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AVALIAÇÃO CLÍNICA E A PERCEPÇÃO DOS CUIDADORES PRIMÁRIOS QUANTO À POSTURA HABITUAL DE LÁBIOS E LÍNGUA, ANTES E APÓS USO DA PLACA PALATINA DE MEMÓRIA EM CRIANÇAS COM TRISSOMIA DO 21
Introdução: A Trissomia do 21 (T21), é a desordem cromossômica mais comum em recém-nascidos. Devido à presença da hipotonicidade muscular generalizada, esses
indivíduos têm problemas oromotores, observados durante a deglutição, mastigação e respiração. A Placa Palatina de Memória (PPM), dispositivo que compõe a Terapia
de Regulação Orofacial, estimula os músculos orofaciais. Objetivo: Avaliar as alterações clínicas e a percepção dos cuidadores primários, de crianças com T21, após uso da PPM, quanto à postura habitual de lábios e língua. Material e Métodos: A amostra foi constituída por crianças com diagnóstico de T21, de ambos os sexos e seus respectivos responsáveis, provenientes da Clínica de Ortopedia Funcional dos Maxilares em Pacientes com Necessidades Específicas da Universidade Federal Fluminense, no período de março a dezembro de 2023. Foram aplicados questionários para coleta de dados demográficos e clínicos, realizado exame físico extra e intraoral, questionário para avaliar a percepção do cuidador primário em relação à posição habitual dos lábios e da língua e alimentação/amamentação, fotografias, vídeos com duração de 2 minutos para avaliar à postura habitual labial e lingual, escaneamento para obtenção dos modelos de estudos e confecção da PPM. Após 4 meses foi aplicado novamente um questionário para avaliar a percepção do cuidador primário em relação à posição habitual de lábio e língua, alimentação/amamentação, tempo de uso e satisfação com tratamento, e novo registro em vídeo para avaliar as mudanças na postura habitual dos lábios e da lingua. Resultados: Foram avaliadas 15 crianças, onde o sexo masculino foi o mais prevalente com 66,6% dos casos e a idade variou de 8 a 43 meses. Todos os participantes realizavam tratamento fonoaudiológico e 10 (66,6%) estavam em dentição decídua incompleta. A mãe foi estabelecida como cuidadora primária em 100% dos casos com média de 40 anos de idade. Sobre a percepção da cuidadora primária em relação à postura de lábio, antes do tratamento, 9 (60%) relataram perceber uma postura de “lábios abertos” e após 4 meses, observou 6 (40%) casos com a postura de “semiabertos”. No que se refere à posição da língua, também observou melhora, onde antes do tratamento, 6 (40%) indicaram “entre os dentes” e após 4 meses, a posição “parte inferior da boca” tornou-se prevalente com 11
(73,3%) casos. No que tange à satisfação com o tratamento, 8 (53,3%) relataram estarem “satisfeitas” e 7(46,6%) relataram estarem “muito satisfeitas”. Na análise de tempo da posição habitual de lábio e língua, após 4 meses de tratamento, observamos melhora estatisticamente significativa. Na categoria “lábio aberto” a mediana inicial de 92 segundos diminuiu para 53 segundos. Na categoria “parte inferior da boca” a mediana inicial de 62 segundos aumentou para 86 segundos. Conclusão: A placa palatina de memória apresenta efetividade na postura habitual labial e lingual, de crianças com T21, em média com 26 meses de idade. A terapia fonoaudiológica e a progenitora como cuidador(a) primário(a) ocorre em todos os casos, sendo o benefício da PPM observado tanto pela cuidadora que está satisfeita com o tratamento, quanto pelo profissional
APLICAÇÃO DO SUBSTITUTO SALIVAR EM PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS E HIPOSSALIVAÇÃO: ANÁLISE SALIVAR, CONDIÇÃO ORAL E MICROBIOLÓGICA
Introdução: Pessoas com transtornos mentais necessitam do uso permanente e prolongado de medicamentos que podem causar efeitos colaterais orais, como xerostomia e/ou alteração do fluxo salivar. Esses eventos podem ocasionar diminuição da sua qualidade de vida, desta forma torna-se importante investigar alternativas para minimizar os efeitos adversos destes medicamentos. Objetivo: Avaliar o impacto do tratamento tópico da hipossalivação, através da análise do índice de higiene oral, componentes salivares e microbiologia lingual de pessoas com transtornos mentais em uso de antidepressivos e/ou antipsicóticos. Material e Métodos: A amostra foi constituída por indivíduos com transtornos mentais em uso de antipsicóticos e/ou antidepressivos, de ambos os sexos, acima dos 18 anos de idade, institucionalizados e diagnosticados com hipossalivação, que foram tratados por 14 dias com substituto salivar a base de gel oral. Os dados foram coletados em um período de 2 anos, onde foram realizados exame clínico, avaliação do fluxo salivar, aferição do pH e capacidade tampão salivar, Índice de Higiene Oral Simplificado, saburra lingual e cultura para identificação de microrganismos do gênero Candida. Foi realizada análise descritiva dos dados e aplicação dos testes t pareado, Teste Qui-Quadrado e Wilcoxon (p<0,05). Resultados: Foram avaliados 25 participantes, com prevalência do sexo masculino (64%) e idades entre 27 e 71 anos. A esquizofrenia foi o diagnóstico mais presente (80%), com 88% dos participantes utilizando mais de 3 medicamentos para o tratamento psiquiátrico. Antes do tratamento a queixa de boca seca era frequente, 56% dos participantes, entretanto após o tratamento houve uma redução de 4% desta queixa. Foi observado aumento do fluxo salivar depois do tratamento tanto em repouso (média: 0,20mL/min; desvio padrão [dp]: 0,14) quanto em estímulo (média: 0,29mL/min; dp: 0,11), tendo diferença estatisticamente significativa com uma elevação de 0,13mL apenas em relação a sialometria em repouso. Quanto às características de homeostase salivar, Índice de Higiene Oral Simplificado e índice de saburra, antes e depois do tratamento, não foram encontradas diferenças significativas. Antes do tratamento, 50% da amostra apresentou colonização, e depois o tratamento, 58% da amostra apresentou colonização, entretanto, este dado não apresentou diferença estatística. Não foi observada candidíase oral, contudo, foram identificadas Candida albicans e também espécies não-albicans antes e depois do tratamento. Neste momento, houve uma redução no quantitativo de espécies não-albicans e um aumento nas contagens de C. albicans foi observado. Conclusão: O tratamento da hipossalivação com substituto salivar impacta positivamente na sensação de boca seca, mas não é observada melhora neste ou nos parâmetros de pH, capacidade tampão e fluxo salivar. Houve uma discreta elevação do fluxo salivar em repouso depois do tratamento, contudo sem alcançar níveis normais. Não foi observada candidíase oral, porém foram identificadas C. albicans e espécies não-albicans, com redução do quantitativo das espécies não-albicans depois uso do substituto salivar indicando uma possível reestruturação do equilíbrio da microbiota oral
AVALIAÇÃO DO IMPACTO DO TABAGISMO NA QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL
Os efeitos adversos do tabaco na saúde bucal são bem documentados, porém, seu impacto na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) ainda é pouco compreendido. Assim, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o impacto do tabagismo na QVRSB. Realizou-se um estudo transversal, observacional e analítico com uma amostra composta por fumantes e não fumantes atendidos na Faculdade de Odontologia de uma universidade pública do estado do Rio de Janeiro. Foram coletados dados sociodemográficos e avaliado o impacto dos problemas bucais na qualidade de vida através do questionário “Oral Health Impact Profile-14” (OHIP-14). O exame físico foi realizado em ambiente clínico, sendo utilizados os critérios da OMS para avaliação de cárie e doença periodontal. A análise exploratória dos dados foi realizada através de testes estatísticos descritivos e de frequências. Na análise inferencial foram utilizados os testes Qui-Quadrado para as variáveis qualitativas nominais e Mann-Whitney para as variáveis quantitativas. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Participaram do estudo 207 indivíduos sendo 112 não fumantes e 95 fumantes. A maioria dos fumantes foi do sexo masculino (54,25%), o tempo médio de fumo foi de 24,74 ± 14,84 anos e 54,72% da amostra relataram fumar mais de 11 cigarros por dia. Fumantes apresentaram maiores valores no escore total do OHIP-14 (p = 0,026), nas dimensões “limitação funcional” (p < 0,001), “desconforto psicológico” (p = 0,024) e “incapacidade psicológica” (p = 0,047). Além disso, apresentaram maiores percentuais de sextantes com bolsa periodontal (p < 0,001) e perda de inserção moderada e avançada (p = 0,029). Não foram detectadas diferenças quanto ao CPO-D (p = 0,166) e ao número de dentes perdidos (p = 0,098). De maneira geral, fumantes apresentaram um maior impacto na QVRSB, além de pior condição periodontal, quando comparados a indivíduos não fumantes
Macroglossia in Down syndrome patients: a systematic review
A síndrome de Down (SD) ou Trissomia 21 é considerada uma das anomalias genéticas mais prevalentes na humanidade e acontece independente de sexo, etnia ou classe social. É importante salientar que a SD não é uma doença. Atualmente, deve-se evitar a palavra “portador”, pois não é algo que se transporta, mas sim um jeito diferente de ser. O objetivo desta revisão sistemática foi investigar a identificação da presença da macroglossia em pacientes com SD, visto tratar-se de uma relação ainda controversa na literatura, decorrente das alterações
craniofaciais na anormalidade congênita que podem acarretar em alteração de forma e tamanho da língua. A língua alcança seu tamanho adulto aproximado aos oito anos de idade. Para este levantamento de informações, a busca eletrônica foi realizada
usando como principais bancos de dados PubMed, SciELO, LILACS, Scopus, Medline, BVS. Os artigos foram selecionados de acordo com a abordagem do tema proposto através da leitura dos títulos e resumos. Foram extraídas informações relativas à idade, sexo, presença ou não de macroglossia na síndrome de Down e alterações craniofaciais. Os resultados consistiram em 38 artigos no total, 21 do PubMed, 06 do SciELO, 01 LILACS, 04 do Scopus, 01 Medline e 05 BVS. Ao final, apenas 09 trabalhos foram selecionados com texto completo para uso das informações deste estudo, sendo 06 artigos com estudo longitudinal, 02 com estudo transversal e 01 com estudo retrospectivo. Como conclusão, baseado na literatura escassa sobre este assunto, observamos que ainda há dados insuficientes para confirmar a identificação da presença da macroglossia em pacientes com síndrome de Down, no entanto verificou-se que a maioria dos pacientes apresentaram uma macroglossia relativa decorrentes de alterações craniofaciais frequentes.Down syndrome (DS) or Trisomy 21 is considered one of the most prevalent genetic anomalies in mankind and occurs regardless of gender, ethnicity or social class. It is important to note that DS is not a disease. Currently the word "carrier" should be avoided, because it is not something that is transported, but a different way of being. The objective of this systematic review was to investigate the presence of macroglossia in patients with DS, as it is still controversial in the literature, due to craniofacial alterations in the congenital abnormality that can lead to altered form and size of the tongue. The tongue reaches its approximate adult size at eight years old. For this information collection, the electronic search was carried out using as main databases PubMed, SciELO, LILACS, Scopus, Medline, BVS. The articles were selected
according to the proposed theme approach by reading the titles and abstracts. Information regarding age, sex, presence of macroglossia in Down syndrome and craniofacial alterations were extracted. The results consisted of 38 articles in total, 21
of PubMed, 06 of SciELO, 01 LILACS, 04 of Scopus, 01 Medline and 05 BVS. At the end, only 09 papers were selected with full text for use of the information of this study, being 06 articles with longitudinal study, 02 with transversal study and 01 with
retrospective study. We have seen that there are still insufficient data to confirm the presence of macroglossia in patients with Down syndrome, many syndromes need help although it was verified that the large part of the patients presented a relative macroglossia due to craniofacial alterations frequently.33f
