51 research outputs found
Myrcia sect. Calyptranthes (Myrtaceae) no Estado do Paraná
Orientador : Renato GoldenbergCo-orientadora: Duane Fernandes LimaMonografia (Bacharelado) - Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Curso de Graduação em Ciências Biológicas
Microgramma tecta Alston
Microgramma tecta (Kaulf.) Alston Figure 3C Material examined. BRAZIL • Santa Catarina, Ilha de Sta. Catarina, Lagoa do Peri; alt. 100 m; 4 Jan. 1960; A. Sehnem 7604 col.; US 254917. • ibid, Florianópolis, PMLP; alt. 317 m; 24 Jun. 2010; T.J. Cadorin et al. 2829 col.; FURB 13306. • ibid, Florianópolis, PMLP; 4 Oct. 2016; A.A. Carmes et al. 52 col.; FLOR 0062855. Habitat. Dense Ombrophilous Forest. Habit. Epiphyte, rupicolous. Distribution pattern. Neotropical.Published as part of Carmes, Amanda Angélica, Dechoum, Michele de Sá, Lima, Duane Fernandes, de Gasper, Andre Luís, B. Matos, Fernando & Fiaschi, Pedro, 2020, Ferns and lycophytes from Lagoa do Peri Municipal Park, Santa Catarina, Brazil, pp. 1305-1322 in Check List 16 (5) on page 1314, DOI: 10.15560/16.5.130
Morfometria de Myrcia guianensis (Aubl.) DC. (Myrtaceae, Myrteae) das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Departamento de Botânica.Myrcia guianensis é considerado um grupo taxonomicamente desafiador, dada sua ampla distribuição geográfica e variação morfológica ao longo de sua área de ocorrência. São aceitos múltiplos morfotipos desta espécie que representam extremos de variação morfológica, porém, existem morfologias intermediárias que formam gradientes ao longo da distribuição geográfica. Assim, especialistas do grupo destacam a necessidade de estudos mais aprofundados, já que a taxonomia clássica mostra-se insuficiente na circunscrição do grupo. Como alternativa para o estudo de complexos de espécies, a morfometria é um método muito útil na análise e detecção de padrões morfológicos. O objetivo do trabalho foi conduzir estudos de morfometria foliar de alguns morfotipos do complexo Myrcia guianensis, para servir como base na delimitação e interpretação adequada do(s) táxon(s), e consequente tratamento taxonômico do grupo. Para isso, foram amostrados vouchers de diferentes localidades do Brasil advindos das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil. Devido a necessidade de trabalho remoto imposta pela pandemia de COVID-19, a escolha e análise dos vouchers foi feita exclusivamente a partir de materiais digitalizados e disponíveis nas bases de dados do REFLORA e SpeciesLink. Em cada voucher selecionado foram escolhidas e individualizadas duas folhas inteiras e bem delimitadas do material herborizado. A análise baseou-se na morfometria geométrica e a morfologia foliar foi analisada por meio da plataforma R. Com esta análise, não foi possível detectar descontinuidades morfológicas suficientemente robustas para constituírem agrupamentos bem delimitados em Myrcia guianensis, sendo que os extremos morfológicos apontados poderiam ser constituídos apenas por morfologias foliares pontuais na distribuição. Além disso, por meio da análise de PCA, foi possível detectar a presença de diversos intermediários morfológicos ao longo da área de ocorrência e do contínuo morfológico. Porém, para uma hipótese mais fortemente sustentada é necessário, ainda, incluir mais vouchers de outras regiões do Brasil e extra-brasileiros na análise, bem como conduzir estudos de morfometria com órgãos reprodutivos a fim de analisar mais caracteres morfológicos
Atualização da lista de espécies de Myrtaceae de Santa Catarina e chave de identificação interativa para Myrcia
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Ciências Biológicas.Myrtaceae está entre as maiores famílias de angiospermas do Brasil, sendo Myrteae a tribo que compreende todas as espécies nativas que ocorrem no país. Em Santa Catarina, estado do sul do Brasil, o gênero Myrcia se sobressai pela grande diversidade de espécies. A última lista de espécies de Myrtaceae de Santa Catarina foi publicada entre 1967 e 1978 nos volumes da Flora Ilustrada Catarinense (FIC), e está desatualizada, tendo em vista que diversos trabalhos posteriores foram realizados, novas espécies foram descobertas e a classificação taxonômica de espécies e gêneros foi reavaliada. Na FIC existem, além da lista de espécies, chaves de identificação de espécies para cada gênero com caracteres morfológicos geralmente muito detalhados e complexos, o que pode dificultar o entendimento por não especialistas na família. Com esse cenário, os objetivos deste trabalho foram realizar uma revisão da lista de espécies da família que ocorrem no estado de Santa Catarina e produzir uma chave de identificação interativa para espécies de Myrcia ocorrentes no estado, a fim de prover meios mais fáceis de identificação. A revisão da lista de espécies foi feita principalmente a partir de consultas a bancos de dados online, como Flora e Funga do Brasil, Reflora e SpeciesLink. A chave interativa foi construída no software Xper³. Os dados morfológicos utilizados na chave foram retirados da própria FIC e suplementados com dados de outros tratamentos taxonômicos e análise de material de herbário. Como resultados, 191 espécies de Myrtaceae são atualmente listadas para o estado, sendo Eugenia e Myrcia os gêneros mais ricos com 62 e 52 espécies, respectivamente. Além disso, é proposta a sinonimização de Myrciaria silveirana sob Myrcia diaphana. Essa lista atualizada é fundamental para o conhecimento da biodiversidade e conservação das espécies. Para a confecção da chave interativa de Myrcia, foram usados 58 caracteres morfológicos vegetativos e reprodutivos. A chave também contém imagens ilustrativas dos caracteres e mapas de distribuição de todas as espécies. Essas chaves são uma excelente ferramenta para a popularização da botânica, pois permitem que pessoas com e sem experiência identifiquem espécies, devido ao formato interativo e simplificado da plataforma.Myrtaceae is among the largest families of angiosperms in Brazil, with Myrteae being the tribe that comprises all native species that occur in the country. In the state of Santa Catarina, southern Brazil, the genus Myrcia stands out for its great diversity of species. The last list of Myrtaceae species from Santa Catarina was published between 1967 and 1978 in the volumes of Flora Ilustrada Catarinense (FIC), but is now outdated, considering that several subsequent studies were carried out, new species were discovered and the taxonomic classification of species and genera was reevaluated. FIC presents, in addition to the list of species, species identification keys for each genus with morphological characters that are generally very detailed and complex, making it difficult to follow for non-specialists in the family. Considering this scenario, we aim to review the list of species of the family occurring in the state of Santa Catarina and produce an interactive identification key for Myrcia species occurring in the state, in order to provide easier means of identification. The review of the species list was carried out mainly by consulting online databases, such as Flora and Funga of Brazil, Reflora and Specieslink. The interactive key was built in Xper³ software. Morphological data used in the key was taken from FIC itself and supplemented with data from other taxonomic treatments and analysis of herbarium material. As a result, 191 species of Myrtaceae are currently listed for the state, with Eugenia and Myrcia being the richest genera with 62 and 52 species, respectively. Furthermore, the synonymization of Myrciaria silveirana under Myrcia diaphana is proposed. This updated list is essential for understanding biodiversity and conserving species. In the interactive key of Myrcia, 58 vegetative and reproductive morphological characters were used. The key also contains images from de characters and distribution maps of all species. The interactive key is an excellent tool for popularizing botany, as they allow people with and without experience to identify species due to the interactive and simplified format of the platform
Morfologia e anatomia integrada a estudos taxonômicos, evoluti vos e funcionais nas Tracheophytas
Devido a sua enorme plasticidade morfológica, Myrcia guianensis (Myrtaceae, Myrteae) é uma espécie considerada taxonomicamente desafiadora. Sua distribuição se dá ao longo da região Neotropical, desde as Guianas e Peru até a Argentina e Uruguai, ocupando diversos tipos de ambientes. Por ser considerado um grupo complexo, metodologias de taxonomia clássica muitas vezes não são suficientes para a delimitação da espécie. Nesse caso, técnicas alternativas, como a morfometria, podem ser úteis. A morfometria busca detectar padrões morfológicos de estruturas que possam diferenciar táxons. Órgãos vegetativos, como as lâminas foliares, parecem ter grande valor taxonômico neste táxon e podem ser relevantes para a investigação do grupo. O objetivo deste trabalho foi conduzir estudos de morfometria foliar em diferentes morfotipos de Myrcia guianensis registrados no território brasileiro, para servir como base na delimitação e interpretação adequada desta espécie. Para isso, utilizamos exsicatas coletadas em diferentes localidades do Brasil, advindos das regiões Sul, Sudeste, Centro-oeste, Norte e Nordeste. A análise desses espécimes foi feita exclusivamente através de materiais digitalizados e disponíveis nas bases de dados do REFLORA e SpeciesLink. Para tal, em cada voucher selecionado, duas folhas maduras e inteiras foram escolhidas e individualizadas do material herborizado. Os dados obtidos foram analisados através de pacotes específicos na plataforma R (e.g. Análise de Componentes Principais - PCA). Por meio desta análise, foi possível observar que a morfologia foliar dos vouchers analisados ao longo do território brasileiro não apresenta descontinuidades suficientemente robustas para constituírem agrupamentos bem delimitados em Myrcia guianensis. A PCA nos indicou ainda a existência de muitos morfotipos intermediários, amplamente distribuídos pelas cinco regiões do Brasil, sugerindo a necessidade de que mais estudos focados em outras características morfológicas do táxon sejam realizados
A família Myrtaceae Juss. no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Ciências Biológicas.Myrtaceae é a oitava família mais rica de angiospermas do mundo, com 6019 espécies
distribuídas em 145 gêneros. Com exceção de uma, todas as espécies de Myrtaceae nativas
das Américas pertencem à tribo Myrteae, e podem ser reconhecidas principalmente por
possuírem folhas opostas, tricomas simples, ovário ínfero e frutos carnosos. No Brasil, a
família está representada por 1200 espécies em 29 gêneros, sendo que mais da metade destas
ocorre no domínio Mata Atlântica, um dos hotspots de diversidade do planeta. O Parque
Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, localizado na porção leste do município
de Florianópolis, Santa Catarina, é uma importante unidade de conservação inserida no
domínio Mata Atlântica, principalmente por se tratar de uma região costeira, que é,
historicamente, uma das mais impactadas por ação antrópica. Sendo o levantamento florístico
um dos estudos base para o conhecimento da flora de um determinado local e que contribui
para a criação de medidas para a preservação, o presente trabalho teve como objetivo ampliar
os conhecimentos sobre a família Myrtaceae no Parque Natural Municipal das Dunas da
Lagoa da Conceição por meio de um tratamento taxonômico. Amostras da família
provenientes do Herbário FLOR e coletadas em saídas a campo que ocorreram entre
dezembro de 2022 e fevereiro de 2023 foram estudadas. Todo o material foi analisado e
morfologicamente descrito. Foram registradas 10 espécies distribuídas em quatro gêneros,
sendo nove espécies nativas e Psidium guajava, que é naturalizada. Os gêneros Myrcia e
Eugenia foram os mais ricos (com 4 e 3 spp., respectivamente), seguido por Psidium (2 spp.)
e Campomanesia (1 sp.). As espécies Myrcia brasiliensis, M. multiflora e P. guajava foram
registradas pela primeira vez no parque. Além das descrições morfológicas, estão disponíveis
fotos, comentários e uma chave de identificação das espécies analisadas.Myrtaceae is the eighth richest angiosperm family in the globe, with 6,019 species and 145
genera. Excepted for one species, all other Myrtaceae native to the Americas belong to the
tribe Myrteae and can be recognized mainly by their opposite leaves, simple trichomes,
inferior ovary and fleshy fruits. In Brazil, the family is represented by 1,200 species in 29
genera, more than half of which occur in the Atlantic Forest domain, one of the planet’s
diversity hotspots. The Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, located
in the eastern part of the municipality of Florianópolis, Santa Catarina, is an important
conservation unit in the Atlantic Forest domain, mainly because it emcompasses a coastal
region that has historically been one of the most impacted by human activity. Since floristic
survey studies are the basis for knowledge of the flora of a given area and contribute to the
creation of measures for its preservation, the aim of this study was to expand the knowledge
of Myrtaceae in the Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição through a
taxonomic treatment. Samples deposited in the FLOR herbarium and collected during field
trips that took place between December 2022 and February 2023 were studied. All material
was analyzed and morphologically described. Ten species were recorded in the park,
distributed in four genera, nine of which are native species and Psidium guajava is
naturalized. Myrcia and Eugenia were the richest genera (with 4 and 3 spp., respectively),
followed by Psidium (2 spp.) and Campomanesia (1 sp.). Myrcia brasiliensis, M. multiflora
and P. guajava were recorded for the first time in the park. In addition to the morphological
descriptions, photos, comments and an identification key for the species analyzed are
available
O gênero Myrcia DC. (Myrtaceae), exceto seção calyptranthes, no estado do Paraná, Brasil
Orientador: Prof. Dr. Renato GoldenbergCoorientadora: Drª Duane Fernandes LimaDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Botânica. Defesa : Curitiba, 29/03/2019.Inclui referências: p. 208-212.Resumo: Myrtaceae é uma das famílias com maior número de espécies da ordem Myrtales e uma das mais ricas do Brasil. O gênero Myrcia é o quarto maior gênero da família, com aproximadamente 770 espécies, distribuídas da América Central e Caribe ao sul da América do Sul. Nele recentemente foram sinonimizados os tradicionais gêneros Calyptranhtes, Gomidesia e Marlierea, formando um grupo monofilético e dividido em nove seções, de acordo com dados moleculares e morfológicos. No Brasil ocorrem 393 espécies de Myrcia, das quais 304 são endêmicas. O tratamento taxonômico de Myrcia seção Calyptranthes para o estado do Paraná já foi realizado, contando com oito espécies. Nós complementamos este primeiro trabalho e realizamos o tratamento taxonômico das outras seções de Myrcia para o estado do Paraná, contribuindo para o projeto 'Flora do Estado do Paraná'. Foram realizadas análises morfológicas dos espécimes, consultas em bases online e em referências bibliográficas. A dissertação está dividida em dois capítulos. O primeiro capítulo trata de tipificações e proposta de sinonimização de Myrcia lajeana e Myrcia laruotteana sob Myrcia selloi. O segundo é o tratamento taxonômico descrito acima. O estado conta com 46 espécies de Myrcia, exceto seção Calyptranthes, distribuídas em todos os domínios fitogeográficos. Vinte nomes de Myrcia e seus gêneros aliados foram excluídos de listas prévias de espécies ou listados como duvidosos; duas novas espécies foram encontradas, mas ainda não publicadas.Abstract: Myrtaceae is one of the largest family within the Myrtales and one of the richest families in Brazil. Myrcia is the fourth largest genus of Myrtaceae, with approximately 770 species distributed from Central America and Caribbean to southern South America. The traditional genera Calyptranthes, Gomidesia and Marlierea were recently synonymized under Myrcia, in order to recognize a monophyletic group, and is now divided in nine sections that agree with molecular and morphological data. In Brazil, Myrcia has 393 species, from which 304 are endemic. The taxonomic treatment of Myrcia section Calyptranthes in the state of Paraná has already been done, including eight species. We complement that work and present a taxonomic treatment of all other sections of Myrcia in Paraná, contributing to the project 'Flora of the State of Paraná'. This study was performed through analyses of herbarium specimens, online databases and bibliography, and it is divided in two chapters. The first one comprises typifications and the synonymizations of Myrcia lajeana and Myrcia laruotteana under Myrcia selloi. The second chapter is the taxonomic treatment, as described above. The state of Paraná has 46 species of Myrcia, except section Calyptranthes, distributed in all vegetation types. Twenty names of Myrcia and related genera were excluded from previous lists of species or listed as doubtful species; in addition, two new species were found
A família Myrtaceae Juss. nas áreas de planície da Ilha do Mel, Paraná
Orientador: Renato GoldenbergCoorientador: Marcos SobralMonografia (Bacharelado) - Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Curso de Graduação em Ciências BiológicasResumo : A família Myrtaceae conta com aproximadamente 132 gêneros e 5600 espécies. É dividida em duas subfamílias monofiléticas, Psiloxyloideae e Myrtoideae, esta última com 15 tribos. Dentre essas tribos, a mais rica é Myrteae, que compreende todas as mirtáceas americanas, exceto o gênero Tepualia. As plantas pertencentes a essa tribo são caracterizadas principalmente pelas folhas simples e opostas, com numerosas glândulas translúcidas, e geralmente com uma nervura marginal. A Ilha do Mel pertence ao município de Paranaguá e está localizada no centro do litoral paranaense, a aproximadamente 2800 metros do continente. É constituída de morros e planícies, sendo que estas totalizam 93,8% da área total da ilha. A vegetação da planície pode ser dividida em três tipos vegetacionais: florestas, fruticetos (formações arbustivas com elementos arbóreos isolados) e formações campestres. O estado do Paraná apresenta escassez de estudos relacionados à Myrtaceae. Visto isto, este trabalho tem por objetivo fornecer subsídios para futuros estudos relacionados com a Flora Paranaense, especialmente a flora do litoral do estado, através da chave de identificação e das descrições das espécies de Myrtaceae ocorrentes na Ilha do Mel. O trabalho foi realizado através da análise de exsicatas provenientes da Ilha do Mel depositadas nos herbários MBM, UEC e UPCB, e de material coletado nas saídas a campo. Quando preciso, para complementação das descrições, foram realizadas análises de outros materiais, sempre dando preferência ao litoral paranaense. Os dados de floração, frutificação e distribuições foram descritos com base nas coleções visitadas e em literatura. Táxons infra-específicos não foram considerados neste trabalho. A família está representada por 31 espécies na Ilha do Mel, distribuídas em nove gêneros: Myrcia (11 spp.), Eugenia (7 spp.), Calyptranthes (3 spp.), Marlierea (3 spp.), Psidium (2 spp.) Syzygium (2 spp.), Blepharocalyx (1 sp.), Neomitranthes (1 sp.) e Siphoneugena (1sp.). Estas espécies estão distribuídas em dois dos três tipos vegetacionais da Ilha do Mel, sendo que as florestas são mais representativas (27 spp.), seguidas dos fruticetos (12 spp.). Além disso, cinco espécies ainda ocorrem nas regiões das vilas, sendo que três delas são restritas a estas áreas. Três espécies (Psidium guajava, Syzygium cumini e S. jambos) são introduzidas. O estado é limite sul de ocorrência no Brasil para cinco espécies (Eugenia cuprea, E. neoglomerata, Myrcia hexasticha, M. isaiana, Siphoneugena guilfoyleiana). Myrcia dichrophylla teve seu primeiro registro para o estado do Paraná e tem limite norte de distribuição brasileira no estado
Avaliação genética de populações do complexo Miconia cinerascens de Santa Catarina usando marcadores ISSR
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.
Universidade Federal de Santa Catarina.
Centro de Ciências Biológicas.
Departamento de Botânica.O complexo de espécies Miconia cinerascens Miq. possui quatro entidades taxonômicas: M. cinerascens var. cinerascens, M. cinerascens var. robusta Wurdack, M. lagunensis Ule e M. proteoides A.St.-Hil. & Naudin com diferentes distribuições geográficas, respectivamente em altas altitudes de Mata de Araucária, baixas altitudes de Floresta Ombrófila Densa, restingas de Santa Catarina e florestas de altas altitudes do Rio de Janeiro. Dentre os principais caracteres diagnósticos dentro do complexo estão: cor das anteras (brancas x amarelas) e cor da face abaxial das folhas e seu tamanho (brancas x amarronzadas e grandes x pequenas). Pela morfologia, alguns autores sugeriram previamente que M. cinerascens var. robusta poderia eventualmente ser elevada ao status específico. Entretanto, existem indivíduos com morfologia intermediária entre os táxons do complexo, sugerindo a existência de fluxo gênico entre as populações e/ou polimorfismo ancestral, o que vem dificultando a delimitação taxonômica das entidades. Dessa forma, esse trabalho teve como objetivo reavaliar a circunscrição taxonômica do complexo através de análises de DNA barcode utilizando o marcador molecular ETS, que apresenta alta variabilidade entre as espécies de Miconia. Foram amostradas 12 populações por toda a distribuição do complexo, das quais 3 indivíduos de cada foram sequenciados. As sequências foram alinhadas pelo MAFFT. Uma análise filogenética de Máxima Verossimilhança foi feita pelo RAxML. Foram feitas quatro análises de DNA barcode: PTP (Poisson Tree Processes), GMYC (General Mixed Yule Coalescent), ASAP (Assemble Species by Automatic Partitioning) e SPN (Statistical Parsimony Networks), onde diferentes hipóteses de delimitação do complexo foram obtidas. Três agrupamentos monofiléticos foram observados na árvore filogenética de Máxima Verossimilhança. Uma análise conjunta de todos os resultados apontou que existe apenas um agrupamento que foi consenso dentre as análises de barcode, onde apenas os indivíduos de M. proteoides permaneceram separados de todas as outras populações. Tanto as duas variedades de M. cinerascens quanto M. lagunensis não apresentaram concordância entre os agrupamentos propostos pelas diferentes análises, demonstrando a falta de gaps genéticos claros ao longo da amostragem. Apesar da distinção genética de M. proteoides, esta apresenta morfologia pouco distinta das outras entidades. Portanto, entende-se que todo o complexo deve ser considerado apenas uma espécie com grande polimorfismo morfológico e que Miconia cinerascens, por ser o primeiro binômio descrito, possui prioridade nomenclatural
Genética da conservação e propagação de Miconia ulei (Cogn.) R. Goldenb., espécie endêmica da Mata Atlântica de Santa Catarina
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas, Florianópolis, 2025.Miconia ulei (Cogn.) R.Goldenb. (Melastomataceae) é uma espécie endêmica da Mata Atlântica de Santa Catarina, sul do Brasil. Este trabalho objetivou avaliar o status de conservação de Miconia ulei, investigar a diversidade e estrutura genética de suas populações, caracterizar seus frutos e sementes, e investigar o comportamento fisiológico, teor de água e viabilidade de sementes sob diferentes condições e armazenamentos, a fim de embasar estratégias de conservação. Foram coletadas amostras foliares de 56 indivíduos, de cinco populações. Os indivíduos foram genotipados para 12 loci de regiões microssatélites desenvolvidas para espécie. Análises estatísticas foram realizadas por meio do software GenAlEx 6.5 para inferir a diversidade genética, do Structure para estruturação genética e o Bottleneck 1.2.02 para ocorrência de gargalos populacionais. A avaliação do risco de extinção da espécie seguiu as normas internacionais estabelecidas pela IUCN. Os estudos de propagação foram realizados a partir de frutos coletados em campo. Foi feita uma caracterização fisiológica de sementes, incluindo avaliação do teor de água e viabilidade após armazenamento. Foi constatado que Miconia ulei é uma espécie ameaçada de extinção na categoria Em Perigo (EN). Inferiu-se que a espécie apresenta baixa riqueza alélica, e heterozigosidade e índice de fixação moderados. Sugere-se que diferentes fatores evolutivos podem estar atuando conjuntamente, como seleção a favor de heterozigotos e deriva genética. Evidências de eventos bottleneck foram obtidas e podem ter contribuído ao presente cenário, reduzindo a riqueza alélica nas populações. A população JOI apresentou estruturação genética distinta e a maior diferenciação em relação às demais. Esse fato pode estar relacionado à fragmentação de habitat, e a fatores ecológicos e biogeográficos que dificultam o fluxo gênico. Ainda, a maior parte da variação genética encontrada está contida nos indivíduos. A espécie possui frutos com numerosas sementes, mas nem todas contribuem para reprodução da espécie. As sementes da espécie apresentam taxa de germinação média de 85%. O armazenamento de sementes despolpadas possibilitou melhor germinação. O armazenamento por sete meses a 5 ºC manteve a taxa de germinação, e acelerou a germinação de sementes, o que pode estar relacionado com aspectos ecológicos da espécie. Nesse sentido, as sementes de Miconia ulei foram classificadas como intermediárias, não podendo ser armazenadas por longos períodos sob baixas temperaturas. De acordo com os resultados apresentados nas diferentes abordagens desse estudo, Miconia ulei necessita de intervenções conservacionistas por estar ameaçada de extinção, ter populações que sofrem constantes ameaças e possuir baixa diversidade genética, o que a torna menos resiliente frente às mudanças ambientais e mais susceptível à extinção. Dada a estrutura genética das populações, coletas de sementes devem ser planejadas maximizando o número de indivíduos coletados em detrimento ao número de populações. Por fim, recomenda-se a restauração de áreas degradas em locais de ocorrência da espécie para formação de corredores ecológicos e aumento de diversidade genética. Para complementar os dados produzidos aqui, são ainda necessários estudos aprofundados envolvendo a ecologia e biologia reprodutiva da espécie, bem como avaliar o desenvolvimento e estabelecimento de mudas em campo.Abstract: Miconia ulei (Cogn.) R.Goldenb. (Melastomataceae) is endemic to the Atlantic Forest from the state of Santa Catarina, southern Brazil. This study aimed to evaluate the conservation status of Miconia ulei, to investigate the genetic structure and diversity of its populations, to characterize its fruits and seeds, and to investigate the physiological traits, water content and viability of seeds under different conditions and storages, in order to support conservation strategies. Leaf samples from 56 individuals were collected, representing five populations. Each individual was genotyped using 12 loci of microsatellite markers developed for the species. Statistical analyses were done using the software GenAlEx 6.5, Structure, and Bottleneck 1.2.02 to infer genetic diversity, genetic structure, and bottleneck events, respectively. The extinction risk assessment followed the IUCN international guidelines. The studies on propagation were carried out using fruits collected in the field. The physiological characterization of seeds was carried out, including assessment of water content and viability after storage. Miconia ulei is threatened with extinction categorized as Endangered. This species presented low allelic richness, and moderate heterozygosity and fixation index. It is suggested that different evolutionary mechanisms may be acting together, such as the selection favoring the heterozygotes and genetic drift. Evidence of bottleneck events were apparent and may have contributed to the current scenario, reducing the allelic richness of the populations. The JOI population presented a distinct genetic structure and higher differentiation when compared to the remaining populations. This could be related to habitat fragmentation, and ecological and biogeographic factors that hinder gene flow. Also, the greatest portion of genetic variation is found in individuals. Miconia ulei fruits have numerous seeds, but not all of them contribute to the species reproduction. Seeds presented an average germination rate of 85%. Stored pulped seeds led to better germination results. Storage for seven months at 5 °C maintained the rate, but accelerated the germination, which may be related to ecological aspects of the species. In this sense, seeds of Miconia ulei were classified as intermediate and could not be stored for long periods at low temperatures. According to the results presented in the different approaches of this study, Miconia ulei needs conservation interventions because it is threatened with extinction, has populations that suffer constant threats and has low genetic diversity, which makes the species less resilient to environmental changes and more susceptible to extinction. Given the genetic structure of its populations, seed collections should be planned to maximize the number of individuals collected, rather than the number of populations. Finally, restoration of degraded areas where the species occur is recommended, in order to create ecological corridors that may help increase genetic diversity. To complement the data produced in this work, in-depth studies on ecology and reproductive biology of Miconia ulei are still needed, as well as evaluating the development and establishment of seedlings in the field
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