305 research outputs found

    O pensar sobre decolonialidade, do ponto de vista da filha do colonizador, no “Caderno de Memórias Coloniais”, de Isabela Figueiredo: outros vieses

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    The work Notebook of colonial memories (2019), by Mozambican author Isabela Figueiredo, the subject of this study is a dense autobiographical text that presents a certain duality, on the part of the author, in relation to the process of colonization of the Portuguese colonies and the notion of decoloniality on which current authors have emphasized and have raised different approaches. We present this discussion, based on Adichie (2009); Lejeune (2009); Lerner (2019); Stevens (2014); Mignolo (2017); De Marco (2024) and Bento (2022), and we weave an approach from the perspective of Isabela Figueiredo's autobiographical authorial voice which presents, from two distinct phases of her life (in Mozambique and in Portugal), her vision of the process of domination imposed by slave owners, as well as the objectification of black subjects, especially women, and the naturalness with which Europeans established themselves as superior to them. It is a narrative that sometimes has traces of decoloniality, and sometimes, influenced by her father's Eurocentric concepts, the author tends to defend his attitudes, raising doubts about her ideological positioning. Our objective is to foster discussions about the unique bias of the History of the enslaved African people, shown from the colonizer's point of view, and to present the side of the oppressed, the subjugated, the objectified, whose labor force provided well-being and social prestige to the executioner.A obra Caderno de memórias coloniais (2019), da autora moçambicana Isabela Figueiredo, tema deste estudo, é um texto autobiográfico denso, e que apresenta certa dualidade, por parte da autora, em relação ao processo de colonização das colônias portuguesas e à noção de decolonialidade sobre a qual autores da atualidade têm dado ênfase e têm suscitado diversas abordagens. Apresentamos essa discussão, embasados em Adichie (2009); Lejeune (2009); Lerner (2019); Stevens (2014); Mignolo (2017); De Marco (2024) e Bento (2022), e tecemos uma abordagem sob a perspectiva da voz autoral autobiográfica de Isabela Figueiredo que apresenta, a partir de duas fases distintas de sua vida (em Moçambique e em Portugal), sua visão sobre o processo de dominação imposto pelos escravagistas, bem como a objetificação dos sujeitos negros, principalmente as mulheres, e a naturalidade com que os europeus se autoinstituíam superiores a eles. É uma narrativa que ora tem traços da decolonialidade, e ora, influenciada pelos conceitos eurocêntricos do pai, a autora tende a defender as atitudes dele, causando dúvidas sobre seu posicionamento ideológico. Nosso objetivo é fomentar discussões sobre o viés único da História do povo africano escravizado, mostrado pelo ponto de vista do colonizador, e apresentar o lado do oprimido, do subjugado, objetificado, cuja força de trabalho propiciou bem-estar e prestígio social ao algoz

    O pensar sobre decolonialidade, do ponto de vista da filha do colonizador, no “Caderno de Memórias Coloniais”, de Isabela Figueiredo: outros vieses

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    The work Notebook of colonial memories (2019), by Mozambican author Isabela Figueiredo, the subject of this study is a dense autobiographical text that presents a certain duality, on the part of the author, in relation to the process of colonization of the Portuguese colonies and the notion of decoloniality on which current authors have emphasized and have raised different approaches. We present this discussion, based on Adichie (2009); Lejeune (2009); Lerner (2019); Stevens (2014); Mignolo (2017); De Marco (2024) and Bento (2022), and we weave an approach from the perspective of Isabela Figueiredo's autobiographical authorial voice which presents, from two distinct phases of her life (in Mozambique and in Portugal), her vision of the process of domination imposed by slave owners, as well as the objectification of black subjects, especially women, and the naturalness with which Europeans established themselves as superior to them. It is a narrative that sometimes has traces of decoloniality, and sometimes, influenced by her father's Eurocentric concepts, the author tends to defend his attitudes, raising doubts about her ideological positioning. Our objective is to foster discussions about the unique bias of the History of the enslaved African people, shown from the colonizer's point of view, and to present the side of the oppressed, the subjugated, the objectified, whose labor force provided well-being and social prestige to the executioner.A obra Caderno de memórias coloniais (2019), da autora moçambicana Isabela Figueiredo, tema deste estudo, é um texto autobiográfico denso, e que apresenta certa dualidade, por parte da autora, em relação ao processo de colonização das colônias portuguesas e à noção de decolonialidade sobre a qual autores da atualidade têm dado ênfase e têm suscitado diversas abordagens. Apresentamos essa discussão, embasados em Adichie (2009); Lejeune (2009); Lerner (2019); Stevens (2014); Mignolo (2017); De Marco (2024) e Bento (2022), e tecemos uma abordagem sob a perspectiva da voz autoral autobiográfica de Isabela Figueiredo que apresenta, a partir de duas fases distintas de sua vida (em Moçambique e em Portugal), sua visão sobre o processo de dominação imposto pelos escravagistas, bem como a objetificação dos sujeitos negros, principalmente as mulheres, e a naturalidade com que os europeus se autoinstituíam superiores a eles. É uma narrativa que ora tem traços da decolonialidade, e ora, influenciada pelos conceitos eurocêntricos do pai, a autora tende a defender as atitudes dele, causando dúvidas sobre seu posicionamento ideológico. Nosso objetivo é fomentar discussões sobre o viés único da História do povo africano escravizado, mostrado pelo ponto de vista do colonizador, e apresentar o lado do oprimido, do subjugado, objetificado, cuja força de trabalho propiciou bem-estar e prestígio social ao algoz

    Raça, Cor e Etnia na Pesquisa em Saúde Bucal: Revisão Crítica da Literatura

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    O presente estudo teve como objetivo revisar criticamente o uso das variáveis raça, cor e etnia na pesquisa em saúde bucal. Para tanto, foi realizada uma busca sistematizada na base bibliográfica PubMed, considerando publicações veiculadas no período de 2014 a 2019. Uma ficha de extração de dados foi utilizada, a qual incluiu questões sobre (1) as características bibliográficas dos artigos encontrados; (2) a identificação étnico-racial e o perfil sociodemográfico das populações abordadas; e (3) o seguimento de recomendações consagradas sobre o uso crítico das categorias de identificação étnico-racial na literatura em saúde. Foram identificadas 2.032 referências, sendo 53 delas selecionadas para leitura dos textos completos e posterior avaliação. Os dados foram analisados por meio de frequências absolutas e relativas simples. A análise sugeriu a necessidade de dividir os estudos entre aqueles que tomaram a classificação de cor, raça ou etnia como aspecto central de suas investigações, 42 artigos, e os demais, que consideraram a identificação étnico-racial como uma variável secundária de observação, 11 artigos. Nos artigos em que a identificação étnico-racial ocupou posição central, 17% explicitaram o conceito subjacente à ideia de raça; aproximadamente 50% não descreveram o método de classificação étnico-racial empregado (se autoclassificação ou heteroclassificação, por exemplo); 70% não mencionaram como foi realizada a identificação das categorias de classificação étnico-racial (i.e., por meio de perguntas abertas ou fechadas); e apenas um artigo considerou as variáveis raça, cor e etnia como características fluidas e dependentes do contexto em análise. A partir desta revisão, é possível concluir que há necessidade de maior rigor, ética e crítica social no uso da identificação étnico-racial em meio aos estudos de saúde bucal para que se possa combater efetivamente as iniquidades étnico-raciais investigadas nesta área de conhecimento

    Análise da acurácia de protocolos de fotogrametria para escaneamento tridimensional de modelos odontológicos edêntulos

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    Iniciação CientíficaO objetivo do projeto foi avaliar a precisão de protocolos de fotogrametria utilizados no escaneamento tridimensional de modelos odontológicos edêntulos. Foi desenvolvido e validado um protocolo de fotogrametria com tecnologia livre e gratuita utilizando como base o OpenScan v2 e software Agisoft Metashape Standard v.1.8.2. Para isso, um modelo de gesso foi confeccionado a partir de um manequim odontológico edêntulo para confecção de prótese total removível. Esse modelo foi escaneado em quatro configurações diferentes, com scanner de bancada, câmera DLSR, com vídeo e fotos de celular smartfone. Os arquivos tridimensionais dos modelos foram mensurados com auxílio do Software Cloud Compare versão 2.13 e o modelo de referência foi o modelo resultante do arquivo tridimensional do scanner de bancada. A sobreposição entre as nuvens de pontos dos modelos e o modelo mestre resultante do scanner de bancada foi mensurado através com o uso do Software Cloud Compare versão 2.13. Os diferentes escaneamentos não apresentaram diferenças significantes entre si, contudo, os modelos utilizando câmera DLSR apresentaram maior uniformidade quando comparado com o modelo de referência. Concluiu-se que os protocolos de fotogrametria estudados apresentam precisão suficiente para escaneamento de modelos edêntulos, com possível aplicação em etapas de confecção de próteses totais

    Raça, cor e etnia na pesquisa em saúde bucal: revisão sistemática da literatura

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    Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Saúde Pública.O presente estudo teve como objetivo revisar criticamente o uso das variáveis raça, cor e etnia na pesquisa em saúde bucal. Para tanto, foi realizada uma busca sistematizada na base bibliográfica PubMed, considerando publicações veiculadas no período de 2014 a 2019. Uma ficha de extração de dados foi utilizada, a qual incluiu questões sobre (1) as características bibliográficas dos artigos encontrados; (2) a identificação étnico-racial e o perfil sociodemográfico das populações abordadas; e (3) o seguimento de recomendações consagradas sobre o uso crítico das categorias de identificação étnico-racial na literatura em saúde. Foram identificadas 2.032 referências, sendo 53 delas selecionadas para leitura dos textos completos e posterior avaliação. Os dados foram analisados por meio de frequências absolutas e relativas simples. A análise sugeriu a necessidade de dividir os estudos entre aqueles que tomaram a classificação de cor, raça ou etnia como aspecto central de suas investigações, 42 artigos, e os demais, que consideraram a identificação étnico-racial como uma variável secundária de observação, 11 artigos. Nos artigos em que a identificação étnico-racial ocupou posição central, 17% explicitaram o conceito subjacente à ideia de raça; aproximadamente 50% não descreveram o método de classificação étnico-racial empregado (se autoclassificação ou heteroclassificação, por exemplo); 70% não mencionaram como foi realizada a identificação das categorias de classificação étnico-racial (i.e., por meio de perguntas abertas ou fechadas); e apenas um artigo considerou as variáveis raça, cor e etnia como características fluidas e dependentes do contexto em análise. A partir desta revisão, é possível concluir que há necessidade de maior rigor, ética e crítica social no uso da identificação étnico-racial em meio aos estudos de saúde bucal para que se possa combater efetivamente as iniquidades étnico-raciais investigadas nesta área de conhecimento

    Estabilidade de cor de compósitos gengivais fotopolimerizáveis sobre resina impressa.

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    Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento do Odontologia.Alterações de cor das resinas odontológicas são comuns e podem reduzir a longevidade do tratamento. Em acréscimo, novos materiais resinosos, como os compósitos gengivais fotopolimerizáveis (CFG), vêm sendo desenvolvidos para melhor as propriedades mecânicas e óticas, além de facilitar a técnica de aplicação. Entretanto, pouco se sabe sobre a estabilidade de cor desses materiais. Desta forma, o presente estudo in vitro avaliou a estabilidade de cor de CFGs, aplicados sobre resina impressa, em relação às diferentes espessuras de resina, soluções corantes e tempo de imersão. Baseado no estudo piloto prévio, o número amostral foi definido. Corpos de prova impressos em resina impressa (P Pro, Straumann, Suiça) (2 mm de espessura de base) (n = 100) receberam o CFG (Gradia GUM, GC), variando-se a espessura em 0,2 mm; 0,4 mm; 0,6 mm; 0,8 mm e 1,0 mm. A avaliação da cor foi realizada pelo método fotocolorimetrico (eLabor_aid®️). A cor inicial (baseline) dos espécimes foi analisada logo após a confecção e após a imersão em água destilada (controle negativo), café, vinho e chá preto. As soluções foram trocadas diariamente e a avaliação de cor refeita no mesmo espécime após 2,5, 5 e 7 dias. Os dados foram analisados com ANOVA de medidas repetidas, seguido de Tukey (α = 0.05). Os resultados revelaram que quanto maior o tempo de imersão, maior a pigmentação das amostras. As maiores alterações de cor foram também observadas na imersão em café, seguido do vinho tinto. Quanto às espessuras do CFG, não foi possível observar um padrão específico de pigmentação, sendo necessários mais estudos a respeito. Pode-se concluir que as soluções corantes e o tempo de imersão impactam diretamente a cor dos CFGs, sendo o café e o vinho os responsáveis pelas maiores alterações cromáticas

    Educação superior no Brasil e serviço social : uma análise crítico interpretativa dos processos avaliativos a partir do ENADE

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    Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Serviço Social, Programa de Pós-Graduação em Política Social, 2017.Esta dissertação examina a Política de Educação Superior brasileira e suas implicações na formação em Serviço Social no contexto de contrarreforma do Estado. O estudo está direcionado ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), um dos processos de avaliação do ensino. Identificaram-se os determinantes sócio-políticos e econômicos que, especialmente a partir dos anos 1990, impactam o Sistema de Educação Superior Brasileiro. Tal década foi marcada pelo projeto neoliberal, que se caracteriza pela redução de direitos e pela criação de programas focalizados e fragmentados, com apoio à expansão da filantropia e solidariedade, para responder às demandas da classe trabalhadora. Todo esse processo significa um reordenamento para as políticas sociais, que passam a atender critérios de confirmação da pobreza. Nesse sentido, passam a oferecer respostas à questão social, por meio da privatização dos serviços e direitos, com uma face contraditória, através da suposta democratização do ensino superior. Diante disso, fez-se uma análise dos relatórios desenvolvidos a partir do ENADE, considerando seus efeitos e rebatimentos para a formação em Serviço Social, que tem crescido exponencialmente, por meio, principalmente de instituições privadas e de educação à distância. Nesse sentido, entende-se a importância do caráter avaliativo para a garantia de instituições públicas, gratuitas, laicas e de qualidade, que, entretanto, vêm sofrendo avanços e retrocessos. Nesse percurso, foram usadas técnicas qualitativas e quantitativas de estudo, através de análises documentais, especialmente dos relatórios do ENADE, considerando seus rebatimentos para a Política de Educação Superior e para o curso de Serviço Social no Brasil.This dissertation examines the Brazilian higher education policy and its implications in the formation of Social Work in the context of counter reform of the State. The study is directed to the National Student Performance Exam (ENADE), as one of the evaluation processes of teaching. We identify the socio-political and economic determinants that, especially since the 1990s, have an impact on the Brazilian Higher Education System. The decade was marked by the neoliberal project, which is characterized by the reduction of rights and the creation of focused and fragmented programs, with support for the expansion of philanthropy and solidarity, to respond to the demands of the working class. All this process means a reordering of social policies, which now meet the criteria of confirmation of poverty, and the answers to the social question, through the privatization of services and rights, with a contradictory face through the supposed democratization of higher education. In view of this, we analyze the reports developed from the ENADE, considering its effects and refutations for the formation in Social Work within a deep relation between capital and labor and its unfolding, through the pattern of capitalist accumulation that has grown exponentially, for Private institutions and distance education. In this sense, it is understood the importance of the evaluation character for the guarantee of public institutions, free of charge, secular and of quality, which, however, has been undergoing advances and setbacks. In this course, we use qualitative and quantitative techniques of study, through documentary analyzes, especially the reports of the ENADE and its refutations for the higher education policy in Brazil and for the Social Service course in Brazil

    Muerte y vida palestina: la reorientación táctica del colonialismo israelí en la Franja de Gaza

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    Em agosto de 2005, pela primeira vez o Estado israelense retirou seus assentamentos de um território palestino que estava militarmente ocupado desde 1967: a Faixa de Gaza. Desde então, Israel alega não ter mais qualquer responsabilidade por aquele espaço e sua população, com a justificativa de que não existe mais ocupação militar em Gaza. Contudo, longe de se “desengajar” de Gaza, Israel passou a exercer uma espécie de dominação por controle remoto, na qual as redes de infraestrutura se tornaram o principal mecanismo de controle sobre a vida e a morte dos palestinos da região. Essa dominação é exercida não apenas pelo controle sobre as fronteiras de Gaza, mas principalmente pela implementação de políticas de “de-desenvolvimento econômico” e isolamento socioespacial. Esta tese tem como objetivo analisar tais políticas, a fim de responder às seguintes perguntas: como e por que o Estado de Israel reorientou a sua tática de dominação colonial em Gaza? Argumentamos que o desengajamento foi uma reorientação tática das formas de dominação colonial, que se materializa no funcionamento das policies de mobilidade, de controle da infraestrutura econômica e de recursos. Nesse processo, há uma articulação fundamental entre a politics colonial, entendida em termos de ideologia e grande estratégia, cujo objetivo é conquistar a maior quantidade de terra com o menor número de nativos possível, e as policies, compreendidas em termos de táticas e políticas públicas, que são informadas pela politics e dão sentido ao projeto de colonialismo por povoamento israelense da Palestina. Uma genealogia do de-desenvolvimento econômico e do isolamento socioespacial da Faixa de Gaza revela que, pelo menos desde os anos 1980, ela se tornou uma grande ameaça demográfica para o estabelecimento de um Estado israelense com maioria judaica. O desengajamento seria uma forma de resolver essa equação demográfica, que estava desfavorável aos israelenses, ao mesmo tempo em que se manteria o controle sobre o espaço, a população e os recursos de Gaza, agora de forma “remota”. Os impactos da implementação de tais policies são vivenciados cotidianamente pelos palestinos de Gaza, os quais são impossibilitados de desenvolver a sua própria vida socioeconômica em um ambiente cujos recursos são escassos, e constantemente colocados em um limbo entre vida e morte, por conta da violência infraestrutural que enfrentam. Neste cenário, a vida em Gaza, narrada por seus próprios habitantes, se assemelha mais a uma “morte lenta” do que propriamente uma vida digna.For the first time, in August 2005, the Israeli State withdrew its settlements from a Palestinian territory that had been under military occupation since 1967: the Gaza Strip. Since then, Israel claims it no longer has any responsibility for that space and its population, with the justification that there is no longer a military occupation in Gaza. However, far from “disengaging” from Gaza, Israel began to exercise a type of domination by remote control, in which infrastructure networks became the main mechanism of control over the life and death of Palestinians in the region. This domination is exercised not only through control over Gaza’s borders, but mainly through the implementation of “economic de-development” and policies of socio-spatial isolation. This thesis aims to analyze such policies in order to answer the following questions: how and why did the State of Israel reorient its tactics of colonial domination in Gaza? We argue that disengagement was a tactical reorientation of forms of colonial domination, which materializes in the functioning of mobility policies, control of economic infrastructure and resources. In this process, there is a fundamental articulation between colonial politics, understood in terms of ideology and grand strategy, whose objective is to conquer the greatest amount of land with the smallest number of natives possible, and the policies, understood in terms of tactics and public policies, which by its turn are informed by politics and give meaning to the project of Israeli settler colonisation of Palestine. A genealogy of the economic de-development and socio-spatial isolation of the Gaza Strip reveals that, at least since the 1980s, it has become a major demographic threat to the establishment of an Israeli state with a Jewish majority. Disengagement would be a way to resolve this demographic equation, which was unfavorable to the Israelis, while maintaining control over the space, population, and resources of Gaza, now operating “remotely”. The impacts of implementing such policies are daily experienced by Gazans, who are unable to develop their own socioeconomic life in an environment where resources are scarce. Gazans are also constantly placed in a limbo between life and death, due to the infrastructural violence they face. In this scenario, life in Gaza, narrated by its own inhabitants, resembles more a “slow death” than a dignified life.En agosto de 2005, por primera vez el Estado de Israel retiró sus asentamientos de un territorio palestino ocupado militarmente desde 1967: la Franja de Gaza. Desde entonces, Israel afirma que ya no tiene ninguna responsabilidad sobre ese espacio y su población, con la justificación de que ya no hay ocupación militar en Gaza. Sin embargo, lejos de “desconectarse” de Gaza, Israel comenzó a ejercer una especie de dominación por control remoto, en la que las redes de infraestructura se convirtieron en el principal mecanismo de control sobre la vida y la muerte de los palestinos en la región. Esta dominación se ejerce no sólo a través del control sobre las fronteras de Gaza, sino principalmente a través de la implementación de políticas de “des-desarrollo económico” y aislamiento socioespacial. Esta tesis pretende analizar dichas políticas para responder a las siguientes preguntas: ¿cómo y por qué el Estado de Israel reorientó sus tácticas de dominación colonial en Gaza? Sostenemos que la desconexión fue una reorientación táctica de las formas de dominación colonial, que se materializa en el funcionamiento de las policies de movilidad, el control de la infraestructura económica y los recursos. En este proceso, hay una articulación fundamental entre la politics colonial, entendida en términos de ideología y gran estrategia, cuyo objetivo es conquistar la mayor cantidad de tierra con el menor número posible de nativos, y las policies, entendidas en términos de táctica y política pública, que por su vez están informadas por la politics y dan significado al proyecto de colonialismo por poblamiento israelí en Palestina. Una genealogía del des-desarrollo económico y el aislamiento socioespacial de la Franja de Gaza revela que, al menos desde la década de 1980, se ha convertido en una importante amenaza demográfica para el establecimiento de un Estado israelí con mayoría judía. La retirada sería una forma de resolver esta ecuación demográfica, que era desfavorable para los israelíes, manteniendo al mismo tiempo el control sobre el espacio, la población y los recursos de Gaza, ahora de forma “remota”. Los impactos de la implementación de tales políticas los experimentan diariamente los palestinos de Gaza, quienes no pueden desarrollar su propia vida socioeconómica en un entorno donde los recursos son escasos y se encuentran constantemente en un limbo entre la vida y la muerte debido a la violencia infraestructural que enfrentan. En este escenario, la vida en Gaza, narrada por sus propios habitantes, se parece más a una “muerte lenta” que a una vida digna.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 88887.634393/2021-0

    Morte e vida palestina: a reorientação tática do colonialismo israelense na Faixa de Gaza

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    Em agosto de 2005, pela primeira vez o Estado israelense retirou seus assentamentos de um território palestino que estava militarmente ocupado desde 1967: a Faixa de Gaza. Desde então, Israel alega não ter mais qualquer responsabilidade por aquele espaço e sua população, com a justificativa de que não existe mais ocupação militar em Gaza. Contudo, longe de se “desengajar” de Gaza, Israel passou a exercer uma espécie de dominação por controle remoto, na qual as redes de infraestrutura se tornaram o principal mecanismo de controle sobre a vida e a morte dos palestinos da região. Essa dominação é exercida não apenas pelo controle sobre as fronteiras de Gaza, mas principalmente pela implementação de políticas de “dedesenvolvimento econômico” e isolamento socioespacial. Esta tese tem como objetivo analisar tais políticas, a fim de responder às seguintes perguntas: como e por que o Estado de Israel reorientou a sua tática de dominação colonial em Gaza? Argumentamos que o desengajamento foi uma reorientação tática das formas de dominação colonial, que se materializa no funcionamento das policies de mobilidade, de controle da infraestrutura econômica e de recursos. Nesse processo, há uma articulação fundamental entre a politics colonial, entendida em termos de ideologia e grande estratégia, cujo objetivo é conquistar a maior quantidade de terra com o menor número de nativos possível, e as policies, compreendidas em termos de táticas e políticas públicas, que são informadas pela politics e dão sentido ao projeto de colonialismo por povoamento israelense da Palestina. Uma genealogia do de-desenvolvimento econômico e do isolamento socioespacial da Faixa de Gaza revela que, pelo menos desde os anos 1980, ela se tornou uma grande ameaça demográfica para o estabelecimento de um Estado israelense com maioria judaica. O desengajamento seria uma forma de resolver essa equação demográfica, que estava desfavorável aos israelenses, ao mesmo tempo em que se manteria o controle sobre o espaço, a população e os recursos de Gaza, agora de forma “remota”. Os impactos da implementação de tais policies são vivenciados cotidianamente pelos palestinos de Gaza, os quais são impossibilitados de desenvolver a sua própria vida socioeconômica em um ambiente cujos recursos são escassos, e constantemente colocados em um limbo entre vida e morte, por conta da violência infraestrutural que enfrentam. Neste cenário, a vida em Gaza, narrada por seus próprios habitantes, se assemelha mais a uma “morte lenta” do que propriamente uma vida dignaFor the first time, in August 2005, the Israeli State withdrew its settlements from a Palestinian territory that had been under military occupation since 1967: the Gaza Strip. Since then, Israel claims it no longer has any responsibility for that space and its population, with the justification that there is no longer a military occupation in Gaza. However, far from “disengaging” from Gaza, Israel began to exercise a type of domination by remote control, in which infrastructure networks became the main mechanism of control over the life and death of Palestinians in the region. This domination is exercised not only through control over Gaza’s borders, but mainly through the implementation of “economic de-development” and policies of socio-spatial isolation. This thesis aims to analyze such policies in order to answer the following questions: how and why did the State of Israel reorient its tactics of colonial domination in Gaza? We argue that disengagement was a tactical reorientation of forms of colonial domination, which materializes in the functioning of mobility policies, control of economic infrastructure and resources. In this process, there is a fundamental articulation between colonial politics, understood in terms of ideology and grand strategy, whose objective is to conquer the greatest amount of land with the smallest number of natives possible, and the policies, understood in terms of tactics and public policies, which by its turn are informed by politics and give meaning to the project of Israeli settler colonisation of Palestine. A genealogy of the economic dedevelopment and socio-spatial isolation of the Gaza Strip reveals that, at least since the 1980s, it has become a major demographic threat to the establishment of an Israeli state with a Jewish majority. Disengagement would be a way to resolve this demographic equation, which was unfavorable to the Israelis, while maintaining control over the space, population, and resources of Gaza, now operating “remotely”. The impacts of implementing such policies are daily experienced by Gazans, who are unable to develop their own socioeconomic life in an environment where resources are scarce. Gazans are also constantly placed in a limbo between life and death, due to the infrastructural violence they face. In this scenario, life in Gaza, narrated by its own inhabitants, resembles more a “slow death” than a dignified lif

    Political discourse analysis: A method for advanced students

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    In this accessible new textbook, Isabela and Norman Fairclough present their innovative approach to analysing political discourse. Political Discourse Analysis integrates analysis of arguments into critical discourse analysis and political discourse analysis. The book is grounded in a view of politics in which deliberation, decision and action are crucial concepts: politics is about arriving cooperatively at decisions about what to do in the context of disagreement, conflict of interests and values, power inequalities, uncertainty and risk. The first half of the book introduces the authors’ new approach to the analysis and evaluation of practical arguments, while the second half explores how it can be applied by looking at examples such as government reports, parliamentary debates, political speeches and online discussion forums on political issues. Through the analysis of current events, including a particular focus on the economic crisis and political responses to it, the authors provide a systematic and rigorous analytical framework that can be adopted and used for students’ own research. This exciting new text, co-written by bestselling author Norman Fairclough, is essential reading for researchers, upper undergraduate and postgraduate students of discourse analysis, within English language, linguistics, communication studies, politics and other social sciences
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