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    Visão e visualização de representações geométricas de futuros professores de matemática

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    Contexto: O estudo da Geometria Esférica, assim como das outras geometrias não euclidianas, associada ao desenvolvimento do pensamento geométrico na formação inicial de professores de matemática é uma temática promissora e que pode contribuir para o ensino de Geometria. Objetivos: Discutir elementos da visão e da visualização mobilizados por futuros professores de matemática na resolução de uma tarefa de Geometria Esférica. Design: Investigação de natureza qualitativa, de cunho interpretativo. Ambiente e participantes: Participaram 13 futuros professores de matemática (FPMat) matriculados na disciplina Ensino de Geometria de uma universidade estadual paranaense. Coleta e análise de dados: As informações obtidas referem-se às gravações em áudio das discussões em pares e coletivas, à produção escrita dos FPMat promovida pela exploração da tarefa e aos registros em diário de campo. A análise incidiu na resolução e na discussão da tarefa pelos FPMat sobre a mobilização de elementos da visão e visualização, Duval (1999) e Gutiérrez (1996), para o desenvolvimento do pensamento geométrico. Resultados: Os resultados evidenciam a mobilização da percepção visual (visão) e de elementos da visualização, como a criação de imagens mentais e representações de objetos geométricos, representações externas e processos e habilidades de visualização (nomeadamente, interpretação visual de informações e de imagens mentais, percepção figura-fundo, constância perceptiva, rotação mental e percepção de posições espaciais. Conclusões: A mobilização destes elementos desvela aprendizagens de conceitos de Geometria Esférica que permitiram compreender diferenças e semelhanças entre a Geometria Esférica e a Geometria Euclidiana

    Uma análise da natureza epistemológica das atividades experimentais

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    Acredita-se, entre os professores de Ciências, de que as atividades experimentais são recursos metodológicos eficientes para o processo de ensino e aprendizagem, por isso, esse tema merece ser abordado em todos os debates estabelecidos nesta área. Conforme a literatura pertinente, as metodologias empregadas para a execução das atividades experimentais no Ensino de Fí­sica se dividem em antes e depois do Physical Science Study Commitee, uma vez que foi a partir deste que elas deixaram de ser demonstrativas e executadas pelos professores, para serem realizadas pelos estudantes, que seguiam um manual de instruções. A execução de atividades experimentais não se mostrou suficiente para promover uma aprendizagem significativa, fato que indica a necessidade de que se promovam mais estudos acerca das metodologias empregadas para este fim. Inserido nesse contexto, este trabalho é parte integrante de uma pesquisa bibliográfica, fundamentada em artigos cientí­ficos de três revistas indexadas, Caderno Brasileiro de Ensino de Fí­sica, Revista Brasileira de Ensino de Fí­sica, e A Fí­sica na Escola, que foram selecionadas por abordarem atividades experimentais na área da Fí­sica, estabelecendo discussões inerentes ao tema. Os 47 artigos encontrados, de acordo com as condições determinadas, foram categorizados utilizando a "Análise de Conteúdo de Bardin" , que contribuiu para a análise dos fundamentos epistemológicos e metodológicos que embasam nosso objeto de pesquisa. Como resultado, as atividades experimentais foram classificadas como executáveis (atividades experimentais que devem ser executadas pelo aluno) ou demonstrativas (atividades experimentais demonstradas pelo professor), nas subcategorias de reprodução ou inovação, qualitativa ou quantitativa. A maioria dos artigos investigados (21,3%) estão categorizados como demonstrativos e de reprodução qualitativa, sendo que, por outro lado, apenas 4,2% deles foram classificados como executáveis e de reprodução qualitativa. Estes resultados indicam que ocorre a maior valorização dos conceitos, em detrimento dos valores quantitativos, com a visão empirista-indutivista da Ciência ainda sendo verificada na maioria deles
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