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    REPENSANDO AS SANÇÕES: UMA ANÁLISE INTERDISCIPLINAR DO FENÔMENO PUNITIVO

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    Embora as sanções estejam bastante presentes nas experiências jurídicas ao redor do mundo, durante muito tempo o tema foi negligenciado pelos teóricos analíticos do direito. O motivo é o entendimento corrente de que a sanção não é um elemento necessário para a normatividade jurídica e que, portanto, não é objeto da jusfilosofia. O direito, no entanto,é melhor explicado não apenas pelo estudo das características necessárias e suficientes, mas pela observação de seus aspectos considerados importantes.Se o trabalho do jusfilósofo é conceituar ou descrever o fenômeno jurídico, ou fornecer material normativo para aqueles que vivem a experiência jurídica, ele deve compreender essas características que se mantêm presentes em vários ordenamentos.Com esse foco, este trabalho utiliza uma abordagem interdisciplinar para estudar as sanções. As sanções geralmente são usadas como estímulo para o cumprimento de regras. Experimentos com jogos econômicos têm confirmado a eficiência dessa prática. Há, contudo, casos em que a introdução de sanções produz o resultado contrário ao pretendido. Como o uso de regras tem um valor positivo para a coletividade, o estudo sobre a forma como as pessoas compreendem o emprego de sanções pode ajudar a melhorar a produção legislativa. A despeito da discussão normativa, estudos psicológicos apontam para uma tendência punitiva retributivista no julgamento das pessoas comuns. Além disso, a psicologia tem indicado algumas assimetrias no comportamento punitivo.O filósofo do direito deveria fazer um esforço para integrar as diferentes informações para fornecer explicações mais adequadas do fenômeno jurídico e para construir teorias normativas mais factíveis.Although sanctions are a constant presence on law systems around the world, the analytic philosophers of law neglected this subject for a long time. The reason is that sanctions were though as an unnecessary element to explain legal normativity. However, law is better explained by the observation of what is understood as its important features and not by its necessary and sufficient ones. If the work of those philosophers its to conceptualize or to describe the legal phenomenon, or to provide normative material, they must comprehend features that are presents in almost every legal system. Following this line of thought, this study is an interdisciplinary approach to sanctions. The sanctions are usually used as incentives for rules observance. Experiments made of economic games have confirmed the efficiency of this method. There are, nevertheless, cases in which sanctions make the opposite result that is expected. As much as rules have a positive value for society, the study about the way people understand the use of sanctions can help improve legal production. Despite the normative debate, psychological studies are pointing to a retributivist tendency in folk people punitive judgments. Besides that, psychology has showed some asymmetries in punitive behavior. The philosopher of law should make an effort to integrate different information in order to provide more accurate explanations to the legal phenomenon and create more feasible normative theories

    LÍNGUA FRANCA MORAL?: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A NATUREZA DAS INTUIÇÕES MORAIS E POSSÍVEIS IMPLICAÇÕES NORMATIVAS

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    A cognição moral humana é um dos temas mais debatidos nas ciências cognitivas atualmente e têm atraído cada vez mais a atenção de pesquisadores e teóricos das mais diversas áreas. O trabalho apresenta duas abordagens empíricas concorrentes sobre a formação das intuições morais. Adeptos da analogia linguística descrevem a natureza e a origem do conhecimento moral por meio da utilização de conceitos e modelos similares aos adotados para o estudo da linguagem. Partindo da descrição de princípios operacionais do julgamento moral intuitivo, teóricos como John Mikhail propõem que os seres humanos possuem um conhecimento inato de uma variedade de regras, conceitos e princípios morais e, até mesmo, jurídicos. Por outro lado, teóricos como Joshua Greene e Jesse Prinz sustentam uma explicação substancialmente diferente para o surgimento das intuições morais e invocam o papel fundamental que as emoções representam nesse processo. As implicações normativas destas propostas e do estudo científico da moral em geral são inúmeras e encontram-se muito pouco exploradas. Pretende-se analisar as teorias mencionadas e o seu possível impacto na compreensão de categorias morais, políticas e jurídicas, principalmente aquelas fundadas sobre pretensões universalistas.Human moral cognition is one of the most recurrent topics in cognitive science nowadays, attracting more and more researchers and theorists from various fields. This dissertation presents two competingempirical approaches to the generation of moral intuitions. Authors pro linguistic analogy employ concepts and models borrowed from linguistics to describe the nature and source of moral knowledge. John Mikhail, for instance, describes operational principles of intuitive moral judgment to suggest that human beings are endowed with innate knowledge of multiple moral – and even legal – rules, concepts and principles. Others, like Joshua Greene and Jesse Prinz,provide a substantially different explanation to the nature of moral intuitions, highlighting the role of emotions in their constitution processes. Each one of these propositions, and the scientific study of morality in general, can generate many normative implications, which have not been deeply studied so far. This work aims to analyze the aforementioned accounts and their potential impact in moral, political and legal concepts, especially those framed by universalistic beliefs

    O CONHECIMENTO HUMANO COMO EXPRESSÃO DA VONTADE: ANÁLISE DAS RELAÇÕES ENTRE O CONHECIMENTO ABSTRATO E O INTUITIVO NO PENSAMENTO DE SCHOPENHAUER

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    Para Schopenhauer, o conhecimento humano não se constitui apenas pelo saber racional. Pelo contrário, a própria razão - ou representação abstrata, segundo o filósofo - é derivada de uma forma de compreensão mais originária: a representação intuitiva. Esta, por sua vez, encontra seu fundamento na Vontade, conceito central à metafísica Schopenhaueriana, o qual configura a essência de todos os fenômenos particulares, como é o caso do homem. O propósito do presente trabalho é investigar as relações entre estas duas formas de conhecimento, reafirmando a importância dos elementos não racionais para a prática de vida e para uma adequada compreensão da realidade.According to Schopenhauer, human knowledge does not concern just about rational think. Reason or, the abstract representations are products of a kind of comprehension more primitive: the intuitive representation, that takes its fundament from will. Will is the central concept to shopenhauerian metaphysics, end configures the essence to all individual phenomenon in the world. The objective of this text are to investigate the relationships between this two kinds of knowledge and, according to that, to reiterate the importance of the non-rational elements to the human being and to an adequate comprehension of the reality
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