated from the literature in this area. We conclude that pathological gamblers represent a heterogeneous group and that the family, marital and individual difficulties emerge especially in severe levels of gambling, in accordance to a continuum of severity regarding pathological gambling and the associated difficulties. The pathological gamblers diversity is even more complex when we empirically confirm that a minority of professional gamblers presents pathological relation levels with gamble. Besides this intragroup diversity, we also observed that the pathological gamblers identify less family and marital difficulties than the pathological gamblers spouses. The self-differentiation and psychopathological symptoms, sex and education seem to be the variables that most associate with pathological gambling as factors of risk/protection. We also understood that the risk/protection derives from a dynamic interaction between these aspects and the gambling severity. xix Based on the literature about gambling and the presented results, we developed the Integrative Systemic Model of Pathological Gambling - Revised (ISMPG-R) (since the model first version emerged from the literature review), composed by five independent levels. Specifically, by two complementary levels, socioeconomic status and closest relational context with the gambling problem (that can promote or inhibit gambling actions and the pathological involvement in this activity), and three central levels, family, couple and individual. The family level refers to family functioning, highlighting aspects like emotional management, confidence/security, communication, support and emotional nutrition. Thus, this model suggests that families with gambling problems tend to present relational difficulties. The marital level gathers a range of problems associated with the pathological gambling, particularly regarding the dyadic adjustment and marital satisfaction. In addition, some emotional intimacy (e.g., psychological suffering, anger, guilt, frustration, resentments), sexual (sexual dissatisfaction) and communication difficulties (e.g., lies, cheating, attempts to conceal information or repair damages caused by the problem) are highlighted, as well as the exercise of power/control (e.g., unequal power in family decisions; household chores unbalanced division). The conjugality is marked by the disagreement between the pathological gamblers perspectives (less focused on the deficit) and the pathological gamblers perspectives (more focused on the deficit). Finally, the individual level is noticeable by lower levels of self-differentiation and higher levels of psychopathological symptoms. The complete model only makes sense or is applicable to gamblers that present a higher/maximum gambling severity. Therefore, with this model we intend to provide a comprehensive tool, useful and flexible for the applicable cases. That is, a possible reading grid, among others, that can be used more globally, including all levels, or more partially, focusing on particular levels. xx This investigations also provides promising interventions tracks as the importance of developing intervention techniques that contemplate the individual differences highlighted in the clinical case study, a creative and flexible use of the standardized intervention protocols, the investment on individual interventions with a high relational component, in other words, systemic, considering the specificities of the gambler change stage. In cases were family/marital therapy is requested or suggested as a support modality, and attending to the differences between gamblers and gamblers’ spouses perspectives, it may be very important to give special attention to the therapeutic neutrality and to work the common therapeutic goals definition. In addition, given the silent evolution of the problem, it seem to be essential to raise public awareness, in general, and the gamblers community, in particular, with special attention to the professional gamblers, focusing on responsible gambling campaigns. This investigation presents several limitations, the most important being the small sample size regarding some sample subgroups and the fact that the pathological gamblers heterogeneity, presented in this work, resulted, mainly, in descriptive analyses of the different studies. Nevertheless, this research study provides new acknowledge, namely, regarding the integrative description of the pathological gamblers, including the spouses perspectives and a comprehension of the risk/protection factors. It also affords the (re)conceptualization of a gambling reading grid, the MSIJP-R, that contemplates an integrative and systemic vision, for this reason innovative, and withdraws relevant intervention implications.Fundação para a Ciência e Tecnologia - SFRH/BD/71001/201

    Estudo do índice de vulnerabilidade ao stress familiar numa amostra de utentes de instituições de saúde de Coimbra:Estudo exploratório para a adaptação do FILE (Family Inventory of Life Events and Changes)

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    Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbr
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