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    A Queda de Goa: Causas e Consequências - Uma Síntese

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    The author summarizes what happened to Goa and in Goa in the last almost fourteen years of its life under the Portuguese flag, that is, from the time Britain granted independence to its Asian colony in August 1947 until the invasion of the Portuguese State of India in December 1961. In order to do this, as well as drawing on much published material, which is abundantly quoted, unpublished documents are used, such as the telegrams that the Portuguese Embassy in Karachi sent to Lisbon with the information given by foreign journalists who arrived in the Pakistani capital from Goa after Christmas, and which were the first reliable information received. Until then, the government knew nothing concrete, as the Indian Union only authorized telegrams to be sent by a journalist from the Reuter news agency. Also unpublished, among others, is the report of the visit of a Brazilian diplomat to the Portuguese prisoners in Goa, the final report of General Vassalo e Silva, the considerations of that report, the appeals to the courts of some of the military punished, the Memoirs of the diplomat Bonifácio de Miranda and two pieces of information from another diplomat, Luís Gaspar da Silva, who was stationed in Pakistan and claims to have been contacted by the Moroccan Ambassador in Karachi who, at the request of his Chinese colleague, informed him that China was prepared to put military pressure on the Indian Union in exchange for recognizing the regime. Also according to the same diplomat, the head of the Pakistani secret services had told him, weeks before, the exact date on which the Indian Union would attack Goa.PublishedO autor faz uma síntese do que se passou com Goa e em Goa nos últimos quase catorze anos da sua vida sob a bandeira portuguesa, ou seja, desde que a Grã-Bretanha deu a independência à sua colónia asiática, em Agosto de 1947, até à invasão do Estado Português da Índia, em Dezembro de 1961. Para isso, além de recorrer ao muito material publicado, e que é abundantemente citado, são utilizados documentos inéditos, como os telegramas que a Embaixada de Portugal em Karachi enviou para Lisboa com as informações dadas pelos jornalistas estrangeiros chegados de Goa à capital paquistanesa depois do Natal, e que foram as primeiras informações fidedignas recebidas. Até então, o Governo nada sabia de concreto, pois a União Indiana só autorizava o envio de telegramas por um jornalista da agência noticiosa Reuter. Inéditos também, entre outros, o relatório da visita de um diplomata brasileiro aos prisioneiros portugueses em Goa, o relatório final do General Vassalo e Silva, as considerações a esse relatório, os recursos aos tribunais de alguns dos militares punidos, as Memórias do diplomata Bonifácio de Miranda e duas informações de outro diplomata, Luís Gaspar da Silva, que se encontrava em posto no Paquistão e que afirma ter sido contactado pelo Embaixador de Marrocos em Karachi que, a pedido do seu colega chinês, informava que a China estava disposta a pressionar militarmente a União Indiana, em troca do reconhecimento do regime. Também segundo o mesmo diplomata, o chefe dos serviços secretos paquistaneses comunicou-lhe, semanas antes, a data exacta em que a União Indiana atacaria Goa, informação remetida para Lisboa e que terá desaparecido

    A cor da pele e as castas de Goa, antes e depois de o último olhar de Manú Miranda, de Orlando da Costa

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    Numa exposição de fotografias sobre os gaudde de Goa em 2006, alguns brâmanes comentaram: “nas fotos mostras que também há raparigas gaudde com a pele clara e bonitas, pensávamos que só havia escuras”. No século XXI este mito continua naturalizado na mentalidade da maioria dos goeses; o de que as castas normalmente consideradas com mais estatuto têm a pele clara por contraste com as castas pouco valorizadas e que têm a pele escura. O objectivo deste texto é analisar o modo como as castas utilizam o argumento da cor da pele, durante o colonialismo português e contemporaneamente, articulando a antropologia e a literatura. Concretamente, analisa o romance etnográfico de Orlando da Costa, O Último Olhar de Manú Miranda (2000), que fornece um importante retrato sócio-histórico de Goa nos anos 1930-40, com o trabalho de terreno que realizei durante um ano no sul de Goa, em 2006-07.info:eu-repo/semantics/acceptedVersio

    A cor da pele e as castas de Goa, antes e depois de o último olhar de Manú Miranda, de Orlando da Costa

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    Numa exposição de fotografias sobre os gaudde de Goa em 2006, alguns brâmanes comentaram: “nas fotos mostras que também há raparigas gaudde com a pele clara e bonitas, pensávamos que só havia escuras”. No século XXI este mito continua naturalizado na mentalidade da maioria dos goeses; o de que as castas normalmente consideradas com mais estatuto têm a pele clara por contraste com as castas pouco valorizadas e que têm a pele escura. O objectivo deste texto é analisar o modo como as castas utilizam o argumento da cor da pele, durante o colonialismo português e contemporaneamente, articulando a antropologia e a literatura. Concretamente, analisa o romance etnográfico de Orlando da Costa, O Último Olhar de Manú Miranda (2000), que fornece um importante retrato sócio-histórico de Goa nos anos 1930-40, com o trabalho de terreno que realizei durante um ano no sul de Goa, em 2006-07.info:eu-repo/semantics/acceptedVersio

    Proud to be a Goan: colonial memories, post-colonial identities and music

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    During 451 years of colonial history, catholic Goans used music as a mediator of identity negotiation. In a political context repressing musical sonority of Indian flavour, in which Portuguese was the official language, catholic Goans created their own music, sung in Konkani and performed according to Portuguese models. Mandó among other hybrid and ambivalent musical genres, comprehen- sible for colonial rulers and Goans but with different significance for both, acquired an emblematic status. After 1961 Goa becomes an Indian territory, and the Goan diaspora, into Europe, America and Africa, increased. With it, the homeland myth created the ne- cessity to isolate some cultural ingredients in order to maintain their cultural ties within an alien territory. Musical genres de- veloped in Goa were recreated not for their colonial memory but because they allowed Goans to prove their difference. This paper tries to inscribe Goans as a paradigmatic case of diasporic com- munities where music acquires central status in the process of post-colonial identification and as an instrument of conciliation.FCTFundação Orient

    O turismo enquanto agente de transformação sócio-espacial: o caso de Goa

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    O turismo em Goa, enquanto actividade económica, encontra as suas origens na década de 1960, quando hippies ocidentais descobriram as suas praias inexploradas, a sua atmosfera descontraída e rural, e drogas facilmente acessíveis a baixo custo. Contudo, a natureza letárgica de Goa só começou a mudar em meados dos anos 1980, com o estabelecimento de voos charter, introduzindo no território um novo tipo de turismo. A promoção e comercialização de Goa como um importante destino turístico internacional resultaram num número de visitantes muito superior ao número de residentes locais, excedendo a capacidade de carga do território. Ao mesmo tempo que Goa sofre os impactes destas grandes mudanças, continua a ser fortemente promovida como um paraíso turístico. Deste modo, o território enfrenta o desafio de tentar equilibrar as vantagens económicas do turismo com as questões ambientais e a mudança inevitável do seu tecido sociocultural. Este artigo procura apresentar e discutir o desenvolvimento de Goa enquanto destino turístico, examinando os impactes socioculturais, económicos e ambientais provocados por esse desenvolvimento.Tourism as an economic activity in Goa can be traced back to the 1960s, when many Western hippy travellers discovered its untouched beaches, its laid-back and rural atmosphere, and easily found drugs at little cost. However, the lethargic nature of Goa only began to change in the mid 1980s with the establishment of charter flights, introducing to the territory a new type of tourism. The packaging of Goa as a major international tourist destination resulted in the number of visitors far exceeding the number of residents and also the region’s carrying capacity. At the same time that Goa falls under the impact of massive change, it keeps being vigorously promoted as a tourist paradise. Goa is therefore facing the challenge of balancing tourism’s economic advantages with environmental issues and the inevitable change of its character. This paper tries to discuss the development of Goa as a tourist destination, examining at the same time the socio-cultural, economic and environmental impacts of such tourism development.publishe

    Goa: The Transformation of an Indian Region

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    This article presents a general picture of Goa as seen by the author in the early 1980s, which reflected the great changes that had occurred in the territory in the twenty years previously. Though Goa has changed since the composition of this piece, much of what I wrote holds true today or forms the socio-economic background for further shifts. This article explores the genesis of the environmental concerns that have become a major focus in Goa today, as well as the explosion of the mining and tourist industries, which have stretched the territory’s once pristine natural beauty to its utmost. As well as developing industrially, Goa has seen great cultural and demographic changes since the end of Portuguese rule, which have added new layers to its essentially Indian nature and challenged communal harmony.Este artigo apresenta uma visão geral de Goa tal como vista pelo autor no início dos anos de 1980, que reflete as grandes mudanças ocorridas no território nos vinte anos anteriores. Embora Goa tenha mudado desde a escrita deste texto, muito do que escrevi ainda é válido ou forma o pano de fundo socioeconômico das demais mudanças. Este artigo explora o princípio das preocupacções ambientalistas que se tornaram um assunto muito importante na Goa de hoje, assim como o crescimento vertiginoso das indústrias turística e mineira, que têm se estendido pelo território até então de grande beleza natural até o limite. À medida que cresceu industrialmente, Goa também passou por muitas mudanças culturais e demográficas desde o fim do colonialismo português, que têm acrescentado novas camadas à sua natureza essencialmente indiana e desafiado a harmonia entre grupos religiosos

    Reportorio: uma base de dados dos processos da Inquisição de Goa

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    O Reportorio geral de tres mil oito centos processos, que sam todos os despachados neste sancto Officio de Goa & mais partes da India, do anno de Mil & quinhentos & secenta & huum , que começou o dito sancto Officio atè o anno de Mil & seis centos & e vinte & tres, com a lista dos Inquisitores que tem sido nelle, & dos autos públicos da Fee, que se tem celebrado na dita Cidade de Goa foi redigido pelo deputado e promotor João Delgado Figueira, posteriormente o décimo quarto inquisidor do Oriente, e mais tarde ainda transferido para o tribunal de Évora. Figueira chegou em Goa em 1618, começando quase que de imediato a redigir o Reportorio. Pelo que consta, João Delgado teve muito trabalho com a organização do documento, pois os arquivos do tribunal de Goa estavam, naquela época, em total desordem, impossibilitando uma consulta aos documentos do “secreto” de forma prática. Era seu papel colocá-los em ordem. Este importante documento se encontra hoje em dia na Biblioteca Nacional de Lisboa, e abarca as seis primeiras décadas de funcionamento do tribunal, mais especificamente o período que vai, como mencionado no seu título, de 1561 a 1623, sendo composto por 651 fólios, a maior parte deles dedicado a elencar, em ordem alfabética e cronológica, as pessoas que passaram pelos cárceres do Santo Ofício goês, com informações sobre o lugar de origem e de residência, profissão, nome de pais e cônjuges, delitos e penas, dando assim uma imagem geral da ação inquisitorial naquele período. Muitos autores já fizeram uso do Reportorio, como Antônio Baião em seu livro A Inquisição de Goa, publicado ainda na década de 1930. Mais recentemente, ele foi também utilizado por Charles Amiel, por James C. Boyajian, por José Alberto Tavim, Ângela Barreto Xavier e Giuseppe Marcocci, em seus trabalhos sobre a Inquisição e a sociedade local. O documento serviu assim a diversas pesquisas, porém apenas como um repositório de exemplos de onde os citados autores colheram alguns dados isolados. Apenas Charles Amiel fez um estudo mais avançado do documento, fornecendo algumas porcentagens (44% dos réus foram julgados por gentilidade, 18% por islamismo e 9% por judaísmo), mas uma edição sistemática do documento, fornecendo dados mais detalhados sobre os delitos ou sobre os réus, nunca chegou a ser publicada[4]. Ou seja, documento em si nunca foi analisado de modo sistemático, apesar do consenso na historiografia sobre a sua importância. José Alberto Tavim, ao relembrar que Charles Amiel chama o documento de “fonte capital para a história religiosa da Índia portuguesa”, completa: “Mas não só. Através dele traça-se um dos capítulos maiores dessa história, ainda tão esquecida, do quotidiano dos portugueses na Índia, dos outros que se ‘converteram’, em parte, ao cristianismo, e se ‘portugalizaram’; e dos cambiantes cultos paralelos, sempre reprimidos, mas sempre imergentes ao longo dos fólios do velho códice, ou seja, na sequência dos séculos retidos em papel”. Este site fornece à comunidade acadêmica e ao público interessado a sistematização do Reportorio sob a forma de uma base de dados descarregável, assim como um introdução ao documento e a transcrição dos curtos textos que precedem o inventário de João Delgado Figueira.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)2010/15963-02011/04616-02011/07125-

    Um estranho em Goa

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    In the scope of the Intercultural Studies curricular unit, we were asked to choose a free theme, or from a book or a film, which could be the object of an intercultural analysis, that is, which contained a confrontation with at least two cultures, thus allowing us to make a case study and put into practice the theoretical concepts learned. Therefore, I chose the book "A Stranger in Goa" by José Eduardo Agualusa, not because I knew the author or his work, but because I am fascinated by India. Since Goa was a former Portuguese colony, I felt interested in analysing the work in question.No âmbito da unidade curricular de Estudos Interculturais foi solicitado que escolhêssemos um tema livre, ou a partir de um livro ou filme, que pudesse ser alvo de uma análise intercultural, ou seja, que contivesse um confronto com pelo menos duas culturas, permitindo assim fazer um estudo de caso e pôr em prática os conceitos teóricos aprendidos. Assim sendo, escolhi o livro “Um Estranho em Goa” de José Eduardo Agualusa, não porque conhecesse o autor ou a sua obra, mas porque sou fascinada pela Índia. Uma vez que Goa foi uma antiga colónia portuguesa, senti interesse em analisar a obra em questão

    Improving the outcomes of primary care attenders with common mental disorders in developing countries: a cluster randomized controlled trial of a collaborative stepped care intervention in Goa, India

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    Background and Objective: Common mental disorders (CMD) are a leading global burden of disease. Up to 30% of primary care attenders suffer from these disorders but most do not receive evidence-based drug or psychological treatments. There are no trials of interventions which attempt to integrate these treatments into routine primary care in developing countries. The aims of this trial (the MANAS Project) are to evaluate the clinical and cost-effectiveness of a collaborative stepped-care intervention for the treatment of CMD in India.Study Design: A cluster randomized controlled trial will be implemented in the state of Goa, on the west coast of India. Twenty-four primary care facilities, 12 from the government sector and 12 from the private sector, will be enrolled in two consecutive phases. For each sector, facilities will be randomly allocated within strata defined by urban/rural location, population size and presence of a visiting psychiatrist. Facilities will be randomly allocated to receive the collaborative stepped care intervention or the enhanced usual care control intervention. Both arms share two components of the intervention, viz., routine screening, and in the government clinics provision of antidepressants. In addition, the collaborative stepped care arm also provides a range of psychosocial treatments delivered by a specially trained Health Counselor, and supervision by a visiting Psychiatrist. A total of 3600 primary care attenders who are detected to suffer from a CMD based on a validated screening questionnaire will be recruited. The primary outcome is the proportion of subjects who recover from an ICD10 defined CMD at baseline by 6 months. Additional endpoints at 2 and 12 months will assess the speed and sustainability of achieving the primary outcomes. Other outcomes will include recovery from ICD10 defined depression and incidence of ICD-10 among individuals who were sub-threshold cases at baseline. Economic and disability outcomes will be assessed to estimate incremental cost-effectiveness ratios.Implications: This will be the first trial of the effectiveness of a complex intervention aiming to integrate efficacious treatments for CMD into routine primary care in a developing country. If effective, its findings will have relevance to policy makers who wish to scale up treatments for CMD in primary care across the world, but mostly in those countries where specialist mental health services are few.Study Registration: The MANAS project is registered through the National Institutes of Health sponsored clinical trials registry and has been assigned the identifier: NCT0044640

    Missionários franciscanos em Goa

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    Trata-se de resenha de livro recentemente publicado; FARIA, Patricia Souza de. A conquista das almas do oriente: Franciscanos, catolicismo e poder colonial português em Goa (1540-1740). Rio de Janeiro: 7 Letras, 2013. O livro trata da presinça das missões franciscanas em Goa na primeira modernidade.This is the recently published book review; FARIA, Patricia de Souza. The conquest of the eastern souls: Franciscans, Catholicism and colonial power in Portuguese Goa (1540-1740). Rio de Janeiro: 7 Letters, 2013. The book deals with the presinça the Franciscan missions in Goa in the first modernity
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