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    Oublier l'origine : stratégies non-oedipiennes du surrealisme roumain

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    O surrealismo romeno, cujas atividades desenrolam-se durante e após a Segunda Guerra Mundial, possui sua própria teoria, cuja originalidade profunda não foi até hoje devidamente reparada. Elaborada por Gherasim Luca e Dolfi Trost, esta teoria pode ser caracterizada pela expressão "não-edipiano" que, na terminologia de Luca e Trost, remete à contestação da doutrina psicanalítica segundo a qual todo e qualquer desejo não pode ser definido senão como signo da ausência de um objeto. Para os surrealistas romenos, o desejo - sempre produtor, e não compensatório - deve ser r e ativado por: 1) operações relativas ao sonho; 2) procedimentos plásticos (ou "aplásticos "); 3) a noção de "amor objetivo". Em todas essas práticas, trata-se de desviar o desejo de seu objeto previsto e legítimo, vale dizer, de desnaturar o desejo. Desta maneira, o surrealismo romeno explícita uma dimensão "anti-naturalista" que sempre existiu no pensamento surrealista, mas que, em geral, é por demais negligenciada pelos críticos e, inclusive, pelos próprios surrealistas

    Le surréalisme en Amérique hispanique : héritage et mutation

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    Será que se pode opor uma especificidade latino-americana à unidade imperativa do surrealismo, definida a partir de sua centralidade fundadora? Entre herança transnacional e mutação telúrica, entre filiação e diluição, quais critérios operativos poderiam definir um ethos latinoamericano do surrealismo que não fosse nem mimético nem herético mas re-invenção

    Trois regards humoristiques sur l'individu moderne

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    Diante da revolução nos dados antropológicos relativos à racionalidade ou à morte, os surrealistas procuram dar à existência uma dimensão - a morte surreal - que contrabalança a angústia engendrada pela finitude associada à morte-aniquilamento. O humor é um dos fatores que permitem a emergência da morte surreal. Aragon empenha-se para que o humor permita suportar o mal-estar altivo frente à existência. A partir do "riso amargo", a oposição entre invenção surrealista e finitude macabra vem à tona inscrita no terreno do efêmero, antes que o humor dê a volta por cima. Pelo contrário, R. Vitrac procura dar ao humor uma liberdade conquistadora. O humorístico torna-se a ciência de um corpo à beira da morte, ciência que encontra seu desabrochar na crueldade poética; o humor gera uma fusão surreal dos contrários, à imagem dos poderes surreais do riso e das lágrimas. Finalmente, no início dos anos trinta, com T. Tzara, o humor é percebido como um critério moral e social por vir. À ambigüidade inquieta do riso corresponde neste autor o modelo humorístico da escritura poética

    La tache aveugle dans l'oreille d'Aragon

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    Em Je n'ai jamais appris à écrire ou les incipit (Geneve, Skira, 1969), Aragon descreve a gênese do incipit do tomo 3 deLes Communistes (1949-1951), confrontando os manuscritos e suas lembranças com o texto publicado. Nossa análise tende a mostrar que o resultado do longo trabalho preparatório do escritor acaba colocando - provavelmente de maneira inconsciente? - uma motivação poética precisa em posição dominante, acima da preocupação realista declarada de fazer um retrato político do exército num pano de fundo social determinado. Esta inversão das intenções (que acaba fazendo com que um desejo profundo do artista - desejo que pertence à música das palavras - se sobreponha à vontade consciente do romancista-e-militante comunista) cria um distanciamento no qual o escritor reencontra toda sua dimensão criadora e, no mesmo momento, define os limites de um exercício crítico auto-referencial, sem dúvida brilhante, porém cego àquilo que constitui, ao mesmo tempo, o centro e a origem

    Le surrealisme est-il en intelligence avec l'Europe

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    Ao afastar-se de uma concepção ortodoxa e clássica porém reduzida do surrealismo, o presente ensaio questiona o lugar e as fronteiras do movimento surrealista na inteligência da Europa do século XX, bem como a influência por ele exercida em numerosos domínios. Desta maneira, estuda o surrealismo "de fora", mostrando o "sulco" por ele deixado nos campos mais variados. São levantadas as seguintes perguntas: De onde provém o surrealismo? Foi a resposta a um certo vazio existente na vida cultural após a r Guerra? Assumiu um lugar na evolução das vanguardas ou situa-se alhures? As relações mais ou menos conhecidas e esperadas do surrealismo com a psicanálise, a linguagem, a física moderna, etc., amplificam a revolução que ele traz à apreensão da realidade - revolução que está na base de todas as modernidades, no domínio estético, mas também na filosofia, na vida cultural e intelectual, até no dia -a-dia. Finalmente, o ensaio sublinha o encontro explosivo, no surrealismo, da representação icônica- através de imagens visuais - e da linguagem

    Jean-Pierre Duprey et la couleur noire

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    Após exemplificar sua afirmação inicial de que a cor preta ocupa um lugar central no surrealismo, o autor concentra sua exposição na vida e nos escritos do poeta e artista plástico Jean -Pierre Duprey, que tem a cor preta como marca predominante de seu fazer artístico, comparando-o com alguns outros poetas que foram assumidamente surrealistas ou apenas "marcados" pelo surrealismo

    Le surrealisme : automatisme psychique pur?

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    "Surrealismo: automatismo psíquico puro". É desta maneira que André Breton define seu projeto no Manifesto do surrealismo em 1924. Antes mesmo de tê-lo encontrado, André Masson já praticava o desenho automático desde 1923. Depois de precisar a originalidade da concepção surrealista de automatismo, que espíritas e psiquiatras vinham estudando desde o final do século XIX, estudar-se-á e comparar-se-á os textos onde Breton e Masson comentam sua prática automatista, o que esperavam dela e o que ela lhes trouxe: encantamento ou decepção. Independentemente das convergências existentes, as divergências entre os dois artistas permitem compreender a especificidade da expressão gráfica e pictural do automatismo em relação à escritura automática

    O inconsciente surrealista latino-americano: tradução comentada de Emílio Adolfo Westphalen

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Florianópolis, 2015.O presente estudo volta-se para os poemas de linguagem surrealista, especificamente os poemas do peruano Emilio Adolfo Westphalen. Inserido na área de tradução comentada de textos literários, esta dissertação deseja desenvolver um estudo sobre como os surrealistas aspiravam traduzir o inconsciente em seus textos para, só então, pensar sobre a tradução levando em conta esses mecanismos. Para tal, legitima-se a pesquisa relacionada aos mecanismos envoltos nessa linguagem e como se traduziu este surrealismo francês na América Latina. A fundamentação teórica está baseada em teorias da tradução de Antoine Berman, de Walter Benjamin, Haroldo de Campos, Ezra Pound e Henri Meschonnic.Abstract : The hereby study resolves around poems containing surrealist language with emphasis on the ones surrealist poems by the Peruvian poet Emilio Adolfo Westphalen. Aligned at the literary translation perspective, the objective of this research is to carry out a study on how surrealists were inclined to ?translate? the unconscious in their texts in first place, for later thinking about the translation process taking those mechanisms into account. To do so, this research explores the study of the mechanisms related to the surrealist language and how the French surrealism has been expressed in Latin America. Its theoretical framework is based on the translation theories set forth by Antoine Berman, Walter Benjamin, Haroldo de Campos, Ezra Pound and Henri Meschonnic

    Les homonymes "bonne" (substantif) et "bonne" (adjetif) : une difficulté de traduction du francais en portugais

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    Ce travail porte sur Les Bonnes (1947) de Jean Genet et sur sa traduction parue au Portugal (GENET, 1972). Nous y étudions brièvement la place, le rôle, le jeu des homonymes "bonne" (adjectif) et "bonne" (substantif). Surtout, nous analysons la traduction de quelques passages où ces deux mots figurent. La perspective qui nous dirige est l’étude des difficultés de compréhension et/ou de traduction (abréviation: DCT) du FLE en portugais, que nous menons dans notre projet de recherche (PONGE), à l’UFRGS (Brésil). Notre méthodologie est bibliographique. Nos fondements théoriques sont les études sur les DCT, sur l’homonymie et, pour définir la traduction,nous adoptons DUBOIS (p.486), revu par PONGE à partir de SOBRAL. D’abord, nous présentons brièvement notre projet de recherche. Ensuite, nous expliquons pourquoi l’homonymie peut susciter des DCT etexaminons quelques effets ou jeux créés par des occurrences des deux homonymes «bonne»/«bonne». Enfin, nous étudions les difficultés de traduction qu’ils suscitent et analysons comment la traductrice les a résolues.Fil: Cunha, Daniele. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil).Fil: Ponge, Robert. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil)

    "Foire" dans L'enfant d'un chef (Sartre) : une difficulté de compréhension et de traduction du FLE

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    Ce travail a été élaboré à l’institut des lettres de l’UFRGS (Brésil) dans le groupe de recherche sur «les difficultés de compréhension et/ou de traduction (abréviation: DCT) du FLE en portugais du Brésil», et au sein du doctorat que Karol Garcia prépare sur «L’Enfance d’un chef», nouvelle de Jean-Paul Sartre, parue dans Le Mur, (1939). Notre projet, coordonné par Robert Ponge, a un objectif théorique (élaborer une classification des types de DCT) et un objectif pratique (organiser un glossaire réunissant des DCT concrètes). Ses fondements théoriques sont la théorie de la traduction (DUBOIS; SOBRAL), les études sur les DCT (MOUNIN; PORTINHO; PONGE). Sa méthodologie est bibliographique. Nous étudions ici une DCT (le substantif «foire») apparue pendant le processus de traduction du récit de Sartre que Karol Garcia s’applique à transposer en portugais du Brésil. Comment faisons-nous? Nous contextualisons «foire» dans la nouvelle de Sartre, explicitons de quel homonyme il s’agit (il y en a deux) et menons des recherches sur le sémantisme de «foire» et sur celui de son sosie brésilien, feira. Nous examinons le rapport entre «foire» et «femme à barbe». Nous relatons les consultations faites à des dictionnaires bilingues français-portugais, à des collègues. Enfin nous proposons une solution.Fil: García, Karol. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil).Fil: Ponge, Robert. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil)
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