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Conservação in vitro de mangabeira da região nordeste do Brasil.
A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) é uma espécie cujas regiões de ocorrência natural vêm sofrendo grande pressão antrópica, a qual está provocando erosão genética em muitas populações nativas, principalmente da região Nordeste. Em virtude da existência de poucas coleções de mangabeira conservadas ex situ, evidencia-se a importância do desenvolvimento de um método alternativo e complementar para a conservação de germoplasma dessa espécie. A utilização de técnicas de cultura de tecidos de plantas para a conservação de recursos genéticos apresenta diversas vantagens sobre a conservação de germoplasma no campo, destacando-se a economia de recursos financeiros para a manutenção das coleções, redução de riscos fitossanitários e intempéries climáticas. Por esse motivo, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência de regulador osmótico (manitol) e inibidor de crescimento (ácido abscísico) na conservação in vitro de microestacas de mangabeira por crescimento lento. As culturas foram mantidas em meio MS com 3% de sacarose e 0,6% de agar. Os experimentos foram conduzidos em delineamento inteiramente casualizado, em sala de crescimento com temperatura variando de 26+2°C, umidade relativa do ar média em torno de 70% e fotoperíodo de 12 horas de luz branca fria (52?mol m-2 s-1 de irradiância). Foram avaliadas cinco concentrações de manitol (0, 10, 15 e 20g L-1). Na presença de manitol, o comprimento da parte érea apresentou valores numéricos inferiores à testemunha, mas, aos 90 dias de cultivo in vitro, foi observado efeito deletério do manitol nas microestacas. Em relação ao ácido abscísico, foram testadas cinco concentrações (0; 0,5; 1; 2 e 4mg L-1) em interação com dois tipos de vedação de frascos (tampa plástica rosqueada e papel alumínio) e dois tipos de explantes (microestacas apicais e basais). O ácido abscísico (0,5mg L-1) apresentou melhores resultados para a conservação in vitro de microestacas de plântulas de mangabeira cultivadas em frascos vedados com papel alumínio. Não houve efeito significativo do tipo de explante
Manejo da Sigatoka-Amarela da bananeira mediante consórcio de variedades resistente e suscetível.
A sigatoka-amarela, causada por Mycosphaerella musicola, é uma importante doença da bananeira e, como tal, requer ações de controle para garantir uma boa colheita. Para a produção em sistema orgânico, é importante o desenvolvimento de práticas de manejo adaptadas ao mesmo. O objetivo foi avaliar o efeito e definir a proporção ideal entre variedades resistentes e suscetíveis de forma a oferecer o melhor controle para a sigatoka-amarela na variedade suscetível. O trabalho foi conduzido no campo experimental da Embrapa Mandioca e Fruticultura (CNPMF), no período de abril de 2009 a abril de 2011, estabelecido em delineamento inteiramente casualizado, utilizando-se duas variedades de bananeira: ?BRS Tropical? (resistente à sigatoka-amarela) e ?Prata Anã? (suscetível à sigatoka-amarela), distribuídas ao acaso em seis parcelas com 30 plantas, representando seis tratamentos, sendo cinco com diferentes proporções de mistura da variedade resistente com a suscetível e um composto apenas de plantas da variedade suscetível, constituindo a testemunha. Foram coletadas informações de crescimento das plantas, número de folhas, produção e severidade da doença, convertido para índice de doença. As avaliações foram realizadas mensalmente, a partir do terceiro mês após o plantio, cobrindo o primeiro e o segundo ciclos de produção. Os resultados indicam que o sistema pode se Manejo da sigatoka-amarela da bananeira mediante consórcio de variedades resistente e suscetível Zilton José Maciel Cordeiro Rita de Cássia Cerqueira Melo Carlos Alberto da Silva Ledo constituir numa forma alternativa de manejo para a sigatoka-amarela da bananeira, útil especialmente para pequenas propriedades rurais e em sistemas orgânicos de produção. A recomendação para o melhor manejo da sigatoka-amarela na variedade suscetível é fazer o cultivo entre variedade resistente e suscetível na proporção 1:1 (uma planta suscetível para cada planta resistente)
Efeito do tamanho da semente, do substrato e pré-tratamento na germinação de sementes de pupunha.
A germinação lenta e uniforme de sementes de pupunha (Bactris gasipaes Kunth) acarreta problemas na propagação dessa espécie, dificultando principalmente a produção de mudas em escala comercial. Esse trabalho objetivou determinar o efeito do tamanho da semente, de substrato e de pré-tratamentos na germinação de sementes de pupunha. As sementes foram submetidas aos tratamentos: substratos (areia de textura média e vermiculita), pré-tratamentos (imersão em ácido sulfúrico 98% por quatro minutos; imersão em água à temperatura ambiente (28°C) por 48 horas; remoção do endocarpo e testemunha; e tamanho de sementes (pequena, média e grande). Os tratamentos foram comparados quanto a percentagem de germinação avaliada aos 85 dias após a semeadura e índice de velocidade de emergência. As percentagens de germinação nas sementes grandes (46%) e médias (43%) não diferiram estatisticamente entre si e foram superiores às pequenas (25%), sendo verificado o mesmo comportamento para o índice velocidade de emergência. A areia proporcionou maior percentagem de germinação (53%) quando comparada com a vermiculita (23%). Não foi verificado efeito significativo dos pré-tratamentos na velocidade de emergência
Avaliação de diferentes tipos de armadilhas no monitoramento da Broca da Bananeira (Cosmopolites sordidus) em cultivo de plátano na Região do Baixo Sul da Bahia.
O cultivo de plátanos, bananas da Terra, assume grande importância econômica e social na região do Baixo Sul baiano, destacando-se como principal cultivo sendo geralmente explorado por pequenos agricultores predominando a mão-de-obra familiar
Adaptação de variedades de mandioca no Litoral Sul da Bahia.
Segundo o IBGE (2010) a cultura da mandioca é produzida em todos os Estados do Brasil. A Bahia, em 2010, ocupou o terceiro lugar com 3.211.278 t, produzidas em 262.025 ha e com o rendimento médio de 12,3 t/ha. Estes dados comparados com a média de 2000 a 2006, seis anos, (4.078.477 t, em 325.529 hectares colhidos e rendimento 12,5 t/ha) nota-se que a produção aumentou 1.269.494 t e manteve a mesma produtividade por hectare. Para elevar o rendimento desta lavoura é preciso melhorar as práticas agrícolas. Neste particular, a seleção de variedades adaptadas às regiões, com maiores produtividades e elevado teor de amido, pode contribuir bastante.Melhoramento genético. Resumo 132
Efeito da concentração de sais MS e da sacarose na conservação in vitro de Genipa Americana L.
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de variações do meio MS e da sacarose na redução do crescimento de plântulas de jenipapeiro para conservação in vitro. Foram utilizadas sementes de frutos maduros de jenipapeiro provenientes de Cruz das Almas- BA. O material foi inoculado em meio MS com 30 g L-1 de sacarose e 4,5 g L-1 de phytagel®. Após 90 dias da germinação in vitro, as plântulas foram transferidas para o meio de conservação em que foram testadas diferentes variações de sais MS e sacarose: T1) Meio MS gelificado + 30 g L-1 de sacarose; T2) ½ MS + 15 g L-1 de sacarose; T3) ½ MS + 30 g L-1 de sacarose; T4) ¼ MS + 15 g L-1 de sacarose e T5) ¼ MS + 30 g L-1 de sacarose). Foi instalado um experimento em delineamento inteiramente casualizado com cinco tratamentos e cinco repetições. Todas as variáveis foram submetidas à análise de variância e comparadas pelo teste de Scott Knott a 5% de probabilidade. Houve diferença significativa no número de folhas e vigor das plântulas de jenipapeiro. Observou-se um acréscimo do número de folhas das plântulas de jenipapeiro à medida que diminuiu as concentrações do meio MS. Os tratamentos T1 e T2 são ideais para estabelecer um protocolo de conservação in vitro de jenipapeiro por promoverem redução no crescimento. Para as variáveis, comprimento da parte aérea e número de folhas com abscisão, não foi observado nenhum efeito
A manipueira na adubação da mandioca.
A manipueira ou água da mandioca é o líquido extraído da massa da mandioca. Ela é considerada pura quando obtida na prensa e usada sem mistura com água. Torna-se impura ou diluída quando misturada com água no processo de extração de fécula ou simplesmente adicionando-se a água. Ambas podem ser usadas na adubação, devendo antes ser guardada em vasilha aberta para exalar o ácido cianídrico
Efeito do tamanho da semente, substratos e métodos de superação de dormência na emergência de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.).
Sementes de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) com diferentes classes de tamanho (pequena, média e grande) foram submetidas a diversos tratamentos: substratos (areia e "plantmax") e métodos de superação de dormência (imersão em ácido sulfúrico (H2SO4) 98% p.a. por quatro minutos; imersão em água à temperatura ambiente (28ºC) por 48 horas; remoção do tegumento e testemunha
Uso de manipueira na compostagem na adubação da mandioca (Manihot esculenta Crantz).
Segundo Oliveira et al. (2005) as vantagens apresentadas pelo composto preparado com o lixo caseiro são as seguintes: melhora a qualidade do solo e reduz a contaminação e poluição ambiental; estimula o exercício à cidadania pela contribuição na diminuição do lixo destinado aos aterros sanitários; melhora a eficiência dos fertilizantes químicos; economiza espaços físicos em aterros sanitários; recicla os nutrientes e elimina agentes patogênicos dos resíduos domésticos. O que deve ser considerado pelo fato de que o lixo doméstico costuma ser mais problemático que os restos de culturas existentes no campo. Nas regiões mandioqueiras, além dos restos culturais, existe a manipueira ou água da mandioca, liberada pelas casas de farinhas e fecularias que passa a ser enorme poluidor, tanto pela presença do Ácido Cianídrico como o acúmulo de grande quantidade de matéria orgânica. Com o despertar das pessoas do campo para as utilidades deste líquido tóxico, uma pergunta muito frequente é: Como guardar a manipueira Sempre é explicado que não se deve acumular em excesso. Recomenda-se usá-la na alimentação dos ruminantes, controle das pragas e doenças e na adubação das lavouras. Uma das maneiras de usá-la na adubação é sob a forma de compostagem que é a transformação dos restos de cultura em adubo orgânico. Neste caso, ela auxilia o processo e passa a ser um componente. Caio Neves, pesquisador da Embrapa Solos, explica à jornalista Juliana Royo, do Portal Dia de Campo, que o adubo orgânico gerado pela mistura feita na leira é excelente para a agricultura. A primeira vantagem é a existência de intensa mistura orgânica, o adubo natural consegue devolver muitos nutrientes ao solo e suprir as necessidades naturais da planta, o que faz a produtividade aumentar em até 20%. O objetivo do trabalho foi avaliar o uso de manipueira na compostagem para a adubação da mandioca. Bem como, demonstrar os acréscimos obtidos e sua importância
Prospecção de espécies silvestres de Manihot quanto à resistência à mosca branca.
As espécies silvestres de Manihot são importantes reservatório s de alelos úteis passíveis de transferência para a espécie comercial (Manihot esculenta Crantz)
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