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Resenha/Book Review: De Regt, H.W. Understanding Scientific Understanding. New York: Oxford University Press, 2017
The emergence of scientific understanding in current ecological research practice
Scientific understanding as a subject of inquiry has become widely discussed in philosophy of science
and is often addressed through case studies from history of science. Even though these historical reconstructions
engage with details of scientific practice, they usually provide only limited information about the gradual
formation of understanding in ongoing processes of model and theory construction. Based on a qualitative
ethnographic study of an ecological research project, this article shifts attention from understanding in the
context of historical case studies to evidence of current case studies. By taking de Regt's (2017) contextual
theory of scientific understanding into the field, it confirms core tenets of the contextual theory (e.g. the crucial
role of visualization and visualizability) suggesting a normative character with respect to scientific activities.
However, the case study also shows the limitations of de Regt's latest version of this theory as an attempt to
explain the development of understanding in current practice. This article provides a model representing the
emergence of scientific understanding that exposes main features of scientific understanding such as its gradual
formation, its relation to skills and imagination, and its capacity for knowledge selectivity. The ethnographic
evidence presented here supports the claim that something unique can be learned by looking into ongoing
research practices that can’t be gained by studying historical case studies
Série Investigações Filosóficas: Textos Selecionados de Filosofia da Ciência II [Philosophical Investigation Series: Selected Texts on Philosophy of Science II]
A Série Investigação Filosófica, uma iniciativa do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Filosofia do Departamento de Filosofia da UFPel e do Grupo de Pesquisa Investigação Filosófica do Departamento de Filosofia da UNIFAP, sob o selo editorial do NEPFil online e da Editora da Universidade Federal de Pelotas, com auxílio financeiro da John Templeton Foundation, tem por objetivo precípuo a publicação da tradução para a língua portuguesa de textos selecionados a partir de diversas plataformas internacionalmente reconhecidas, tal como a Stanford Encyclopedia of Philosophy, por exemplo. O objetivo geral da série é disponibilizar materiais bibliográficos relevantes tanto para a utilização enquanto material didático quanto para a própria investigação filosófica
When ecology and philosophy meet: constructing explanation and assessing understanding in scientific practice
Philosophy of Science in Practice (PoSiP) has the “practice of science” as its object of research. Notwithstanding, it does not possess yet any general or specific methodology in order to achieve its goal. Instead of sticking to one protocol, PoSiP takes advantage of a set of approaches from different fields. This thesis takes as a starting point a collaborative and interdisciplinary research between two Ph.D. students from distinct areas: ecology and philosophy. This collaboration showed how a scientist could benefit from philosophy of science (in this case study the philosophical approach of. mechanistic explanation) to construct a model of his explanandum, by means of heuristics approach (heuristics as an instrument but also a methodological approach) and, also allowed philosophy of science take a closer look into the scientific practice to investigate how explanations are constructed and how scientific understanding is achieved (in this thesis, with a dialogue with the contextual theory of scientific understanding). As a result, it is asserted that (i) mechanistic explanation possess limitations but may work as epistemic instruments that mediate between theories, data, scientists, and models; (ii) explanation construction and scientific understanding deeply relies on intuition; (iii) scientific understanding is an instant, a moment, a temporary achievement, and its process may happen in degrees; (iv) philosophy of science, by means of heuristics process, may enhance scientists’ epistemic virtues, improving his academic skills, by means of self-evaluation. This research shows that interdisciplinarity and collaborative work can act, through heuristics, as a toolbox for PoSiP to achieve its goal of understanding how science is made. Despite its success, an analysis of this collaborative practice leads to some fundamental issues. First, philosophy of science in practice is a philosophy of past practice, in that the majority of examples used by mainstream PoSiP come from the final products of science. Second, is it philosophy of [science in practice] or philosophy of science [in practice]? How to practice philosophy of scientific practice and, how to practice interdisciplinarity in the philosophy of scientific practices simultaneously to its scientific activity? This research exposes the epistemic role heuristics and interdisciplinarity possess as methodological toolboxes for philosophy of science in practice. It is defended that other ways of constructing sciences would be through different dynamics such as collaborative networks and interdisciplinarity research contributing to the vision of Trading Zones from Peter Galison, in which bridges between specialized disciplines are created in order to exchange knowledge and information
Uma Breve Introdução à Filosofia da Ciência em Prática [A Brief Introduction to Philosophy of Science in Practice]
Philosophy of science studies science and the production of scientific knowledge. Usually, philosophical investigations of this field focus mainly on metaphysical, epistemological, and methodological aspects of science. Despite being divided into the general philosophy of science and philosophy of special sciences, philosophy of science, in a general way, is still distant from scientific practice per se. In order to fill this gap, a third subfield has emerged, philosophy of science in practice. This article provides a brief introduction to the philosophy of science in practice and to the Society for Philosophy of Science in Practice. It discusses its goals, methods, its social and empirical engagement. It is expected that this article will shed light on the diversity and possibility of investigations for a philosophy of science beyond meta-analysis, in other words, that is empirically engaged and socially informed.
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A filosofia da ciência estuda a ciência, o modus operandi da ciência e o conhecimento científico. Convencionalmente, as investigações filosóficas desse campo se debruçam principalmente sobre aspectos metafísicos, epistemológicos e metodológicos da produção de conhecimento nas ciências. Muito embora seja tradicionalmente subdividida em filosofia geral das ciências e filosofia das ciências especiais, a filosofia da ciência de uma forma geral ainda se mantém distante das práticas científicas propriamente ditas. Para suprir tal demanda surge uma terceira subdivisão, ainda embrionária, a filosofia da ciência em prática. Este artigo apresenta uma breve introdução à filosofia da ciência em prática e à Sociedade de Filosofia da Ciência em Prática, discute seus objetivos e estratégias metodológicas, bem como seu engajamento social e empírico. Espero que, com esse artigo, seja possível trazer uma breve noção sobre a diversidade de investigações e as possibilidades de uma filosofia da ciência que pode ir para além do escopo meta-analítico, que pode ser empiricamente engajada e socialmente informada
When ecology and philosophy meet: constructing explanations and assessing understanding in scientific practice
A filosofia da ciência em prática (Philosophy of Science in Practice, PoSiP) tem a prática científica como objeto de estudo. Porém, ela não possui uma metodologia geral ou específica que vise atingir seus objetivos. Em vez de se ater a um único protocolo, PoSiP tem a
vantagem de utilizar diversos conjuntos de aplicações oriundas de diferentes áreas. Esta tese tem como ponto de partida uma pesquisa colaborativa e interdisciplinar entre dois
doutorandos provenientes de campos distintos: ecologia e filosofia. Essa colaboração mostra como um cientista pode se beneficiar da filosofia da ciência (no estudo de caso dessa tese, da abordagem filosófica da explicação mecanística) para construir um modelo de seu explanadum via processo heurístico (heurística enquanto instrumento e abordagem metodológica). Mas também permite que a filosofia da ciência se aproxime da prática científica para investigar como as explicações são construídas e como a compreensão científica é atingida (nesta tese, em diálogo com a teoria contextual da compreensão científica). Como resultado desse trabalho, é defendido que: (i) a explicação mecanística é limitada mas pode trabalhar como instrumento epistêmico mediador entre teorias, dados, cientista e modelo; (ii) a construção de explicações e a compreensão científica dependem fortemente de um processo intuitivo; (iii) a compreensão científica é um momento, é
transiente, um acontecimento temporário e seu processo pode ocorrer em níveis gradativos, (iv) a filosofia da ciência, por meio de um processo heurístico, pode aumentar as virtudes epistêmicas do cientista através do aumento de suas habilidades acadêmicas, via autorreflexão. Essa pesquisa mostra que trabalhos colaborativos interdisciplinares podem atuar, através de heurísticas, como uma caixa de ferramentas para a PoSiP atingir seu objetivo de entender como a ciência é feita. Apesar de seu sucesso, uma análise dessa prática
colaborativa leva a alguns questionamentos fundamentais. Primeiro, a filosofia da ciência em prática é uma filosofia de uma prática científica pretérita, na medida em que a maioria dos exemplos utilizados pela PoSiP convencional é oriunda de produtos finais da ciência. Segundo, seria filosofia da [ciência em prática] ou filosofia da ciência [em prática]? Como praticar a filosofia da prática científica e como praticar interdisciplinaridade na filosofia da ciência em prática simultaneamente à atividade científica? Esta pesquisa expõe o papel epistêmico das heurísticas e da interdisciplinaridade como instrumentos metodológicos para a filosofia da ciência em prática. É defendido que outras formas de construção da ciência seriam através de diferentes dinâmicas, como redes colaborativas e pesquisas interdisciplinares, contribuindo para a visão de trading zones de Peter Galison, onde disciplinas especializadas criam pontes para trocas de conhecimento e informação.ABSTRACT - Philosophy of Science in Practice (PoSiP) has the “practice of science” as its object of research. Notwithstanding, it does not possess yet any general or specific methodology in order to achieve its goal. Instead of sticking to one protocol, PoSiP takes advantage of a set of approaches from different fields. This thesis takes as starting point a collaborative and interdisciplinary research between two Ph.D. students from distinct areas: ecology and philosophy. This collaboration showed how a scientist could benefit from philosophy of science (in this case study the philosophical approach of. mechanistic explanation) to construct a model of his explanandum, by means of heuristics approach (heuristics as an instrument but also a methodological approach) and, also allowed philosophy of science take a closer look into the scientific practice to investigate how explanations are constructed and how scientific understanding is achieved (in this thesis, with a dialogue with the contextual theory of scientific understanding). As a result, it is asserted that (i) mechanistic explanation possess limitations but may work as epistemic instruments that mediates between theories, data, scientists and models; (ii) explanation construction and scientific understanding deeply relies on intuition; (iii) scientific understanding is an instant, a moment, a temporary achievement, and its process may happens in degrees; (iv) philosophy of science, by means of heuristics process, may enhances scientists’ epistemic virtues, improving his academic skills, by means of self-evaluation. This research shows that interdisciplinarity and collaborative work can act, through heuristics, as a toolbox for PoSiP to achieve its goal of understanding how science is made. Despite its success, an analysis of this collaborative practice leads to some fundamental issues. First, philosophy of science in practice is a philosophy of past practice, in that the majority of examples used by mainstream PoSiP come from the final products of science. Second, is it philosophy of [science in practice] or philosophy of science [in practice]? How to practice philosophy of scientific practice and, how to practice interdisciplinarity in the philosophy of scientific practices simultaneously to its scientific activity? This research exposes the epistemic role heuristics and interdisciplinarity possess as methodological toolboxes for philosophy of science in practice. It is defended that other ways of constructing sciences would be through different dynamics such as collaborative networks and interdisciplinarity research contributing to the vision of Trading Zones from Peter ABSTRACT - Galison, in which bridges between specialized disciplines are created in order to exchange knowledge and information.CAPES/PDS
Textos selecionados de filosofia da ciência II
O presente livro, volume II de textos selecionados em Filosofia da Ciência, pretende, por sua vez, trazer aos leitores (estudantes, professores, pesquisadores e curiosos) verbetes que discutem temas
relacionados ao desenvolvimento da atividade científica – ou em outras palavras, como a prática científica acontece. Pode parecer trivial, mas perguntas que, em um primeiro momento, parecem simples como O que são explicações científicas? Como os cientistas explicam os fenômenos? Para que servem os modelos? O que são mecanismos? O que são simulações computacionais e pra que servem? É tudo, em ciência, preditivo? e O que é uma descoberta científica? estão carregadas de
imenso valor filosófico que, geralmente, acompanham calorosos (e por vezes inconclusivos) debates entre os estudiosos desta área, e que são responsáveis por fornecerem os arcabouços teóricos pelo qual a ciência é construída
DE REGT, H. W. Understanding Scientific Understanding. New York: Oxford University Press, 2017.
Textos selecionados de filosofia da ciência II
O presente livro, volume II de textos selecionados em Filosofia da Ciência, pretende, por sua vez, trazer aos leitores (estudantes, professores, pesquisadores e curiosos) verbetes que discutem temas
relacionados ao desenvolvimento da atividade científica – ou em outras palavras, como a prática científica acontece. Pode parecer trivial, mas perguntas que, em um primeiro momento, parecem simples como O que são explicações científicas? Como os cientistas explicam os fenômenos? Para que servem os modelos? O que são mecanismos? O que são simulações computacionais e pra que servem? É tudo, em ciência, preditivo? e O que é uma descoberta científica? estão carregadas de
imenso valor filosófico que, geralmente, acompanham calorosos (e por vezes inconclusivos) debates entre os estudiosos desta área, e que são responsáveis por fornecerem os arcabouços teóricos pelo qual a ciência é construída
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