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Estas palavras e o Shemá
No livro do Deuteronômio, a expressão “estas palavras” é repetida várias vezes pelo redator final com o objetivo de introduzir os discursos que Moisés profere ao povo antes da sua morte e antes de o povo entrar na terra. As palavras de Moisés concluem o Pentateuco e, por conseguinte, toda a Torá que norteará a vida do povo de Israel. Dentre estas palavras, encontra-se também o Shemá, a oração por excelência que constitui a profissão de fé israelita, também o ponto central na tradição e na espiritualidade hebraica. Este artigo visa analisar a importância e o significado que estas palavras e o Shemá tiveram – e continuam a ter – para o povo judeu, bem como para o cristianismo
Os Manuscritos de Qumran ou do Mar Morto
Na primavera de 1947 foram encontrados os primeiros manuscritos em Qumran. Essa foi considerada a maior descoberta de manuscritos da época moderna e a mais importante na região da Terra Santa. É certo que foi uma riqueza, mas também provocou algumas polêmicas. Neste artigo procuraremos apresentar de forma resumida o que são os Manuscritos de Qumran ou do Mar Morto, a sua história, as controvérsias em torno da sua publicação e a ajuda que trouxeram para a tradução e interpretação dos livros do Antigo Testamento. Abordaremos também a influência que eles proporcionaram para uma melhor compreensão de muitos elementos do judaísmo da época de Jesus e a incidência que as ideias da comunidade que viveu em Qumran tiveram na formação do Novo Testamento e do cristianismo
Lucas: o Evangelho da Misericórdia!
O presente artigo é uma reflexão transversal do Evangelho buscando ver como Lucas quis apresentar Jesus e a sua mensagem marcados pelo aspecto da misericórdia e compaixão. Jesus é o Messias misericordioso. O rosto do Pai que Ele revela é de um Deus rico em misericórdia. Os fatos narrados no Evangelho estão marcados pela misericórdia e pela compaixão. Por isso, espera-se também do leitor e dos seguidores de Jesus a prática da misericórdia: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36)
As refeições de Jesus em Lucas
O presente artigo analisa as dez refeições nas quais Jesus participa no Evangelho de Lucas. São refeições de acolhida e hospedagem, de solidariedade com os famintos ou refeições celebrativas com caráter litúrgico. A preocupação de Lucas não é descrever as refeições, mas ver como Jesus aproveitou este momento para ensinamentos e transmitir a sua mensagem. Jesus nos desafia para valorizarmos mais este espaço importante e necessário na nossa vida que é o momento da refeição. Ao mesmo tempo resta o desafio de olharmos para as multidões que hoje passam fome. O Evangelho nos motiva a denunciar o sistema que acumula e exclui e, ao mesmo tempo, construir uma sociedade onde haja partilha do alimento para que todos possam ser saciados
Editorial. Dossiê: Shekiná: a habitação de Deus no meio do povo
Editorial, v. 27, n. 101 (2009)
O anúncio do nascimento e infância de João Batista
O presente artigo é uma reflexão sobre o anúncio do nascimento de João Batista (Lc 1,5-25) e seus desdobramentos: a visita de Maria a Isabel, o nascimento, a circuncisão e seu crescimento. Os fatos analisados são vistos não tanto do ponto de vista histórico, mas literário e teológico na obra de Lucas. É isso que o autor do terceiro evangelho faz: mostrar como os acontecimentos se inserem no plano da Salvação e que culminam no cumprimento das promessas messiânicas com a vinda do Salvador
Maria Madalena e o encontro com Jesus ressuscitado
O texto de João 20,11-18 é um verdadeiro modelo de superação. Maria Madalena vai de madrugada ao sepulcro e sua situação é desesperadora: ela chora, não sabe o que está acontecendo, procura um Jesus morto e, quando Jesus lhe aparece, ela o confunde com o jardineiro. Mas é quando Jesus a chama pelo nome que ela desperta e reconhece o Rabbuni (mestre) e então é enviada a anunciar a boa notícia aos discípulos. Maria Madalena supera a sua situação de confusão, choro e perda para uma situação nova de quem encontrou o mestre e vai anunciar aos discípulos que o Senhor está vivo e ressuscitado
A vocação de Abraão
A vocação do patriarca Abraão é importante não somente por ser o primeiro chamado vocacional na Bíblia, mas, sobretudo, pelo exemplo de fidelidade e docilidade com que ele responde ao chamado do Senhor. Deixa sua pátria, seus parentes e sua família e parte, confiando unicamente nas promessas do Senhor, que lhe promete uma terra, a descendência e a bênção. Abraão será abençoado e por meio dele serão abençoados todos os povos da Terra. Assim, Deus conclui com ele a aliança, engrandecendo seu nome e seu destino. Nos relatos sobre Abraão, já emergem os temas principais da religião de Israel: o culto de um único Deus, a revelação, a eleição, a aliança, a promessa e o dom da terra. Sua saga perpassa as demais fases da Bíblia, sobretudo alimentando a esperança dos exilados na Babilônia, e chega até o Novo Testamento. Sua descendência, maior que as estrelas do céu, hoje pode ser comprovada por todas as religiões que têm Abraão por pai da fé
Lucas: o evangelho da misericórdia
O presente artigo é uma reflexão transversal do Evangelho buscando ver como Lucas quis apresentar Jesus e sua mensagem marcados pelo aspecto da misericórdia e compaixão. Jesus é o Messias misericordioso. O rosto do Pai que Ele revela é de um Deus rico em misericórdia. Os fatos narrados no evangelho estão marcados pela misericórdia e pela compaixão. Por isso, espera-se também do leitor e dos seguidores de Jesus a prática da misericórdia: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso.” (Lc 6,36)
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