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    "E Apareceu a Mim como a um Abortivo": o significado de Ektroma em 1Cor 15,8

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    Resumo: na Primeira Carta aos Coríntios Paulo faz uso do termo ektroma ao definir-se no momento em que recebeu a aparição de Jesus Cristo ressuscitado: â??Em último lugar, apareceu também a mim como a um abortivoâ? (1Cor 15,8). O termo é um hapax no NT, e torna difícil a interpretação do versículo, prova disso são as inúmeras propostas de interpretação que já foram apresentadas e que serão analisadas. Nossa interpretação é que Paulo se refere ao seu chamado no momento que ele estava matando a Igreja (a mãe). Num aborto naquela época deveriam morrer a mãe e a criança. Sobreviveram os dois. Isso só pode ser entendido como graça de Deus. Então ele afirma â??sou o que sou pela graça de Deusâ? (1Cor 15,10). O Apóstolo se refere à experiência no caminho de Damasco, entendendo que também foi chamado, mas diferente dos Doze. Ele é o último, mas mesmo assim digno de ser chamado Apóstolo. Seu chamado foi irregular, só sobreviveu por graça de Deus. Paulo insere esta qualificação no capítulo 15 da Carta quando trata do tema da Ressurreição. Igual a ele, a comunidade de Corinto â?? que se encontra em meio a divisões â?? deve fazer a experiência do Ressuscitado para entrar no caminho da vida. Palavras-chave: Paulo. Apóstolo. Ressuscitado. Abortivo. Graça. Coríntios

    Estas palavras e o Shemá

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    No livro do Deuteronômio, a expressão “estas palavras” é repetida várias vezes pelo redator final com o objetivo de introduzir os discursos que Moisés profere ao povo antes da sua morte e antes de o povo entrar na terra. As palavras de Moisés concluem o Pentateuco e, por conseguinte, toda a Torá que norteará a vida do povo de Israel. Dentre estas palavras, encontra-se também o Shemá, a oração por excelência que constitui a profissão de fé israelita, também o ponto central na tradição e na espiritualidade hebraica. Este artigo visa analisar a importância e o significado que estas palavras e o Shemá tiveram – e continuam a ter – para o povo judeu, bem como para o cristianismo

    Os Manuscritos de Qumran ou do Mar Morto

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    Na primavera de 1947 foram encontrados os primeiros manuscritos em Qumran. Essa foi considerada a maior descoberta de manuscritos da época moderna e a mais importante na região da Terra Santa. É certo que foi uma riqueza, mas também provocou algumas polêmicas. Neste artigo procuraremos apresentar de forma resumida o que são os Manuscritos de Qumran ou do Mar Morto, a sua história, as controvérsias em torno da sua publicação e a ajuda que trouxeram para a tradução e interpretação dos livros do Antigo Testamento. Abordaremos também a influência que eles proporcionaram para uma melhor compreensão de muitos elementos do judaísmo da época de Jesus e a incidência que as ideias da comunidade que viveu em Qumran tiveram na formação do Novo Testamento e do cristianismo

    Lucas: o Evangelho da Misericórdia!

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    O presente artigo é uma reflexão transversal do Evangelho buscando ver como Lucas quis apresentar Jesus e a sua mensagem marcados pelo aspecto da misericórdia e compaixão. Jesus é o Messias misericordioso. O rosto do Pai que Ele revela é de um Deus rico em misericórdia. Os fatos narrados no Evangelho estão marcados pela misericórdia e pela compaixão. Por isso, espera-se também do leitor e dos seguidores de Jesus a prática da misericórdia: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36)

    As refeições de Jesus em Lucas

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    O presente artigo analisa as dez refeições nas quais Jesus participa no Evangelho de Lucas. São refeições de acolhida e hospedagem, de solidariedade com os famintos ou refeições celebrativas com caráter litúrgico. A preocupação de Lucas não é descrever as refeições, mas ver como Jesus aproveitou este momento para ensinamentos e transmitir a sua mensagem. Jesus nos desafia para valorizarmos mais este espaço importante e necessário na nossa vida que é o momento da refeição. Ao mesmo tempo resta o desafio de olharmos para as multidões que hoje passam fome. O Evangelho nos motiva a denunciar o sistema que acumula e exclui e, ao mesmo tempo, construir uma sociedade onde haja partilha do alimento para que todos possam ser saciados

    Editorial. Dossiê: As Alianças na Bíblia

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    Editorial, v. 24, n. 90 (2006)

    JESUS DE NAZARÉ E AS SEPARAÇÕES DO SEU TEMPO

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    O judaísmo oficial da época de Jesus era marcado por muitas separações, como puro - impuro; judeu - estrangeiro; homem - mulher; escravo - livre. Muitas dessas separações eram fruto das tradições que foram desenvolvidas no período pós-exílio e prejudicavam, sobretudo, os pobres e marginalizados. Jesus de Nazaré enfrentou várias delas. Mesmo sendo acusado de não cumprir a Lei, Ele desmascara a hipocrisia daqueles que, baseados na tradição, acabavam anulando e desprezando a própria vontade e os mandamentos de Deus para observar as suas próprias tradições (Mc 7,9). Em sua prática, Jesus supera essas separações e acolhe as pessoas excluídas, promovendo a justiça. Ao propor uma ruptura diante do ensinamento dos mestres da época, Jesus não vai contra a revelação das Sagradas Escrituras, mas, usando de critérios objetivos, dá aos textos sagrados a justa interpretação, colocando a Palavra de Deus a serviço da vida do povo e revelando o verdadeiro rosto de Deus. Esta prática de Jesus ilumina a realidade atual marcada por sintomas de discriminação e intolerância. JESUS OF NAZARETH AND THE SEPARATIONS OF HIS TIME The official Judaism of the time of Jesus was marked by many separations, as pure X impure; Jew X Foreign; man X woman; slave X free. Many of these separations were the fruit of the traditions that developed in the post-exile period and especially affected the poor and marginalized. Jesus of Nazareth confronted several of them. Even though he is accused of not complying with the Law, he unmasks the hypocrisy of those who, based on tradition, eventually nullifying and neglecting God's own will and commandments to observe their own traditions (Mk 7, 9). In his practice, Jesus overcomes these separations and welcomes the excluded, promoting justice. In proposing a break from the teachings of the masters of the time, Jesus does not go against the revelation of the Holy Scriptures, but using objective criteria, he gives the sacred texts the correct interpretation, placing the Word of God at the service of the people's life and revealing the true face of God. This practice of Jesus illuminates the current reality marked by symptoms of discrimination and intolerance

    Editorial. Dossiê: Shekiná: a habitação de Deus no meio do povo

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    Editorial, v. 27, n. 101 (2009)

    O anúncio do nascimento e infância de João Batista

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    O presente artigo é uma reflexão sobre o anúncio do nascimento de João Batista (Lc 1,5-25) e seus desdobramentos: a visita de Maria a Isabel, o nascimento, a circuncisão e seu crescimento. Os fatos analisados são vistos não tanto do ponto de vista histórico, mas literário e teológico na obra de Lucas. É isso que o autor do terceiro evangelho faz: mostrar como os acontecimentos se inserem no plano da Salvação e que culminam  no cumprimento das promessas messiânicas com a vinda do Salvador

    Maria Madalena e o encontro com Jesus ressuscitado

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    O texto de João 20,11-18 é um verdadeiro modelo de superação. Maria Madalena vai de madrugada ao sepulcro e sua situação é desesperadora: ela chora, não sabe o que está acontecendo, procura um Jesus morto e, quando Jesus lhe aparece, ela o confunde com o jardineiro. Mas é quando Jesus a chama pelo nome que ela desperta e reconhece o Rabbuni (mestre) e então é enviada a anunciar a boa notícia aos discípulos. Maria Madalena supera a sua situação de confusão, choro e perda para uma situação nova de quem encontrou o mestre e vai anunciar aos discípulos que o Senhor está vivo e ressuscitado
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