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Extremidades em rede: a conexão e a formação de comunidades em ambiente digital
This research aims to know the languages of the social network platform Instagram that,
we believe, can distinguish it from other communication media. The investigation is anchored
in the hypotheses that the platform's features can contribute to Instagram's creates it’s own
language; and that it’s own users also collaborate in the language formation process, based on
their appropriations and uses of the platform. The investigation is based on the hypothesis that
the platform's features can contribute to the formation of Instagram's own language; and that its
own users also collaborate in the language formation process, based on their appropriations and
uses of the platform. We started our theoretical path with the understanding of the media context
in which the research is inserted, anchored in an ecological approach to the media in which
human and non-human elements inhabit this environment and, thus, collaborate with each other.
In a second moment, we delve deeper into the investigation of Instagram, considering its own
socio-technical structure as a possible stimulus to the process of language formation; and we
assess how remediation and radical mediation may be related, too, to such process. In sequence,
we turn our gaze to the Instagram user himself, seeking to identify the languages mobilized by
them. We took as object the profile @bonitadepele, described as a vehicle of beauty and selftitled a virtual community. In order to know the communicational dynamics of the profile and
understand how Bonita de Pele appropriates Instagram, we make a case study and resort to the
approach of the extremities (abordagem das extremidades), which suggests a reading bias that
allows us to take a critical look at the profile and, consequently, from the platform itself. Thus,
we seek to identify the movements of deconstruction, contamination and sharing that, we
believe, may be related to the formative processes of languages on Instagram. At the end of our
investigation, we concluded that the hypotheses can’t be standed. Instagram can be understood
as a radically mediated medium, which radically remediates and mediates the properties of its
competitors. And users, in turn, make use of these features to produce their content, which is
also based on the features and possibilities that the platform offers. Thus, there is no singular
language, specific to Instagram There is, therefore, no specific language, specific to Instagram.
On the other hand, we did identify singularities in the platform: its radically remedied
languages, which enable the formation of virtual communities. These communities can also be
understood as emerging elements of Instagram, where there is a stimulus for connection through
the production of content and exchange of messages using such radically remedied languages.
Finally, we conclude: the specific emerging element of Instagram is not the languages, but the
resignification and reconfiguration of languages in virtual communities, which leads to
connection.Esta pesquisa tem como objetivo conhecer as linguagens presentes na plataforma de
sociabilidade Instagram que, acreditamos, podem distingui-lo dos demais meios
comunicacionais. A investigação se ancora nas hipóteses de que as funcionalidades da
plataforma podem contribuir para a formação de uma linguagem própria do Instagram; e que
seus próprios usuários também colaboram no processo de formação de linguagens, a partir de
suas apropriações e usos da plataforma. Iniciamos nosso caminho teórico com a compreensão
do contexto midiático no qual a pesquisa está inserida, ancoradas em uma abordagem ecológica
das mídias em que elementos humanos e não-humanos habitam esse ambiente e, assim,
colaboram entre si. Em um segundo momento, nos aprofundamos na investigação sobre o
Instagram, considerando sua própria estrutura sociotécnica como um possível estímulo ao
processo de formação de linguagens; e avaliamos como a remediação e a mediação radical
podem estar relacionadas, também, a tal processo de formação de linguagens. Em sequência,
voltamos nosso olhar ao próprio usuário do Instagram, buscando identificar as linguagens
mobilizadas por eles. Tomamos como objeto o perfil @bonitadepele, descrito como veículo de
beleza e autointitulado uma comunidade virtual. Para conhecer as dinâmicas comunicacionais
do perfil e entendermos de que modo a Bonita de Pele se apropria do Instagram, fazemos um
estudo de caso e recorremos à abordagem das extremidades, que sugere um viés de leitura que
nos possibilita um olhar crítico do perfil e, consequentemente, da própria plataforma. Assim,
buscamos identificar os movimentos de desconstrução, contaminação e compartilhamento que,
acreditamos, podem estar relacionados aos processos formativos de linguagens no Instagram.
Ao final de nossa investigação, concluímos que as hipóteses não se sustentam. O Instagram
pode ser entendido como um meio radicalmente mediado, que remedia e media radicalmente
as propriedades de seus concorrentes. E os usuários, por sua vez, se valem dessas características
para produzirem seus conteúdos, que igualmente são baseados nas funcionalidades e
possibilidades que a plataforma oferece. Não há, assim, uma linguagem específica, própria do
Instagram. Por outro lado, identificamos, sim, singularidades na plataforma: suas linguagens
radicalmente remediadas, que possibilitam a formação das comunidades virtuais. Comunidades
estas que podem ser entendidas também como elementos emergentes do Instagram, onde há o
estímulo para conexão através da produção de conteúdo e troca de mensagens utilizando tais
linguagens radicalmente remediadas. Finalmente, concluímos: não são linguagens o elemento
específico emergente do Instagram, mas sim a ressignificação e a reconfiguração de linguagens
em comunidades virtuais, o que leva à conexão.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio
Comida e informação para todos: as redes sociais podem contribuir para a aprendizagem social do sujeito? Food and information for everyone: can social networks contribute to the individual’s social learning?
Considerando o atual cenário da comunicação digital, com a popularização dos sites, aplicativos e plataformas de redes sociais digitais, este artigo se propõe a investigar se as redes sociais digitais podem oportunizar a literacia midiática e a aprendizagem social, colaborando para a formação de um sujeito autônomo, crítico e participativo. Propomos o estudo de caso do perfil no Instagram @comidasaudavelpratodos, da jornalista Juliana Gomes —um espaço online para divulgação não só de receitas, mas também para a promoção do debate sobre alimentação saudável e acesso à informação relacionada ao tema. Ao final, concluímos que as funcionalidades ofertadas pela plataforma Instagram colaboram para o incentivo a uma aprendizagem social do sujeito, que mais do que aprender o como fazer, aprende a ser e tornar-se mais saudável, bem como mais autônomo e participativo nas redes sociais digitais.Considering the current scenario of digital communication, with the popularization of websites, applications and digital social networking platforms, this article proposes to investigate whether digital social networks can provide opportunities for media literacy and social learning, contributing to the formation of a subject autonomous, critical and participatory. We propose the case study of the Instagram profile @comidasaudavelpratodos, by journalist Juliana Gomes —an online space not only for disclosing recipes, but also for promoting the debate on healthy eating and access to information related to the topic. In the end, we concluded that the features offered by the Instagram platform collaborate to encourage social learning for the subject, who, rather than learning how to do it, learns to be and become healthier, as well as more autonomous and participatory in digital social networks
