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História, património e cidadania. Porto de memória – trabalho de projeto no 2º ciclo do ensino básico
A Educação Histórica e Patrimonial promove conhecimentos e competências, permitindo
a tomada de consciência da identidade cultural e da responsabilidade com o meio social
para uma cidadania ativa e comprometida. O conhecimento e a valorização do Património
Cultural pelos alunos mais novos, permite a sua sensibilização para conhecer e valorizar
as suas raízes, o meio ao qual estão culturalmente ligados e que faz parte da sua identidade
coletiva.
O presente relatório intitulado História, Património e Cidadania. Porto de Memória –
Trabalho por Projeto no 2º Ciclo do Ensino Básico, apresenta os resultados da intervenção
realizada com alunos do 5º ano do 2º Ciclo do Ensino Básico.
O projeto contruído e implementado teve como foco a promoção da valorização do
Património e da História Local nos alunos do 2ª Ciclo do Ensino Básico, no âmbito da
Educação Histórica e Patrimonial.
Trata-se de um estudo de caso, que associa a investigação à ação, com recurso à análise
qualitativa e quantitativa dos dados recolhidos.
O trabalho desenvolvido permitiu verificar a motivação dos alunos ao participarem no
projeto Porto de Memória. Envolvidos diretamente no processo de aprendizagem,
adquiriram conhecimentos, trabalharam cooperativamente na recolha da informação e na
construção de um álbum digital, desenvolveram a sua capacidade de observação e de
valorização do Património Local.
Palavras-chave: Educação Patrimonial, Educação Histórica, Metodologias ativas,
Trabalho por Projet
As narrativas no processo de ensino e aprendizagem da disciplina de História e Geografia de Portugal, no 5º ano de escolaridade
A disciplina de História e Geografia de Portugal deve ser encarada como uma disciplina que possibilita ao aluno conhecer o passado, para que, a partir dele, se possa perspetivar o futuro. Ao centrar-se na formação da pessoa e na sua inserção na vida social, esta disciplina facilitará a integração do aluno na sociedade e conduzi-lo-á à descoberta de uma identidade comum. Neste sentido, o professor de História deve potenciar o desenvolvimento do espírito crítico dos seus alunos, para que se tornem cidadãos com uma participação ativa na vida social e política.
Desta forma, atualmente, um dos maiores desafios que se coloca aos docentes e à escola diz respeito à adequação das estratégias do processo do ensino e aprendizagem, de modo a tornarem as suas aulas mais motivadoras, tendo em conta os pontos de interesse dos seus alunos e a sua faixa etária. Não obstante, é importante que as aulas sejam encaradas como um elemento construtivo do processo educativo e que permitam a realização de aprendizagens significativas por parte dos alunos. É neste contexto que surge a narrativa como recurso didático, a partir da qual os alunos têm a possibilidade de experienciar atividades diversas.
Assim, o estudo que se apresenta pretende perceber o contributo da narrativa no processo de ensino e aprendizagem da disciplina de História e Geografia de Portugal, na perspetiva de que a construção de narrativas pelos alunos potencia a consolidação dos conteúdos e, ao mesmo tempo, permite o desenvolvimento de competências ao nível da escrita do português e da organização das ideias, promovendo aprendizagens significativas, e, ainda, o despertar da curiosidade intelectual dos alunos.
Esta investigação foi desenvolvida a partir de três aulas lecionadas a uma turma do 5ª ano de escolaridade na disciplina de História e Geografia de Portugal. Os seus resultados permitiram perceber as potencialidades da utilização da narrativa enquanto recurso didático e a criatividade que hoje se exige ao professor para selecionar estratégias e desenvolver recursos que motivem os alunos nas suas aprendizagens.
Palavras-chave: História e Geografia de Portugal, estratégia de ensino e aprendizagem, recursos didáticos, narrativ
Educar para a cidadania – conhecer a Constituição Portuguesa no 1º ciclo do ensino básico
O projeto que desenvolvemos no estágio, cujo relatório agora apresentámos, centra-se na Educação para a Cidadania e teve como objetivo perceber a forma como a Política pode ser abordada em contexto de 1º Ciclo do Ensino Básico. Trata-se de uma questão habitualmente não considerada pelos professores nas salas de aula desse nível de ensino. Contudo, a importância da sua abordagem junto dos mais novos é reconhecida por vários autores. Com recurso a diferentes estratégias, foi possibilitado o primeiro contacto de um grupo do 3º ano com o texto constitucional português, devidamente adaptado ao seu grupo etário.
Na investigação utilizámos metodologias qualitativas, quantitativas e de investigação-ação. Para isso recorremos a uma análise documental, dinamizámos atividades, observámos (através de notas de campo e da observação direta), criámos dois inquéritos por questionário individuais e fizemos fotografias.
Concluímos com este estudo que a democracia começa e deve ser estimulada a partir da escola com crianças mais novas. Aliando a esta temática estratégias diferenciadoras, os alunos demonstram interesse, curiosidade e grande capacidade de atenção e concentração. Todos os estudantes envolvidos, gostaram de participar neste projeto, compreenderam o que é a Constituição da República Portuguesa, a sua importância e explicaram a relevância de cada dever e direito apresentado. A grande maioria considerou importante abordar estes temas em contexto escolar. Foi possível, ainda, verificar que o trabalho cooperativo na sala de aula deve ser promovido, porque permite às crianças interagir e discutir diferentes pontos de vista. Cabe assim, aos professores esta importante responsabilidade de tornar a sala de aula num espaço de partilha, de troca de ideias e de promoção da Cidadania ativa.
Palavras-Chave: Política; Cidadania; 1º CEB; Participação em sala de aula
A economia circular no 1º ciclo do ensino básico? Educar para o ambiente e para a sustentabilidade
O conceito de Economia Circular assenta na produção consciente de impactos ambientais, no consumo mais sustentável e mais responsável, na gestão eficiente dos resíduos e numa legislação abrangente e responsabilizadora, desenvolvendo uma consciência ambiental, um consumo consciente, o crescimento económico e a geração de emprego.
O presente relatório de estágio apresenta e analisa a construção e implementação de um projeto sobre Economia Circular com um grupo de 20 alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico (2.º ano de escolaridade). Através da realização de diversas atividades interdisciplinares pretendeu-se contribuir para a responsabilização dos alunos perante o ambiente, dando-lhes a possibilidade de adquirir informação, de refletir e de debater acerca de comportamentos que devemos adotar para um planeta mais sustentável.
Esta investigação teve implicações positivas nas competências comportamentais dos alunos, sensibilizando-os para práticas amigas do ambiente. Constata-se que a maioria dos alunos percebeu a necessidade de mudarmos urgentemente as nossas atitudes face ao ambiente.
Palavras-chave: Educação ambiental; planeta sustentável; práticas amigas do ambiente; mudança
Educação Histórica e Património em Contexto Pré-Escolar – a implementação e os resultados de dois projetos
O relatório que se apresenta, intitulado “Educação Histórica e Patrimonial em
Contexto Pré-Escolar – a implementação e os resultados de dois projetos”, incide sobre
o trabalho desenvolvido na unidade curricular de Prática do Ensino Supervisionada em
Educação Pré-Escolar.
Os projetos contruídos e implementados tiveram como objetivo perceber se é
possível trabalhar com crianças entre os 5 e os 6 anos em contexto de jardim de infância
a valorização do Património Cultural, quer do Património Construído, quer do
Património Imaterial. Centrada a abordagem na História e no Património Local, foi ainda
objetivo deste trabalho promover o diálogo intergeracional, entre as crianças e os seus
avós, e uma maior interação escola-famílias.
Metodologicamente situado no âmbito da investigação-ação, os projetos cuja
implementação e resultados analisámos no presente relatório, permitiram às crianças
adquirir conhecimento sobre os jogos de infância dos avós e, através da visita a dois
fortes, conhecer de forma mais envolvida a comunidade local desenvolvendo uma
atitude de respeito pelo Património e História Local e de pertença
Perceções e práticas no ensino da história no 1º ciclo do ensino básico
O trabalho teve como objetivo analisar as práticas e perceções dos professores e alunos relativamente ao ensino e aprendizagem da História no 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB).
A metodologia adotada incluiu inquéritos por questionário aplicados a 12 professores do 1.º CEB e a 34 alunos do 5.º ano do 2º CEB, complementados por observações em sala de aula. Os resultados revelaram que os professores do 1º CEB valorizam a abordagem da História local e nacional, utilizando metodologias ativas e recursos diversificados, como vídeos, visitas de estudo e mapas. No entanto, a falta de tempo e a sobrecarga curricular foram identificadas como os principais desafios. Por sua vez, os alunos no início do 5º ano do 2º CEB, a partir das suas experiências no 1º CEB, demonstraram interesse pelos conteúdos históricos e referiram a curiosidade pelo passado e a preferência, na abordagem desses conteúdos, por explicações claras e recursos visuais. As dificuldades registadas foram a memorização de datas e a compreensão de terminologia específica.
Conclui-se que, apesar das limitações, os professores do 1º CEB o ensino da História desempenha um papel crucial na formação da identidade e no desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos. Recomenda-se a continuidade de práticas pedagógicas inovadoras e a adaptação dos recursos às necessidades dos alunos, de modo a facilitar a transição para o 2.º CEB.
Palavras-chave:
Educação Histórica, 1.º Ciclo do Ensino Básico, Metodologias Ativas, Perceções dos Alunos
Mantle of the expert – Uma estratégia pedagógica inovadora aplicada na educação pré-escolar
O Mantle of the Expert (MoE) é uma estratégia pedagógica diferenciadora que
desenvolve a autonomia e a capacidade empreendedora das crianças para que tenham
implicação na própria aprendizagem, valorizando o trabalho em grupo e a abordagem
interdisciplinar, melhorando as suas competências de comunicação e desenvolvendo o
pensamento crítico e a capacidade de tomar decisões. Assente no jogo dramático e
conduzido pelo professor através de questões orientadoras, o Mantle of the Expert (MoE)
trabalha o currículo de acordo com as intenções pedagógicas definidas.
Este relatório apresenta a experiência pedagógica Mantle of the Expert (MoE)
desenvolvida em contexto de educação pré-escolar, numa sala de quatro anos. A análise
dos resultados centrou-se nas aprendizagens desenvolvidas e adquiridas pelas crianças e
nas vivências da educadora estagiária durante a implementação da experiência.
Palavras-chave: Mantle of the Expert; estratégia pedagógica; Educação Pré-Escolar;
papel do educador
Commission model de ensino básico (1º e 2º ciclo) – a arte da falcoaria na escola
A falta de interesse dos alunos em aprender é hoje um problema, obrigando a repensar a
utilização em sala de aula das metodologias de ensino tradicionais e menos motivadoras.
Emerge daí a necessidade da transformação e/ou remodelação das metodologias e
estratégias de ensino. Na perspetiva de promover o interesse dos alunos do 1.º e 2.º Ciclos
do Ensino Básico (CEB) na aprendizagem dos conteúdos da área curricular/disciplina –
Estudo do Meio e História e Geografia de Portugal, numa abordagem interdisciplinar que
convoque outras áreas do saber, é necessário procurar estratégias de ensino que estimulem
o desenvolvimento cognitivo e intelectual dos alunos. Por esta razão, este relatório de
investigação aborda uma metodologia, inovadora em Portugal, denominada Commission
Model. Tal como a metodologia Mantle of Expert, o Commission Model articula o
currículo, o jogo dramático e a aprendizagem aliada à pesquisa autónoma. A diferença
entre uma e outra metodologia assenta no facto de o Commission Model implicar a
apresentação aos alunos de uma encomenda real a que eles deverão responder, ao
contrário do Mantle of Expert onde o professor é livre de criar um enredo, cliente e
encomenda, verosímil, mas ficcionado.
Com a implementação da intervenção Commission Model, pretendeu-se promover a
Educação Histórica e Patrimonial de alunos de 1.º e 2.º CEB, a partir do conhecimento da
Arte da Falcoaria e ou Cetraria, classificado como Património Mundial da UNESCO,
contando para isso com a colaboração de um cliente real, a Associação Portuguesa de
Falcoaria.
Motivados pela situação autêntica real que lhes foi colocada, os alunos responderam
positivamente à encomenda proposta pelo cliente, tendo procurado e sistematizado a
informação que consideraram necessária para a sua execução e bem como a tomada de
decisões. Ao seu ritmo e de forma cooperativa, cada aluno foi adquirindo/consolidando
conhecimentos e competências. A metodologia Commission Model revela-se uma
metodologia ativa de aprendizagem, que, no âmbito do desenvolvimento
pessoal, promove a autonomia nas decisões e competências empreendedoras.
Palavras-chave: Commission Model, Educação Histórica e Patrimonial,
Interdisciplinaridade, soft skill
Interdisciplinaridade como Estratégia de Ensino-Aprendizagem no 1º CEB e em Português e História e Geografia de Portugal no 2º CEB
O mundo em que vivemos caracteriza-se pela constante mudança a nível tecnológico, metodológico, científico, entre outros. Os alunos estão cada vez mais ligados ao mundo virtual, às novas tecnologias e ao constante confronto com novos conhecimentos. Face à inovação, a escola, como um organismo social, tem de conseguir corresponder aos novos desafios que se impõem. Desta forma, a escola deve criar um contexto em que as aprendizagens sejam reais, em que se estabeleçam relações entre as situações do dia-a-dia e os conteúdos do programa e as metas curriculares de cada ano de escolaridade, de forma a tornar as mesmas motivadoras e significativas; e despoletando neles o gosto por aprender. Nesta linha de pensamento, a utilização da estratégia interdisciplinar durante o processo de ensino-aprendizagem é um meio de construção de novos conhecimentos. No presente estudo, analisámos as perspetivas dos docentes sobre a interdisciplinaridade em contexto educativo e a forma como a utilizam na sua prática. Concluímos que, apesar de reconhecerem as suas potencialidades enquanto estratégia motivadora e uma mais-valia nas aprendizagens dos alunos e identificarem, na sua prática docente, a utilização da mesma, não o fazem com intencionalidade pedagógica. Realizámos, também, duas experiências interdisciplinares em contextos educativos diferentes, a primeira deles aplicada a todas as turmas de 1º ciclo numa instituição privada (87 alunos); e a segunda, a duas turmas de 6º ano, de uma Escola E.B. 2/3 da rede pública (47 alunos). Ambas as instituições são centros de estágio da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti (ESEPF) no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada (PES). Pretendeu-se com esta duas experiências identificar as vantagens e constrangimentos do uso da interdisciplinaridade, em particular, tendo em conta o modo com se desenvolveu o processo ensino-aprendizagem; e perceber o impacto motivacional nos alunos e o seu envolvimento no processo ensino-aprendizagem. A análise dos resultados obtidos evidencia a adequação da abordagem interdisciplinar utilizada na preparação e planificação deste tipo de intervenções educativas, aos objetivos pretendidos – refletindo-se na motivação e no envolvimento que os alunos demonstraram durante a realização das atividades.The world we live in is characterized by constant technological change, scientific, methodological, among others. Students are increasingly connected to the virtual world, to new technologies and to the constant confrontation with new knowledge. Face to innovation, the school as a social body, must be able to meet the new challenges required. In this way, the school should create a context in which learning is real, in which relationships are established between the daily situations and the contents of the program and the curricular goals of each year grade level, in order to make them motivating and meaningful; and triggering in them the taste for learning. In this line of thought, the use of the interdisciplinary strategy during the teaching-learning process is a means for constructing new knowledge. In the present study, we analyze the perspectives of teachers’ cooperating about interdisciplinary strategy in teaching and the way they use it in their practice. We conclude that, despite recognizing their potential as a motivating strategy and an added value in the students’ learning, and identifying, in their teaching practice, the use of it, there is no pedagogical intentionality. We will present two interdisciplinary experiments in different educational contexts, the first of them applied to all classes of 1st cycle in a private institution (87 students); and the second, two sixth-grade classes, a school E.B. 2/3 the public network (47 students). Both institutions are internship centers of education Paula Frassinetti (ESEPF) in the scope of Practice of Supervised Education (PES). With this two experiences, we intended to identify the advantages and constraints of the use of interdisciplinarity, in particular, taking into account the way the teaching-learning process developed; and to understand the motivational impact on students and your involvement in the teaching-learning process. The analysis of the results obtained demonstrate the adequacy of the interdisciplinary approach used in the preparation and planning of this type of educational interventions, to the intended objectives – by reflecting on the motivation and involvement that the students demonstrated during the activities
Entender o presente conhecendo o passado: O contributo do estudo do meio na educação para a cidadania
Nos anos mais recentes tem existido uma expressiva preocupação pública com os desafios que no futuro se colocarão às crianças atualmente em idade escolar. Foi neste contexto que surgiu o Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO), o qual torna evidente a complexidade do processo educativo até as crianças atingirem a maioridade. Procurámos saber, por isso, saber em que medida dimensões como o respeito e a compreensão do outro, a participação, os sentido de cidadania e o espírito crítico podem ser desenvolvidos nas crianças a partir da exploração dos conteúdos das ciências sociais e humanas, integradas na componente curricular de Estudo do Meio no 1.º ciclo do Ensino Básico. Do universo das ciências sociais e humanas selecionámos, em particular, a área de História.
Confrontámos perspetivas de autores nacionais e internacionais, cujos estudos versam o contributo que a aprendizagem da História tem no desenvolvimento das crianças. Revisitámos ainda o impacto das teorias cognitivas mais influentes na definição dos currículos do 1.º ciclo do ensino básico, constatando que algumas daquelas teorias tiveram um efeito, essencialmente, restritivo, reduzindo a ambição dos documentos curriculares.
Da nossa intervenção em contexto educativo incluímos neste estudo duas atividades, através das quais procurámos saber qual o contributo dos conteúdos de ciências sociais e humanas, presentes na componente curricular de Estudo do Meio, para o cumprimento de alguns dos desígnios do PASEO, em particular dos que almejam que o aluno no final da escolaridade seja:
livre, autónomo, responsável e consciente de si próprio e do mundo que o rodeia (...) que valorize o respeito pela dignidade humana, pelo exercício da cidadania plena, pela solidariedade para com os outros, pela diversidade cultural e pelo debate democrático [e] que rejeite todas as formas de discriminação e de exclusão social (Martins et al, 2017, p. 15)
A primeira foi implementada numa turma do 4.º ano de escolaridade e contou com a participação de 11 alunos. Esta atividade desenvolvida em 4 etapas, no âmbito da abordagem dos conteúdos de Estudo do Meio, implicou a construção individual de uma Banda Desenhada (BD) a retratar um acontecimento da História de Portugal. A atividade
III
teve duas finalidades: procurou perceber se os alunos tinham adquirido conhecimento histórico e se tinham desenvolvido outras competências nos alunos como a da colocação no lugar do outro e do respeito pelo outro.
A análise de dados permitiu aferir que a maioria dos participantes revelou conhecimento sobre o acontecimento retratado e que houve, ainda, mobilização de competências cognitivas de ordem superior, como o pensamento inferencial, em todos os alunos. Foram igualmente recolhidas evidências de capacidade de se colocarem no lugar do outro e de manifestarem respeito pelo outro, na maioria dos alunos participantes que concluíram as BD.
A segunda atividade foi implementada numa turma do 3.º ano e contou com a participação dos 26 alunos. Esta atividade foi desenvolvida em torno do passado do meio local, centrando-se no conhecimento de algumas figuras ilustres do Porto presentes na toponímia, estatuária, tradição oral e instituições locais. A realização desta atividade, no âmbito deste estudo, permitiu perceber a capacidade dos alunos em realizar inferências sobre a vida noutros tempos. Todavia as evidências das aprendizagens sobre a presença das figuras ilustres na toponímia e estatuária locais revelaram algumas fragilidades.
Palavras-chave: Estudo do Meio, Ciências Sociais e Humanas, cidadania, sentido crític
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